Memórias De Uma Semideusa
5 Capítulo 5
Notas iniciais
O chalé de Zeus era grande, com mármore branco e uma estatua de Zeus no meio do chalé. Tinha dois beliches, eu me deitei em um deles e tentei pegar no sono, o que foi difícil, quando todos os outros semideuses já estavam dormindo consegui dormir também.
Eu sonhei que estava de volta no Olimpo.
— Ah! Você está bem. Eu estava preocupado com você. Precisamos terminar a nossa conversa. – Zeus me olhava com felicidade. – Como você já sabe você é uma semideusa e deve ajudar a encontrar Percy.
— Sim, eu sei.
— Você deve se esforçar ao máximo para ajudar os seus amigos, eles precisam de você – continuou Zeus. – Eles te vêem como uma esperança.
— Eu estou disposta a tudo, me diga o que fazer. – falei com segurança à Zeus.
— Vejo que você é muito destemida, — ele olhou para Ares – se sinta Feliz por isso Ares. Mas continuando, você deve libertar Percy, recuperar a memória dele e de Jason.
-Mas como eu posso ajudar eles se eu não sei controlar meus poderes? Só irei servir para atrapalhar.
— Não fale assim. Você é muito independente e vai saber se virar sozinha como sempre fez. E você é minha filha. Você sempre vai encontra uma maneira para tudo.
De alguma maneira ele estava certo, eu sempre me defendi sozinha por que não posso me defender agora?
Quando ele falou isso eu acordei subitamente com o toque de levantar do acampamento. Tomei café com os outros semideuses e fomos fazer as atividades diárias do acampamento. Quíron pediu para Leo me levar até as forjas para fabricar minha própria espada, ele disse que o herói deve ter a arma certa, e eu sabia como fazer minha arma certa, eu já havia feito varias espadas na fazenda.
Enquanto eu forjava minha espada um ciclope chamado Tyson ficou me auxiliando, ele era irmão do Percy, ele ficou me contando sobre as aventuras que ele Annabeth e Percy haviam passado junto, eu gostei da companhia, ele era uma pessoa boa, dizendo melhor um monstro bom, que mesmo do tamanho exagerado ele era apenas uma criança boba.
Leo foi até onde eu estava me chamar. Ele nos levou até uma clareira no meio da mata, Leo encostou as mãos na parede de pedra que estava á nossa frente e ela se abriu revelando um tipo de quartel general. Nas paredes havia desenhos, projetos e um desenho de um barco á vela, e tinha partes de um dragão esparramadas em cima de uma das mesas.
— O que significa esse desenho?- perguntei apontando para o desenho do barco.
— Devemos usar esse barco na missão. Ele já está pronto, mas não sabemos como usar – Leo me respondeu.
— Onde fica esse tal acampamento Júpiter? – perguntei.
— Ninguém Sabe ao certo. – Jason respondeu.
— E esse barco aqui? – eu perguntei apontando pro desenho do barco.
— Eu o desenhei quando tinha cinco anos. Hera disse que ele nos ajudaria na missão- Leo me disse. – Ele já esta pronto. Mas não sei como ele pode nos ajudar.
— Se Hera disse que ele iria nos ajudar, vamos colocar ele na água e ver onde vai dar. – eu disse.
Eu não sabia por que eu tinha dito aquilo, mas para mim fazia todo o sentido, se Hera havia dito que ele nos ajudaria por que não tentar?
— Hera não é confiável. Pode acreditar em mim, eu a conheço. Ainda mais com filhos do marido dela – Conhecia Annabeth ha tão pouco tempo, mais já sabia que ela temia Hera.
— Você tem alguma outra ideia? – eu perguntei.
— Sim vamos onde, no verão passado, encontramos a loba – respondeu Annabeth se gabando por ter mais experiência em batalha do que eu.
— Que loba? – eu perguntei com desprezo, Annabeth estava de deixando louca- Você se esqueceu que eu não estava aqui verão passado?
— Por isso que eu acho que você não deveria ir – Annabeth estava mais nervosa ainda, parecia que ela ia explodir. – Você só vai nos atrapalhar.
— Daqui a pouco elas vão se bater – Leo cochichou para Jason.
— Quieto! Elas vão te escutar – preveniu Jason – Se só Annabeth te faria em pedacinhos, imagina as duas.
Piper, Jason, Leo, Talia e Laura se entre olhavam se perguntando que teria coragem de no interromper quando o vento em volta de mim começou a se tornar mais forte. Que ódio daquela menina arrogante. Ela acha que só ela tem o direito de salvar o mundo. Querendo ela ou não eu ia nessa missão de qualquer jeito.
— Meninas! – Jason chamou nossa atenção enquanto me afastava de Annabeth – Por hoje já chega. Já está tarde. Vamos decidir essa questão JUNTOS – ele falou juntos com ênfase, dizendo que não existia só nós duas na missão.
— É! Jason está certo. Se ficarmos mais um pouco aqui vai explodir – Leo disse com ironia.
— Me desculpa Jason – eu falei com vergonha, mas só estava fingindo. Eu tinha esse dom: controlar minhas emoções, isso era muito bom. – Você está certo devemos resolver essa questão JUNTOS.
Annabeth ficou vermelha de tanta raiva quando eu disse isso. Por que ela me detestava? Eu não tinha nada contra ela, eu queria era entender o que estava acontecendo. Nós voltamos para o acampamento em silencio. Quando chegamos cada um foi para um canto. Eu tinha que tirar aquela historia a limpo, então resolvi procurar Annabeth. Ela estava na varando do chalé de Atena lendo um livro em grego.
— Annabeth! – eu chamei sua atenção e ela desviou seus olhos do livro e me olhou com raiva. — Oi. Precisamos conversar.
— Eu não tenho nada pra falar com você.
— Você me desculpa? – pedi com toda a sinceridade. – Eu não sei por que eu agi daquele jeito. Eu faço isso às vezes quando a pessoa não concorda comigo.
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