Menina Kawaii
6 Efeito Blush
Notas iniciais
Demorei né... Mas o carnaval tava ai... Ta calor.. e vamos ao capítulo.
Ah bem vindos novos leitores. Só um aviso, eu demoro, mas termino a fic okay.
No relógio marcavam as primeiras horas do dia, quase não se podia ver o sol, mas isso não o impediu de levantar cedo e contemplar o belo jardim da casa de repouso. Tão mais bonito ser chamado assim, mas as pessoas preferem dizer asilo. Isso o faz parecer um velho – se bem que já não era mesmo um jovem.
Quinze anos... Foi o tempo que passou desde que se tornou o diretor de lá. E as coisas nem sempre foram fáceis, mas essa crise que se aproxima vai causar tempestade. Refletia com o aviso de despejo nas mãos. Andava tão preocupado quem nem dera a devida atenção para o favor pedido por seu amigo antigo, Isshin. Sentia-se meio culpado em deixar Rukia ter que cuidar sozinha do jovem rebelde sem causa, mas havia mais coisas a se preocupar. Tentaria mais uma vez pegar um empréstimo no banco para que não perdesse o seu lar.
~~~~...
Embora não fosse habito está de pé tão cedo, a forma de ficar sentada na janela olhando para a rua era bem comum. Estava irritada e com o corpo suado. Causas? O sonho constrangedor que tivera instantes atrás. Só de lembrar sentiu calafrios descerem a espinha. Tocou a nunca e ainda pode relembrar as palavras do seu sonho: Eu quero você! – não se conteve da vergonha e mergulhou a cabeça entre as pernas. Já sabia no que isso ia dá. Toda a vez era a mesma história. Só aguardar um pouco para que o seu coração perdesse o interesse.
Mas enquanto não passava... Desceu num salto da janela e se aventurou pelos lençóis a busca de seu celular – interessante à maneira que o celular tem de se perder em cima da cama – Rukia pensava — A gente põe embaixo do travesseiro ao dormir e quando acorda... Sumiu! Será que o travesseiro é a outra porta para Nárnia? – Pela manhã a morena não tinha um raciocino muito lógico... Se bem que também não o tinha no restante de todo o dia.
Achou o telefone e discou. O que ela diria? Pensando bem o que ela fazia ligando para essa criatura numa hora daquelas? Quando se preparava para cancelar a ligação o Ruivo atendeu.
-Alô!
-Quê? Tão cedo e ele atendeu de primeira? Cara o telefone nem completou o primeiro toque. Estava estupefata sem dúvidas. Meio sem graça respondeu: — Oiiii.
-O que você quer Rukia?
-Eu? Ah, eu queria... Nossa Ichigo! Que surpresa você está acordado tão cedo. E eu achando que você era um desocupado que só acordava tarde. (desviando no assunto nível ninja).
-Legal a ideia que você tem de mim... Para falar a verdade eu ainda nem dormir.
-Estava numa festa?
-Não. Estava andando por ai com uns amigos...
-Imagino os seus amigos. –Rukia falava com desdém.
-Todos parecidos comigo.
-ENTÃO NÃO DEVE ANDAR COM ELES – Ela praticamente gritou ao telefone.
O Ruivo arregalou os olhos do outro lado da linha. Ele entendeu o que ela quis dizer. Se, são parecidos consigo, não são boas companhias. Não se conteve de rir com a sinceridade da garota.
-Do que você está rindo? – claro que a pergunta fora retórica.
-Nada não... –Respondeu já se controlando.
-Claro que é alguma coisa. Não é legal fazer as pessoas ficarem curiosas, Ichigo.
-Essa que é a graça. – falou com a voz arrastada. Covardia para uma garota de dezesseis anos.
-Eu não vejo graça. To vendo que a falta de sono está afetando o seu cérebro. Vou desligar e deixar você dormir.
-Não, pera. – Ela não desligou. Escutaria o que ele tinha a dizer – você está vestida?
-Que pergunta é essa? Claro que estou. É Baby-doll mais ainda é roupa tá.
-Na verdade eu queria saber se estava vestida para ir à rua. Se bem que curti a ideia de te ver de Baby-doll.
-Pervertido! Porque quer saber isso?
-To mesmo sem sono. Quer sair comigo?
-Impressão minha ou você tá dizendo que saindo comigo o seu sono vai chegar? Está me chamando de chata é? – a morena nem sempre era sincera consigo mesmo. – com a palma da mão empurrou a testa para trás. Não era bem essa resposta que ela queria ter dado.
-Você complica demais as coisas. Esteja pronta que vou ai te buscar.
-Aqui? Não mesmo. Você tá doido? Te matam.
-Aquele seu tio? Pelo o que você falou dele não acho que...
-Estou falando do meu primo Hisage. Ele parte isso que você chama de cara.
-Ah ta, desse eu não sabia. Mas pra mim tá tranquilo pô. Você já viu que eu sou bom de briga.
-Nem pensar. Faz assim eu te encontro perto daquela mangueira do outro dia.
~~~~...
Saltou do ônibus – surpresa ao saber que dependendo do horário os ônibus vem extremamente vazios. Ah se tivesse disposição acordaria todo dia essa hora para não ter que aturar o povo mal educado e os filhos de uma péssima mãe que ficam aproveitando para recostar as “coisas” na gente. Mulher sofre viu.
Fez biquinho quando olhou em volta e não viu o ruivo. Se aquele filho da mãe me fez vir aqui à toa eu mato eu mato!
-Quem é filho da mãe? – Foi surpreendida quando as palavras foram sussurradas ao pé do ouvido.
-Um tal de Ichigo Kurosaki – Virou para encará-lo e novamente foi pega de surpresa. Já que ele enfiou um sonho-de-valsa Inteiro na boca da baixinha.
-De nada. – Ele supôs que os grunhidos que ela soltava fossem obrigados. Na verdade, foi bem melhor não terem sido traduzidos pelo horário. Depois de conseguir engolir o bombom se pronunciou.
-Eu não pedi obrigada e aonde a gente vai uma hora dessas?
-Primeiro, eu sabia que não pediu. Segundo, deixa comigo. – Segurou a mão dela e saiu puxando. Entre duas lojas havia um estreito caminho, tão pequeno que nem podia ser chamado de beco. O que ele está planejando? Rukia estava desconfiada. –Bom qualquer um ficaria. Dois corpos não ficariam um na frente do outro Lá, o que a deixou mais calma. Seria difícil ele tentar alguma coisa. Atrás de umas latas havia uma pequena entrada escura. Ichigo começou a rir.
-Você nem precisa se curvar para entrar ai. – em troca recebeu um beliscão.
-Quem disse que eu vou entrar ai? – Ela falou sério.
-Relaxa cara.
-Não mesmo. Isso tá muito suspeito. Parece maior programa de índio.
O ruivo não disse nada por um instante e se curvou próximo a entrada. Mas antes de entrar disse: — você quem sabe. – Entrou e a deixou ali.
Se ele tivesse insistido é fato que ela teria virado as costas e ido embora na mesma hora. Mas quando optou por dar-lhe escolha Rukia logo o seguiu. Dentro do prédio não se via muita coisa e ela tropeçou uma ou duas vezes. Até que sentiu o ombro ser tocado.
-Por aqui. –Ele disse a guiando até uma escada.
Aos poucos o caminho ia se clareando e a luminosidade foi total ao chegar ao terraço. Havia algumas caixas e entulhos largados por ali, mas o que importava era a visão. Uma vista majestosa de toda a cidade. Foram andando até o muro de proteção e puderam celebrar um maravilhoso nascer do sol.
-Que lindo! –Ela não tinha outras palavras para dizer.
-Pois é. Você fica enrolando quase que perdemos isso.
-Vou ignorar seu comentário. Você podia me dizer que era para isso que estávamos vindos.
-E para o que mais séria?
-Nada. – Ignorou com as bochechas coradas. – Ichigo, como você soube desse lugar?
-Andando por ai. – Responde abraçando-a pela cintura – Fica comigo?
-Para de palhaçada.
-Estou falando sério – Apertando-a ainda mais.
-Eu sei. – como assim ela sabia? — Mas não quero ficar com ninguém agora.
-Okay – desvencilhando-se da cintura da morena.
Essa foi boa. O cara a chama antes de o sol raiar a leva para um lugar daqueles, pede para ficar consigo e quando ela recusa ele desiste de primeira. Meio decepcionante isso. – Esse seria o pensamento de uma garota normal, mas Rukia ficou feliz. Ela detestava os caras que não sabiam ouvir um não ou ficavam insistindo quando ela não queria. E os piores eram aqueles que simplesmente iam embora putinhos da vida. Mas ele não. Não insistiu e ainda seguiu conversando normalmente com ela.
Com o passar dos minutos Ichigo já estava sentado de qualquer jeito no chão enquanto Rukia olhava distraída a rua. Cansada do silêncio vira-se para perguntar algo ao ruivo e ri de canto ao ver dormindo daquele jeito. Ela se acomoda do lado dele e deita o corpo em seu colo. Instintivamente acaricia os cabelos e cora ao se dar conta do que fazia. Ia para de afanar os cabelos, mas a mão forte tocou a sua. A morena sorrir percebendo que ainda estava meio sonolento.
-Isso porque você disse que não estava com sono. Imagina se estivesse? –Cutucou-o um pouco.
-Eu também disse okay.
-Não entendi o seu Ok... – Sentiu os lábios serem tocados. — O que pensa que está fazendo?
-Ué, você disse que não queria ficar com ninguém naquela hora. Mas não falou nada que não queria nesse dia. Aquele agora já passou não?
-Você é bem espertinho. Distorcendo as minhas palavras.
-Eu quero você! – parecia um DèJávu do sonho.
-Ichigo, isso não vai prestar... Quer jogar comigo?
-Como se não estivéssemos jogando desde o primeiro dia. – Se levantou. — Misteriosamente perdera todo o sono. — Deu um selinho, que foi meio retrucado. Continuou. Uma, duas, três vezes, ela deu em fim passagem para língua. Não demorou muito para sentir afinidade ao beijo o deixando mais... Maduro? – Senta no meu colo. – sugeriu ele.
-Não. Tá bom assim.
-É mais confortável que o chão. Tem certeza? – continuava manhoso.
-Pode ser, mas tenho a impressão que logo teria algo duro me incomodando.
-Essa é a graça... – Ela cora imediatamente pelo tom que ele usou.
-Tá tá tá. Já chega. Vamos embora.
-Por quê? Tá bom aqui.
-Exatamente por isso. Não é muito bom para minha saúde ficar mais tempo aqui. E também eu tenho aula tenho que ir.
-Saco... Beleza! Vamos então. Fazer o quê. – Mas antes de descerem ele continuou: — Ai, você tá com as bochechas vermelhas.
-Cala boca! Não tá vendo que é blush?
-Ah sim... Claro que é blush... – replicou de deboche. –Você é bem fofinha quando quer não é? – A deixando mais vermelha ainda. Até que essa brincadeira dela ser sua babá não era mais uma ideia tão ruim assim... Quem sabe mais tarde eles não brincariam de médico?
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