Notas iniciais
Olá! Aqui está o segundo capítulo, espero que gostem!

— Adrien Agreste? — ele gritou, levantando-se. — O garoto que você gostava era Adrien Agreste? O modelo? Filho do Gabriel Agreste? O da propaganda do “radiante, livre, sonhador”?

— Bom, era ele sim, mas não precisa gritar. Depois dessa eu acho que está na hora de eu parar de falar antes que diga algo realmente revelador. Minha sorte é que metade da cidade era apaixonada por ele, né?

— Puta que pariu! Não acredito... Esse tempo todo… Eu me declarei e você… O garoto que você gostava era... — o loiro nem conseguia formular uma frase.

— Nossa, pra que o escândalo? Sim, eu te “troquei” por um famoso, mas você mesmo disse que já superou o que sentia por mim. E, em minha defesa, eu não era aquelas fãs apaixonadas com um monte de fotos no quarto. Na verdade eu tinha algumas fotos, muitas na verdade, mas enfim. Eu estudava com ele, a gente era próximo.

— Caralho! — Ele caminhava nervoso de um lado para o outro, deixando-a com uma expressão confusa. — Foi por isso que no dia que derrotamos o Shadow Moth você ficou procurando tanto pelo Adrien!

— Ah para com isso, eu faria o mesmo por qualquer um que fosse filho do vilão da cidade. — Ele pareceu nem escutar.

— Esse tempo todo…

— Meu Deus, Chat Noir, tá na hora de você parar com o vinho, hein? Não é pra tanto não! “Nossa, descobri que a Ladybug de 14 anos me trocou por um modelinho famoso”, grande coisa! Nenhum de nós pensava direito naquela época, você sabe muito bem quanta merda a gente fez nas batalhas. Sim, eu era apaixonada por Adrien Agreste e, sim, às vezes ainda tenho esperança de me encontrar com ele hoje e ver se aquilo foi realmente uma paixonite da escola! — ela explodiu.

— Eu não estou com raiva, Ladybug, eu estou… nem sei explicar! Ao mesmo tempo que fico contente, eu penso que poderíamos ter ficado juntos esse tempo todo, bastava apenas que eu dissesse, que eu diga! — ele falava, sorridente, o que a deixou mais confusa ainda.

— É o quê? Chat, acho que está na hora de você ir para casa, e a garrafa vai ficar comigo, viu? — Ela começou a guardar tudo de volta na caixa, notando que a taça do parceiro estava praticamente cheia, ele tinha apenas provado um pouco, assim como ela. — Bom, pelo visto não dá para culpar o vinho pela sua loucura. — Ladybug disse, rindo levemente.

— Você não entende, eu estou… — ele dizia, ofegante, enquanto se movia de um lado para o outro com um sorriso eufórico no rosto. — Plagg, esconder garras!

Não houve tempo nem para que Ladybug virasse o rosto ou fechasse os olhos, ou sequer para que processasse as palavras dele. Agora, Adrien Agreste se encontrava em sua frente. Demorou alguns instantes para que ela reagisse com um:

— Caralho!

— Pois é… — O loiro continuava sorridente. — Você me rejeitou dizendo que estava apaixonada por outro, mas esse outro era eu! Tem noção disso?

Ele só faltava dar pulinhos de tanta empolgação, mas a expressão dela não transmitia a mesma coisa:

— Que porra você acabou de fazer? Eu não deveria saber quem você é! — Ela gritou, levantando-se. — Nós guardamos essa merda de segredo por seis anos, Adrien, seis anos! E você simplesmente acaba com tudo só porque soube que o garoto que eu gostava aos quatorze anos era você por trás da máscara? Quem parece ter quatorze anos aqui é você!

— Mas… você acabou de dizer que ainda tinha esperança de…

— Foda-se a minha esperança! Você não deveria ter feito isso, você não faz ideia do que vai desencadear no futuro! — O sorriso dele sumiu e Ladybug pareceu ter se lembrado de algo que deixou seu semblante ainda pior. — Foi por isso que… o Chat Blanc! Tudo deu errado porque…

— Não! Você mesma me contou cada detalhe do Chat Blanc, não lembra? Só ocultou a sua identidade secreta e o garoto que você entregou o tal presente. Que pelo visto era eu, não era? — Ela assentiu. — Então! Aquilo aconteceu porque ainda não era a hora! Nós não tínhamos derrotado o Shadow Moth!

A expressão dela mudou um pouco quando se deu conta. A batalha contra Shadow Moth, a tristeza de Chat Noir em contraste com a alegria dos outros heróis por finalmente terem derrotado o vilão.

— O seu pai… — disse baixinho, mas ele não ouviu. Ou pelo menos fingiu não ouvir.

— Você entende agora, Ladybug? O garoto que você gostava e dizia que não gostava de você de volta era eu! E eu te amo, my lady! Nós poderíamos ter ficado juntos durante todo esse tempo, bastava apenas que… — Ela soltou uma risada triste, mas um tanto assustadora.

— Me ama? Não, Adrien. — O loiro exibiu uma expressão confusa. — Seis anos atrás, o Chat Noir dizia que amava a Ladybug, mas você, Adrien Agreste, sempre que iria se referir à minha identidade civil, falava “apenas uma amiga” e tenho certeza que, se me encontrasse hoje sem o traje de super-heroína, diria a mesma coisa.

— Mas… eu não sabia, não sei, quem você é. Eu sentia que era apaixonado pela Ladybug, não dava para dizer que amava outra se ainda tinha esperanças de ficar com você. Porque eu era, e ainda sou, apaixonado por você, sempre fui! — Ela ficou em silêncio durante alguns instantes.

— Ah, então foi porque você era, e ainda é” apaixonado pela Ladybug? Ok… Lembra do réveillon, alguns meses atrás? Quando deu meia-noite, nos beijamos. Como Ladybug e Chat Noir, em um telhado qualquer como o que estamos agora. — Ele assentiu. — Eu nem falei nada, fomos na emoção do momento, como todos ao nosso redor. E o que você me disse? “Eu sinto muito, Bugaboo, eu estou apaixonado por uma amiga minha”. Assim, do nada! Eu nem me declarei nem nada!

Adrien tentou dizer algo, mas ela continuou:

— E como você pode vir agora me dizer que está apaixonado por mim se ontem mesmo estava me contando que reencontrou uma amiga na rua e percebeu que realmente está apaixonado por ela? Você é um mentiroso, Adrien! E um irresponsável! Não deveria ter revelado a sua identidade secreta para mim por causa de uma paixonite que você tinha quando era adolescente! — Ladybug suspirou, massageando as têmporas. — Olha, vamos apenas… esquecer que tudo isso aconteceu.

Ele se aproximou, tentando segurar as mãos dela, que se afastou.

— Mas my la… — Foi interrompido.

— Por favor, pare com isso. Não somos mais crianças, você tem que pensar sobre o que sente… sentia por mim e por essa sua tal amiguinha que…

— Você a conhece. — Ele esclareceu antes que ela falasse algo, no calor do momento, que se arrependesse. — É a Marinette Dupain-Cheng.

Os olhos dela se arregalaram tanto que o loiro se assustou.

— Marinette Dupain-Cheng? — Ladybug gritou. — Filha da Sabine e do Tom? — Adrien assentiu. — A garota da padaria?

— Sim, sim, ela mesma. Estudava comigo. Ela chegou a receber um miraculous, lembra? Mas acabou revelando a identidade para mim e aí você…

— A garota que você gosta é a Marinette Dupain-Cheng? — ela continuava gritando, incrédula.

— Socorro, Ladybug, agora é você que está exagerando! Desse jeito até a Marinette vai conseguir ouvir, onde quer que estiver.

Adrien nunca escutou a parceira dizer tanto palavrão antes. Ela andava de um lado para o outro nervosa.

— Nossa, e você ainda falou da minha reação! — Ele riu sozinho. — Mas enfim, estou começando a gostar da Marinette logo agora que estamos meio distantes. Bem que dizem que só damos valor quando perdemos, né? Na época da escola nós éramos amigos, até bem próximos, mas, como eu disse, eu tinha esperanças de que algo acontecesse com você, então era difícil pensar em outra garota. Mas aí o tempo passou, ela foi seguir o sonho de ser designer, mas de vez em quando a vejo em algum evento ou pelas ruas mesmo, já que a faculdade dela é perto de onde eu trabalho, mas ela mal trocou uma palavra comigo desde que se mudou, é como se não me reconhecesse, sei lá. Aí ontem, do nada, conversamos um pouco pelas redes sociais, relembramos a época do ensino médio e então combinamos de nos encont... — Ele foi interrompido.

— Tikki, destransformar!

Notas finais
Genteee e agora? KKKKKKKKK Vou publicar o próximo (e último) capítulo no sábado (04/12), por volta desse horário. Obrigada por ler :)