Memórias Constantes
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Espero que gostem
Desculpem qualquer erro
Não esqueçam de comentar
E até a próxima :D
Era um dia normal em para mim, ou quase. Estava sozinha em casa, e memorias antigas começaram a rodear por minha mente. Talvez deva-se ao fato de que o protagonistas destas esteja morto. Deveria ter ido ao seu enterro, mas tudo que ele me causou foi apenas dor. Pelo menos era isso que eu queria pensar, mas minhas memorias eram mais fortes.
Me lembrei da primeira vez que o vi, foi na faculdade era o típico pegador que se acha. Não demorou muito até que ele ficasse no meu pé, logo tivemos um relacionamento, mas em pouco tempo ele foi sem deixar notícias alguma.
Após alguns anos eu o encontrei de novo como meu paciente, devo dizer que não foi nosso melhor encontro, mas também não foi o pior. Me senti tão culpada pelo que eu lhe causei, que mais tarde lhe ofereci um emprego, este que por sua vez acabou sendo a razão dos meus fios de cabelos brancos, mas no fundo eu me divertia com ele e eu sei que ele sabia.
Vivíamos como gato e rato naquele hospital, era divertido, mas com o tempo velhos sentimentos foram vindo à tona. Com o tempo tomei coragem para me declarar, pensando que dessa vez seria diferente, dessa vez eu sabia lhe dar com ele. Pobre de mim, acabei machucada mais uma vez. Dessa vez tomei uma decisão, eu o deixei, aceitei o pedido de casamento de Lucas, e levei Rachel para viver longe dele, assim como Rebecca ela não merecia ter uma infância com ele.
Ouço a campainha e vou logo atender, me surpreendo com quem está ali na minha frente. “Olá, mamãe” a mulher de cabelos negros ondulados e olhos azuis como os dele me cumprimenta. “Olá querida a quanto tempo” eu digo a abraçando, chamo ela para entrar e lhe sirvo café, agora ali sentadas eu começo a reparar em como ela cresceu, meus pais dizem que ela é igual a mim, ou pelo menos diziam até conhece-lo certa vez que eles foram ao hospital. Eu não disse a eles, mas era perceptível a semelhança entre os dois, nunca vi olhos como os deles. “Então o que te faz lembrar da sua velha mãe?” Ela revira os olhos e sorri “Até parece que eu esqueci de você dona Cuddy” eu sorrio, mas percebo que ela quer me contar algo. “Mas você não veio aqui para me dar um oi, se não faria isso por telefone” Ela me encara “Nossa quanta asperidade, se não te conhecesse tão bem diria que está deprimida” Eu continuo a encara-la “Tony está indo para Jersey, ele conseguiu uma vaga em um hospital por lá e eu resolvi passar por aqui” Antony era seu namorado, eles se conheceram na faculdade, mais velho que ela três anos, um pouco clichê né? Exceto pelo fato que logo foram morar juntos e juntos estão até hoje, acho que ela tem mais sorte que eu. Confesso que no início não concordei, mas fazer o que? Quando Rebecca Cuddy põem uma coisa na cabeça não há quem tire, estranhamente familiar não é mesmo?
Conversamos por muito tempo, ele me disse que também tentaria uma vaga de oncologista em outro hospital, já que Tony iria para o Hospital Municipal. Era bom rever a garotinha que eu praticamente não criei, eu a tive ainda na faculdade e com isso meus pais assumiram a responsabilidade, com o tempo quando me estabilizei ela preferiu ficar com eles, logo foi para a faculdade de Michigan o que surpreendo é que ela não descobriu sobre o pai lá. A história sobre o pai sempre foi um tabu tanto comigo quanto para seus avós e com o tempo ela aprendeu a não perguntar. Se House soubesse a verdade sobre ela, ele diria que eu queria outra criança apenas para tirar a culpa que não fui mãe o suficiente para Rebecca. Talvez fosse verdade. Mas ela nunca precisou de ninguém, sempre fora independente e aprendera a se virar sozinha.
Agora noite, sentada em minha varanda sozinha eu sei. Eu posso odiar Gregory House, mas eu o amo. Sim ele fez da minha um inferno, mas também me deu o que sempre quis: uma filha, mesmo que talvez ele nem soubesse e sempre fiz o possível e impossível para que não.
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