Memórias Roubadas
1 Num mundo Perdido
Notas iniciais
Tudo estava rodando, minha cabeça doía e meu coração queimava, mesmo assim não hesitei, e abrir meu olho...
Eu tenho uma faca, na verdade duas. Também tenho uma arma, pelo menos eu acho isso. E certo, tem uma menina do meu lado, que acho que esteja morta. Não me lembro de nada. Nada. Só do meu nome... Manie? Não, não. Marie, isso. Marie é o meu nome.
Analiso-me. Minhas roupas são deprimentes. Sério. Eu tenho uma saia, que seriamente é menor que a de uma striper, uma bota preta de salto alto á cima do joelho, com uma meia calça indecente que tietes usam. Eu nem sei se ando de salto. Minha blusa era aparte mais decente de mim, verde musgo com mangas caída. Eu podia sentir meu cabelo
sobre meus ombros descobertos, eles eram muito longos, negros, e lisos.
A garota do meu lado estava respirando, ótimo, não está morta. Ela
é loira, muito bonita, e suas vestimentas não estão muito diferentes das
minhas. Ela tinha uma armas, no ombro esquerdo sob uma cinta que cai dentre sua cintura, foi dificil reparar, mas percebi que ela também tinha um arco e flecha, com pontas afiadas sob o seu corpo quase nú. Por um momento um barulho, alto, e estrondoso que me fez levar um susto.
Não estou muito saudável, isso eu posso dizer, mas eu tenho de
descobrir de onde vem esse nada amigável rugido, afinal tenho que descobri onde eu estou. Eu me levantei, e muito devagar, muito mesmo porque não posso andar mais rápido, o vento estava devastador com uma neblina nada confortável, a poucos metros na direção do fim da rua percebo uma garotinha, no máximo 6 anos.
Mas, ela não era normal...
Seus olhos eram vermelhos, sem íris. E sua pele tinha uma cor suja
pastel, suas veias saiam sob a pele e ela estava encharcada de sague que pelo meu palpite não era dela, não ela não humana. Fui para minha arma involuntariamente, minhas mãos ainda vacilavam devido de ter acordado agora, mas hesitei em atirar, ela era só uma criança, tão pequena e frágil, talvez precisando de ajuda...
Coloquei minha arma no lugar, e tentei me aproximar dela. Ela não
esperou, nem um pouquinho. Avançou, e pelo incrível que pareça tentou me morder ferozmente, não como um humano, mas sim como um animal, e no meio do desespero percebi que ela não podia precisar de ajuda, ela precisava de comida, mais exatamente, eu.
Somente uma opção, destravar e puxar o gatilho e aquele barulho do "click" seguido por um barulho que deixou meus ouvidos doendo, e foi
isso que fiz, a matei, e pode ter certeza que mesmo não lembrando nem meu sobrenome e nem da minha idade, sei que foi a coisa mais difícil que já fiz em toda a minha vida.
Acho que foi nesse momento que percebi que nesse mundo que
acordei, era matar ou ser morta.
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