Memórias Mortas

1 Lembranças de Uma Noite Passada


Notas iniciais
Espero que gostem, eu já havia feito ela há um tempo atrás, porém nunca pensei em postar, mas agora que eu pedi uma sugestão no twitter (@LivingInADeath) e me sugeriram uma fic Lily/Snape aqui esta ela >
Vejo vocês novamente lá em baixo ;)

Ali estava eu, segurando aquele pequeno frasco em minhas mãos. O liquido que ali continha era prata... era até eu recoloca-lo em minha mente.

A doce e amarga memória foi voltando. Comecei a relembrar a época em que eu e James ainda eramos namorados, o dia mais perfeito do ano, que acabou se tornando sombrio.

Ali estava eu, justamente no momento em que James gritara "Então vai! Não preciso de você aqui!" e eu saíra correndo, correndo e chorando. O nosso namoro poderia acabar ali, mas não acabou. Quando sai correndo tudo o que pensara era "Quero sair daqui.... quero ir o mais longe possível desse idiota! Um idiota que só me magoa, não aguento mais ele! Longe... um lugar longe o bastante dele...", meus pés me guiavam, minha mente perdida, de meus olhos escorrendo aquele liquido salgado, tão conhecido para mim.

Fui para o mais sombrio, escuro e longínquo lugar que encontrei, nem me dera conta de que estava perto das masmorras, do Salão Comunal da Sonserina.

Encontrara um lugar perfeito, acabara de me escorar na parece, deixei que o peso do meu corpo me levasse para o chão e me fizesse sentar, apoiei minha cabeças em meus joelhos, e ali fiquei por minutos, horas, sem saber ao certo quanto tempo se passara, as lagrimas ainda escorrendo. Um cansaço absurdo tomara conta de meu corpo e eu adormecera. Do mesmo modo que adormeci, despertei.

Ouvi passos vindo em minha direção, meu corpo gelou, o dono dos passos falou, em sabia quem era, eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar.

– Quem está ai? — foi o que a voz disse

– Sou eu Sev, — respondi com a voz embargada — Lily

– Lily você... você está chorando? O que houve? — enquanto ele dissera isso se aproximou de mim e sentou ao meu lado. Pegou a varinha em seu bolço e murmurou — Lumos — e uma pequena luz surgiu na ponta de sua varinha.

– Não foi nada, eu e James brigamos e...

– O que aquele idiota te fez? Ahhh se eu pego ele o arrebento! Ninguém, ninguém, pode apagar os brilhos dos seus olhos, a alegria de seu sorriso! — o que ele ele havia dito era mais para ele mesmo do que para mim

– Não Sev, não faça isso, por mim. Eu te imploro, não o machuque.

Severo se aproximou mais, secou as lágrimas do meu rosto, e em um sussurro disse "Prometo não fazer nada àquele idiota, mas se ele te magoar de novo, eu não garanto nada" e se aproximou mais e mais de mim. Ele estava tão próximo que eu conseguia sentir sua respiração, seu doce halito de menta. Nossos lábios se tocaram, quando Severo percebeu o que acabara de acontecer se afastou. E pediu desculpas pelo o que havia feito.

Sem pensar eu agarrei a gola de suas vestes e o puxei para perto novamente. Nossas bocas se encontraram, minha linguá pediu passagem e ele cedeu. Nossos gostos se misturavam, nossas linguás travavam um balha, dançavam uma dança sem fim, em perfeito ritmo. Minha mão fora parar em seus cabelos, eu o acariciava. Uma de duas mãos estava em meus cabelos, os acariciando, a outra segurando firmemente meu corpo. A falta de ar nos obrigou a separarmos.

Involuntariamente, levei minha mão a boca, relembrando aquele beijo, queria sentir seu gosto de novo, mas não podia. Agora eu estava casada com James, agora nós tínhamos uma família, cada um seguira seu rumo. Parei de pensar no presente, e voltei ao passado.

Meus lábios estavam vermelhos, seu gosto ainda em minha boca que suplicava por outro beijo. E Severo o fez.

Novamente nos beijamos até a falta de ar nos separar. Agora seus lábios estavam vermelhos, embora ele correspondera ao meu beijo, ele estava incrédulo. Nos levantamos e ele me abraçou, me abraçou como se aquela fosse a ultima vez que me veria, que me abraçaria. Ele acariciou meus cabelos, mostrando que podia ser carinhoso.

Continuamos assim por alguns minutos, até o momento em que eu, com um pé atrás, disse:

– Sev eu... não sei o que dizer, não que eu não tenha gostado de te beijar, mas... estou namorando o James e nos amamos, mas eu também te amo, já te amei mais do que eu o amo agora, já te amei como amo o James, mas agora te amo como amigo, quero guardar esse momento para sempre, e eu vou guardar! — prometi a mim mesma.

– Lily, — disse ele sem jeito — também não sei o que dizer, amo como você amo o idiota do James, amo talvez até mais do que ele te ama, não quero que você se sinta mal por isso, esse vai, provavelmente, ser o momento mais inesquecível de toda a minha vida. Poço até fazer o Voto Perpétuo para te provar que jamais contarei a alguém. Mas também não quero que nossa amizade acabe, não quero que, por causa deste beijo, você comece a agir estranha comigo.

– Não, eu não vou agir estranha com você, nossa amizade não acaba aqui, te juro, você não precisa fazer o Voto Perpétuo para me provar nada, eu confio em você. Admito que me sinto mau por você me amar com essa intensidade e eu não poder te corresponder, você não merece isso, você merece alguém melhor, alguém que possa te corresponder.

– Lily, prefiro amar você e não ser correspondido, a amar alguém que me corresponda mas não seja a pessoa ideal para mim.

Ao ouvir aquilo não aguentei, o beijei novamente. Por uma fração de segundo ele nada fez, assim que deu conta do que acabara de acontecer me correspondeu animadamente. Eu sentia de novo os seus cabelos em meus dedos, o seu cheiro. Nos separamos de nosso ultimo beijo, o beijo mais marcante de minha vida.

Durante o beijo nos abraçamos e assim continuamos por um tempo, eu tinha de partir, eu não sabia quanto tempo se passara — e parecia muito.

– Nunca esquecerei desse momento — foi a ultima coisa que disse.

Um sorriso surgiu no rosto de Severo, e tudo o que fiz foi imitá-lo.

Andei em direção a torre da Grifinória, sorrindo, olhei para trás e vi — na fraca luz que ainda restava — Severo sorrindo.

Ouvi uma batida suave na porta, despertei de meu devaneio. Rapidamente reloquei a memória prateada dentro do pequeno e frágil frasco e o recoloquei em seu lugar no exato momento em que a porta se abriu e James entrou. Eu com um sorriso no rosto.

– O que foi? Porque está sorrindo? — disse ele começando a sorrir também.

– Nada, — menti me sentindo culpada por faze-lo sorrir por o que, se ele descobrisse, o faria chorar — lembrando do que aconteceu na nossa época de namoro.

– Que bom! — disse ele com um sorriso cada vez maior — mas agora temos de viver o presente, e o presente nos chama para o nosso jantar de um ano de casamento, lembra?

– Mas é claro que lembro!

Deixei o frasco ali em seu lugar, dentro de um porta-jóias antigo, que, me lembro como se fosse hoje, eu havia ganho do Severo em nosso segundo ano em Hogwarts.

Eu tinha de esquecer aquele frasco lá, tinha de esquecer o que acontecera, tinha de esquecer Severo... mas eu não podia, ele fez parte de minha vida, eu não queria o esquecer, eu nunca o esqueceria.

Notas finais
E ai gostaram? Deixem um comentário dizendo o que achou! Esta foi a primeira One Shot que eu postei aqui, espero realmente que gostem. Beijos a todos!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!