Memórias Perdidas

4 Como era a mamãe?


Notas iniciais
Io mina ヾ(@⌒ー⌒@)ノ Nesse capítulo estou mudando um pouco a formatação do texto. Não vou mais utilizar o negrito, então as falas dos personagens são as que começam com o travessão (-) e os pensamentos continuam entre "aspas". Quando eu tiver um tempinho mudo a formatação do resto do texto pra ficar tudo igual. Também prometo que respondo os comentários logo.. Boa leitura!

Depois que Tokiya o arrastou para longe do fogo, as pernas de Otoya cederam e ele caiu de joelhos ainda abraçado ao maior. Tokiya, o qual sentiu o coração parar quando vio Otoya tão assustado no meio daquele fogo, não conseguia se livrar da sensação ruim que estava sentindo. A mesma sensação que tivera no parque alguns meses atrás.

Abraçava o menor com todas as suas forças. Era sufocante para o maior ver o ruivo naquele estado. Fazia o seu coração doer. Ele poderia muitas vezes parecer frio com o menor, mas gostava muito de Otoya, era um bom amigo e além disso Tokiya sentia vontade de, como dizer isso, talvez proteger o outro? Bem, o que importa é que Otoya era uma pessoa importante para Tokiya.

–Gomen, gomen, Otoya. Sussurrava Ichinose, triste, no ouvido do outro.

Essas palavras fizeram com que mais sentimentos confusos preenchessem o ruivo e a voz daquela mulher voltou a sua cabeça, repetindo aquelas palavras com profunda tristeza: "Gomen, gomen, Otoya ..."

Nesse momento Otoya empurra Tokiya com toda a sua força. Ficou parado, ajoelhado ainda, com as mãos no peito de Tokiya, encarando o chão como se ele fosse o único a ter as respostas. Todos estavam olhando a cena sem saber o que fazer e Tokiya, ainda surpreso, encarava fixamente o ruivo.

–E-Eu não quero lembrar. Sussurrou Otoya tão baixo que erra quase impossível ouvi-lo. E na verdade ninguém ouviu.

–Ittoki-kun? Falou Nanami abaixando-se perto do garoto e tocando-lhe o ombro.

Quando sente o contato Ittoki finalmente acorda de seu estado de choque. Respira fundo algumas vezes e então encara os amigos.

–Gomen, mina. Eu não queria deixar vocês preocupados. Diz forçando um sorriso, mas sem conseguir um resultado muito bom. -Eu também não consegui passar pelo fogo mesmo vocês tendo tido todo esse trabalho para conseguir o lugar...Faz uma pausa enquanto pensa. -T-talvez se eu puder tentar de novo...

–Não diga besteira Otoya. Não se force a fazer isso se você tem tanto medo. E também... desculpa ter reclamado antes e te pressionado sobre o trabalho. Desculpou-se o garoto de cabelos azulados claramente arrependido.

–Tokiya! Respondeu Otoya um pouco surpreso pela declaração do outro.

–Então o que vocês pensam fazer com a filmagem de amanhã? Perguntou Cecil.

–Não se preocupe, nós explicamos tudo direitinho para o diretor amanhã e tenho certeza que a gente pode encontrar uma solução, né Tokiya? Disse Syo animado, tentando quebrar a tensão do ambiente.

–Mas, Syo-chan, acha mesmo que vai ser tão fácil assim o diretor aceitar uma mudança?

–Não, mas a gente vai ter que tentar Natsuki! O medo dele não é uma coisa normal. Acha mesmo que o Ittoki consegue superar isso até amanhã. Reclama Syo.

–G-gomen, Syo-chan, eu só estou trazendo problemas pra vocês.

–Ahh, ahh, n-não foi isso que eu quiz dizer Ittoki! Não entenda as coisas errado. Tentou se corrigir Syo, agitando as mãos nervosamente.

Depois que Tokiya o arrastou para longe do fogo, as pernas de Otoya cederam e ele caiu de joelhos ainda abraçado com o maior. Tokiya, o qual sentiu o coração parar quando vio Otoya tão assustado no meio daquele fogo, não conseguia se livrar da sensação ruim que estava sentindo. A mesma sensação que tivera no parque alguns meses atrás.

Abraçava o menor com todas as suas forças. Era sufocante para o maior ver o ruivo naquele estado. Fazia o seu coração doer. Ele poderia muitas vezes parecer frio com o menor, mas gostava muito de Otoya, era um bom amigo e além disso Tokiya sentia vontade de, como dizer isso, talvez proteger o outro? Bem, o que importa é que Otoya era uma pessoa importante para Tokiya.

–Gomen, gomen, Otoya. Sussurrava Ichinose, triste, no ouvido do outro

Essas palavras fizeram com que mais sentimentos confusos preenchessem o ruivo e a voz daquela mulher voltou a sua cabeça, repetindo aquelas palavras com profunda tristeza: "Gomen, gomen, Otoya ..."

Nesse momento Otoya empurra Tokiya com toda a sua força. Ficou parado, ajoelhado ainda, com suas mãos no peito de Tokiya, encarando o chão como se ele fosse o único a ter as respostas. Todos estavam olhando a cena sem saber o que fazer e Tokiya, ainda surpreso, encarava fixamente o ruivo.

–E-Eu não quero lembrar. Sussurrou Otoya tão baixo que erra quase impossível ouvi-lo. E na verdade ninguém ouviu.

–Ittoki-kun? Falou Nanami abaixando-se perto do garoto e tocando-lhe o ombro.

Quando sente o contato Ittoki finalmente acorda de seu estado de choque. Respira fundo algumas vezes e então encara os amigos.

–Gomen, mina. Eu não queria deixar vocês preocupados. Diz forçando um sorriso, mas sem conseguir um resultado muito bom. -Eu também não consegui passar pelo fogo mesmo vocês tendo tido todo esse trabalho para conseguir o lugar...Faz uma pausa enquanto pensa. -T-talvez se eu puder tentar de novo...

–Não diga besteira Otoya. Não se force a fazer isso se você tem tanto medo. E também... desculpa ter reclamado antes e te pressionado sobre o trabalho. Desculpou-se o garoto de cabelos azulados claramente arrependido.

–Tokiya! Respondeu Otoya um pouco surpreso pela declaração do outro.

–Então o que vocês pensam fazer com a filmagem de amanhã? Perguntou Cecil.

–Não se preocupe, nós explicamos tudo direitinho para o diretor amanhã e tenho certeza que a gente pode encontrar uma solução, né Tokiya? Disse Syo animado, tentando quebrar a tensão no ambiente.

–Mas, Syo-chan, acha mesmo que vai ser tão fácil assim o diretor aceitar uma mudança?

–Não, mas a gente vai ter tentar Natsuki! O medo dele não é uma coisa normal. Acha mesmo que o Ittoki consegue superar isso até amanhã. Reclama Syo.

–G-gomen, Syo-chan, eu só estou trazendo problemas pra vocês.

–Ahh, ahh, n-não foi isso que eu quiz dizer Ittoki! Não entenda as coisas errado. Tentou se corrigir Syo, agitando as mãos nervosamente.

–Isso mesmo Otoya. Disse Tokiya calmo. -De toda forma eu não vou mais deixar você chegar perto do fogo. Ahh! quero, d-dizer que se você tem medo é melhor não insisti! Corrigiu Tokiya, com um vermelho quase imperceptível em suas bochechas.

–Arigato mina. Respondeu o ruivo com um sorriso verdadeiro, porém, bem distante daqueles que costuma demonstrar.


XXX


Passaram-se vários dias desde o ocorrido. Os rapazes falaram com o diretor e conseguiram fazer ele mudar a cena. Não sem antes muita reclamação, porque o diretor ficou furioso com a troca, no entanto, o que não pode ser feito, não pode ser feito e o remédio foi aceitar a troca. Desde então as últimas cenas já haviam sido filmadas e logo o dia da estreia chegaria.

Nesse momento, toda a turma estava reunida em umas das salas da academia, tendo uma agradável conversa.

–Olha esse lugar aqui e esse também não são bizarros. Perguntava Natsuki muito alegre, enquanto mostrada uma revista para Syo.

–O que vocês dois estão olhando.

–Ah, oi Ittoki, o Natsuki está me mostrando uma matéria sobre os lugares com os nomes mais estranhos da cidade.

–Hum, parece ser interessante!

–Tá mais pra engraçado do que interessante. Diz Syo.

–Wah, olha esse, esse, Ittoki-kun. Aponta Natsuki para uma imagem da revista.

–O Urso Furioso. Leu Ittoki. -Eles tem até um cartaz de urso na frente. Disse Ittoki com uma gota na cabeça.

–Parece ser um hotel bem antigo e fica um pouco fora da cidade. Mas o cartaz de ursinho é tão Kawai. Falou Natsuki com os olhinhos brilhando.

Nesse momento todos olham para Natsuki com cara de "isso é sério mesmo?".

–De toda forma quem coloca um nome idiota desse em um hotel. Aproximou-se Tokiya para olhar a imagem também.

Ele observava a imagem por cima do ombro do ruivo e quanto deu-se conta percebeu que seu rosto estava muito perto do rosto do menor. Afastou-se instintivamente com as bochechas um pouco vermelhas devido a proximidade. Otoya que tinha percebido o quanto Tokiya estava perto um pouco antes do maior, estava com o rosto tão vermelho quanto seus cabelos e o coração disparado. Os outros que estavam distraídos com suas conversas não perceberam a cena dos dois.

–Né, cordeirinha o que você acha de aceitar ir a um encontro comigo hoje a n-o-i-t-e? Pergunta Ren segurando o queixo de Nanami e aproximando o rosto bem devagar.

–Q-Q-Que... Grita a menina vermelha como um tomate.

–Ha, ha, ha. Você não muda mesmo cordeirinha. Ri alto o ruivo.

–É você quem nunca muda baka. Fala Masato dando um tapa na cabeça do outro e saindo da sala emburrado.

–Mas o que foi que deu nele? Questiona Ren esfregando a cabeça dolorida.

–Mas a culpa é toda sua. Quando você vai perceber. Sussurra Nanami completamente desanimada.

Um tempo atrás enquanto conversava com Nanami, Masato havia confessado que estava apaixonado pelo ruivo. Nanami bem que tentou convencer o amigo a se declarar, porém, Masato recusou-se com todas as forças, dizendo que o Jinguji era um idiota, mulherengo que não merecia saber nada. Por isso, não eram raras cenas como essas envolvendo Masato e Ren acontecerem.

"Me pergunto se algum dia esses dois vão se entender?" Pensava Nanami.

–Né, o aniversário de casamento da minha mãe foi esse final de semana. Sabem o que ela fez? Diz Syo tentando despertar a curiosidade dos outros. O meu pai deu um colar com um diamante enorme pra ela e ela armou o maior escândalo dizendo que o meu pai não tinha a menor consideração, que um marido de verdade que ama sua esposa daria um colar de no minimo três diamantes, enquanto chorava e batia no meu pai. No fim o coitado acabou dormindo no jardim. Acho que ele nunca mais inventa de presentear ela com diamantes! Falou Syo com cara de pena.

–Ha, ha, ha. Riram todos.

–Hum, falando em mãe, já faz um tempo que eu queria perguntar isso. Você se lembra da sua mãe Ittoki? Quantos anos você tinha quando foi pro orfanado?

–Bem, Cecil, eu tinha uns 6 anos, eu acho. Mas na verdade eu não lembro muita coisa. As lembranças que eu tenho são bem confusas. A minha memória só clareia a partir do momento que comecei a morar no orfanato, o resto é praticamente um borão. Respondeu naturalmente.

–Isso é estranho você não acha. Questiona Ren.

–Acho que você tem razão Ren. Disse casualmente e com ar pensativo. -Mas não importa o quanto eu tente, simplesmente não vem. Por exemplo, eu não conheci meu pai, então não posso ter nenhuma lembrança dele, mas eu vivia com a minha mãe e mesmo assim só consigo lembrar de coisas como o perfume dela e que ela era uma mulher muito jovem. Por mais que tente lembrar coisas simples como o nome dela ou o rosto, não consigo. Nesse momento Otoya leva a mão à cabeça. — Tem coisas que eu sinto que estão lá, mas quando eu estou bem perto..., eu não sei, tem uma coisa importante, uma que eu sinto que deveria lembrar. M-Mas essa coisa quando e-eu me aproximo... E tinha a voz dela t-também... "Gomen, gomen, Otoya... Fuja querido... Corra..." Derrenpente essa voz já estava novamente em sua cabeça. "Fique longe da mamãe... Para por favor, para dói... Esses olhos!... por que sempre?..." Dessa vez era a voz desesperada de uma criança que gritava. Pensamentos que passaram por um segundo na cabeça de Otoya e deixaram uma terrível sensação em seu coração.

–Ittoki-kun, você está bem? Seu rosto está um pouco pálido. Disse Nanami preocupada.

–Ha, ha. Riu fracamente. -Estou bem Nanami, não se preocupe. É só que pensar nessas coisas faz minha cabeça doer um pouco, ha, ha. Riu mais uma vez, forçando um sorriso o máximo que podia. -Eu tó morrendo de fome agora, vou pegar alguma coisa pra comer!

A medida que o ruivo se afastava pelo corredor, um certo rapaz de cabelos azulados o observava atentamente.

"Primeiro aquele homem, depois o fogo e agora esses benditos pesadelos toda noite e essas vozes que não saem da minha cabeça. O que tudo isso significa? O que diabos está acontecendo comigo? Se eu não resolver isso logo eles vão perceber e eu não quero preocupar ninguém..." Pensava Otoya, com uma expressão triste, caminhando sozinho pelo corredor.

Notas finais
Então gostaram, odiaram? Aviso IMPORTANTE! No próximo capítulo eu desenrolo essa parte da estória. Ai vocês vão saber tudinho o que aconteceu no passado de Otoya. Não pretendo estender muito essa fic, por isso ela deve ter mais uns quatro capítulos e fim. Só que eu amanheci doente e só postei esse capítulo de hoje pq já estava praticamente pronto. Estou sem a menor disposição de escrever e o próximo cap. que deveria sair amanhã só sai no próximo final de semana. Leitores: Que isso autora, enrolou a gente até agora e quando vai finalmente revelar tudo faz a gente esperar uma semana? Autora: Calma pessoal! Se tiverem que culpar alguém culpem a gripe.. Durante a semana eu vou escrevendo aos pouquinhos, mas não dá pra fazer tudo de uma vez, porque eu tenho aula na universidade o dia TODO, isso mesmo, meu curso é integral. É um milk shake de disciplinas+projeto+tcc, vocês não tem noção. Bem, se tiver mais alguém aqui em final de curso sabe como é... É isso então beijos.. E até semana que vem... Não desistam de mim ok? (=^x^=)