Memórias

27 Apresentando


Notas iniciais
Olá, olá senhoritas, como estão? Espero que bem, aproveitando esse feriado delicioso! É com muito carinho que eu dedico esse capítulo a Mya Saraiva que recomendou a história. Muito, muito obrigada por suas palavras, elas não poderiam ter me deixado mais feliz! Espero sinceramente que gostem bastante desse capítulo, por que eu o adoro! Boa leitura!

Íamos de volta para a nossa casa em um clima leve depois de uma noite tão gostosa na casa de meus pais e, durante o curto caminho, Bella foi me contando sobre seu dia, das conversas que teve com Rosalie e Alice, bem como a evolução da amizade delas e do quanto estava feliz com isso.

—É bom que você aproveite bem esse contato já que em poucos dias você vai para a faculdade e não vai mais ter tanto tempo para elas – ela me encarou pensando no que eu disse quando chegamos em casa.

—Não é bem assim, posso ficar lá depois da faculdade até você voltar do trabalho. Não vai ser a mesma coisa mas...

—Você vai ter de estudar para as provas, estágio, trabalhos e com todas aquelas crianças e todo o papo de meninas que você tem com minhas cunhadas você não vai se concentrar no que precisa fazer – parei o carro na garagem e tirei o cinto para olhar para ela – estudar é coisa séria.

—Sei disso, Edward, esse é o meu sonho e vou lutar por ele.

—É muito bom ouvir isso – desci rapidamente sentindo a necessidade de abraça-la bem forte e foi o que eu fiz, ali mesmo, do lado de fora de nossa casa – mesmo que isso signifique que você se afaste um pouco de nossa família.

—Isso não vai acontecer... até por que nós sempre temos os finais de semana – franzi o cenho olhando para ela.

—O que você quer dizer?

—Que podemos passar o fim de semana com eles, como fizemos na semana passada.

—Isso nem pensar! – me afastei deixando de tocar nela – nos fins de semana você é só minha.

—Sim, senhor – ela sorriu tentando me beijar, mas eu me afastei.

—Nem vem, senhorita Swan, se queria me manter afastado, então é assim que vai ser. A menos que você seja uma boa menina – eu ri de sua cara de espanto e beijei seus lábios rapidamente entrando em casa com ela logo atrás de mim.

—Quer que eu te prepare uma bebida? – perguntou de mansinho depois de fechar a porta enquanto eu me jogava no sofá e aceitei abrindo os primeiros botões da minha camisa. Não demorou muito para que ela se aproximasse com a minha bebida e se sentou em meu colo colocando as mãos em meu peito me fazendo rir.

—Eu disse que você não merecia.

—E se eu prometer ser uma boa menina? – Bella desceu sua mão fazendo encontrar meu pau – sabe que eu posso ser.

—Eu sei, mas é melhor não. Eu quero conversar com você primeiro – Bella assentiu olhando para minha calça e perguntou fingindo estar atenta.

—O que é?

—Quero falar sobre Jacob – ela me olhou prestando a atenção de verdade – ele foi me procurar hoje para saber por que eu não voltei para a consulta que tínhamos marcado.

—E o que disse a ele?

—A verdade, é claro. Disse que não confiava nele por ter escondido você de mim e por tudo o que me disse no outro dia.

—Eu disse a você que não precisava fazer isso. Por mais que esteja desconfiado, Jacob é um bom homem e não precisava ter abandonado seu tratamento com ele.

—Agora eu sei disso. Jacob me falou bastante de sua formação e do quanto estudou sobre o meu caso, o quanto se dedicou a ele e diante de tudo o que me disse, assim como Charlie eu decidi voltar a confiar nele.

—Eu também disse que poderia confiar.

—Eu sei e foi por tudo o que você me disse que eu decidi deixar que ele falasse e é por isso que estou aqui. Estou certo de minha decisão, mas vou ficar melhor com ela depois de conversar com você.

—Tem alguma coisa que ainda te incomoda? – Bella perguntou de mansinho provavelmente enxergando a angustia em meus olhos ao pensar em tudo o que ouvi hoje.

—É que Jacob me contou o motivo de ter feito tudo o que fez e por que me atacou daquele jeito no outro dia. Parece que quando eu estava em coma, Tanya contou a ele que você é minha submissa e ele ficou... horrorizado... por falta de palavra melhor – dei um gole em minha bebida me lembrando de como ele parecia enojado – e então ele se achou no direito de proteger você de mim, de te tirar das garras do dominador cruel.

—Não acredito! – Bella ofegou depois de digerir por alguns minutos e eu assenti.

—Pois é. Eu imagino que Tanya tenha ajudado a criar uma imagem ainda pior do que possa parecer e isso revoltou meu médico.

-Jacob não sabe nada sobre nós, ele não entende a nossa ligação – Bella parecia com raiva ao reconhecer a culpa em minhas palavras – muita gente julga nosso estilo de vida...

—Como eu estou fazendo – ela suspirou tocando meu rosto quando eu a interrompi.

—Você está julgando por que não se lembra e é tudo muito novo para você, como era quando conheceu, mas sei que isso está mudando, principalmente pela nossa última experiência. Nós somos um casal, o que acontece dentro do nosso quarto é problema nosso, só de nós dois e não há nada de errado ter gostos diferentes. Sabemos o que estamos fazendo, somos adultos e...

—Esse é o principal problema. Você ainda não era adulta quando começamos –Bella tentou falar, mas eu não deixei – Por mais que não tenha sido assim, isso tudo configura exploração infantil e isso não é certo – balancei a cabeça pensando no quanto ele tinha razão quando quis chamar a polícia para mim, mas resolvi guardar essa observação percebendo o quanto Bella já estava chateada.

Beijei seus lábios levemente tentando deixar ela mais tranquila, mas seus olhos estavam tão cheios de angustia quanto o meu. Ficamos incontáveis minutos nos olhando até que ela pediu num sussurro.

—Não fala assim.... não se sinta mal, por favor.

—É que... Eu fico pensando no quanto seria revoltante se alguém fizesse isso com uma das minhas sobrinhas ou com uma filha nossa...

—Nossas sobrinhas não vão passar pelo que eu passei, muito menos uma... uma filha... nossa – gaguejou olhando para mim cheia de uma emoção que eu não consegui identificar – ela terá você para protege-la, coisa que eu não tive...

—Eu me sinto péssimo quando penso no que fizemos, no que eu fiz quando você ainda não era mais que uma menina, uma menina que só precisava da minha proteção.

—Já disse a você que foi necessário, esse foi o jeito que encontrou de me salvar. Você já tinha me salvado do mal que minha mãe causava a mim e o nosso quarto de jogos foi a melhor maneira que encontrou de me salvar de mim mesma.

—Bella...

—Você me salvou, Edward! – Ela se aproximou olhando firmemente em meus olhos – sempre tive a certeza disso, ainda mais agora que tudo tem sido diferente em minha vida e de como eu estou a frente dela dando meus primeiros passos para a minha independência eu posso ver mais do que nunca de como tudo o que houve foi necessário para que eu redescobrisse quem sou.

—Não sei... acho que eu ainda controlo muito a sua vida – toquei seu rosto olhando para seus olhos.

—Foi assim, há alguns anos, quando eu precisava disso, mas não é mais – ela riu – eu mesma estou controlando minha vida, escolhi minha faculdade e sem que você soubesse consegui entrar. Quer prova maior que essa?

—Quando você se afastou naquele dia no restaurante, Kate me disse que eu trato você como minha submissa, não como namorada...

—Isso ainda é novo demais para nós dois, eu também não sei me comportar como uma namorada até por que eu ainda sou a sua submissa.

—Só nos fins de semana, só quando estamos dentro do nosso quarto de jogos. Já te falei isso.

—Mesmo quando não estamos. Nós nos tratamos diferente, mas nosso relacionamento não mudou.

—Sabe que eu não queria que fosse assim... – Bella beijou meus lábios por um longo instante antes de virar de frente para mim com uma perna de cada lado do meu corpo.

—Eu cheguei a pensar que seria muito melhor se você não recuperasse a memória, sabia? Seria melhor começar uma vida nova e que você continuasse a ser tão leve, sem problemas, sem passado, afinal, quem não gostaria de esquecer o passado? – ela riu baixinho sem humor algum – Mas eu mudei de ideia. Parece não que vai acreditar não importa quantas vezes que eu diga, não importa o que você sinta, você jamais vai entender o quanto me fez bem.

Eu abracei minha senhorita sentindo meu coração bater com força junto ao dela antes de continuar baixinho, sem forças para me afastar.

—Quando eu achei seu anel no cofre, encontrei também uma cópia do processo que tirou você de sua mãe. Eu pude ver o quanto você sofreu por meio daqueles relatos e posso ver o quanto você está bem, acredito quando me diz isso, só não consigo entender como isso aconteceu.

—Sei que você vai se lembrar. Não consigo mais pensar em como explicar isso a você – balancei minha cabeça desacreditado e ela beijou meus lábios olhando firme em meus olhos, falando ainda com a boca na minha – Só me faz bem, Edward, sempre fez. Se fosse ao contrário, acha que eu estaria assim tão apaixonada?

—Você está? – Bella assentiu sorrindo, beijando minha boca sem parar.

—Cada dia mais, eu sou louca por você – nós nos abraçamos quando nossos lábios se afastaram e eu a apertei contra mim o mais forte que pude, desejando tê-la assim para sempre.

—Eu quero muito levar você para o quarto e não lembrar de tudo o que me aconteceu hoje... – sussurrei não sei quanto tempo depois e a escutei rir com o rosto em meu pescoço.

—Então vamos! É tudo o que eu quero também – ela logo segurou minha mão tentando se levantar e eu a segurei rindo.

—Calma, antes quero que você confirme sobre Jacob. Eu devo confiar nele?

—Eu já disse a você. Jacob é muito profissional, eu estive ao seu lado desde o primeiro dia e ele foi muito legal comigo, me deixando ficar lá, cuidando de mim...

—É isso que me incomoda! – bufei emburrado fazendo ela sorrir.

—Não pense que ele ficava dando em cima de mim enquanto me levava para jantar no hospital. Ele só fazia isso por que de outra maneira eu não comeria e ele sabia disso. Durante os jantares, Jacob sempre me falava sobre o seu estado, sobre o que estava pesquisando, tanto que eu aprendi bastante, que eu me apaixonei por esse mundo.

—Verdade?

—Sim. Ele é um bom homem, jamais foi desrespeitoso comigo e muito recentemente demonstrou interesse. Não tem motivo nenhum para duvidar dele. Pode confiar em mim – eu sorri.

—Obrigado. Eu realmente me sinto melhor com a minha decisão agora.

—Sempre que você precisar – ela voltou a olhar para a minha calça encarando meu pau antes de suspirar – Podemos ir para o quarto agora? – eu ri levantando ela em meus braços e levando ela para nosso quarto.

Assim que chegamos, eu a coloquei no chão e passei a tirar sua roupa. Não pude resistir em beijar minha namorada a cada pedaço da pele macia e cheirosa que aparecia. Bella tentava me tocar também, começando a abrir minha camisa, mas se perdia em meus beijos, em meus toques em seu corpo quente.

—Eu esperei tanto por esse momento – ela gemeu quando eu a livrei de seu vestido e sutiã segurando seus peitos em minhas mãos – quero tanto você Edward...

—Você quer? – ela assentiu de olhos fechados, completamente entregue quando minha mão alcançou sua calcinha – o quanto você quer? Responda, Bella, responda.

—Quero muito, quero você a noite inteira, quero que você não pare... nunca.

—Ah... Baby, eu não vou parar, não mesmo.

Com o meu corpo, empurrei o dela em direção a cama arrancando sua calcinha com um único movimento e quando ela estava nua, deslizei meus dedos para dentro dela sentindo sua boceta prontinha para mim. Afoita e cheia de tesão, Bella se movia em direção a minha mão e me deixando tão quente quanto ela estava.

Eu me ajoelhei na cama e segurei suas coxas com força enquanto metia minha língua naquela boceta gostosa, explorando, devastando cada cantinho, saboreando com a mesma gula que aquela bocetinha piscava em torno de minha língua. Suas canelas se cruzaram em volta do meu pescoço e eu olhei para cima enquanto chupava seu clitóris com força bem a tempo de ver Bella se contorcer e apertar os mamilos enquanto gozava deliciosamente para mim.

Minha língua não parava, recebendo seu prazer e me deliciando com ele. Seu sabor, a visão de minha namorada gozando, seus pedidos para que eu a fodesse, me fizeram perder a cabeça e sem pensar em mais nada, eu apenas abri minha braguilha e meti meu pau bem fundo nela.

Quando eu estava dentro, completamente enterrado nela, Bella abriu os olhos e me encarou enquanto eu me movia, investindo com força em busca de nosso prazer, que se intensificava pelo prazer que eu via nos olhos dela, na maneira com que ela movia o corpo com o meu e gemia meu nome.... Ah como eu adoro isso! Como eu adoro vê-la tão entregue... como eu adoro essa garota. Eu a beijei aumentando meu ritmo ao sentir suas mãos em mim, sua língua se enroscar na minha até que ela gozou para mim, me abraçando, movendo os quadris até que eu alcançasse meu prazer também.

Nós nos deitamos e puxei Bella para o meu peito enquanto nossas respirações voltavam ao normal, mas antes mesmo que eu pudesse voltar a pensar com coerência, Bella passou a abrir minha camisa bem devagar. Eu a ajudei me livrando das mangas e quando estava nu da cintura para cima, minha namorada montou em mim, sentando bem em cima do meu pau. Ela absorveu meu gemido com sua boca e ao mesmo tempo que nossas línguas se enroscavam, ia rebolando em meu colo me excitando novamente.

Não demorou para que ela se afastasse beijando meu corpo como eu tinha feito com o dela e ao chegar em minha calça ela a abriu devagar e tão logo estava livre, eu tinha a boca de minha namorada em mim. Meu pau latejava ainda mais quando sua língua dançava pelas veias proeminentes em meu comprimento, bem como pelos chupões que ela dava, os apertões movendo a mão para cima e para baixo, passando a língua pela cabeça do meu pau.

—Porra! – grunhi quando ela praticamente me engoliu com os olhos cravados nos meus – que boca gostosa, Bella!

Segurei seus cabelos para ajudá-la em seus movimentos, subindo, descendo, lambendo e chupando... me deixando louco, mas de repente ela para e antes que eu pudesse entender o que se passava, Bella estava em cima de mim, guiando meu pau para dentro dela.

O tesão me dominou por completo quando eu vi aquela linda mulher rebolando em cima de mim, com meu pau enterrado dentro dela por completo. Minhas mãos passaram pelo seu corpo enquanto eu venerava minha mulher, seu corpo que não parava de se mover sobre o meu, quente desejoso, com muito tesão. Não conseguia parar de beija-la acompanhando seus movimentos, mas seguindo seu ritmo deixando que ela nos guiasse em busca de nosso prazer.

A sua entrega fez com que ela gozasse depressa se desmanchando em cima de mim, caída em meu peito e eu a deitei sobre a cama voltando a penetra-la com força. Eu adorava como ela se recuperava rapidinho em como seu corpo pegava fogo ao meu estimulo e em como logo depois de gozar ela já estava prontinha para receber mais prazer. Minhas investidas longas e fortes, mais a massagem em clitóris e minha boca em seus seios suculentos fizeram Bella gozar, forte, gritando junto comigo, mais uma vez.

Bella virou de costas, deitando-se de bruços e eu gemi ao ver aquela bundinha linda empinada para mim, me chamando de volta para seu corpo delicioso... não pensei duas vezes antes de me aproximar novamente, agarrando sua bunda, beijando cada uma de suas nádegas antes de deixar um tapa bem forte nela.

—Fica de quatro para mim. Agora.

Eu estava dentro dela tão logo Bella obedeceu minha ordem, agarrando sua cintura para ter apoio enquanto metia nela. Beijei suas costas maravilhosas, ora acariciando aquelas covinhas sexy, ora sua bunda deliciosa, me sentindo muito atraído por sua outra entrada ainda não explorada desde que acordei. Imaginar a sensação de explora-la me fez aumentar nosso ritmo, tanto que nosso orgasmo não demorou para nos alcançar.

Nós gozamos juntos e éramos um emaranhado de pernas, braços, suor, cabelo e prazer. Uau, aquela mulher me mataria um dia desses. Minhas forças duraram até que eu me afastasse um pouco dela e deitasse com os braços atrás da cabeça.

—Eu achei que você não fosse mais parar – estava quase cochilando quando escuto a voz de Bella toda manhosa enquanto se acomodava em meu corpo, acariciando meu peito e eu ri a abraçando.

—Se você quiser ainda posso continuar... se você beijar no lugar certo, posso garantir mais uma ou duas rodadas. Mas tem que ser um beijo muito bem dado.

—Sempre quero mais com você, mas parece que vai desmaiar a qualquer momento e se eu beijar você, vou ficar toda acesa e ver navios depois.

—Jamais deixaria você na mão. Deixar você acesa sem que alcance seu orgasmo é um pecado que eu não estou nenhum pouco disposto a cometer, muito pelo contrário, o pecado que cometerei com você é o da carne – enquanto falava, eu acariciava as costas de Bella, deitado, bem esticado na cama sem me mexer com os olhos fechados. Minha namorada riu.

—Durma, Edward, seu fraco. Posso beijar você daqui há algumas horas quando você acordar – eu queria responder aquela provocação a altura, mas antes que eu o fizesse, já estava sonhando.

.

.

Acordei de repente e olhei para o relógio percebendo que estava na hora de levantar.

Não sei nem como consegui acordar depois de todas as estripulias com Bella durante a noite, quase até de manhã e por estar confortavelmente abraçado a ela, nossos corpos unidos quase como se fosse um só.

Beijei seus lábios desejando que ela acordasse, mas ao mesmo tempo sentindo pena de tira-la de seu descanso e ela não se mexeu. Beijei de novo e de novo, mas Bella permanecia adormecida e então desisti resolvendo tomar um banho e voltar para vê-la depois.

Quando sai do banheiro com uma toalha em volta da minha cintura e vi Bella ainda deitada em nossa cama, do mesmo jeitinho que esteve quando eu acordei. Então eu me vesti e fui para a cozinha preparar algo para comer certo de que ela logo me faria companhia, mas eu terminei e nada de ela aparecer.

Voltei ao quarto e Bella ainda dormia e olhando aquela cena, eu ri. Ela me instigou tanto na noite anterior e agora estava ali, dormindo profundamente, praticamente desmaiada. Era a coisa mais linda do mundo, toda nua, esparramada na cama, tomando conta de tudo.

Decidido a acorda-la e sem mais resistir eu toquei aquela bunda linda toda empinada só para mim, tanto que se eu não tivesse a certeza que ela dormia acharia que estava me provocando. Mesmo depois de todos os meus toques e alguns beijos Bella não acordou e eu pensei que ela realmente precisava de algumas horas mais de descanso e se não fosse pelo julgamento que Quill faria aquela manhã, eu ficaria ali com ela com certeza.

Então eu deixei um bilhete:

Bella,

Você esteve ótima ontem à noite, mas parece que eu estive melhor já que você não conseguiu acordar mesmo de todas as minhas tentativas. Isso não foi de todo ruim já que eu pude passar a mão na sua bunda sem que você me deixasse atrasado para o trabalho.

Então descanse hoje, durma, relaxe e não se esqueça que é sexta-feira.

Mal posso esperar para que seu tio vá embora.

Ligue para mim quando acordar.

Seu Edward.

Fui dirigindo para o fórum tentando deixar de lado tudo o que conversei com a Bella e nossa noite maravilhosa a fim de me concentrar no julgamento que eu presenciaria essa manhã. Casos como o que seriam julgados hoje devem começar o mais cedo possível afinal são muitas coisas minuciosas para se analisar, tanto que poderia até durar vários dias. Mesmo com as distrações que tive e o pouco tempo estudando o processo, eu já tinha uma visão bem clara do que tinha acontecido de verdade e estava ansioso para ver o desfecho, acreditando realmente poder ter algumas respostas sobre Quill por meio de sua conduta.

Quando cheguei ao fórum, fui direto para a sala de audiência, ainda vazia, e me acomodei ao fundo, lendo mais um pouco do processo, me concentrando nos laudos da perícia, os resultados das investigações e os caminhos que os levaram até lá enquanto pensava nos principais pontos a ser observado nas testemunhas e no réu para que as peças que faltavam se encaixassem.

Aos poucos, a sala vazia começou a se encher.

Era um julgamento aberto ao público por ter tido uma repercussão absurda na mídia, não se falava em outra coisa senão no jovem que foi assassinado brutalmente sem pistas de quem fez tamanha crueldade e finalmente, depois de longos anos, encontraram pistas o suficiente para incriminar alguém e traze-lo a julgamento. Muita gente veio acompanhar o desfecho e eu estava sentado no meio deles, e mesmo ao fundo, estava bem de frente para o juiz para que eu pudesse observa-lo de todas as formas e sabia que hora ou outra no julgamento, ele me veria ali.

Não demorou muito para que se iniciasse e logo o juiz entrou sorrindo, como um cantor diante de seu público. Do mesmo modo ele declarou a sessão aberta e ao se sentar pegou o celular. Enquanto o promotor expunha o caso, ele ficou no celular, rindo hora ou outra sem dar a mínima para o que estava acontecendo. Depois que fez o juramento de verdade da primeira testemunho, ele se encostou na cadeira e pela primeira vez olhou para frente, me vendo ali.

Seu rosto ficou pálido e ele me encarou por um longo minuto, como se não acreditasse no que estava vendo. Depois de algum tempo ele riu balançando a cabeça e se fez de sério, olhando para a testemunha que falava já há meia hora como se só agora ele tivesse percebido o que estava acontecendo, mas eu tinha dúvidas de que ele estava prestando atenção, uma vez que hora ou outra ele bocejava, dava uma olhadinha para o celular e depois para mim.

Assim foi durante as seguintes cinco horas de julgamento e finalmente deu-se o primeiro recesso, uma hora e meia para o almoço. O juiz foi o primeiro que deixou a sala, praticamente correndo, tão feliz que só faltava dançar. Balancei minha cabeça indignado e só então eu peguei meu celular para ver se havia alguma notícia de Bella e encontrei uma chamada perdida de cinco minutos atrás. Liguei para ela.

Oi, Edward— saudou com a voz preguiçosa assim que atendeu o telefone me fazendo sorrir.

—Não acredito que estava dormindo até a essa hora!

E eu não acredito que você conseguiu se levantar depois de tudo aquilo.

—Que decepção, senhorita Swan. Eu achei que fosse mais forte do que isso. O que será de nosso fim de semana se você dormir tanto assim depois de um pouco de sexo?

Nós vamos mesmo ter um fim de semana no quarto de jogos?— ela me pareceu bem mais acordada ao perguntar.

—É claro que sim! A menos que você não queira...

—Eu estou ansiosa para isso, senhor. Não imagina o quanto.

—Então descanse bastante, se prepare por que tem muito mais de onde saiu ontem à noite – Bella gemeu baixinho fazendo minha pele ficar arrepiada e quando falou, sua voz estava rouca de desejo.

Queria que eu te ligasse para me acender, é?— eu ri.

—É claro que não, sua safada. Eu liguei te lembrar do jantar de seu tio. E ele vai para ai lá pelas oito.

Não, não me esqueci— pude muito bem ouvir o sorriso em sua voz – não tem ideia do quanto eu espero por isso.

—Charlie também. Quer que eu mande alguém para preparar o jantar?

Não precisa, Edward, eu quero muito cozinhar. Vou preparar a lasanha da vovó Swan, toda vez que ela fazia se lembrava do quanto meu tio adorava e eu quero muito fazer.

—Ok. Tem tudo o que precisa ai?

—Eu acho que sim.

—Então tudo bem. Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, ligue para mim, está bem? Ainda não sei se é uma boa deixar você sozinha em casa, assim tão longe de tudo...

Não estou longe de tudo, sua família está bem perto daqui e está tudo bem, não se preocupe.

—Certo. Eu te vejo mais tarde.

Hm... Edward... só mais uma coisa, você passou mesmo a mão em mim?— eu ri.

—Ah eu passei senhorita Swan. Sua bunda estava toda gostosa, me chamando desde que acordei e eu não pude resistir.

—Edward!

—Ninguém mandou ser tão gostosa – eu ri de sua surpresa – eu preciso ir agora, estou faminto. Até mais tarde.

Um beijo— ela respondeu baixinho e desligou o telefone me deixando com um imenso sorriso bobo.

Aquele enorme sorriso idiota me acompanhou enquanto eu saia da sala de audiência em busca de algo para comer. Entrei na pequena copa destinada aos funcionários esperando que houvesse algo que eu pudesse comer ali e – graças a Deus – não me engano.

—Edward Cullen! – escuto alguém chamar por mim quando me sirvo de um dos sanduiches que havia ali. Quando eu olho, reconheço Eleazar, o promotor do julgamento.

—Como vai? – estendi minha mão livre para ele depois de engolir a porção que tinha na boca.

—Bem feliz de ver você. Soube que vai voltar à ativa.

—Sim, estou ansioso para isso.

—Eu também – olhei para ele sem entender e mesmo sem que eu pedisse ele me explicou – não aguento mais ver as presepadas que Atera tem feito.

—Presepadas?

—Está aqui desde o começo? – assenti – então viu como ele agiu enquanto o caso estava sendo exposto? Tem visto como ele não dá a mínima para o que está acontecendo? É revoltante!

—E tem sido sempre assim? – ele assentiu com um suspiro.

—Infelizmente sim. Antigamente ele ainda se dignava a disfarçar que se interessava, pelo menos quando a mídia estava presente, hoje em dia nem isso mais.

—Desde quando ele tem feito isso?

—Há basicamente dois anos, quando assumiu seu lugar. Muita gente foi contra a escolha dele por que já conheciam sua conduta nas pequenas causas e imaginavam como seria nas grandes, mas não pudemos fazer nada.

—E por que ele assumiu? Sei que tem mais juízes experientes em criminal aqui, não tem?

—Sim, mas Aro mexeu os pauzinhos e fez com que ele tomasse seu lugar.

—Aro tem poder para isso?

—Infelizmente sim. Ele é o diretor geral do Fórum e consegue colocar algumas pessoas aqui para trabalhar, mesmo que elas sejam incompetentes, como Quill.

—Mas isso é errado. Alguém tem que impedir que ele faça isso!

—Você e ele brigaram muitas vezes por esse motivo, mas infelizmente nada acontecia, afinal, Aro foi quem lutou para conseguirmos ter um fórum próprio nessa cidade tão pequena, antes dele, tudo o que precisava ser resolvido perante a lei era levado para outra cidade. Com certa luta e a ajuda de um sócio ele conseguiu estabelecer aqui esta unidade e por isso, tem o controle ao menos na parte de gerencia, uma vez que esta é uma repartição pública.

—Mas isso não permite que ele faça o que bem quiser aqui dentro, afinal, como você disse essa é uma repartição pública.

—De fato – ele respirou fundo antes de continuar – Quando você chegou aqui e mostrou o quanto era bom, ele te acolheu de braços abertos e te preparava para ser seu sucessor, mas ele foi envelhecendo cada vez mais e fazendo o que bem entendesse e então você começou a bater de frente com ele e Volturi só pensava em te tirar do caminho.

—Verdade? – perguntei me lembrando de como ele falou sobre nosso passado, dando a entender eu tinha algum receio contra mim – como ele fazia isso?

—Em primeiro lugar, ele queria tirar você de seu cargo, mas não conseguiu, por sua competência e por que você é concursado, não está aqui só pela amizade dele, muito menos por ser marido de quem é...

—O que? – pedi atordoado com tanta coisa sendo jogada em cima de mim – o que Tanya tem a ver com isso?

—Você não sabe? – Eleazar me olhou com o cenho franzido e eu dei de ombros. Diante de uma falta de resposta de minha parte, o promotor continuou – sua esposa é filha do único sócio que Aro teve, então ela, em algum momento herdaria uma parte do comando desse lugar e uma vez que ela deixou de advogar, consequentemente esse poder passaria para você.

—Eu não tinha ideia – murmurei sem entender por que Tanya me esconderia algo assim.

—Pois é. Aro não conseguiu tirar você de seu caminho por isso mudou de tática. Seu plano era colocar outro juiz para que dividissem os casos importantes que apenas você julgava e esse novo cargo iria para Quill Atera.

—E o que foi que aconteceu?

—Você foi completamente contra, é claro, aceitava dividir os casos, mas não com ele, uma vez que conhecia muito bem sua conduta. Foi então que Aro praticamente declarou guerra contra você.

—Por que essa proteção excessiva com esse rapaz se é tão incompetente?

—Ao que parece, Quill Atera é filho bastardo de Aro Volturi – Eleazar cochichou – é o que dizem as más línguas, mas eu acredito nisso, uma vez que todos sabemos que o velho não foi flor que se cheire quando mais novo.

Olhei para meu colega por um momento enquanto digeria mais essa informação. Não dá para acreditar em como cada vez mais eu encontro podres onde eu nem imaginei existir algo. Meu Deus!

—É muita coisa para digerir – consegui dizer depois de algum tempo – nunca imaginei que pudesse haver tanta coisa por debaixo do tapete assim.

—Pois infelizmente há. Como eu disse, estou feliz que esteja de volta e assim poderemos mais uma vez ter um pouco de dignidade aqui dentro.

—Por que diz isso?

—Pela sua reputação e por que quando bate de frente você é ouvido e respeitado, ao contrário de nós. Por mais que lutemos por respeito, nossa voz não é ouvida, pelo menos com você aqui temos mais chances.

—Então conte comigo, Eleazar. Vamos colocar esse trem nos trilhos.

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O recesso do julgamento durou quase uma hora a mais por que o juiz se atrasou para voltar e quando chegou, permaneceu da mesma maneira sem se importar muito com o decorrer do processo nem com a opinião do júri depois de terem deliberado por mais uma hora. Ao fim, Quill Atera declarou inocente o homem que tinha tudo para ser considerado culpado.

Sai do fórum realmente indignado com tudo o que tinha visto e ouvido ali. Como era possível que alguém levasse de forma tão leviana um trabalho importantíssimo como o que fazíamos? Um criminoso estava à solta, sem pagar pelo que fez, podendo matar mais pessoas por irresponsabilidade daquele que se dizia juiz.

Mesmo sem isso eu já tinha uma ideia sobre seu caráter e com o que Eleazar me disse, de alguma forma, eu imaginava que seria leviano com a pena, mas não que o declarasse inocente. Se ele fez isso com pessoas que não conhecia, ignorando a dor que sentiam e o desejo de justiça, o que ele poderia fazer com quem tem mágoa, com quem despreza?

Mais do que nunca eu acredito no envolvimento dele em meu acidente.

Eu precisava muito falar com Charlie e quando liguei na delegacia, me informaram que ele já tinha ido para casa e então me dei conta de que ele deveria estar se preparando para o jantar em que conheceria Bella. Reuni minhas coisas e fui para casa desejando uma noite agradável, mas também que eu tivesse a oportunidade de falar com meu amigo sobre o ocorrido.

Assim que cheguei, segui para a cozinha onde o cheiro estava delicioso, mas não tanto quanto a linda mulher abaixada, usando aquele roupão infame, colocando alguma coisa no forno. Eu cheguei perto de mansinho e encostei meu corpo no dela a puxando para meus braços.

—Edward – ela ofegou surpresa e me olhou sorrindo – finalmente! – sem poder concordar mais eu a beijei cheio de desejo trazendo seu corpo para junto do meu. Quando precisamos respirar depois do beijo intenso, ela me olhou nos olhos, sorrindo, me deixando ainda mais sem ar do que eu estava.

—Eu senti muito a sua falta também – eu ri de seu rompante e ela me abraçou.

—Já me acostumei a acordar do seu lado, foi muito estranho não ter meu corpo junto ao seu quando eu despertei essa manhã.

—O que eu posso fazer se você dorme feito uma pedra? – eu ri de sua expressão e dei um beijo nela – eu também senti falta de tomar café da manhã com você, de te beijar antes de ir para o trabalho. Também estou muito acostumado com isso, ainda bem que será para sempre.

Bella sorriu fazendo meu coração acelerar e me dar conta de que a cada momento eu me apaixonava mais por essa menina e do quanto eu gostaria que minhas palavras se tornassem concretas, do quanto eu a queria para sempre.

—O cheiro está ótimo! – falei tentando mudar o rumo de meus pensamentos antes que eu a levasse para cima.

—O jantar está quase pronto – respondeu sorrindo – não falta muito para as oito.

—Tenho tempo para um banho?

—Sim, dá tempo. Eu também preciso me vestir – olhei de cima a baixo para seu corpo dentro daquele bendito roupão e respirei fundo para me conter.

—Então vamos.

.

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Tomei um banho rápido e me vesti no banheiro enquanto Bella se arrumava, quando sai do quarto ela já não estava a vista e sorri pelo arranjo ter sido melhor do que planejei. Arrumei o que precisava deixando em cima da cama para e ela e logo desci a encontrando de frente para o espelho.

—Você está tão linda! – sussurrei puxando o cabelo de Bella para o lado e beijando seu pescoço.

—Comprou esse vestido para mim de aniversário e queria que eu o usasse, mas eu nunca cheguei a fazer isso – respondeu baixinho, de olhos fechados, aproveitando os beijos que eu dava nela – resolvi usar hoje por ser uma ocasião bastante especial. Fico muito feliz que tenha gostado – Bella sorriu para mim, me olhando pelo espelho e eu virei seu corpo para que ficássemos de frente.

—Sua beleza não vem desse vestido lindo, mas desse sorriso, de seus olhos brilhando, da felicidade que emana de cada cantinho de você.

—Você me faz feliz, não poderia ser diferente – eu a beijei trazendo seu corpo para junto do meu, deslizando minha mão para debaixo de seu vestido e pegando em sua bunda gostosa.

—A sua bunda hoje está me chamando desde a hora em que eu acordei. E eu me lembrei de uma promessa que fiz a você na última vez em que fomos para o quarto de jogos – enquanto eu falava minha mão entrava em sua calcinha, apertando suas nádegas – você lembra? – sussurrei sentindo seu corpo estremecer.

—Sim, senhor – respondeu no mesmo tom e eu continuei.

—E o que era? Diga, senhorita Swan.

—Vai comer o meu cu, senhor.

—Ah... eu vou mesmo, eu vou sim, no instante em que seu tio sair dessa casa quero você de joelhos e prontinha para mim – minha mão ainda a tocava e eu pude sentir a umidade que vinha de seu sexo me deixando maravilhado – do jeitinho que está agora.

—Sim, senhor.

—Temos alguns minutos antes de Charlie chegar aqui, então vá para nosso quarto e... “vista” o que eu escolhi para você. Agora.

Assim que Bella sumiu pelos corredores da casa eu escuto a campainha tocar e respirei fundo algumas vezes antes de abrir a porta.

—Boa noite, Charlie, é muito bom ter você aqui.

—Obrigado, Edward – dei espaço para que ele entrasse e quando o fez olhou para todos os lados a procura de Bella – e então, onde ela está?

—Já vai descer. Quer alguma coisa, uma bebida?

—Não, cara. Só quero que isso passe, eu estou muito nervoso.

—Fica calmo, é só a sua sobrinha ela não vai morder você.

—Tudo bem – eu o levei para a sala e nos acomodamos ali – o cheiro está uma beleza.

—Foi Bella quem cozinhou, tenho certeza de que vai adorar. Ela cozinha muitíssimo bem.

—Então é por isso que está com ela? Por suas habilidades na cozinha? – eu ri. Sabia que seria impossível me livrar dessa conversa, mas não esperei que fosse assim tão rápido.

—Também. Não vou negar que Bella conquistou meu estomago, da mesma maneira que conquistou meu coração.

—Então está apaixonado por ela?

—Eu estou, meu amigo. Estou muito apaixonado e sinto que isso não vem de agora.

—O que quer dizer?

—Bella foi a primeira pessoa que eu vi quando acordei no hospital. Eu pensei que ela fosse um anjo, não só por sua beleza ou por suas roupas brancas, mas pela paz que me transmitia e por eu não conseguir parar de pensar nela, nenhum minuto sequer, como se eu tivesse saudade, como se ela me fizesse falta, mesmo sem saber a importância que ela tinha em minha vida, sem saber seu nome ou quem era.

—Então já estava apaixonado por ela antes do acidente? – assenti.

—Eu acredito que sim. Ela foi o único reconhecimento que tive, a única sensação de segurança quando acordei. Imagino que já estivesse apaixonado, mas assim que eu coloquei meus olhos nela, eu me apaixonei de novo e me apaixono cada vez mais quando olho para ela.

—Isso parece ser importante – Charlie parecia impressionado – mas não podemos esquecer que você é casado...

—Meu divórcio saiu dias antes de meu acidente, como eu já lhe disse...

—Mas me disse também que as esposa fingia que não estavam separados e que ela não sabe de sua descoberta. O que pensa em fazer a esse respeito?

—Por enquanto nada – dei de ombros – Tanya finalmente me deixou em paz e eu só quero distancia daquela mulher, só quero viver em paz com a minha garota – Charlie assentiu esfregando as mãos na calça ainda parecendo nervoso e eu ri.

—Era eu quem deveria estar nervoso com o interrogatório.

—Eu sei – meu amigo riu – eu treinei um bocado para parecer mau e intimidar você, mas estou nervoso demais para isso agora.

—Não precisa ficar assim... Bella está louca para te conhecer, passou a tarde toda preparando um prato que a avó ensinou para te agradar e tudo. Vai ficar tudo bem.

—É que eu me sinto muito em falta com ela, se eu tivesse ficado aqui, se eu tivesse cuidado dela...

—Não pense no que poderia ter sido. Bella não pensa mais no que passou e você não deveria também, vão se conhecer agora, não mexa no passado. Comece daqui.

—Tudo bem... eu... eu vou tentar.

—Acho bom, respira fundo que ela vem ai – fiquei em pé e Charlie me acompanhou olhando para onde Bella estava, parada a porta, nos olhando, sorrindo com ansiedade. Fui até onde ela estava e beijei seus lábios rapidamente – pronta?

—Há anos! – eu ri de sua animação e segurei sua mão tremula e a acompanhei para finalmente apresenta-la a seu tio.

Notas finais
Uau! E ai? O que voces acharam? Essa sujeira tem um fim? contem para mim, por favor! Mya Saraiva mais uma vez, muitissimo obrigada e me perdoe pela falha. Como eu disse, suas palavras me emocionaram e fico muito feliz por ter você aqui, obrigada! Senhoritas, não se procupem, meus atrasos não serão como os do ano passado, eu prometo que estou me organizando e aproveitando o carnaval para adiantar bastante coisa e logo logo teremos mais um capítulo. Obrigada pelo carinho e bem vindas novas leitoras! Mil Beijos! Até logo :)