Notas iniciais
Oii, gentii!! Ai está o capitulo 1. Espero que gostem e comentem!!

Capitulo 1 – Querido diário

Querido diário,

Finalmente me decidi, vou escrever aqui. Talvez, se alguém descobrir (o que não é minha intenção) a primeira coisa que vai fazer é zoar com a minha cara. Mais eu não ligo. São apenas coisas fúteis que o vento leva e você nem percebe. Enfim, as razões para eu começar a escrever esse diário são:

EU TENHO PAVIO CURTO! Me esquento com qualquer besteira e acho que posso descontar toda a minha raiva aqui. Afinal O DIARIO É MEU.

Por mais que eu tenha pavio curto, tenho de admitir, eu sou sentimental e desejo quando crescer e se por um milagre de Deus tiver algum filho, mostrar a ele todos os meus sentimentos e acontecimentos do momento.

Duas razões ótimas!!!!

Hoje é o primeiro dia de aula. E... não estou nervosa se é o que quer saber. Estudo na MOONWRITE HIGH SCHOOL a 4 anos e nunca tem novidades. As pessoas de sempre, lugares de sempre, nada por aqui muda. Cidade pequena. Estou no segundo ano do ensino médio e não vejo à hora de sair desse manicômio que chamam de escola. Sim, eu me dou bem, sou puxa saco de todos os professores, mais ODEIO tirar notas baixas. É como se alguém tivesse sequestrado a minha mente quando eu não sei de nada, me sinto um peixinho fora d água. Bom, agora eu vou parar de escrever por que daqui a pouco a chata da minha irmã, vai vim aqui com perguntas do tipo “Já está pronta?”, “Já tomou café?”.

–Emma, desce logo. Vamos chegar atrasadas – eu disse gritando da cozinha. Por incrível que pareça eu sempre terminava de me arrumar primeiro, não importava se ela tivesse começado 50 anos mais cedo – a gente só vai para a escola e não para a maior festa do ano.

–Não sei você maninha, mais pra mim uma boa quantidade de maquiagem não faz mal pra ninguém – ela disse descendo as escadas.

–Você já é bonita caramba, pra que ficar enchendo o rosto de maquiagem? –se existe uma pessoa teimosa, é a Emma. Pra ela tudo que eu falo está errado. Gosto de chamá-la de “SENHORA SABE TUDO” – agora vamos logo.

–Allison, eu tenho o meu carro e você tem o seu. Eu dirijo com as minhas mãos e pés e você com os seus, então se conforme que você não tem os pés e as mãos de Emma Tisdale e vá sozinha pra escola.

–Espero que algum dia um anjo caia do céu e te faça parar de ser assim, chata, insuportável, eu já disse chata? –falei já perdendo a paciência.

–Cuidado que o termômetro de paciência da Allison está aumentando, será que eu devo chamar uma ambulância? Talvez a policia em caso de ataque? – disse Emma gesticulando como uma donzela em perigo.

–Quer saber? Fui. Boa sorte pra você e a sua maquiagem – peguei as chaves do carro e sai, batendo a porta em seguida. Não aguentava mais olhar pra cara da minha maninha. Mais o que eu poderia fazer? ELA É A MINHA IRMÃ!

...

Estacionei o carro na garagem de sempre, bem em frente ao prédio com o nome estampado em azul e branco “MOONWRITE HIGH SCHOOL”. Peguei minha bolsa e desci do carro com a cara mais falsa de felicidade que já vi na vida. Em menos de um minuto todos estavam me cumprimentando (o de sempre) e perguntando como fora as minhas ferias. As resumi em apenas uma palavra: “Legais”. Não tinha como ser ótima com minha irmã enchendo o saco a cada 10 segundos que você respirava. Falei com todas as pessoas que consegui e corri para me encontrar com as meninas que estavam me esperando encostadas perto da porta.

–Oi, Alli. Como foram as férias? – cumprimentou-me Amanda, dando um enorme abraço. Ela tinha os cabelos pretos e os olhos castanhos escuros. Estava usando a roupa de sempre. Uma blusa solta com uma bela calça jeans e a clássica sapatilha.

–Foram boas, obrigada. –respondi retribuindo o abraço. –e a sua?

–Foram legais. –ela falou abaixando a cabeça.

–E você, Helena, como está? –falei dando um abraço nela. –gostou da Itália?

–Estou ótima, e sim a Itália é fantástica. As roupas, as lojas, as casas, como eu queria morar lá. –ela falou com um ar de sonhadora. Helena era uma daquelas garotas sonhadoras que sempre ficava imaginando possibilidades daquilo que julgávamos impossível. Tinha os cabelos castanhos e os olhos claros, sua aparência era a de uma menina indefesa.

–Não nos faça inveja, Helena. Quem não gostaria de sair desse fim de mundo?! –Amanda disse pensadora. –Vamos entrar?

–Novidades? –perguntei enquanto passávamos pelos corredores da escola.

–Até agora nada. Ninguém novo, nem coisas novas. A mesma coisa de sempre. –disse Helena. –e sua irmã, onde ela está?

–Não sei, talvez... namorando a maquiagem?!

–Como assim? –perguntou Amanda rindo.

–Quando eu disse que iríamos chegar atrasadas ela só faltou me engolir, pelo visto a maquiagem é mais importante que a aula.

–Eu acho que não é a maquiagem que é importante e sim os garotos.

–Aqui não tem garotos interessantes! – o sinal tocou e fomos para as nossas devidas aulas. A minha primeira aula era a de francês.

Despedi-me das meninas, pois tínhamos aulas diferentes e cada uma seguiu para a sua sala. Ao entrar na sala de francês, escolhi uma cadeira no canto da sala e me sentei ao lado de um menino que eu nunca tinha visto na vida. Todos se acomodaram em seus devidos lugares e a nova (a nossa antiga professora se aposentou) professora chegou. Ela era alta, magra, tinha os olhos escuros e os cabelos curtos encaracolados. Estava usando aquelas roupas, estilo anos 60.

–Bom dia alunos, sejam bem vindos a mais um ano letivo. Meu nome é Iara Gilbert e eu gostaria que todos vocês juntassem as bancas com o colega ao lado.

–Am? Como assim? –falou Clarice, uma menina que estava no meio da sala. — Eu não vou me juntar com ele. –ela disse apontando para o menino ao seu lado com uma cara de nojo.

–Senhorita Francis, peço que se junte com o seu colega e não reclame. Vai ser apenas para trabalhos em sala de aula, nada de mas – a professora falou com a maior calma possível – então acho melhor a senhorita se conformar, pois essas serão suas duplas até o fim do ano letivo. E os lugares também.

–Não acredito, odeio essa professora. –Clarice falou cochichando.

–Algum problema, senhorita Francis?

–Não, professora.

Todos começaram a arrastar as suas bancas para se juntar com a sua dupla. Estava distraída quando o garoto que sentou ao meu lado no inicio da aula puxou sua banca pondo-a muito próximo de mim, falando em seguida.

–Olá, Lua, prazer meu nome é Enzo. –quem ele pensa que é? Chamando-me de Lua? –você deve ser a Allison, certo?

–É impressão minha ou você me chamou de Lua? –falei já me esquentando.

–Sim, eu te chamei de Lua, algum problema? –ele disse piscando o olho. Enzo era forte, seus cabelos eram pretos como a noite, seus olhos eram verdes e tinha um ar misterioso.

–Vamos fazer assim? Evitamos nos falar o maximo possível, apenas o necessário, ok?

–Você está estressada hoje.

–Talvez seja por que você sentou do meu lado, me chamou de Lua e nesse momento está enchendo o meu saco.

–Você tem algo contra a Lua?

–Não, não tenho. E pra sua informação eu amo a lua e não sei nem porque falei isso. Agora será que poderia parar de azucrinar o meu juízo e prestar atenção na aula.

–Como se eu precisasse estudar pra francês.

–Eu também não preciso, mas nesse momento prefiro escutar a aula tediosa da professora a escutar você falando coisas sem sentido.

Quem ele pensa que é pra estar falando comigo daquele jeito? A única pessoa que poderia falar assim comigo é a minha irmã e até ela tinha os seus limites. Falando nela onde será que ela está? Provavelmente deve estar na sala prestando atenção em tudo menos na aula. Não via à hora do sinal tocar, não estava mais aguentando ficar ao lado daquele cara que ousou desafiar a bomba chamada de Allison. Olhei para o relógio e ainda faltavam longos 30 minutos. Fiquei tentando distanciar a minha mente de tudo a minha volta, mas era impossível. Depois de minutos de tortura o sinal finalmente tocou, arrumei as minhas coisas e segui para a próxima aula.

Depois de mais uma hora de aula de cálculo dei graças a Deus, pois poderia me sentar e relaxar no lugar onde eu mais adoro, a biblioteca. Encontrei com Amanda e Helena nos corredores e as avisei que queria ficar um pouco sozinha e fui direto para a biblioteca. Estava procurando um livro que me agradasse quando parei e avistei um que chamou minha atenção. O nome dele era “New moon”.

Comecei a folhear as paginas e achei interessante. Era um diário de uma pessoa desconhecida contando das suas historias de anos atrás. Não me julgue, mas eu amo historia e coisas do passado. Guardei o diário dentro da bolsa e quando me virei deparei com minha querida maninha beijando o menino do ultimo ano. Já era de se esperar. Sai correndo dali não querendo mais ver aquela cena nojenta e me dirigi até o meu carro, ligando-o em seguida indo em direção a rua do céu. Não sei por que botaram aquele nome na rua mais de céu não tinha nada, isso eu posso lhe afirmar.

Notas finais
O que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.