Memórias
8 Capítulo 8 - Triste ausência
Triste ausência
O que não sabe, não te magoa.As vezes dói saber,Mas continuamos sempre à procura de respostas.Precisamos dessa dor para saber a verdade,Sofrer mais um pouco a ausência de quem já não nos pertence. Caímos na realidade, sofremos maisTento aguentar-me firme numa sociedadeQue me mata a cada minuto, Para um mundo de violência e dor, Do convívio e da hipocrisia, No fundo do mar, não há certezas,Todos usam máscaras, escondem-se por entre algas,Não há dia, apenas uma escuridão de sentidos e prazerMeras ilusões... Não sentes? Sou feito de chuva.E para cada dia da tua ausência,Uma gota cai de mim.Morro na vazia ausência da tua não existência. És um sonho ou tu que me sonhas? Pergunto-te se estou só. Prova-me o contrário... Quantos dias de tempestade me faltam?Tu não me sentes. Neste mar de algas venenosas, Mas a noite surgiu, fazendo brilhar a lua, Caindo nas águas negras do mar. Agora estou só. Quando me juntar à noite, Talvez encontre no fundo do que não sei,O luar de que todos falam... Quantas gotas de chuva me restam? Espero a areia quente dos teus cabelos E o néctar doce do teu coração. Mas você não vem...Será sonho?
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