Memória Perdida
12 Capítulo 11 Preparando Um Plano
Notas iniciais
Bom, ai está mais um capitulo... Ficou fraquinho, mas os proximos vão ser melhores. Prometo...
Bjs
Amy sacudiu um bolo de edredons enrolados.
- Ian! – Ela falou. – Ian! Preciso falar com você!
A ruiva ganhou um gemido como resposta.
O rosto de Ian surgiu no meio de todo aquele tecido que o envolvia. Seus olhos estavam quase fechados e o cabelo emaranhado.
- Já é hora de acordar? – Ele gemeu.
Amy revirou seus lindos olhos verdes e estendeu um papel para o moreno.
- Esse papel estava dentro de um compartimento secreto do meu relógio. – Ela explicou. – Não entendi nada do que tem escrito, mas tenho certeza que é algo relacionado às trinta e nove pistas.
Aquilo atraiu a atenção de Ian. Ele se sentou e pegou o papel da mão da menina. Leu o poema e franziu o cenho:
- Também não entendi nada. – Ele disse. – “Trinta e nove mais imortal”? Trinta e nove nós sabemos que é o soro, mas imortal?
- Talvez seja a fórmula que é imortal. – Pensou Amy. – Quero dizer, a receita deve ser passada entre as gerações para que nunca se perca ou coisa do tipo.
- Não acho que seja isso. – O moreno releu o poema. – “Para sempre o quarenta e um”?
Amy franziu o cenho e fechou os olhos. Sua mente fervia. Ela tinha certeza que já tinha decifrado o significado daquelas palavras antes, mas não conseguia lembrar.
Quarenta e um e não trinta e nove...
De repente, uma luz iluminou suas ideias.
- Talvez seja outro soro. – Ela sugeriu. – Outra receita desconhecida que tem quarenta e um ingredientes e que tem alguma coisa a ver com imortalidade. Ou a mesma receita com dois ingredientes a mais.
Ian prendeu os olhos nela:
- Você acabou de inventar isso ou teve alguma lembrança?
Amy piscou, sem saber ao certo o que responder.
- Acho que eu já sabia disso. – Ela disse por fim. – Não tive nenhuma lembrança, mas essa suposição me parece tão real que acho que eu já tinha alguma comprovação dela antes.
O moreno dos olhos cor de âmbar assentiu.
- Pode ser. – Ele concordou. – “Entre o frio europeu/No sul, quase África”, acho que esses versos podem estar indicando a localização de alguma coisa. E “ao raios do sol poente” o horário que acontece alguma coisa nesse lugar.
- Nessas horas é que Dan faz falta. – Amy falou, de repente. Um tristeza invadiu o seu coração. – Droga! Eu não devia ter pensado nele!
Ian se aproximou dela:
- É exatamente isso que os Vesper querem: enfraquecer-nos. Temos força quando estamos juntos e eles sabem disso. Tenho certeza que Dan deve estar sendo um prisioneiro insuportável! – Ele sorriu quando pensou nas piadas idiotas que o menino Cahill fazia.
Amy respirou fundo, limpando sua mente dos pensamentos indesejáveis.
- Temos que descobrir a qual lugar o poema faz referência, quem escreveu esse poema e o que tem nesse lugar. – Ela pensou mais um pouco. – E precisamos de um espelho. O poema fala de um espelho.
- Antes temos que impedir o ataque Vesper à Reunião Anual Cahill. – O Kabra falou, enquanto fazia força para não se perder nos olhos verdes de Amy e começar a gaguejar. – Se Fiske Cahill estivesse aqui, poderíamos pedir para adiar essa festa ou cancelá-la.
Amy baixou a cabeça.
- Nellie está desaparecida. Dan e o meu tutor também.
- Não consigo falar com ele de jeito nenhum. – Ian disse. – A ultima informação que tivemos é que ele estava no Alasca.
Amy levantou a cabeça e prendeu o olhar no belo rosto de Ian:
- Então somos eu, você, Natalie, Sinead e Ham. – Ela abriu um sorriso triste. – Acho que temos muitas coisas para pensar até a festa!
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Dan estava preso em um tronco.
Suas costas estavam em carne viva e o garoto parecia lutar contra a inconsciência.
Natalie levantou o chicote e depois o desceu com força nas costas do menino. Ele urrou de dor ao receber a chicotada trinta e oito.
Só falta mais uma. Pensou Natalie. Ela levantou mais uma vez o chicote e deu a ultima chicotada em Dan.
- E então, vai confessar o seu delito ou não? – Ela berrou.
Dan virou o rosto e a olhou. Seu rosto estava sujo e coberto de lágrimas.
- Eu te amo, Natalie. – Ele sussurrou a voz cortada devido à dor e então seus olhos se fecharam.
Natalie sentiu de repente uma dor muito forte no coração. O chicote em sua mão pegou fogo e ela berrou de dor ao ver a sua mão sendo queimada.
Ela tinha matado o garoto que amava...
Matei!
Acima dos berros de dor de Natalie era possível ouvir uma risada fria e assustadora...
Natalie soltou um berro e se sentou na cama.
Suas roupas estavam suadas e ela tremia.
Foi só um pesadelo! Ela tentou se tranquilizar.
Ian abriu de repente a porta do quarto e viu o estado da irmã. Ao ver o moreno, Natalie começou a chorar. Ian correu até a irmã e a abraçou.
- Foi só um sonho ruim. – Ele afagava o longo cabelo escuro de Natalie. – Já passou!
- Ela estava rindo de mim! – Natalie berrou e agarrou a camisa do irmão enquanto chorava sem parar. – Rindo porque eu matei Dan. Eu matei Dan!
Amy e Hamilton entraram juntos no quarto e Ian levantou o olhar para eles. Um pedido de ajuda estava formado em seu olhar.
- Sinead está chamando você para tirar a sua medida para fazer o seu vestido para a festa. – Amy disse e teve a satisfação de ver Natalie levantando a cabeça.
- Depois o seu vestido vai ficar horrível se você não for agora. – Completou Hamilton. – Si odeia ficar esperando.
Natalie parou de chorar e secou as lágrimas que ainda escorriam com a mão.
- Não quero ficar feia para a festa. – Ela sussurrou e depois se levantou. Hamilton estendeu a mão e sorriu. Natalie pegou a mão dele e eles saíram juntos do quarto com Ham contando uma de suas piadas idiotas.
Amy se viu sozinha com Ian. A ruiva sentou ao lado dele na cama de Natalie.
- Isso acontece muito? – Ela perguntou.
- Acontece. – Ian, que focava a parede, virou o rosto para olhar para Amy. – Ela sempre tem pesadelos com Isabel.
Ao ouvir aquele nome o corpo de Amy tremeu. O moreno percebeu isso e se levantou, estendeu a mão para a menina e disse:
- Temos muito que preparar se quisermos ir preparados para esse festa!
Amy segurou a mão dele e se levantou.
- Ao trabalho! – Ela riu e logo eles estavam selecionando que armas eram pequenas e discretas o suficiente para serem levadas escondidas.
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Dan encostou as pontas descascadas dos fios nos dois pratos de metal. O metal crepitou e o rádio, ligado aos pratos de metal por fios, ganhou vida.
Não tinha sido tarefa fácil alcançar os fios que prendiam a lâmpada que iluminava o quarto, desparafusar tudo e depois puxar, sem fazer barulho e tendo o cuidado extremo para não levar um choque. Mas Dan tinha conseguido e os fios de energia estavam conectados a sua engenhoca.
Os pratos eletrificados atraiam ondas de todos os satélites que rodavam o céu naquele instante e transmitia as informações para o rádio que Dan tinha roubado do Vesper. O rádio era feito especialmente para traduzir as ondas vindas do espaço.
O jovem prisioneiro riu ao ouvir pedaços cortados de uma coversa via telefone. Ao que parecia, as pessoas estavam falando russo.
Pode ser uma pista do lugar onde eu estou. Ele pensou.
Tudo que Dan precisava era conseguir conexão com algum receptor dos Cahill e mandar o seu pedido de socorro.
Ele passou um tempo mexendo nos botões e tentando captar algum sinal dos Cahill, mas tudo que conseguia era sinal de rádios e conversar telefônicas.
Até que o inesperado aconteceu.
Consegui!
O rádio captou uma fraca frequência que vinha de um receptor Cahill na Suíça.
Dan aproximou a boca do rádio e começou a falar:
- Ei, alguém está me ouvindo? Aqui quem fala é Dan Cahill. Estou preso em algum lugar pelos Vesper. – O garoto olhou pela janela. – É um lugar muito frio, pois está nevando. Por favor, avisem alguém do clã Madrigal. Repito: aqui quem fala é Dan Cahill e... Avisem a Amy. – Ele terminou rápido ao ouvir algumas vozes.
Puxou os fios e os soltou dos pratos de metal. Levantou o colchão e jogou a sua invenção de qualquer jeito ali embaixo e depois empurrou os fios para o teto novamente.
Tinha acabado de se jogar encima do colchão quando um Vesper abriu a pesada porta de madeira.
- Café da manhã. – Ele quase gritou e colocou no chão um prato com um pão francês ligeiramente queimado com uma fatia de queijo dentro e uma garrafa de água.
Quando a porta se fechou, Dan soltou o ar e depois olhou para o que o Vesper tinha trazido.
Eca!
Mas a fome falou mais alto...
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Amy estava no quarto de Sinead, ajudando Hamilton a vestir o belo traje de gala que usaria na festa.
- Essa florzinha no meu pescoço está me deixando sem ar. – Ele reclamou enquanto Amy arrumava os últimos detalhes. A ruiva riu alto.
- É um nó borboleta, Ham!
- É a mesma coisa. – Ele resmungou, exprimido dentro daquela roupa.
- Sinead é mesmo incrível. – Ian disse. Ela já estava com o seu próprio traje e se olhava no espelho. – A roupa tem esconderijos perfeitos para que a gente entre com um arsenal nessa festa sem que ninguém perceba!
Amy riu e terminou de fechar os botões da roupa de Hamilton.
- Nada que um homem bem vestido para enganar os Vesper. – Ela comentou, olhando para os dois garotos que disputavam o espelho.
Ian virou o rosto e disse:
- Mas nenhum homem bem vestido é completo enquanto não estiver acompanhado de uma linda mulher. – E depois voltou a se olhar no espelho.
Amy corou forte com o comentário e estava prestes a retrucar quando Sinead entra no quarto. Ela estava afobada e procurou o rosto de Amy.
- Dan... – Ela engoliu em seco, já vendo no olhar da prima a preocupação. – Dan enviou uma mensagem!
Notas finais
MEREÇO MINHA QUINTA RECOMENDAÇÃO??
Bjinhos sangrentos e se tiverem alguma ideia me digam... O que pode acontecer nessa festa???
Amo voces!!!
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