Memórias Perdidas

2 O inicio do novo


Notas iniciais
Ola meus amores!! Desculpa a demora, espero que estejam acompanhando! Como estou no ultimo ano do colegio ficou dificil postar... BUT NOW I AM BACK!! HOPE YOU ENJOY IT :***

Querido diário, estou de bom humor.

Cheguei hoje em Luynes, Sul da França. Agora estou num Starbucks dentro do aeroporto esperando o Joe com as malas. Ele veio junto só para me deixar no colégio, e diz ele que tem algumas instruções importantes para que eu siga durante o ano. Ele falou pra eu vir pro Starbucks antes dele, porque ele tava de saco cheio de me ouvir falar ‘’Joe, to com fome’’, ‘’Joezinho, vamos tocar um café?’’ e também repeti bastante a frase ‘’Joe, você acha que vou encontrar alguém bonito no internato?’’. Ele disse que se ouvisse de novo qualquer uma daquelas três perguntas ele pediria pra retornar a Los Angeles no mesmo minuto. Calei a boca e vim pra cá dai né.

Pedi um cappuccino com bastante chantilly para o atendente e muffins. O nome do atendente era Theo. Era alto e bem polaquinho. De repente o meu coração gelou, eu senti saudades daquelas pessoas que um dia eu conheci, mas que eu não lembro mais... E de um minuto para o outro eu já não estava mais feliz. Não vou mentir, o fato de acordar sem memórias foi um coringa para uma recuperação emocional mais rápida. Ao mesmo tempo em que foi a chave para eu despertar. Para eu perceber que eu não me conhecia mais, de que eu não conhecia a minha história. Joe logo chegou com quatro malas grandes minhas, uma mala pequena dele e um saco de presente.

— Muffins? – Ofereci para o Joe.

— Obrigado. – Ele pegou um e comeu. Junto dele havia uma coca-cola que ele devia ter comprado antes de aparecer aqui com as malas. – Olha, Lorena – Joe falou

— Sim? – enquanto ele me olhava eu prendi meu cabelo num rabo de cavalo alto e coloquei meus óculos de grau, estava ficando com dor de cabeça.

— Legal, não sabia que você usava óculos. – Joe disse surpreso.

— Bom, eu também não. Aparentemente enquanto eu ainda estava no hospital alguém passou lá e me deixou essa mochila com algumas coisas, hmm... – Fui interrompida

— Coisas pessoais? – Joe me olhou

— Não sei mais o que é pessoal pra mim.. – Soltei um suspiro e olhei pra baixo.

— E o que havia dentro da mochila? – Joe deve ter acionado seu lado detetive, porque ele estava muito curioso.

— Bom, havia esse óculos dentro de uma caixinha da Dior, um moletom cinza, essa muda de roupa que estou usando (calça jeans clara, uma blusa escrita ‘’I woke up like this’’ branca) e esse tênis preto meio surradinho.

— E não tinha nenhum recado?

— Acho que não, espera.. – Peguei a mochila que estava nos meus pés e comecei a olhar nos bolsas. Encontrei um envelope preto que estava ‘’camuflado’’ pelo fundo, também preto, da mala.

— Tem esse envelope e no remetente só diz ‘’de um antigo amigo’’.– Mostrei a Joe, tremendo, mas logo tratei de abrir.

‘’ São alguns pertences pessoais que você costumava usar antes do acidente. Eu te conhecia bem’’.

— E o que ta escrito? – Sério, ele tava quase pulando na mesa pra arrancar o negócio da minha mão.

— Toma. – Passei o papel para Joe e ele o leu, parecendo confuso.

— Não sabia que alguém tinha ido te visitar.

— Muito menos eu. – Disse, pegando o papel da mão dele.

— Olha, o seu tutor me deu essa sacola de presente. Ele falou que é pra você se sentir menos perdida no mundo. – Joe levantou uma sacola relativamente grande, dourada e lisa.

Peguei a sacola. Era simplesmente uma sacola dourada, obviamente não era da loja, com um grande saco preto dentro. Abri o saco e dentro tinha simplesmente...

— PUTA QUE PARIU EU NÃO ACREDITO!!!!!!!!!!

— MEU DEUS MENINA, NÃO GRITA – Joe pulou da cadeira que estava sentado e olhou pros lados: ninguém ligou pro meu grito. – o que foi?

— É UMA BOLSA DA CHANEL!!!!!

— Pra mim isso significa canal em inglês. – Joe era Angolano, seu inglês era ótimo, mas ele vivia fazendo esses trocadilhos.

Eu abri a bolsa e dentro tinha as seguintes coisas:

papel para o que estava dentro não bater e quebrar.

Um macbook novinho

Um iphone rosa

Uma carteira

Vários fios de carregadores

Uma carta

Peguei a carta, de um envelope que parecia ser de linho. Devia valer mais do que a minha calcinha aquele envelope.

‘’Espero que goste do presente, só um agrado. Desculpe por não podermos nos conhecer. Aproveite o seu último ano de colégio, a IBS é ótima. Só tenha em mente duas coisas: não confie em ninguém e você estará mais segura lá. Não seja muito curiosa’’.

Um calafrio percorreu minha espinha quando eu li a mensagem transmitida por aquela linda letra cursiva.

— Vamos para a IBS? – Joe perguntou desinteressado.

— Ué, não vai querer saber o que ta escrito aqui não? – Olhei-o desconfiada

— O que o seu tutor te fala é pra você e não para mim. – Foi assumido um tom de voz sério e suspeito.

— Ok.. vamos então.

*************

Cheguei na escola em algumas horas. O aeroporto era meio distante da IBS (Intercultural bilingual school). Durante todo o trajeto, que fizemos de carro, Joe dirigia concentrado e eu me sentia num videoclipe. Encarei a paisagem a viagem toda. Tinha tantas perguntas em mente, mas tanto vazio também... Eu sabia que eu viveria momentos difíceis enquanto não soubesse quem eu fui, e principalmente, quem eu sou. Acho que Joe sentiu a minha tensão, porque ele me encarava de sobressaio e eu sentia sua respiração ficar mais pesada a cada olhada que ele me dava. Não sei se era de dó ou de tristeza... Talvez fosse os dois.

Após quase três horas de viagem em uma land rover preta, eu me deparei com um castelo ENORME!! Sabe o sentimento de estar em um vídeo clipe? Eu agora estava me sentindo no filme do HARRY POTTER!!! O castelo era ENORME, com uma arquitetura meio medieval, mas COM CERTEZA com um ar super-mega moderno.

Joe me ajudou a descer do carro, não tinha muitos alunos chegando, entretanto os que chegavam estavam acompanhados dos pais. Então, pela primeira vez, Joe me abraçou. Ele deve ter visto as lágrimas que brotaram instantaneamente nos meus olhos.

— Lorena, não se desespere. Eu sei que cada dia vai ser uma luta nova, mas viva um dia de cada vez. Você foi forte e conseguiu sobreviver, conseguiu acordar. Você fez coisas que ninguém achou que você faria mais. – Joe me abraçou ainda mais forte, depositando um cartão no bolso do meu moletom. – Me liga sempre que quiser e sempre que precisar. O seu tutor é o seu responsável financeiramente, mas eu serei o seu responsável em questões ‘’educativas’’ – Ele deu uma risada sem humor.

— Joe, eu vou ficar bem. – Dei um sorriso sem mostrar os dentes. Confesso, foi forçado. – Vou tentar me enturmar, apesar de eu não saber francês muito bem.

— Eu sei que você vai ficar bem Lor. Eu sei que vai. – Ele me de um beijo na testa, muito paterno, e se dirigiu para o carro novamente. – Olha, todos os alunos estão entrando, acho melhor você ir também. A diretora deve estar dando as instruções sobre quartos e grade horaria... Boa sorte Srta.Eliss . Não se esqueça, não seja muito curiosa ou muito confiante nas pessoas. — Joe deu um último sorriso, entrou no carro e saiu.

Me virei voltada para o castelo. Dei um último suspiro. Coloquei nas costas a minha mochila, ajeitei no ombro a minha novíssima bolsa da Chanel, peguei as minhas malas, GIGANTES, que tinham todos os meus pertences. Dei os meus primeiros passos rumo a entrada da IBS. Hoje seria o meu recomeço, uma nova vida, uma nova Lorena Ellis. Irei entrar com o pé direito.

Notas finais
Deixem um coments ai quem puder, por favor!! Gostaria muito de saber se voces estao gostando da historia, e se tem gente acompanhando haha BEIJOS NO COREEEE ♥