Memory Day: Edolas

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Essa one surgiu de uma short que eu fui desafiado a fazer, e ameaçado para continuar.

Em um dia sem nada de extraordinário, três Exceeds limpavam a biblioteca.


– Eu não acredito que estamos sendo punidos isso por sua causa — disse Charle furiosa, enquanto Happy se encolhia.


– Você não pode culpar o mestre por achar que nós ajudamos esse cabeça de vento a criar um aquário gigante no bar lá de baixo — disse Lily resignado, antes de soltar um risinho — Mas seria realmente algo fantástico.


Charle suspirou, enquanto arrumava ordenadamente uma fileira de livros de livros. Um deles estava entre a suas patas quando Happy se aproximou de súbito.


– Veja, um livro sobre a pesca de… — como esperado de uma pessoa surpreendida, ela deu um passo para trás…chegando ao fim da prateleira.


Ela caiu de costas, mas como todo Exceed, só precisou ativar as suas asas. Mas o problema começou quando um livro caiu junto com ela, aberto.


Um livro chamado Memory Days.


Os três Exceeds se viram em um vórtice mágico, e logo o lugar que eles estavam mudou. Eles estavam em um telhado de uma casa, no meio de uma cidade. Estavam em Edolas


Charle esfregou a cabeça.


– Onde nós estamo…O QUE ACONTECEU COM VOCÊS? — na frente dela, estavam dois garotos. Um tinha cabelo azul-turquesa e uma expressão um tanto boba, vestindo camisa igualmente azul e calções verdes como a mochila que ele usava. O outro era alto e forte, usando apenas calções marrons e com hirsutos cabelos negros. Ambos tinham orelhas da gato se projetando da cabeça e caudas.


– Você também… — disse Pantherlily apontando com os olhos arregalados.


– Aye! — disse o Happy pensando — Acho que fomos pegos pelo Memory Day. Um livro mágico que existe na guilda. Ele te leva até algum dia com lembranças desagradáveis…


– Como você sabe disso? — disse Charle, enquanto via seu reflexo em uma possa. Uma garota albina com orelhas de neko — E porque viramos humanos?!


– Bom, já aconteceu uma vez, fomos parar em uma lembrança do Natsu, mas com a minha esperteza, saímos de lá sem mudar nada — disse Happy se gabando — E eu não faço a menor idéia, deve ser porque não funciona bem em gatos.


– Quanto tempo isso dura? — perguntou Lily, enquanto sinos começavam a tocar.


– Seis horas — disse Happy esfregando a cabeça para se lembrar — De quem é essa memória afinal?


– Minha — disse Lily melancólico — Eu estava pensando nisso ao ver um livro sobre os hábitos da realeza. Estamos no dia em que a Rainha morreu e eu só pude salvar o Príncipe. Mystogan, como vocês o chamariam.



– Lily, vá mais devagar — pediu Charle enquanto os três Exceeds, que agora se pareciam mais com três jovens, corriam saltando de telhado em telhado pelas ruas silenciosas da cidade Real de Edolas. Charle não havia se acostumado ainda com suas novas e esguias pernas humanas.


Lily tentou mais uma vez ativar seu Aera. Não estava funcionando. Então continuou a correr.


– Eu preciso me apressar — disse ele, enquanto tentava avaliar o caminho mais rápido até o castelo — Se eu der o alarme no portão, quem sabe seja possíveis evitar... ou pelo quem sabe...


A voz dele falhou, e ele fitou o chão, parecendo perturbado.


Happy, que havia ficado um bom tanto para trás, por fazer em partes iguais tropeçar e escorregar (alguns creditariam essa falta de equilíbrio por ele não estar olhando para o chão, e sim as pernas da Charle).


– Mas Lily, não funciona dessa maneira — disse Happy se colocando de pé e aumentando o passo — Se eu entendi direito, qualquer coisa que fizermos aqui não fará diferença, pois já aconteceu no curso original da história.


– Então você entendeu errado — disse Lily determinado. Eles saltaram para o nível do chão usando um monte de lixo para amortecer a queda.


Depois disso eles também tiveram que arrastar Happy para que ele não ficasse escarafunchando, que ficou encantado com todas as boas partes de bom peixe que eram jogadas fora.


Os portões do castelo real surgiram na sua frente, alto e severo. Lily já ia correndo com a impetuosidade de um touro de tourada.


– Espere! — disse ela agarrando-o pela cauda, e o fazendo parar — O que pretende fazer? Dizer que é um Exceed e vem do futuro, por isso precisa evitar que algo aconteça.


Lily ponderou as palavras, antes de assentir.


– Exatamente — disse ele antes de tentar se mover, mas Charle deu mais um puxão, fazendo ele soltar um sonoro ‘Ai”


– Deixe comigo, eu tive uma idéia — disse ela o largando — Me sigam e não abram suas bocas.


E assim, os três se aproximaram da porta levadiça, caminhando com a casualidade de alguém que não tem nada a temer.


Charle chegou a alguns metros das seteiras, antes de colocar as mãos em concha na frente da boca e gritar.


– Abram o portão, somos emissários enviados de Extalia — gritou ela. um soldado colocou a cabeça para fora da janela de sua cabine para ver melhor as três pequenas figuras.


– O que diabos são vocês? Não são Exceeds, mas tem... — Charle sabia que caso ele fizesse muitas perguntas, eles estariam enrascados.


– Se nós te contássemos, teríamos de ter matar — disse Lily entrando na atuação — Apenas abra!


O soldado obedeceu.


Enquanto eles cruzavam o fosso aquático, novamente eles tiveram de impedir Happy de saltar para água ao avistar um dos enormes peixes que eram mantidos ali por ter um apetite voraz por carne.


Lily olhava com desconfiança para tudo quando eles entraram. O intendente foi bem claro que eles podiam escolher o caminho que preferisse, o sala de audiências ficava no centro do castelo e não havia como acabar não chegando nela. Happy achou que ele parecia achar eles estranhos.


– WoW, como esse lugar é bonito — diferente de como estaria muitos anos depois, quando a Equipe mais forte foi arrastada junto com toda a Magnólia, o castelo era bonitamente decorado, com reposteiros exibindo cenas mágicas nas paredes — Tudo está tão calmo... tem certeza que esse é o dia certo, Lily?


– Aqueles sinos são os indicadores de perigo — disse ele, tentando acreditar que ele estava enganado... até o som de uma explosão chegar do telhado — E não, eu não estou errado. Venham comigo, podemos ter uma chance!


Quando aquilo acontecera realmente, ele era apenas um convidado, mas se lembrava de ter corrido para os aposentos da Rainha Serinne, mas encontrara inimigos demais, e foi atirado pela janela pelos magos extremistas que invadiram o castelo. A rainha seguira o mesmo destino, ao ser encurralada, caira também, sóque com menas sorte.


E ao cair da janela, dera com o príncipe em fuga, cercado por inimigos. Fora assim que ele o salvara, conquistando a repulsa de seus compatriotas e o agradecimento real.


Mas a rainha havia morrido. Quem sabe se agora ele fizesse o oposto, o resultado seria diferente.


Os três gatos passaram por uma quantia interminável de corredores, quase tombando até mesmo com Mud Crocus, pai de o futuro general do exército real Sugar Boy e um contingente de soldados.


Eles deram com os aposentos principescos com as portas escancaradas, e com dois magos encapuzados batalhando de forma desequilibrada com um jovem garoto, que tinham uma tatuagem no rosto.


– Lutem com alguém do seu tamanho — rugiu Lily, que mesmo na sua forma basicamente infantil era tão alto quando qualquer homem no começo da fase adulta.


Um deles começou a se virar, e foi ele que levou um desajeitado, mais muito impulsionado, soco. O outro foi derrubado quando algo subitamente se enroscou em sua perna.


– Aye! Nunca subestime um golpe de cauda — disse Happy, dando uma torção na cauda e mandando o homem caído contra a parede.


O garoto os fitou com os olhos muito arregalados.


– O-o que são vocês? — perguntou ele agarrando com mais forma o cajado mágico.


– Isso não importa — disse Lily sacudindo a cabeça, e afastando os cabelos dos olhos — O que você está fazendo?


– Eu vou lutar — disse ele determinado — Eu não posso simplesmente fugir...


“Então essa é a minha função aqui” compreendeu Lily tristemente. Ele não estava ali para mudar o passado e salvar a rainha.


– Você precisa fugir, é o melhor a fazer, vai dificultar a vida dos invasores — disse ele para o garoto obviamente assustado — Vá para o átrio de treino, e se esconda lá. Um Exceed vai ir te proteger.


– M-mas, eu sou só um humano, os Exceeds...


– Esse é diferente — garantiu Lily sorrindo, e o garotinho resolveu confiar naquele estranho com orelhas de gato.


Dando mais um olhar de relance para os seus salvadores, ele deslizou para fora do quarto pela janela, usando uma escada de acesso metálica que serpenteava parede abaixo.


Lily baixou a cabeça e se sentou sobre a beirada da cama.


– O que você está fazendo Lily?! Ainda podemos... — a voz de Charle falhou quando finalmente entendeu — Isso também aconteceu, no desenrolar dos fatos naturais.


– Ahn? — fez Happy sem entender.


– Happy, se eu tentar salvar a rainha, possivelmente eu confundirei o meu outro eu, que não vai salvar o príncipe. Sem os dois, o rei Faust vai ficar paranóico pela magia duas vezes mais rápido, mas não haverá ninguém para impedi-lo de sugar centenas de cidades de Earth Land usando o Anima, incluindo a Magnólia. Tudo isso gera um arco temporal onde eu não entrei para a Fairy Tail e você não tentou transformar o bar em um aquário gigante. O passado não pode ser alterado.


Happy piscou, e Charle duvidou que ele tivesse entendido.


– Se não podemos fazer nada, então o que faremos?


– Eu não sei, como humanos matam o tempo?


– Pescando! — sugeriu Happy, fazendo com que ambos revirassem os olhos e o puxassem para fora dali.


Você chegou ao fim do livro. Parabéns!