Memórias

1 Prologue


Notas iniciais
Espero que tenham gostado do primeiro capítulo, peço desculpa por qualquer deslize ortográfico.
O Título, provavelmente mudarei futuramente... aguardem o segundo capítulo!!
Obrigada!

Era difícil acreditar como 1 ano se passara depressa sem ao menos eu ter feito algo que realmente valesse a pena, fui uma marionete, utilizado como ela bem entendesse, mas desse pesadelo eu acordei e vi a realidade sem mais distorções e distrações. Agora estou eu aqui escrevendo confortavelmente em meu Laptop, junto com a minha xícara de café, rumo a Seul a cidade mais movimentada de toda a Coréia do Sul, o verdadeiro pólo econômico. Enquanto digito essas poucas palavras sinto a temperatura caindo cada vez mais e a cada hora que passa a neve já começa a tomar conta de meus caminhos.

Há um ano e meio atrás a conheci na Universidade de Incheon, estava no meu ultimo ano de jornalismo e um amigo em comum nos apresentou. Ela era linda, educada, extrovertida e com uma pitada de timidez na medida certa, eu não sei bem o que me chamou atenção nela, se era o timbre de voz ou o jeito confiante de ser, até agora ainda tenho minhas dúvidas. Sim, estava confuso e totalmente entorpecido pela No Kim Nana. Aluna do 3° ano de jornalismo, começamos a passar muito tempo juntos, na inspiração de criar artigos e colunas que poderiam ser algo que despertariam o interesse de futuros universitários. Começamos a namorar logo em seguida, passávamos o dia inteiro muito próximos, ela por sua vez nasceu em berço de ouro, sua família estava entre as 3 famílias mais rica de Incheon, ou seja todos os tipos de mordomias e regalias Nana possuía típica filha mimada.

Todo começo de relacionamento são flores, mas flores murcham e morrem e nunca mais voltam a ser a mesma coisa. Por isso necessitam de serem bem cuidados, regados, e os espinhos aparados com freqüência, afim de não ferir ninguém. Aprendi do jeito mais difícil e doloroso da coisa. O que ela fez comigo foi cruel, naquele relacionamento eu me entreguei por completo, não havia mais nada na minha vida do que a Nana. Era ela nas minhas manhãs, tardes, noites e também nos meus sonhos. Meu mundo girava de acordo com a sua sintonia não precisava de mais ninguém, mais de nada só ela para preencher o vazio que tanto a sua falta me causava.

Até que um belo dia, antes da minha tão almejada viagem à Nova York, sinto-me neste instante como tolo e patético por ter insistido naquela época que não iria, que não a abandonaria mesmo que fosse só por uma semana. A universidade havia promovido um concurso de jornalismo, porém só os veteranos na área poderiam participar. Participei como se fosse uma diversão, um entretenimento, a brincadeira dos finais de tardes de crianças é como eu resumiria. Fizemos tudo juntos, a escolha da matéria, edição, revisão, vídeo da entrevista e etc. Durante a construção do trabalho, nem se quer pensei se poderia ganhar ou não, no final a surpresa. Eu Venci, com unanime de pontos, eu iria a Nova York conhecer uma editora e vivenciar a rotina diária de grandes Jornais e revistas por uma semana.

Como eu disse e repito nem tudo possuem finais felizes, Antes de eu ir ao Aeroporto pensei em passar em sua casa, para dar aquele último adeus, com um abraço super apertado e um beijo para selar e seguir rumo a NY. Entrei em seu apartamento, já que possuía a chave e vasculho rapidamente o interior ao seu encontro, não vejo ninguém, logo vou em direção ao seu quarto, gritando seu nome desesperadamente e... e a flagro atracada com outro homem. Ela lança um olhar cheio de aflição a mim, tenta se desvencilhar e saí em busca de suas roupas, gritando meu nome. Na hora eu fechei a porta, um misto de ódio, dor, e sentimento de traição se ponderou de mim, andei em rumo a sala e sentei-me no sofá para reorganizar meus pensamentos, só que estava tudo tão claro, tão óbvio, que quando ela saiu do quarto tentando se explicar. Eu a ignorei, olhei fixamente para um canto da sala e disse num tom sarcástico e áspero:

– Se queria acabar com tudo, parabéns, você venceu! Uma vagabunda que nem você, eu não preciso em minha vida!

Ela tentou novamente falar, se explicar, mas já estava em frente a saída quando ela tentou desesperadamente me segurar, me fazer ouvir o que ela tinha pra dizer, eu simplesmente a fiz me largar e disse:

– Adeus! – Em seguida só ouvi o som da porta batendo atrás de mim.

Após este trágico episódio fui rumo ao Aeroporto Internacional de Incheon, mantive positivo, tentando buscar um filete de alegria, ao pensar em NY. Embora lá no fundo, no lugar mais obscuro do meu ser: Eu estava arrasado, como nunca estivera antes! E este sentimento pendurou se por semanas, até hoje parecer uma vaga lembrança. E a cá estou neste trem, à espera de encontrar um novo lugar, uma nova vida. Deixando o passado para trás, se deteriorar sozinho juntos com seus fantasmas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.