Memórias

40 Enterrando


Notas iniciais
Olá, minhas senhoritas queridas! Em primeiro lugar, quero pedir desculpas pela minha demora. Esse último mês foi bastante difícil para mim, cheio de perdas dolorosas e empecilhos que me bloqueavam de escrever, mas estou aqui mais uma vez com um capítulo escrito com todo o carinho do mundo. Espero que gostem bastante!

—Você está bem, meu amor? – levantei meus olhos para Bella, mas sem me desfazer de seu abraço. Mal tivemos tempo para ficarmos juntos desde que ela chegou, uma vez que tive que cuidar dos detalhes do funeral de Tanya e agora que finalmente estávamos em casa, sozinhos, ela pôde externar a preocupação que esteve o tempo todo em seus olhos.

—Sim, eu estou bem – respondi com sinceridade e ela continuou me analisando enquanto acariciava meus cabelos.

—Então por que está tão quieto? Mal falou comigo no caminho para cá e... desde que chegamos só me deu um simples abraço... – estreitei meus olhos para ela prendendo o riso.

—O que você está querendo?

—O que sempre quero, você sabe o quê – ela riu beijando meus lábios – mas antes, quero ter a certeza que você está bem e que sua cabeça não vai entrar em colapso com tantos pensamentos, esses que você não quer dividir comigo.

—Não se preocupe, minha cabeça está bem – sorri acariciando seu rosto bonito – e você? Como foi o seu dia?

—Foi muito bom. Nosso filho e eu passamos muito bem, comemos bastante e aprendemos muitas coisas, agora só queremos que você fique tão bem como estamos.

—É só disso que eu preciso, saber que vocês estão bem – eu a puxei para os meus braços em um abraço ainda mais apertado e que não durou muito, uma vez que ela se afastou para me olhar nos olhos.

—Por que não desabafa comigo? Eu sinto que está muito preocupado, dá para ver em seus olhos. Por que não me conta no que você tanto pensa, meu amor?

—Você me conhece mesmo, senhorita Swan – cedi a sua insistência e suspirei antes de começar – eu só estava pensando que a vida da gente é como um barco. Por mais que você segure firme e tente guia-lo, uma rajada de vento pode te levar para outro lado e mudar tudo.

—E isso tudo está em sua cabeça por causa de Tanya?

—Por mais que eu tente estar indiferente com a morte dela, eu estou bem mexido com isso sim – Bella me olhou por um instante e parecia bastante insegura ao perguntar.

—Você... sentia algo por ela?

—Não seja boba, meu amor, meu coração é seu, todo seu. Tenho certeza que sabe disso – beijei seus lábios e esperei por sua resposta. Assim que ela assentiu eu continuei – Eu estou mexido por tudo o que eu soube, pelo sofrimento que nós passamos graças a ganancia daquele maldito homem – balancei a cabeça ainda sem acreditar em tudo aquilo.

—É muito ruim? – Bella perguntou parecendo ainda mais preocupada.

—Muito mais do que eu pensei que fosse – assenti – e por mais que eu tenha quase morrido duas vezes, que fui separado de minha família, de você... eu acho que...Tanya talvez tenha sofrido até mais do que eu.

—Não sei se isso é possível – Bella ainda estava consternada com a minha preocupação, mas não conseguiu disfarçar a raiva que sentiu com o que eu disse mesmo que tentasse com uma expressão impassível, seu tom de voz, seu olhar acusavam seus pensamentos ocultos e eu dei de ombros.

—De outro ângulo, talvez seja.

—Eu não acho... – com a sua teimosia de sempre, minha senhorita quis protestar mas eu a interrompi a abraçando com força.

—Bella, eu me lembro muito bem de como me senti quando achei que você não me amava – respirei fundo antes de continuar – eu sofri muito só pela possibilidade de não ter o seu amor, mas Tanya viveu isso. Por anos. Eu apenas imaginava não ter o seu amor, mas ela tinha a certeza de que eu nunca retribui seu sentimento, sempre deixei isso muito claro.

—Isso é porque você nunca mentiu para ninguém, não mentiria para ela também, mas... isso não significa que ela te amava.

—Eu acredito que ela me amava sim e sofria por não ser correspondida.

—Não é possível que seja verdade. Ninguém que ama faz o mal que ela fez a você, Tanya quase te matou!

—Tudo o que fez foi consequência de não ser correspondia, foi por causa de tanto sofrimento que Tanya foi manipulada como foi, que fez o que fez.

—Isso não é desculpa...

—Não estou justificando tudo o que ela fez, não acho que a culpa vai embora quando alguém morre... – Bella me interrompeu bufando para mim.

—E não apaga mesmo, meu Deus! Nada nunca apagará tudo o que ela fez a você!

—Acredite em mim, ainda estou fervendo de raiva com tudo o que fizeram comigo, mas com ela é diferente.

—Não é o que parece e por mais que ela tenha sido manipulada... todo o seu sofrimento veio das mãos daquela mulher e não dá para esquecer ou ignorar isso.

—Eu sei, não esqueci, mas ela foi privada de tanta coisa, teve os pais arrancados de si...

—Você também!

—Meus pais estão vivos e muito bem, os dela morreram e ela ficou sozinha no mundo.

—Aro matou os pais dela? – Bella perguntou pálida e eu assenti.

—Só para tirá-lo de seu caminho, por que seu sócio descobriu suas falcatruas. Aro fez mal para muita gente, mas para Tanya...

—Isso não significa que ela sofreu mais do que você – minha senhorita recuperou-se do choque e respirou fundo para que a raiva não a dominasse mais uma vez – sei que sempre foi muito ligado aos seus pais, aos seus irmãos e isso o fez sofrer muito. Sofreu fisicamente também ficou mais de um ano em coma à beira da morte depois de um acidente terrível, viveu meses sem memória, longe de mim, mergulhado em mentiras você... você levou um tiro! Como o que ela viveu pode ser pior, se ela nem ao pagou pelo que fez?

—É que eu terei minha recompensa, tenho você, vou ser muito feliz com uma família só nossa, mas ela morreu sem ter isso, sem ter a paz que eu encontrei em você – falei tentando acalmar o meu amor e Bella olhou em meus olhos procurando entender o que eu estava sentindo.

—Você está se sentindo culpado? É isso?

—Não. Culpado não. Só estou desconfortável que por causa de mim uma vida foi completamente destruída.

—Meu amor, não se sinta assim. Não tem que se sentir mal por nada do que aconteceu, tudo o que fizeram foi contra você, para te fazer mal. Agora tudo isso acabou, é hora de se sentir em paz.

—Eu sei...

—Edward – Bella sussurrou olhando para os meus olhos não convencida com minha confirmação – em breve os culpados vão pagar por isso e vamos poder enterrar esse assunto de uma vez por todas.

—Ah, isso é verdade, não tenha dúvidas. Isso está encaminhado e vai acabar depressa – fiz uma pausa pensando no assunto e no quanto ainda sentia raiva de tudo aquilo – mas você sabe que Tanya também foi uma vítima e não pode ver a justiça sendo feita a quem fez tanto mal a ela.

—Por que ela se matou! – Bella parecia exasperada e se afastou de mim – se matou apenas para não pagar tudo o que devia a justiça e o que deve a você. Ela nunca vai pagar pelo mal que te fez.

—Não há mais nada que podemos fazer quanto a isso – dei de ombros e minha noiva me olhava ainda longe de mim.

—Só nos resta esperar que ao menos alguém pague por tudo o que sofremos já que ela está isenta.

—Ei... eu não a perdoei, se é isso o que você está pensando, talvez perdoe algum dia... mas agora isso é completamente impossível.

—Eu nunca vou perdoa-la – Bella foi muito firme no que disse e eu realmente acreditei em suas palavras e isso me fez refletir.

—Jacob me disse que você sofreu mais do que eu, acredito nisso e juro que entendo o que está sentindo. Não foi só a mim que Tanya feriu quando tentou me matar, sei que se machucou até mais do que eu, até por que eu já me curei e você ainda está sangrando.

—Foi mesmo muito difícil quase perder você – Bella finalmente deixou que as lagrimas que há muito inundavam seus olhos caíssem.

—Você sentiu sua própria dor e sentiu a minha também, é claro que ficou muito mais ferida e não estou pedindo que esqueça isso, que perdoe o que para você é imperdoável, eu só quero que entenda o que eu sinto – usei os polegares para limpar suas lágrimas e só continuei quando seu rosto estava seco – Sabe que por mim nunca mais pensaria nessa mulher, mas depois de ela ter morrido no mesmo dia em que descubro o quanto mal fizeram a ela também, tudo o que eu penso é que devo enterra-la.

—Enterra-la? – ela franziu o cenho quando assenti.

—Dar a ela um funeral, uma celebração comovente com orações e flores. Não posso deixar que seja de outra maneira, sinto que é um dever.

—Sabe que não tem nenhuma responsabilidade com isso.

—Eu sei, mas mesmo assim eu quero fazer.

—Você é um bom homem e eu te amo tanto – ela se aproximou para me dar um leve beijo, os olhos cheios de emoção e eu perguntei acariciando seu rosto.

—Entende o meu lado agora?

—Eu entendo – ela assentiu secando uma lágrima – mas por que não contrata alguém? Dependendo do quanto pagar vão até chorar enquanto a enterram. Não precisa mais nem chegar perto do corpo dela.

—Ela não pode mais me fazer mal. Tanya não tem mais ninguém no mundo e depois disso, não precisamos nem sequer lembrar que um dia ela existiu.

—Tudo bem – Bella se rendeu depois de refletir um pouco mais – vamos fazer um bonito funeral para ela.

—Obrigado, meu amor. Acho que precisamos disso, precisamos para enterrar essa história junto com ela.

—Vamos sim e eu te ajudo no que precisar, estarei ao seu lado, sempre.

—Eu sei que sim – sorri sem consegui evitar olhando para meu anel em seu dedo antes de beijar seus lábios. Puxei Bella para o meu colo e passamos longos minutos assim, em silencio abraçados, deixando que tudo de ruim ficasse do lado de fora.

A certa altura, acariciei suas costas a puxando para mais perto de mim e rapidinho ela se aninhou a mim beijando meu peito em direção ao meu pescoço.

—Que tal pensarmos em coisas ruins só amanhã? Acho que agora você precisa descansar um pouco, vou cuidar de você.

—Mas esse é o meu dever, eu é que tenho que cuidar de você. Agora duas vezes mais do que sempre cuidei, de você e de nosso filho.

—Nós estamos bem, sempre muito bem e tudo o que precisamos agora é cuidar do papai – sorri tocando seu ventre.

—Essa é a minha função e é o que farei agora.

—Não hoje – ela passou as mãos em meus ombros e tirou meu paletó antes de beijar meu pescoço e sussurrar no meu ouvido – você pode me dar um banho, que tal? Isso sempre te anima.

—Está pensando em mim ou em você mesma me oferecendo isso? – inevitavelmente eu sorri com a contradição de sua oferta.

—No senhor, meu mestre, sempre – provocou com um sorriso sem deixar de distribuir beijos pelo meu pescoço e eu me deixei levar pelo seu carinho – faço tudo pelo seu bem estar.

Eu sabia que aquela era uma maneira que Bella tinha para me ajudar a esquecer meus problemas. Sempre foi assim, eu me perdia em seu corpo para me encontrar, era um refúgio, minha tábua de salvação. Sabia que ela estava tentando me ajudar, mas sabia também que ela estava doida por isso podia sentir em seu toque, na maneira como o som de sua respiração soava e foi por isso que eu lhe ordenei.

—Então tira a sua roupa para mim e seja minha boa menina – com um sorriso, Bella se levantou imediatamente para me obedecer.

Olhando para baixo, cheia de respeito como a boa senhorita que era, Bella tirou sua roupa devagar. Eu a observei tirar peça por peça revelando aos poucos seu belo corpo que sempre me deixava maravilhado e quando estava nua, ficou de joelhos bem na minha frente.

Duvido que exista algum cara nesse mundo que não goste dessa visão: uma linda mulher te tratando tão bem com a boca, ainda mais se estiver de joelhos, se te devorar com tanta fome quanto ela fazia. Desde a primeira vez que ela me chupou eu tinha dito a minha senhorita que desse jeito que exatamente como as boas meninas faziam e a partir de então, sempre que eu dizia a ela para ser uma boa menina, significava que eu queria gozar em sua boca. Pelo visto, minha senhorita se lembrava bem disso, uma vez que assim que abriu minha braguilha, sem cerimônia nenhuma me levou a sua boca por completo.

—Ah, que delícia! – gemi deixando que minhas mãos deslizassem por seus cabelos e até chegar perto de sua nuca para agarrar um punhado a fim de ajuda-la nos movimentos.

Não tinha como não morrer de tesão enquanto observava a língua de Bella serpenteando em meu comprimento, a boca tão faminta me devorando conseguiram levar os pensamentos ruins para longe e me deixando pensar apenas no prazer em que estava recebendo até que Bella olhou para mim.

Não foi apenas um olhar, foi um pedido e mesmo sem dizer nada, era como se ela dissesse em alto em bom som com a voz carregada de malicia e prazer que queria que eu gozasse para ela e para fazer sua vontade, segurei com mais vigor em seus cabelos puxando sua cabeça para baixo, impelindo meus quadris para cima, metendo em sua boca. Bella acompanhou meu ritmo deliciosamente me chupando com força me fazendo gozar rapidinho.

—Isso, minha boa menina, meu amor – eu a elogiei chegando mais quando finalmente tive forças o suficiente para isso. Não sei ao certo como entramos nesse clima, mas ela estava ajoelhada e ofegante, olhando para baixo incorporada completamente em sua faceta de submissa, minha doce submissa.

Mesmo que parecesse impassível o desejo que eu sabia que estava sentindo exalava de cada um de seus poros. Acariciava seus cabelos enquanto a observava e apenas aquela carícia foi o que bastou para que sua respiração ficasse mais rápida e acendesse ainda mais seu desejo, se esfregando em mim e por mais sutil que fosse, percebi o quanto ela estava ansiosa para que eu a tomasse.

Eu a puxei para junto de meu corpo e beijei seu pescoço fazendo com que ela se acomodasse em mim tanto que cada curvinha gostosa de seu corpo maravilhoso estava em contato com o meu me deixando ver o quanto estava excitada, me excitando também. Bem devagar ela tentava aplacar um pouco do calor vindo de sua boceta se esfregando em mim.

Eu a fiz sentar-se sob meu pau ainda se recuperando do orgasmo recente me agarrando a sua bunda gostosa, fazendo-a gemer. Minha mão foi passando por seu corpo a acendendo e tomei seus lábios deixando que ela me beijasse, incentivando que rebolasse sob mim. Não demorou para que ela estremecesse prontinha para gozar.

Em um único movimento eu a deitei no sofá e toquei sua boceta, primeiro levemente para saber se estava mesmo tão pronta quanto imaginei que estivesse, mas ao vê-la erguer os quadris em minha direção eu meti meus dedos nela com vigor, esfregando minha palma em seu clitóris. Perdida em seu prazer, Bella abriu seus olhos e gemeu alto ao ver o quanto aquilo me excitava também.

Beijei seus lábios tentando organizar a bagunça de prazer que minha noiva se tornou quando gozou para mim, ainda metendo meus dedos levemente dentro dela. Quando nos separamos, eu levei meus dedos a sua boca e Bella os chupou forte como tinha feito com meu pau e como não poderia deixar de ser, aceitei a sua provocação e fui para cima dela decidido a beijar cada cantinho daquela mulher gostosa.

A cada parte de seu corpo que meus lábios delicadamente tocavam, Bella estremecia e como há muito já tinha deixado seu jeito submisso, ela se remexia em baixo de mim já recuperada do último orgasmo querendo mais como a moça insaciável que ela era. Continuei com meus beijos provocando onde eu sabia que lhe era mais sensível e um gemido alto escapou de sua garganta quando meus lábios tocaram seu sexo.

Suas pernas se abriram ainda mais e segurei suas coxas com mais força enquanto minha língua provocava seu clitóris mais e mais sem parar insistindo e exigindo que ela gozasse para mim. A cada investida de minha língua, Bella ia cada vez mais rebolando os quadris ao meu encontro e agarrando meus cabelos me puxando para mais perto implorando para gozar.

Ah, como eu adoro atender aos seus desejos!

Minha língua não parou de provoca-la mesmo depois que ela tinha gozado, não até que ela estivesse novamente pronta, o que não foi difícil considerando que minha Bella tinha um apetite voraz e se tratando de sexo, ela sempre estava pronta para mais. Seu corpo logo estava estremecendo outra vez, perto de gozar novamente e foi então que eu parei.

—Ah, por favor, não para agora.

—Eu não vou parar, meu amor, nem você. Quero que goze muito para mim – coloquei Bella em meu colo e logo estava dentro dela realizando que nós dois mais queríamos.

Segurei seus cabelos com uma mão e seu peito na outra deixando que ela mesma ditasse nosso ritmo, subindo e descendo em meu pau, me beijando e se deixando ser beijada até que gozamos juntos.

Deitei Bella em meu sofá deixando com que ela aproveitasse os últimos espasmos do orgasmo arrebatador que tivemos e, mesmo a contragosto, me afastei afim de ligar a torneira da banheira. Quando voltei para a sala meu amor estava no mesmo lugar e sorriu ao me ver chegar, sem poder evitar o mesmo sorriso besta tomou conta de meu rosto quando tive uma ideia.

Como ela tinha feito, comecei a tirar a minha roupa bem devagar vendo o sorriso crescer e se espalhar ainda mais em seu rosto, seus olhos cheios de desejo me devoravam como eu fiz com ela, querendo se apoderar de tudo aquilo que era dela.

Assim que estava nu, eu a peguei do sofá segurando firme em suas costas fazendo sua cabeça deitar em meu peito e a levei para o banheiro. Por todo o caminho até lá, minha noiva passava os dedos delicadamente pelo meu corpo, um carinho normal, inocente até, mas que não deixava de espalhar a eletricidade que vinha de nosso contato, de nosso amor.

Cheguei ao banheiro e a coloquei dentro da banheira antes de entrar com ela. Devagar, eu fui limpando o seu corpo e aquilo realmente foi me acalmando. Sentir que Bella era minha, que eu poderia cuidar dela e que eu era seu porto seguro e ela o meu, era reconfortante principalmente por saber vai ser assim para sempre.

Depois que minha noiva estava limpa, eu a puxei para meus braços e beijei seus doces lábios vendo mais uma vez seu sorriso satisfeito quando me afastei.

—Você tinha razão – falei baixinho sem querer quebrar o clima de tranquilidade que nos envolvia – Dar um banho em você realmente me anima.

—Eu sei disso e para ser sincera, isso me anima também – eu ri.

—Você me faz bem, Bella. Hoje, depois de ouvir toda aquela merda no interrogatório dos Alistair, só de saber que eu viria para casa e te encontraria, eu já me senti melhor.

—Eu me sinto assim também. Só a ideia de que vou voltar para casa e vou encontrar você, que vai ser assim para sempre já me faz bem, me faz muito feliz.

—Vai ser ainda melhor, mais real quando formos marido e mulher, quando nosso filho estiver aqui conosco.

—Eu sei. Parece que quanto menos falta, mais falta. Não vejo a hora de me tornar sua esposa – beijei seus lábios por um instante e voltei a apreciar seu lindo sorriso – acha que a audiência será antes de nosso casamento?

—Se tudo der certo sim. Temos algumas semanas para nos prepararmos e depois tudo isso acaba, mas eu não quero falar nisso agora, não depois de um banho tão gostoso como esse – cheguei mais perto para sussurrar em seu ouvido – e com uma gostosa assim em meus braços tem outras coisas que são mais importantes.

Bella avançou em minha direção beijando meus lábios, montando em mim e quando minhas mãos estavam exatamente onde eu queria, ela se afasta com um sorriso.

—Vamos terminar isso na cama? – antes que eu sequer pudesse compreender o que ela estava dizendo, minha noiva se levantou e se enrolou em uma toalha me deixando sozinho ali.

Rindo, eu a segui para o quarto mal me lembrando de todos os problemas que ainda teria que enfrentar.

.

.

Os dias que antecederam audiência foram bastante cheios.

Por mais que em minha casa não se falassem em outra coisa senão os preparativos de meu casamento tão próximo, ainda havia a chegada de meu filho que começava a ser planejada e preparada também. Por mais que houvesse muita alegria ao nosso redor, também havia muito estresse com os preparativos do funeral de Tanya.

Era uma burocracia enorme em volta daquilo. Eu já não era mais seu parente e não havia mais ninguém além do que ela era responsável por um crime, tinha muita coisa envolvida e por isso mesmo tendo se passado dias de sua morte eu ainda não consegui autorização para enterra-la.

O pedido havia sido feito e a única coisa que poderíamos fazer era aguardar, por isso resolvi me dedicar a algo que eu poderia realmente fazer a diferença.

Voltei para o fórum e como tecnicamente eu ainda estava em licença saúde, dediquei meu tempo com a equipe que julgaria o meu caso, estudando os pontos em que os advogados poderiam focar para tentar inocentar os acusados e quebrarmos todos os argumentos possíveis. Tínhamos nos armado até os dentes e estávamos prontos para qualquer eventualidade, mas não esperávamos o golpe que nos atingiu.

Faltando poucos dias para a audiência, os advogados de defesa contestaram a escolha dos juízes por eles estarem envolvidos até o pescoço em vários pontos do processo, pela nossa amizade e por isso, foi determinado que o caso fosse passado para a jurisdição vizinha, mas então eu contestei, uma vez que o delegado poderia ter seus contatos ali e se não poderíamos ter aliados, eles também não. Por fim, o caso veio parar em Seattle, onde ninguém se conhecia e hoje, quase duas semanas depois da morte de Tanya, estamos aqui para colocar um ponto final nisso tudo.

—Está pronto para isso? – perguntei sério à Garrett o juiz encarregado da tarefa. Eu fiz questão de vir até aqui, dias antes para repassar o caso com ele como tinha feito anteriormente, mostrando o meu lado e colocando tudo o que podia para reafirmar a culpa deles, uma vez que planejava ir para o julgamento apenas para assistir. Coloquei um advogado de minha confiança para me representar e estava decidido a nem sequer dizer uma palavra naquele lugar.

Mesmo assim, eu não poderia deixar passar nada, nem ao menos uma única acusação que tínhamos deles desde a má conduta no trabalho de cada um dos acusados – Aro e Quill no fórum, Paul na delegacia e Sam em seu consultório – até o envolvimento no meu acidente e agora, depois de tudo, sinto que estávamos preparados para o julgamento.

-Não se preocupe, Edward. Com tudo o que vimos, pode ter a certeza de que a justiça será feita aqui hoje. Todos nós ouvimos falar da interdição do juiz Volturi e mesmo que pelos jornais acompanhamos toda a sua tragédia e, para mim é uma honra ajudar a colocar um ponto final nessa história toda.

-Eu sei, obrigado. Só... não tenha pena na hora de dar a sentença a eles. Não se preocupe que uma prisão perpetua vai ser pouco para pagar tudo o que ele me fez, na verdade, não só a mim, mas também a todas as pessoas que procuraram justiça e não receberam.

-Tudo bem – ele riu – vou me lembrar disso.

—Sei que a pena de morte não é válida do estado de Washington, mas sempre podemos dar um jeitinho – por mais que eu dissesse isso como uma piada, não tenho certeza se era de fato, nem Garrett que me olhou desconfiado e eu dei de ombros, quem sabe?

-Está na minha hora – ele disse ainda com o cenho franzido – te vejo mais tarde – eu assenti e o segui para a sala de audiências.

.

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—Edward, meu amor, finalmente! — Bella pediu agoniada quando atendeu no primeiro toque.

—Estou bem, não se preocupe.

É que a última vez que esteve no trabalho por tanto tempo sem notícias quando soube de você, tinha levado um tiro! – como naquele dia, passei o dia todo no julgamento com pouco tempo para comer ou telefonar, só agora quando a sessão foi adiada para o dia seguinte é que eu pude ligar para ela e foi o que fiz, ainda sentado na sala de audiências.

Isso não vai acontecer nunca mais, agora mais do que nunca!

—O julgamento já acabou?

—Ainda não, mas falta pouco.

—Vai voltar para casa em breve então?

—Infelizmente não, estamos em recesso até amanhã. Falta pouco, mas só vai terminar de manhã.

Então não volta para casa hoje? — Bella resmungou tão frustrada quanto eu.

—Não, desculpe – suspirei vendo que faltava pouco para a as onze da noite – ainda está na casa de meus pais?

—Sim. Estou bem cansada e como mais cedo eu não estava me sentindo muito bem e por isso sua mãe já tinha me oferecido uma cama para descansar, mas não conseguia pregar os olhos, não enquanto não falasse com você. Agora, não me resta opção a não ser aceitar não é?

Está sentindo alguma coisa? Conte para mim!

Agora está tudo bem, meu amor. Foi só um mal estar, mas já estou bem, sua mãe está comigo, por isso o bebê e eu vamos ficar bem.

—Se você quiser... posso ir para casa agora e voltar de manhã.

—Eu queria sim que você estivesse aqui, mas você está cansado, se dirigir até aqui só vai me deixar ainda mais preocupada, sei que vai voltar amanhã e posso aguentar até lá. Resolva tudo isso e volte para mim.

—Tudo bem – me rendi – eu preciso mesmo ver como isso tudo vai acabar, mas me promete que se acontecer alguma coisa, qualquer coisa você me liga?

—Eu prometo, Edward, pode ficar tranquilo.

—Assim que acabar aqui, eu vou para casa.

—Certo – ela suspirou do outro lado— e sobre o julgamento? O que você acha que vai acontecer?

—Tenho certeza que eles vão pegar longos anos de prisão, mesmo que eu quisesse que fossem para a cadeira elétrica – ela riu.

—Isso é muito bom! Então isso quer dizer que conseguiram provar a culpa deles?

—Todas as provas que tínhamos funcionou perfeitamente. Os advogados deles tinham uma lábia impressionante, mas não foi páreo para tudo o que tínhamos.

E... Aro disse o que tinha contra você?

—Não e isso não importa mais. Quando eu sair daqui vamos finalmente esquecer toda essa história de uma vez.

—Amor, ainda não. Quando sair daí vai ter só mais uma coisa que terá de fazer.

—Do que está falando?

—Acabaram de me avisar que o corpo de Tanya foi liberado e só então poderemos acabar definitivamente com isso.

-Não dá para negar que vamos enterrar tudo isso de uma só vez – falei num folego só e sorri me sentindo reconfortado com a presença dela do outro lado da linha – Ainda bem que tenho você ao meu lado.

—Para sempre— Bella jurou enquanto bocejava me fazendo sorrir.

-Meu amor, vou deixar você dormir agora, está tarde. Descane bastante e qualquer chame minha mãe, ligue para mim.

Vou ficar bem, eu prometo. Mal posso esperar para te ver amanhã.

-Eu também não, amo você demais! – desliguei o telefone me sentindo muito melhor do que tinha me sentido o dia todo apenas com aqueles minutinhos ouvindo sua voz. Olhei em volta vendo que a sala de audiência estava quase vazia e assim que fiquei em pé Charlie se aproximou.

-Estava falando com a Bela? – assenti – aposto que ela ficou preocupada com a sua demora.

-Ficou. Por mais que eu garantisse que nada me aconteceria ela ainda fica receosa.

-Também pudera – ele deu de ombros se aproximando – vamos embora? Tem um hotel aqui perto que podemos tomar um banho, comer e descansar.

—Precisamos mesmo de uma boa noite de sono – seguimos juntos para o

meu carro e apenas lá Charlie me perguntou:

—E então, o que você acha que vai acontecer?

-Tenho certeza que eles vão ser condenados, não pode ser diferente, não depois de tudo o que ouvimos aqui.

—Era o que eu esperava, mas os advogados foram bastante convincentes quando expuseram o histórico de trabalho de Aro. Cinquenta anos de benfeitorias a cidade não podem ser esquecidos assim.

—Não importa o que ele fez de bom, estamos aqui para julgarmos o que ele fez de ruim, além do que foi feito contra mim, tem muitas vezes que não cumpriu seu papel de fazer valer a justiça.

—Ele chamou testemunhas importantes que disseram o contrário.

—São beneficiados de sua corrupção, isso está na cara, só não vê quem não quer e tenho certeza de que Garrett está observando todas essas coisas.

—Então acredita que ele vai pegar pena máxima?

—Nada será deixado de lado, desde o assassinato de Lahot, formação de quadrilha, tentativa de assassinato, coerção e corrupção. Imagino que não tenha muito tempo de vida e por isso mesmo acredito que vá morrer preso.

—E quanto aos outros? O advogado dos Alistair foi bem esperto ao colocar a participação deles como se tivessem sido coagidos a participar.

—Isso não vai funcionar. Temos o depoimento deles que consta nos autos, eles não vão conseguir se safar nem dos crimes contra mim, nem de todas as falcatruas que acrescentamos a lista de delitos deles, não importa o que o advogado diga, sei que a participação deles em tudo pesa bastante. Eu estava preocupado apenas Quill.

—E por que?

—Para ser justo, ele foi o único ali que poderia se enquadrar como um coagido, uma vez que Aro usava de chantagem para manter o filho trabalhando para si e também havia Tanya.

—O que ela tem a ver com o envolvimento de Atera nisso tudo?

—Acredito que os Alistair entraram nessa pelo dinheiro que Aro ofereceu e por pura maldade, mas Quill tinha Tanya. Eu sempre vi a forma com que ele a olhava e depois soube que estava apenas desejando minha morte para que ela ficasse livre para ele. Ao meu ver, no caso de Atera, trata-se de um crime passional.

—Um crime passional? Você disse isso ao juiz, a Garrett?

—Não disse e não faria diferença. Ele vai ser condenado de qualquer maneira – dei de ombros indiferente.

—Um crime passional tem pena mais branda, aliviaria o lado dele.

—Talvez eu não queria que fosse aliviado, por mais que tivesse seu motivo, eu não vou aliviar o lado de alguém que queria me matar.

—Eu entendo...

—Sabe que não tenho certeza de tudo isso, são só suposições que não param de aparecer em minha mente. Esse tempo todo eu tentei entender o porquê de eu ter sido envolvido nessa sujeira toda, se tudo o que eu queria, tudo o que eu quis a minha vida toda era crescer, ser alguém e dar uma vida digna a minha família. Nunca procurei por nada disso, Charlie.

—Sei disso. Você é um homem bom, justo e não merecia passar por tudo isso, mas amanhã, tudo vai acabar você vai ver – assenti parando em frente ao hotel, torcendo para que minhas suposições estivessem corretas.

.

.

—Meu amor! Finalmente você voltou! – eu mal tinha descido do carro e Bella estava agarrada em meu pescoço. Impulsivamente, ela segurou meu rosto beijando minha boca de novo e de novo até que segurei seus cabelos e a beijei de verdade, fazendo com que nossas línguas se encontrassem e eu pudesse me sentir em paz. Quando estávamos sem fôlego, eu a apertei em meus braços grato, muito mais do que sempre estive por tê-la por perto, por aquela mulher maravilhosa ser minha, por estar ao meu lado.

—Como foi tudo lá? – minha noiva se afastou o suficiente para olhar para mim – você demorou tanto, de manhã no telefone disse que não demoraria muito e já é quase noite.

—Foi um longo julgamento, mais um dia sem fim, mas acabou. Todo mundo foi preso e vai ficar assim por muito, muito tempo. Podemos enfim dizer que essa história finalmente está acabada.

—Que bom, meu amor, que bom! – Bella sussurrou me abraçando de novo – vamos viver felizes e em paz.

—Para eu ter paz agora, só indo para casa e esquecer do mundo em seus braços – olhei bem a tempo de ver os olhos de minha noiva brilharem e ela sorrir para mim.

—Mal posso esperar por isso, mas vamos entrar um pouco? Sua mãe quer te ver também, te dar um abraço e então depois seremos só você e eu – ela piscou e seguiu rebolando para a casa de meus pais e sem escolha eu a segui e fiquei surpreso quando entrei.

Minha família tinha organizado uma pequena festa, por assim dizer. Era melhor do que quando eu era criança, com muito mais comida do que eu já tinha visto, mas era no mesmo estilo: de longe se via que era preparado com muito amor pelas mãos de minha carinhosa mãe.

—O que está acontecendo aqui? – perguntei olhando para os meus pais, irmãos, cunhadas e sobrinhos todos ali, muito bem arrumados olhando para nós.

—Sabíamos que quando chegasse teríamos muito o que comemorar e então eu preparei uma coisinha para nós – minha mãe se aproximou sorrindo e depois de me dar um beijo perguntou – podemos comemorar, não podemos?

—Podemos sim! A justiça foi feita e temos muito o que comemorar.

—Eu sabia! – minha mãe comemorou beijando meu pai e Emmett riu.

—E o que é que você não sabe, mãe?

—É verdade – Jaz riu conosco – hoje de manhã a mãe começou a cozinhar dizendo que precisaríamos fazer uma festa e ela tinha razão como sempre.

—Às vezes eu acho que Esme tem algum poder paranormal – meu pai parecia espantado fazendo minha mãe franzir o cenho.

—Não seja bobo, Carl, sou apenas mãe, sei das coisas – ela piscou para mim e riu – agora vamos comer?

—Finalmente! – o filho mais velho de Emmett exclamou e correu para mesa seguido por seus irmãos e primo. Enquanto isso, meus irmãos vieram me cumprimentar pedindo detalhes do julgamento e eu contei tudo o que eles quiseram saber.

—Aro então pegou prisão perpétua? – Emmett perguntou depois que listei todos os crimes pelos quais foi condenado.

—Pela idade dele, acredito que vai sim ficar preso até morrer, duvido que tenha sessenta anos pela frente, bem como seus comparsas – Bella não saiu do meu lado enquanto eu falava e só quando eu contei tudo ela se deixou ser levada pelas cunhadas.

-Eu estava me lembrando de quando você acordou – meu pai disse quando tivemos um tempo sozinhos – você estava tão perdido e desesperado, ia ficando cada vez mais enquanto o tempo passava, perdendo a esperança de que tudo se resolveria...

—E você sempre me dizendo que tudo ia ficar bem.

—É por que eu sabia que você ia dar um jeito. Sempre foi assim determinado e quando queria alguma coisa você conseguia. Você se lembra da conversa que tivemos na sua última noite em casa, antes de ir para a faculdade? – Carlisle perguntou com um sorriso e eu assenti lembrando daquela conversa como se tivesse acontecido há algumas horas.

—Eu me lembro, você disse que eu conseguiria tudo o que sempre sonhei, que você confiava em mim.

—Eu tinha razão, não tinha? – meu pai sorriu e pude ver o quanto se orgulhava.

—Tinha sim, pai, você sempre tem. Obrigado por estar sempre ao meu lado.

—Não fiz nada mais que meu dever de pai, vai fazer o mesmo para o seu filho um dia, você vai ver.

—É o que eu peço todos os dias, para que eu possa ser para o meu filho o que você é para mim.

—Vai ser muito melhor – sorri para o meu pai, feliz pela confiança que depositava em mim e ao pensar em minha família, inevitavelmente olhei para minha Bella que tocava o ventre emocionada.

—Ser mãe foi sem sombra de dúvidas a melhor coisa que já me aconteceu – ouvi Rosalie dizer a minha noiva – não tem nada mais emocionante do que gerar uma vida, carregar o fruto de seu amor que cresce tanto dentro de você e mesmo assim nasce tão pequenininho e indefeso e a cada dia vai se tornando maior, mais forte, mais independente. É um processo tão maravilhoso que dá vontade de passar por tudo isso de novo e de novo. Você vai ver, não dá para ter um só.

—Ah... sobre isso eu não tenho certeza – Bella respondeu substituindo seu sorriso maravilhado pelos olhos arregalados de pavor – não sei o que Edward pensa sobre isso, mas para mim, um filho só basta!

Eu ri ao ouvir isso e minha mãe que conversava com elas me olhou provavelmente se lembrando do que eu disse há algumas semanas. Ela fez uma careta para mim e eu dei de ombros, sem conseguir disfarçar meu riso, se era o que minha mulher queria quem sou eu para ir contra?

—Vem – meu pai me chamou ficando em pé percebendo que tinha me perdido – vamos nos juntar a elas – eu o segui sem ao menos pestanejar, uma vez que estava doido não apenas para estar junto de minha Bella, mas para leva-la para casa também.

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A chuva não dava nenhuma trégua, como nunca deu em Forks. Nunca vi nada de mais nisso, mas hoje, aqui nesse cemitério praticamente vazio a não ser por mim, minha noiva e o padre enquanto nos despedíamos de Tanya, só tornava o cenário ainda mais melancólico e funesto.

Nós nos protegíamos com guarda-chuvas enormes e mal conseguíamos ouvir as palavras que o padre dizia devido ao barulho forte. Bella segurava a minha mão enquanto olhávamos para o caixão perto do buraco em que Tanya passaria o resto da eternidade.

Comprei muitas, muitas flores de todos os tipos, fiz uma oração e quando sai daquele cemitério, senti que fiz tudo o que podia por ela: lhe dei minha solidariedade uma vez que não sabia se meu perdão seria dela algum dia.

—Você está bem? – minha noiva me perguntou depois que estávamos seguros da chuva dentro do carro.

—Eu estou, mas para ficar ainda melhor, vou dar um longo banho em você assim que chegarmos em casa.

—Posso fazer esse sacrifício por você, meu amor – ela deu uma risadinha e partimos sem olhar para trás.

Notas finais
E então? O que vocês acharam? Por favor, por favor contem para mim! Acho que o inevitável fim se aproxima, não é? Espero contar com vocês! Mais uma vez me desculpem pela demora e obrigada pela paciência e por estarem aqui! Mil beijos e até breve!