Menina Kawaii
3 Encontro.
Notas iniciais
Aproveitem a história.
O horóscopo dizia “dias felizes se aproximam. Cuidado com coisas pequenas. Sua cor da sorte é violeta. Seu número da sorte 16”. Não que se considerasse um cético, mas realmente essas previsões eram umas das coisas mais idiotas do que tinha conhecimento. Era o que o ruivo pensava andando de um lado para o outro visivelmente irritado.
Hoje a manhã começou tão entediante quanto às outras. Aquela luz infernal invadiu o quarto quando finalmente conseguiu dormir. Só hoje não podia ser dia de chuva? O velho gritando tentando arrancá-lo da cama. As irmãs falando de coisas triviais. A única diferença era o horário. Mas a culpa era dele claro. Sempre a culpa era dele. Sei não, mas parece que o mundo conspira para me fazer parecer culpado. Eu não reclamo. Já “to” acostumado. Mas é um saco ter que acordar uma hora dessas e ainda mais só pra isso. Na moral, o coroa exagerou dessa vez. E pior, desta vez eu não tive culpa da confusão, claro que eu não precisava ter quebrado o nariz do cara e ter deixado inválido por uma semana o outro, mas tipo, eles mereciam. As coisas que me acontecem... Bom, só prova o quanto horóscopos são idiotas. Nem sei por que ainda leio essas coisas, mas o que me parece é que minhas irmãs adoram essa “bagaça”. Bom pelo menos isso eu posso fazer para parecer mais presente. Aiai assim elas não me enchem com outras coisas.
Ai esse lugar tem um cheiro horrível! Quanto mais pretendem me enrolar aqui? Já não gostei de nada. E também não me agrada a ideia de ter que esperar uma hora no ponto para pegar o ônibus que faz essa rota. E o velho que me atendeu... Pelo o que percebi é conhecido do meu coroa, mas é totalmente diferente – é serio. Não imagino nenhuma criatura na face da terra desse jeito amigo do meu pai. Bom, a falta de consideração com as pessoas é um ponto em comum. Eu saio de madrugada de casa fico horas no ponto e porque cheguei 5 min atrasado está me punindo fazendo esperar. Bem, não importa o que seja. Eu farei com que eles desistam. Afinal, eu sempre consigo o que quero.
Sentou-se na poltrona colocando os pés sobre a mesa e tirou de dentro da jaqueta um livro de bolso. Não ia mais pagar de bom samaritano para se livrar do castigo. Pelo o que percebeu ele não fugiria disso. Não tão cedo, mas em breve ele bolaria um plano. Sempre foi assim.
Enquanto isso confundindo os longos corredores com um autódromo ia à menina sorriso correndo em disparada até a sala central. Só teve tempo de dá um Oi para os seus “vôs” de coração. Esquecera-se totalmente que hoje era dia de passeio, visitariam um museu, então teria que deixar para o outro dia para ouvir as histórias dos mais velhos. Pensava que levaria uma bronca por está correndo daquele jeito, bom... Ouviria tudo com uma cara de inocente e no final da bronca sorriria, fazendo o outro suspirar desanimado por não conseguir brigar com ela. Ser fofa tem suas vantagens. Na verdade, ela estava indo ter com o diretor do asilo uma conversa. Já estava ali mesmo. Alguma coisa deveria ter para ela fazer... Teve um estalo e pôs a mão no bolso traseiro do seu short jeans retirando de lá o trevo de mais cedo – Trevo de quatro folhas? Bom eu já fui derrubada num canteiro, já vim até aqui atoa já que é dia de passeio... Quando é que você vai seguir a sua função heim? Sim, ela estava falando com o trevo. Ela sempre falou com os objetos, suas vítimas mais destacadas eram o espelho as roupas e as canetas usadas na escola. O povo de lá já estava acostumado, ninguém a chamaria de louca então porque não dar uma bronca nesse trevo danado? Já estava à frente da sala central e com toda a intimidade do mundo adentrou sem prestar atenção em que estava lá – Hei seu trevo, se não sabe trevo de quatro folhas é para dar sorte sabia? – falava mantendo o olhar focado no trevo — Se continuar assim vou te rebaixar a trevo de três folhas, tá – sentou-se na cadeira para convidados enquanto era observada curiosamente pelo o ruivo impaciente. – Não, você sabe que eu não faria isso, mas não fique se achando ok. No fundo você que teve sorte por eu ter te encontrado. Se fosse outro, com todas as coisas estranhas que tem acontecido já te teria jogado fora ou brincado de “ele me ama? Ele não me ama”. Ei pensando bem eu sou um trevo de da sorte.
-Você é maluca?
Finalmente a morena voltou os olhos para a pessoa sentada confortavelmente e INAPROPRIADAMENTE a sua frente.
-sou maluca só por está falando com um trevo?
-Vai me responder com outra pergunta?
-Qual o problema disso?
-Realmente você é maluca.
Levantou uma sobrancelha, curioso porque a morena a sua frente ria. – ela de fato era maluca. Começa a falar com um trevo e agora fica rindo sozinha. E não para de olhar para o meu cabelo. Deve ser mais uma dessas patricinhas chatas que não entendem meu estilo – posso saber do que você tá rindo?
-Bom, rrsrsrsrsrsrs eu estava falando mesmo com um trevo de quatro folhas – sorriu de novo.
--Ahm... “não vai continuar a discussão?”
-O que você faz aqui? O tio não vai gostar de ver você sentado desse jeito na cadeira dele.
-O diretor deste lugar é seu tio?
-Não.
-Mas você chamou de tio...
-E o que é que tem, cabelinho?
-Cabelinho?
-Hei acha que trevos da sorte tem dia para funcionar?
-Cara você muda muito rápido de assunto.
-Desculpa, não pensei que você tivesse raciocínio retardado.
-”impressão minha, mas ela me ofendeu”? Eu fui ofendido, mas não me sinto ofendido... Como isso pode?
-Garota, por acaso você acabou de me ofen...
Foi interrompido quando Yamamoto entrou na sala já lançando seu olhar reprovador pelo o garoto por ele está com os pés sobre a mesa.
-Então, Kurosaki, desculpe-me a demora. É que eu estava pensando o que você ia – parou e notou que tinha mais alguém na sala. –Rukia, o que faz aqui?
-Tio, nem te conto. Eu esqueci que hoje era dia de passeio. Ai eu vim aqui ver se o senhor precisava de ajuda e estava batendo um papo com o cabelinho aqui. – o ruivo franziu o cenho. Agora seria chamado de cabelinho? Coisa de viado...
-Você, conversando com o Kurosaki? “interessante. Ele não é muito de interagir com as pessoas... Será que... um tive uma idéia”. E ele te perturbou muito?
-Não, não. Até que ele é legal, sabe. Tem raciocínio retardado, mas até que é legal. E bom, o senhor sabe que coisas insignificantes não me tiram do sério.
-“na boa, agora eu tenho certeza. Essa garota me ofendeu. Quer dizer ofendeu não foi? Pareceu que sim, mas também pareceu que não? Cara, como ela faz isso?”.
-Rukia, você queria algo para fazer não é? Bom, tive uma ideia. Que tal dá uma de babá – olhando para o garoto a sua frente.
(...)
-Yuzu o que é que você está fazendo?
-Estou lendo o horóscopo do Nii-sam. Parece que vai ser um ano bem divertido.
Notas finais
Pequena... Olhos violetas.... 16...
Bom usem a cabeça.
Beijos no coração.
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