Memórias
6 O ano termina e nasce outra vez♪
Notas iniciais
Amanheceu! O sol estava lindo era dia de virada de ano, acordei com vontade de curti. Ai chega minha tia Camila:
–Sophi você sabe ir na praia daqui da frente?
–Sei sim! Já tem um tempo que eu fui, mas eu lembro. Vamos?
– Eu estou na maior vontade de sair daqui, Vamos.
Eram sete horas, estava todo mundo dormindo só os velhos estavam acordados, com exceção de mim e tia Camila. Resolvi ir com ela a praia. Era tão perto que se a gente quiser, em meia hora estaremos aqui de novo, é só subir uma duna andar um pouco e estaremos lá.
Quando estávamos indo meu primo Guilherme acordou e quis ir também. O bom é que ele também sabe o caminho, então não vou nem ficar reparando muito vou dizer logo, que ele é que vai guiar, minha tia Camila é maluca, duvido que ela questione.
–Gui você é que vai ser o capitão viu, Vamos!
– Tá certo. -falou ele se achando o tal.
Fomos andando e conversando pelo caminho, tivemos que desviar de vários pés de cansanção (é uma planta que se tocar na pele fica vermelha e corça muito) tem muito em areal, junto com cactos.
Chegamos lá tomamos banho de mar passamos em torno de uma hora brincando na água, depois resolvemos voltar, Guilherme foi levando a gente, até que paramos e eu não entendi porque .
– O que foi Gui?
–Hum eu acho que é pra lá .
–Não é não Guilherme é pra cá.
– É o que gente vocês n sabem pra que lado é não?-Perguntou Camila
–É pra cá.-Não é pra lá .
–É melhor irmos andando pra lá -apontou.
Eu estava de short tactel, não tinha passado protetor porque a gente tinha saído cedo, estava com o corpo todo de água de mar. Depois de ter andado umas duas horas sem saber pra onde estava indo, minha coxa ficou toda assada, estava tendo atrito entre o short e minha perna, já estava com fome. Até que Guilherme deu a ideia de comer aquelas frutas de cacto. Quem disse que eu neguei?! Fomos andando procurando fruta de cacto boa pra comer, eu tropecei em um cipó, e fui arrastando minha canela em um monte de pés de cansanção. Estava destruída! Paramos de andar um pouco, por conta da minha falta de sorte. Quando voltamos a andar já era uma da tarde. Já tínhamos desistido até que eu tive uma ideia.
–Gui porque você que é menino e mais jovem... -fui interrompida.
–Lá vem coisa. Vá fale.- Disse Guilherme.
–Porque você não vai na frente ver se acha alguém pra nos ajudar.
–É gostei da ideia!-confirmou tia Camila.
–Não, não. Não invente não Sophia. -Falou choramingando
– Você sabe o que fazer então?
–Se eu chegar lá meu pai vai dizer que eu sou boiola. Que eu vim pra casa e deixei vocês ai.
–KKKKKKK –rimos, eu e tia Camila.
–Vocês estão rindo porque não é com vocês. -falou quase chorando.
–Então KKKKKKK o que vamos fazer?-Eu perguntei.
–Vamos andar para o lado do centro ai de lá a gente volta pra casa é melhor do que ficar perdido aqui -Falou tia Camila.
–É em pleno réveillon a gente tá aqui, perdidos no mato. -falei cansada.
Fomos andando até a cidade, eu já estava indo pro céu quando chegamos lá. Olhamos para os lados do centro da praça, tinha vários caminhos. Pronto agora que deu! Não sei por que, mas Deus mandou uma alma abençoada nos salvar, achamos “Penildes”(totalmente extravagante) era amiga da família a muito tempo e ele sabia de co onde era a nossa casa de praia .
–Pena! Tia Pena! -gritei ela. -Quando ela ouviu veio logo em minha direção.
–Olha você Sophia... Como está grande. Está namorando?-perguntou ela(não sei porque é sempre a mesma pergunta.)
–Não tia! não estou. -falei simpaticamente
–HUM que bom, é muito nova ainda. -ri e concordei (pura mentira!)
–Tia estou querendo saber pra que lado eu vou pra minha casa?-perguntei contando toda a história pra ela.
–Menina do céu! Vai por ali olha minha filha. -apontou. -Vai com Deus!
–Obrigada! -respondi.
Quando eu não aguentei mais continuar, parei em uma casa no caminho de volta para pedir água, com a minha cara de pau. Guilherme bebeu praticamente uma jarra, nessa hora eu já estava lá na frente e nem conhecia ele. Eu e Mila bebemos só dois copos cada. Quando a gente tava chegando em casa vimos o povo saindo com o carro, da garagem. Até que minha avó gritou:- Ali eles! -Isso é que é ter uma família preocupada. Chegamos três da tarde e estava todo mundo bebendo cerveja e comendo churrasco. Fui tomar banho e passar pomada nas minhas assaduras, estava tão cansada que só levantei seis.Foi quando eu resolvi dá escova no meu cabelo, afinal de conta era virada de ano, vestir um vestido branco lindo e simples, e usei um colar com pingente de ouro (pra trazer dinheiro) A noite foi maravilhosa! Na hora da virada Bernardo me chamou. Eu não sei o que ele quer comigo.
–Eu só quero passar o próximo ano em paz. Dá pra ser assim?-Perguntei irritada.
–Eu lhe deixo em paz, se você for a uma festa comigo. -Falou convencido.
–Fora de cogitação!
– Então vem aqui pra eu te dar um beijo. -falou puxando meu pescoço devagar. –Até que eu empurrei ele.
–Tá eu vou a está festa, depois você tem que prometer me deixar em paz.
–Boa decisão!Vai ser uma semana depois do começo das aulas. Quero seu numero.
– Viu agora tchau.
E assim foi meu ultimo dia do ano. Três... Dois... Um...
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