Notas iniciais
Minha autoria, não copiem.

Dias mortificados vão transcorrendo diante de meus olhos vidrados

Ocupada demais para o exterior enquanto tento resolver meu eu inacabado

O nosso silêncio esvoaça durante todas as noites, perdurando até agora

Enquanto estou estática, presa nessa espera sem correntes e sem poder ir embora

Devaneios borbotam em minha mente já ceifada por suas palavras cortantes

Emaranhando-se ao passado junto com o irrefutável presente

Rasgo nossos momentos que hoje são hediondos, guarnecidos com esmorecimento

Ignorando o farfalhar de sua voz distante, fingindo não ver meu enfraquecimento

Quantos sonhos foram colocados às costas de quem os considerava frívolos?

É tão difícil me desprender do seu derradeiro sorriso ou de seu antigo fulgor

Tenho deixado derribar-me sem aparentar meu coração depravado que grita de dor

Diga-me o que fazer com uma alma acometida e exacerbada por excesso de amor?

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!