Memórias de idiotas.
1 Campainhas.
Notas iniciais
Err, Oi. K
Antes de mais nada, a capa é pra mostrar apenas dois melhores amigos que representam os personagens da história... Personagens reais. Que realmente existem... Que no caso sou eu, eu mesma, e meu melhor amigo, e meus amigos. Em outras palavras, em vez de vocês imaginarem aquelas pessoas bonitas que estão na capa, imaginem uma menina baixinha, magricela, negra que usa óculos e sempre está como cabelo amarrado... E imaginem um gordo branquelo com barba rala mal feita que curte animes. Sim, essa é a realidade. Nada bonita.
kkkkkkkk, ok, ok. Este é apenas o primeiro capítulo dessa minha aventura'
Um beijo na bunda e boua leitchura '3'
Antes de mais nada, a capa é pra mostrar apenas dois melhores amigos que representam os personagens da história... Personagens reais. Que realmente existem... Que no caso sou eu, eu mesma, e meu melhor amigo, e meus amigos. Em outras palavras, em vez de vocês imaginarem aquelas pessoas bonitas que estão na capa, imaginem uma menina baixinha, magricela, negra que usa óculos e sempre está como cabelo amarrado... E imaginem um gordo branquelo com barba rala mal feita que curte animes. Sim, essa é a realidade. Nada bonita.
kkkkkkkk, ok, ok. Este é apenas o primeiro capítulo dessa minha aventura'
Um beijo na bunda e boua leitchura '3'
Acredito que a escola seja o pior lugar para um adolescente. Sim, não estou exagerando, pelo menos pra mim parece...
Mas também não vou negar que é na escola onde pegamos as melhores lembranças de nossas vidas; onde damos as melhores risadas, os melhores momentos, e os piores também. É lá onde nos machucamos, onde brigamos, onde aprendemos a xingar e a nos defender. Aprendemos também a fazer coisas boas e quem sabe, talvez, aprendemos o certo e o errado e qual caminho escolhemos seguir. É, escola é o pior lugar onde um adolescente pode frequentar... Melhor ficar em casa... Mas ok, não foi pra falar da escola que vim até aqui escrever estas palavras, narrar este texto em primeira pessoa, não, não. Eu vim aqui para narrar a minha vida na escola. Sim. Por que estou fazendo isso? Por que eu quero... Vai que um dia, quando eu for bem velha, ou sei lá, em casos mais extremos e que Deus me livre de isso acontecer, perder a memória, eu possa vir aqui e começar a ler esta fanfic e começar a me lembrar de meu passado um tanto divertido. Ok, quem quiser continuar a ler e saber sobre minha vida pessoal dentro da escola, pode continuar, se não quiser não tem problema, vou entender... Ninguém merece ficar lendo sobre a vida das pessoas... Ao menos que você seja um tremendo curioso. Vamos começar falando da minha 8° Série. Sim, vamos pular a quinta, a sexta, e a sétima, por que elas foram pouco interessantes, apesar de eu não me lembrar muito bem o que ocorrera nesse período. Mas da 8° eu me lembro perfeitamente... Sim, oh, 8° série, ano de 2012, melhor ano da minha vida. -Cara, o ano mal começou e você já quer fazer isso? –Estávamos fora da escola, as aulas já haviam acabado e eu e meu melhor amigo, Douglas, um gordo otaquinho, estava me arrastando pra fazer uma coisa que amávamos fazer... Tocar campainhas. -Cala a boca, temos que começar o ano já causando! -Mas é o primeiro dia!!! –Grito, vendo que minha voz fazia eco naquela rua calma com mansões e casas nobres. Na real, eu me sentia um lixo quando andava pelas ruas visinhas da minha escola. Só casarão, dá licença... -Cê não engana ninguém não, otária. Eu sei que tu tá doidinha pra tocar umas campainhas. -Então por que não vamos naquelas casas mais perto da escola? -Aquelas dali já tocamos muito no ano passado. -Tsc... Tá bom. Estava só eu e ele, meus outros amigos já foram embora. Então poderíamos botar pra foder... É... Ah, antes de mais nada, fiquem sabendo que tudo o que vou relatar nos capítulos dessa fanfic... Realmente aconteceu. Sério. Não estou mentindo... Minha oitava série e ensino médio foram agitados. Ele estava de um lado da calçada e eu do outro. Ele iria tocar a campainha das casas da direita e eu da esquerda. Eu e o Douglas sempre tocávamos não só uma campainha, mas todas elas, o máximo que conseguíamos. -NO TRÊS! –Grita ele. -TÁ!!! –Respondo. -UM... TRÊS!!! Ele grita e eu saio correndo, acompanhando seus passos tocando todas as campainhas, uma por uma, todas que a gente conseguia. Era realmente uma brincadeira idiota para pessoas de 14 anos fazerem. Eu, como infelizmente tenho bronquite asmática, de tanto correr já sentia meus pulmões doerem. Mas eu acho que naquele momento de puro êxtase e diversão, não percebemos que naquele dia o guarda da rua estava trabalhando... Ohh merda, só podíamos ouvir ele gritando: “EI, GAROTOS, QUE MERDA ESTÃO FAZENDO!!” Eu e o Douglas olhamos para trás e vimos que o guardinha subiu na bicicleta e começou a seguir a gente. Meu Deus... Sabe aquele momento que tu fica escuro na sua mente, você não tem mais consciência de seus atos e a única coisa que você sabe fazer naquele momento é correr? Então... Foi o que eu fiz... E acho que o meu amigo também fez, por que quando eu fui olhar, ele já não estava mais lá. Aquele gordo filho da puta realmente sabe correr. Eu corria, corria como ninguém. Minha mochila balançava muito, mas pelo menos estava vazia. Sério, primeiros dias de aula a única coisa que levo é uma sobra de caderno que sobrou do ano passado com umas dez folhas rabiscadas... Faço isso até hoje. Acho que virou tradição. Se meus pulmões já doíam minutos atrás, imagine agora, que estava correndo mais ainda, desesperada, a procura de um lugar que poderia me esconder. Por sorte, quando viro a rua, vejo que havia uma casinha com cerca baixa que dava pra pular, foi o que eu fiz. Sem vergonha nenhuma na cara eu pulei a cerca e me escondi no meio do jardim onde havia um anão grande que dava pra me esconder atrás. Minutos depois aparece o cara com a bicicleta dele ainda me procurando. Acabo soltando uma risada meio dolorosa, consegui fugir do guardinha. Me levando e sinto a respiração realmente doer, meu coração batia como louco, meu corpo estava quente e eu soava muito, e minhas pernas tremiam, é... Eu amava correr mas via que não era muito saudável pra mim. -Ei, menina, saia do meu jardim!!! –Uma velhinha aparece na janela da casa e grita pra mim. –Cê é louca!? –Estava realmente irritada. -C-calma senhora! Euem! -Desço do jardim e pulo a cerca, voltando para a rua de trás, onde eu estava. Quando eu chego vejo que o Douglas ainda estava sumido. Mas vejo que sua mochila estava jogada perto de uma arvore...
-... Sério? –Falo olhando pra cima. O desgraçado havia subido numa arvore e estava escondido lá o tempo todo. –Como conseguiu subir aí seu filho de uma puta!? –Realmente éramos muito carinhosos um com o outro. -Eu estava com medo, desgraça. –Viu? Carinho, sempre! Ele desce da arvore. –Pra onde tu correu? -Sei lá, fui lá pra rua de cima e o cara não saia da minha cola, tive que me esconder no jardim de uma velhinha! -Ele tava te perseguindo só por que você é preta. –Disse dando uma risada no final. -Deve ser... –Torço os lábios. -Vamos embora, já fizemos o que tínhamos que fazer. -Não quero correr nunca mais, sinto que vou morrer. –Ainda estava cansada. -Tá, tá... Começamos a caminhar, a gente ia embora junto. -Tá com dinheiro? –Pergunta ele. -Tu acha que tenho dinheiro? -Tá bom, eu tenho... Vamos passar naquela lojinha de chocolate que abriu. -Ohhh, vamos sim, vamos sim! Eu estava toda alegre, iria comer chocolate da melhor qualidade... Pelo menos era o que eu pensava. Quando fui perceber, Douglas comprou os chocolates para ele e ficou me fazendo vontade. Ele não me deu nenhum... Maldito...
Notas finais
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