Memória Perdida
5 Capítulo 4 Cahill em Chamas Ardentes
Notas iniciais
AHHHHHHH......
Pequena, eu te amo muito, sabia?????
Bom, espero que me perdoem pela demora para postar e pelos erros ortograficos (não tive tempo de revisar).
Espero que gostem...
Bjinhos sangrentos...
Hamilton Holt segurou com força a mão de Sinead Starling.
Ambos entraram juntos na base do clã Ekaterina. Hamilton sabia que não era bem-vindo ali, mas sua namorada insistiu para que ele a acompanhasse.
Ele e Sinead começaram a namorar há pouco mais de um ano. Quando a busca pelas pistas terminou, os primos se aproximaram muito. Ele viajava até a mansão dos Starling para visita-los e auxiliar Ted Starling com seu tratamento. Poucos meses antes que Hamilton e Sinead começassem a namorar, o garoto, que só conseguia enxergar luz e sombra, voltou a ver o mundo. Quanto ao outro gêmeo, Ned Starling, não sentia mais dores de cabeça.
- Senhorita Starling. – Um homem de meia idade a cumprimentou e depois virou o rosto para Hamilton – Seja bem-vindo, Tomas. O senhor Alistair Oh os aguarda na sala de reunião.
O casal continuou de mãos dadas enquanto andavam por um longo corredor que terminava em uma grande sala de reuniões, seguindo o homem.
Vários membros do clã Ekaterina estavam sentados em uma mesa redonda, inclusive Ted e Ned Starling, todos ouvindo as palavras do atual líder do clã: o senhor Oh.
O coreano abriu um sorriso ao ver Hamilton e Sinead entrarem:
- Que bom que vieram. Achamos que tinham coisas mais importantes a fazer.
Sinead corou.
- Vamos logo ao assunto principal da reunião. – Ned interviu, salvando a irmã. – Temos muito para nos preocupar.
O Tomas e a Ekat sentaram lado a lado na mesa e a porta da sala foi fechada. As janelas, antes totalmente negras, mudaram de cor, tornando-se claras e revelando todas as belezas que o Cairo dispunha.
- Nossa base em São Petersburgo foi atacada. – Alistair começou a falar. Aquela revelação fez a sala se encher de sussurros, que logo cessaram. – Nossa base estava muito bem escondida no subsolo do complexo de apartamentos.
- Fomos atacados. Todos os agentes que estavam presentes morreram. – Vera Chernova completou. Ela e o marido eram os responsáveis pela base. – Eu estava viajando. Não pouparam ninguém... Nem mesmo meu marido e minha filha... Ela só tinha quinze anos...
A mulher baixou a cabeça e começou a soluçar baixinho. Os outros agentes que estavam presentes apenas a ignoraram. Deixaram-na chorando sozinha.
- Achamos que foram os Lucian. – Alistair Oh voltou a falar, a voz usada pelo tempo saia baixa. – Afinal, por vários séculos eles foram os únicos na Rússia. Talvez Lucian que ainda buscam as pistas e...
- Não foram os Lucian. – Hamilton cortou de repente, atraindo a atenção de todos que estavam na sala, que o olharam com olhos tortos. O Holt pigarreou antes de continuar: – Recebi uma mensagem hoje de madrugada. Amy Cahill e Ian Kabra foram atacados por agentes Vesper.
O silêncio dominou a sala. Ninguém estava acreditando de verdade no que o Tomas dizia, mesmo que todos ali sabiam que o grupo de malfeitores e assassinos estava perseguindo Cahill pelo mundo durante quinhentos anos. Os Vesper eram inimigos silenciosos, que já tinham conseguido arrancar algumas pistas dos Cahill.
- Recebemos também a notícia que o corpo de Nellie Gomez, uma agente Madrigal do alto escalão, foi encontrado em Milão. – Sinead completou o namorado, quebrando a nuvem negra de silêncio da sala. – Não temos nenhuma confirmação que o corpo pertence mesmo a Madrigal, mas esses crimes podem muito bem estarem interligados.
- Nesse caso, os Lucian também são vitimas. – Hamilton continuou a linha de pensamento de Sinead. – Sei que nem todos os agentes Tomas concordaram com o fato de eu ter entregado as pistas a Amy e ao Dan, como sei que isso deve ter acontecido em todos os clãs.
- Talvez os Vesper tenham se aproveitado disso para atacarem. – Uma Ekaterina falou, mesmo que fosse difícil ver seu rosto, coberto de uma maquiagem fortíssima. – Eles devem ter aproveitado que perdemos membros para atacarem. Eles querem as pistas!
E o anel de Gideon Cahill! Completou Sinead mentalmente, além dos Madrigal, apenas ela e Hamilton, que tinham se tornado melhores amigos de Amy, sabiam de existência do anel, mas não sabiam sua localização. Na verdade, Sinead achava que os Kabra também sabiam do anel, mas a menina não tinha certeza...
- Temos que dar um fim a isso! – Exclamou Hamilton. – Dan Cahill está desaparecido há quatro dias e Amy Cahill está em Londres, mas perdeu a memória dos últimos anos. Ou seja, a única pessoa que sabe todas as pistas está com os Vesper!
--------------------------------------- XXX ---------------------------------
O rosto de Jonah Wizard estava seco.
Assim como os olhos.
Nem uma lágrima tinha surgido.
O astro do hip-hop arfava, ainda em choque. Estava em Las Vegas, em um grandioso hotel, quando recebeu a notícia.
Com tantas garotas no mundo, ele tinha que se apaixonar justamente por aquela mulher tão esquisita? Ele não entendia a si mesmo, justo ela...
Ela se foi... Para sempre...
Jonah lembrou como ela o achava arrogante. Lembrou-se também de como ela ficava irritada e vermelha quando ele ia visitar Amy...
Lembrou-se daquele dia na varanda, quando se beijaram pela primeira vez...
Nellie...
O romance deles era escondido, não que ninguém desconfiasse! Jonah ia com cada vez mais frequência para a casa de Amy e Dan e quando ele e Nellie desapareciam na enorme mansão, bom, os irmãos Cahill eram espertos!
Ele tinha que admitir que nunca sentira nada desse tipo por ninguém. O astro nem se importava com a diferença de idades, afinal, Nellie era uma mulher adulta.
Jonah estava deitado na cama redonda do hotel. De noite ele tinha outro show e sabia que teria que tirar forças de um lugar surreal para subir no palco e fingir que estava feliz.
Um palco cheio de luzes coloridas...
Luzes coloridas que lembravam as mechas coloridas no cabelo de Nellie...
O telefone de Jonah tocou forte ao lado da cama. Ele não queria sair do coma. Queria reviver cada lembrança, mas o celular que tocou era o número particular dos Janus. Aquele número era usado apenas em emergências.
Jonah esticou a mão e atendeu a ligação.
- 0003 falando. – Ele disse.
- Jonah! – A voz de Gisella o surpreendeu. Ela estava eufórica, a voz saia depressa, sem formalidade alguma. – Nossa base em Veneza foi interseptada por um vírus! Todos os computadores pararam de funcionar. As portas não se abrem mais, estamos todos presos aqu...
PEM... PEM... PEM...
A ligação caiu.
A triste foi trocada pela preocupação. O que tinha acontecido? Os computadores Janus eram de uma rede própria, mais protegida que a rede da CIA. Nenhum Viruá era potente o suficiente para parar uma base.
A não ser...
Jonah se levantou em um pulo e correu para a porta do quarto, o celular na orelha, já chamando seu helicóptero.
------------------------------------ XXX ----------------------------------------
Amy corria sem parar, mas algo sempre a puxava de volta. Ela estava em uma praia. A areia escaldante queimava seus pés. Ela tinha que chegar na água de um jeito ou de outro.
Tenho que encontrar... A carta... A localização do segredo... Ela não conseguia pensar em outra coisa.
As instruções levavam àquela praia. Segundo o poema que estava escrito no diário de Madeleine Cahill, os raios do sol tinham que estar no ângulo perfeito. Aquela pedra, plana e coberta de musgo, a quinhentos metros mar adentro, tinha um desenho que mostraria um grande segredo...
Amy agarrou o anel de Gideon Cahill que estava preso em um colar no seu pescoço e se jogou na água. Se não nadasse rápido, não chegaria a tempo de pegar o pôr do sol.
De repente, algo segurou a perna da menina, a puxando para o fundo...
Amy se levantou da cama arfando forte. Sua cabeça latejava e o corpo estava ensopado de suor.
A ruiva rodou as bolas verdes que eram seu olhos pelo quarto em que se encontrava.
As paredes pintadas de um verde claro estavam enfeitadas com magníficos quadros. Os móveis de madeira eram rústicos – a cômoda vinha de um rei da Inglaterra que governou em meados do século XVI – e davam um ar clássico ao quarto. A enorme televisão 3D presa à parede era um dos poucos indícios que aquele quarto pertencia ao século XXI.
Amy se acalmou, mesmo que todas as cenas de seu sonho explodissem em sua mente.
Ela estava no apartamento de Ian Kabra e de sua irmã, Natalie.
A noite estava bonita lá fora. A ruiva levantou-se, andou até a porta de vidro que separava o quarto da varanda e abriu-a, sentindo o frescor das noites de outono de Londres.
Ao longe, o Big Bang mostrava a hora certa: duas horas e trinta e cinco minutos da manhã.
Amy suspirou.
Foi só um sonho.
Só que cada segundo ela se sentia mais angustiada. Sentia a falta de Dan e a ideia de dormir tranquilamente parecia absurda. Mas Ian insistira, usando o argumento que se ela estivesse cansada não poderia ajudar o irmão.
A ruiva tocou o band-air que cobria o corte que ela tivera durante a briga no hospital. Seu corpo estava dolorido, principalmente o joelho, mas o que doía mais era o coração. Ela não entendia nada do que estava acontecendo.
Ian disse que contaria tudo o que sabia no dia seguinte, pois precisava resolver algumas coisas antes.
Bom, já é “dia seguinte”!
Com esse pensamento na mente, Amy abriu a porta de seu quarto e andou até a porta do quarto de Ian. Bateu algumas vezes e, quando ouviu um resmungo do lado de dentro, cruzou os braços diante do peito, já arrependida de não ter vestido algo a mais que só aquele pijama emprestado e apertado demais.
Ian abriu a porta e não ficou surpreso ao ver Amy.
- Eu quero que você me conte tudo. – Ela pediu, ficando de repente vermelha ao perceber que o moreno estava sem camisa e a calça pendia abaixo da linha da cintura.
Ian suspirou e depois abriu mais a porta do quarto.
- Entre. Você precisa saber de tudo.
Amy apenas fez o que ele pediu.
Notas finais
Droga!
Bom, se não tiver ficado... otimo....
Tomara que tenham gostado....
Pois é, a Amy vai redescobrir a verdade.
Ahhh, o que voces acharam do romance e Jonah e Nellie?????
Comentem muito e recomende...
Bjinhos sangrentos.....
Fale com o autor