Memórias efêmeras
1 Prólogo
Naquele dia Lucy acordou um pouco mais tarde com as batidas violentas de Jessica (sua melhor amiga) na porta.
–Vai se atrasar de novo!- Jessica exclamou entrando de forma abrupta no quarto de Lucy e logo em seguida pegando algumas roupas do closet da garota.
–Hmm- Lucy apenas gemeu ainda sonolenta, e virou para o outro lado da cama
–Vamos logo, hoje é o dia mais importante das nossas vidas- Jessica exalava empolgação e entusiasmo.
–É o ultimo dia de aula... não significa nada- Lucy levantou de sua (extremamente) confortável cama e pegou algumas roupas que sua amiga acabara de escolher.
–Exatamente, depois de hoje não veremos esses imbecis nunca mais- Jessica enfatizou.
...
Já devidamente vestida e com seus curtos cabelos negros penteados, Lucy e sua fiel escudeira partiram para a escola.
Elas ainda estavam na frente da casa de Lucy quando a mesma levou as mãos até o bolso direito da calça jeans e notou que seus fones de ouvido não estavam lá.
–Eu volto em um minuto!- exclamou e voltou correndo para casa.
Depois de alguns minutos ela retornou com os fones em seus devidos lugares e então as duas finalmente partiram.
Quando estavam prestes a atravessar uma rua muito movimentada, seu fantasma, pior pesadelo, bicho-papão ou qualquer coisa do tipo, apareceu para ela em forma de música. Em seu celular começou a tocar a canção que Billy (seu antigo namorado) fizera para ela, aquilo a tirou do sério, afinal, Billy era um babaca que a traia seguidamente, então decidida que ia excluir aquela musica idiota de seu celular ali mesmo a pobre garota se distraiu e quando prestou atenção já era tarde de mais.
Jessica atravessa a rua quando ouviu um estouro alto e rapidamente se virou para trás, a pobre ruiva se assustou quando viu sua melhor amiga desacordada no chão e coberta de sangue que não parava de fluir de sua cabeça.
Lucy fora atingida por um carro azul que perdeu o controle depois da batida e acabou acertando um caminhão.
...
Que sensação ruim, que dor de cabeça terrível...
Lucy acordou-se em sua cama sem sentir as pernas ou os braços e com a estranha descoberta que seu cabelo que até algumas horas atras era curto e ia até seus ombros, agora cobria suas costas, ela não conseguia mover as mãos direito, e os tubos que estavam por toda parte em seu corpo a incomodavam muito, ela estava aterrorizada e queria poder gritar, mas não conseguia mover sua boca.
Edna adentrou o quarto com alguns lençóis devidamente dobrados e passados e passou direto por sua filha sem nem reparar que ela havia acabado de abrir os olhos.
Um desenho que os primos mais novos de Lucy fizeram para deseja-la melhoras caiu da parede. Edna então fui até os pés da cama para recolher o desenho e levou um susto ao ver sua filha de olhos abertos tentando se mover.
...
Os tubos já haviam sido retirados, porém Lucy continuava na cama. Tudo aquilo estava muito estranho, a casa estava em festa e sua mãe ia a todo estante paparica-lá no quarto, mas continuava estranho, sua mãe (e todos os outros) pareciam ter envelhecido muitos anos naqueles poucos momentos em que ela estivera desacordada.
Quando sua mãe entrou em seu quarto pela vigésima vez para se certificar de que aquilo não era um sonho Lucy arriscou falar.
–M-mãe?- ela disse com uma voz baixa, quase impossível de ouvir.
–Sim, querida?- Edna sentou-se ao lado de Lucy e segurou sua mão, era tão reconfortante para ela ouvir a doce voz de sua filha
–V-você e todos os outros parecem ter envelhecido- ela estava fraca.
–Bom, nós tínhamos que envelhecer, afinal se passaram quatro anos.
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