Menina Veneno

5 Alguém está de volta - capítulo 5


Notas iniciais
:3

Olivia estava dormindo, como não dormia há muito tempo. Sem interrupções, sem celular tocando, sem mensagem de texto.

Uma boa noite de sono!

Quando ela se virou na cama, e se cobriu, o celular vibrou na cômoda.

– Não é possível... — suspirou ela, sentando na cama, pegando o celular na cômoda.

"Meet me downstairs...

El."

Ela riu. Ele usara a mesma frase que ela usara num dos casos, há muito tempo atrás.

Levantou da cama num pulo, e procurou por seu moletom. O mesmo moletom que ele havia dado a ela, depois que ela voltara da operação em que esteve infiltrada em Oregon, mas ela não achava que ele lembraria.

Ela só usaria, porque... Tinha um grande valor pra ela.

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Chegou até o térreo, e viu uma pessoa sentada na pequena escadaria em frente ao prédio. Ela sorriu, e ironizou:

– Elliot, terá uma flor no seu copo?

Ele riu.

– Nope, e nem no seu... — respondeu ele sorrindo. Olivia sorriu, e sentou ao lado dele.

– Então... Você está aqui...? — começou ela. Ele deu um gole no café, e olhou para ela, curioso. — Por quê?

– Ah... Eu... Conversei com aquele médico, antes de você entrar no quarto. — murmurou ele, sorrindo tímido. Olivia fitou-o assustada, mas depois agiu normalmente.

– Sobre... O quê? Se, permite a pergunta. — disse ela, ironizando. Ele engoliu em seco, e depois respondeu de olhos fechados:

– Sobre você, Olivia. — e ela o olhou incrédula.

– Você pode ser mais infantil?! — perguntou ela, sarcástica. Ele engoliu em seco novamente, e continuou encarando o copo. — Ok, Elliot. Boa noite.

E quando ela se levantou, deixando o copo ali, ele quis segurar as pernas dela ali, para que ela não fosse embora.

– Boa noite... — sussurrou ele, depois de vê-la entrar no prédio.

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Olivia chegou ao apartamento bufando, batendo a porta atrás de si.

– Como ele pode ser tão infantil?! — gritou ela, ignorando os vizinhos.

– Olivia? — chamou ele, do lado de fora.

– Vai embora! — pediu ela, num grito. Elliot bateu os dedos na porta, e Olivia abriu irritada. — O que você quer?

– Conversar! Tyler...

– Elliot, Tyler é meu amigo, e, além do mais, ele não iria se apaixonar por mim! — gargalhou ela, cruzando os braços.

Elliot se aproximou dela, com os olhos arregalados, o que a fez dar alguns passos para trás.

– Elliot, vai embora, agora. — pediu ela, ainda assustada. Elliot não se moveu.

– Me diz, Olivia. — pediu ele. Olivia gaguejou.

– Te dizer, o quê? Não há nada para se dizer, Elliot. — ou ela achava que não. — Você está delirando.

– Me diz, Olivia! — gritou ele, empurrando um vidro no chão, que, quando caiu, quebrou-se em milhares e milhares de pedacinhos. — Por que ele não se apaixonaria por você?

– Elliot, vai embora, agora! — gritou ela, estressada. Elliot se aproximou mais ainda, e Olivia não recuou.

Quando mais próximo, a única coisa que Elliot sentiu, foi a mão dela, no seu rosto.

Ai!

Ele colocou a mão no rosto, onde Olivia dera o tapa, e sentiu o local, quente, e ardente.

– Olivia! — chamou ele, implicando. Olivia bufou, e cruzou os braços. — Sabe, eu deveria revidar.

Olivia riu, e se pôs em posição ameaçadora.

– Revide. — e Elliot riu, mas, só ficou olhando para ela.

A respiração incontrolada, rápida, e os olhos queimando. Os cabelos meio desgrenhados, mas nada que uma passada de mãos, rápida, não resolvesse.

Ah, Olivia, como você é perfeita, pensou ele.

Ela continuava olhando-o raivosamente, desafiadoramente, mas ele não se mexia. Não parecia se incomodar com os olhares, e parecia até que ele não respirava.

– Vai ficar me olhando, ou vai embora? — perguntou ela, colocando as mãos na cintura, desafiando-o.

– Eu... Eu vou, mas amanhã, você não me foge, detetive... — disse ele, com a voz mais grave, do que deveria estar.

– Saia daqui, Elliot, agora! — gritou ela, empurrando-o para a porta.

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Elliot saiu do apartamento, e observou a porta se fechar. Quando Olivia desapareceu, Elliot deixou um sorriso safado aparecer em sua expressão, antes de um homem subir as escadas.

Ele resolveu ir pra casa, afinal, já tinha visto Olivia.

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No dia seguinte, Olivia chegou, por volta de seis e meia, para terminar relatórios pendentes. Elliot chegou lá pras nove, ou seja, muito atrasado.

– Elliot, minha sala. — gritou Cragen, colocando a cabeça para fora. Elliot levantou, e assentiu. Olivia sorriu, implicante, mas logo se concentrou no relatório, novamente.

– Sim, capitão? — gaguejou ele. Cragen anotou um tipo de endereço, num papel, e depois entregou o objeto a Elliot, que ainda não entendera. — Capitão...?

– Vá até lá, com Olivia. — pediu ele, enxotando Elliot.

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Elliot saiu da sala, e pegou o casaco, puxando o de Olivia, também.

– Ei! — exclamou ela, levantando, e correndo atrás dele.

Quando Olivia chegou aos elevadores, as portas estavam abertas, sem ninguém ali, e as portas das escadarias, estavam balançando. Olivia negou com a cabeça, e depois sorriu, descendo as escadas.

– Elliot! — gritou ela, observando o parceiro entrando no carro. Puxou o casaco de volta, e olhou para ele. — Por que fez isso?

– Porque eu sabia que você não viria. — gaguejou ele. Olivia riu, irônica, e entrou no prédio, novamente.

É, ele teria que ir sozinho.

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Quando Olivia entrou na sala, novamente, e se sentou na cadeira, um homem moreno entrou na delegacia, procurando por Elliot.

– Oi, sou a parceira dele, Olivia Benson, ele saiu pra... — começou, reconhecendo o homem. — Ash?

– Olivia! Quanto tempo. — ele riu. Olivia corou. — Você mudou, bastante.

– Sim, você também, e... Veja! Cortou os cabelos, ficou melhor, assim. — suspirou ela, sorrindo. Ele assentiu. — Mas, o que você queria falar com Elliot? Eu posso ligar para ele...

– Não, não precisa... Eu queria convidar vocês dois, para me ajudarem num caso, se... — começou ele.

Uma mulher, ruiva, bem branca, cheia de sardas, chegou à squad, com vários cortes, em seus braços, que sangravam muito. Olivia empurrou Ash, para um canto, e correu até ela, que desmaiou, assim que Olivia esticou os braços.

– Ash... Chame uma ambulância, agora... — pediu ela, num sussurro.

Ele correu até as duas, e ligou para a emergência.

– 911, qual sua emergência?

– Preciso de uma ambulância, décima sexta delegacia, décimo segundo andar. — disse ele, pausadamente. A ruiva delirava nos braços de Olivia.

– Sh, sh, vai ficar tudo bem, hun... Vai ficar tudo bem...

Ashok olhou para ela, encantado. Ela era muito boa com as vítimas, e principalmente, com crianças.

Ela conseguiu levantar, depois que ele pegou a moça no colo.

Não demorou muito, até que a ambulância chegasse. Olivia foi com a mulher, na esperança de ela acordar, e Ash foi de carro, mesmo.

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Quando chegaram ao hospital, Olivia foi proibida de entrar, e ficou na sala de espera, querendo novidades, sobre o estado da ruiva, que desmaiara em seus braços. Ela sofrera um ataque, senão, não estaria daquela forma, numa unidade de crimes sexuais.

Ash chegou uns cinco minutos depois, e perguntou por Olivia, mas a avistou sentada no sofá branco, de couro, do hospital, então, não esperou a recepcionista avisa-lo de que não havia nenhuma Olivia Benson naquele hospital.

– Olivia...

– Ela... Nós não sabemos nem o nome dela! — gritou ela, levantando. Ele sentou no sofá, querendo saber, o motivo, da inquietação dela.

– Olhe, Liv, — começou ele. Olivia o fitou. — nós não sabemos o nome dela, mas saberemos, assim que ela sair da cirurgia.

– Ash, eu sei que você não sabe muito, sobre crimes sexuais, mas... Não é tão simples. Se ela morrer, nós ainda temos cinco anos, mas até lá, o estuprador pode ter morrido, pode ter feito mais milhares de vítimas, e, é por isso que estou inquieta, desta forma, entende? É sempre assim! — indagou ela, remexendo os pulsos, depois, estalando o pescoço. Para os dois lados.

– Liv... — começou ele, mas um médico o cortou.

– Olivia! Por que voltou? Seu parceiro está internado, novamente? — era Tyler, mas Ash não sabia que ele era gay, ou... Ou sabia?

– Oi, na verdade, não. Eu... Estou com uma vítima... — suspirou ela. Tyler coçou o queixo.

– Qual o nome dela? Talvez eu possa ajudar. — indagou ele, olhando para ela, sorrindo.

– Isso seria visto, como conflito de interesses! — resmungou Ash, levantando.

– Ninguém sabe que somos amigos, — indagou Tyler, sorrindo — então, Liv, qual o nome da moça?

– Não sei. — respondeu ela, curta e grossa. Tyler a fitou, confuso, e ela prosseguiu: — Bem, ela chegou à delegacia, toda machucada, e ensanguentada, e, quando eu me aproximei, ela desmaiou.

– E, então, vocês a trouxeram pra cá? — perguntou ele, arqueando uma sobrancelha. Olivia assentiu. — Como ela é?

Ash se permitiu responder:

– Ruiva, um metro e cinquenta e dois, mais ou menos, muito branca, de olhos verdes claros, cabelo comprido, roupas cinzentas, sujas, rasgadas, pelo ataque, provavelmente, e, bastante machucada. — e Olivia assentiu, engolindo em seco.

– Ela está em que quarto? — perguntou Tyler. Olivia negou com a cabeça.

– Está em cirurgia. — respondeu ela, estalando o pescoço novamente. Tyler balbuciou palavras desconexas.

– Vou ver o que posso fazer. — gaguejou ele, correndo para uma das salas de cirurgia.

Olivia sentou novamente, e sentiu o coração apertar. Pelo menos, ela estava com Ash. Ele se importara com ela, quando ninguém mais havia feito.

– Liv? — chamou ele. Olivia abriu os olhos.

– Sorry... Eu... Não aguento mais, tanta pressão, tanto trabalho, tantas responsabilidades! — indagou ela, mexendo nas pontas do cabelo. Ashok aproximou-se dela, e sentou ao seu lado, puxando-a para um abraço.

Uh-oh...

– Liv? — chamou Elliot. Olivia se soltou do abraço, e fitou Elliot.

– Oi, El... — suspirou ela, coçando os olhos. As atenções de Elliot se viraram para o homem, atrás dela.

– Ashok Ramsey. — disse ele, num tom ameaçador.

– Olá, Stabler. — respondeu Ash, no mesmo tom. Olivia tremeu.

Tyler chegou, correndo, com uma prancheta verde nas mãos.

– Liv, quarto 2414-A. — disse ele, retomando o fôlego. Olivia assentiu, aproximou-se dele, deu um beijo rápido, na bochecha corada do médico, e correu para o quarto.

Os outros três foram atrás, porém, Olivia os parou, antes mesmo de entrar, e ficou olhando para eles, com um olhar ameaçador.

Ops! Mamãe ficou brava.

Notas finais
O número do quarto é 2414-A, sem nenhuma razão específica... Acho que é, talvez, porque o número da minha turma na informática é esse, e porque eu não gosto da informática, whatever... Reviews!