Da varanda da casa de campo, enrolada em várias cobertas, Hermione apreciava a neve caindo. A brisa leve fazia seus cabelos esvoaçarem. Estavam mais curtos do que o normal, embora ainda ostentasse os cachos de sempre, não se lembrava de tê-los cortado.

Era como se tivesse acabado de abrir os olhos para analisar onde estava. Parecia uma montanha, afastada da civilização e, no verão, aquele espaço que a neve ocupava deveria ser um campo muito verde. Ao longe, era possível ver a água escura do mar, uma estrada de pedra levava até lá. Mais perto, árvores completamente desfolhadas, construíam a paisagem mórbida do inverno.

Não sabia por quê, apesar disso tudo, gostava do inverno. Talvez fossem os Natais, adorava comemorar em família. Gostava de pensar na ideia de que, um dia, teria uma família para comemorá-lo, como alguém normal. Lembrar-se dos últimos anos, nos quais às vezes sequer tinha companhia, a entristecia.

Jogando os pesados edredons para os lados, levantou-se, sentindo imediatamente o frio nas pernas e tremendo enquanto adentrava uma porta de madeira escura. A casa era grande, mas não poderia ser considerada uma "mansão". As janelas eram grandes e as cortinas estavam afastadas para que a luz adentrasse e iluminasse todos os cômodos. Tudo ali aparentava tranquilidade e conforto.

Percebeu que tapetes fofos e espalhados por toda a casa impediam que seus pés tocassem o chão de pedra e seguiu o barulho da música que ouvia desde que acordara. Não era a mais alegre, nem a mais triste, apenas... Contava uma história.

Percorreu um extenso corredor, decorado com objetos intimistas, pareciam realmente fazer parte daquela casa, ou de algo maior e mais bonito. O som ficava mais alto a cada passo e quando, finalmente, chegou à uma porta de vidro teve uma surpresa. Era Draco quem estava ali, tão compenetrado em sua canção, sua história.

De costas, ele sequer percebera sua chegada. Os ombros mexiam à medida que tocava as teclas do piano, assim como a cabeça, seguindo o som da melodia. Ela não podia ver, mas imaginava que seus olhos estivessem fechados, concentrado apenas na sensibilidade da ponta de seus dedos.

Então, quando a música terminou, Hermione o chamou e tudo se transformou. As cortinas da sala começaram a esvoaçar e o tempo lá fora escurecera. O vento frio a atingia de forma violenta, parecendo chicoteá-la. Draco virou-se, mas num piscar de olhos não era mais ele quem estava ali. Sentada ao piano, lhe sorrindo de forma cruel, estava Bellatrix Lestrange em sua forma mais assustadora.

As roupas de Comensal da Morte, completamente negras, assim como os cachos revoltos presos no alto da cabeça contrastavam perfeitamente com seu rosto pálido e fantasmagórico. Os olhos expressavam a falta de lucidez que Hermione sempre temera.

Inconscientemente, deu um passo para trás, mas a porta de vidro se fechou com um baque alto. Bellatrix não se levantava, não carregava varinha, apenas a encarava de um modo passivo e completamente assustador, as mãos imóveis sobre o colo.

– O que você quer?

Quando não obteve resposta, Hermione virou-se e tentou à todo custo abrir a porta, mas a mesma sequer se movia. Quando voltou-se novamente para a mulher, ela estava à apenas dois passos de distância, a cabeça meneada para um lado, a encarando fixamente.

– Minha filhinha, não se assuste.

A voz dela pouco lembrava a da comensal com risada estridente e trejeitos infantis, consequências da estadia em Azkaban. Então quando os dedos da mulher levantaram-se, finos e esqueléticos demais, para tocá-la, Hermione não conteve o grito. Por que esconder o que tentara durante metade de sua vida não era mais possível: tinha medo de Bellatrix Lestrange, sua própria mãe.

– Hermione!

Abriu os olhos, a respiração pesada e o ar quente. O suor grudava em seus braços e costas de forma desconfortável. E quando localizou onde estava — a Mansão Malfoy, tão diferente da casa onde estava em seu pesadelo — seu coração acalmou-se um pouco.

Seu corpo doía e sua cabeça parecia girar. Acima de seu corpo um vulto loiro se movia em passos rápidos. Quando, enfim, chegou ao alcance de visão, percebeu que se tratava de Narcissa Malfoy. Ela carregava um recipiente, que colocou sobre o criado mudo, e lhe lançou um olhar rápido antes de voltar-se para o mesmo e trazer uma toalha úmida para colocar sobre sua testa.

– O que está... Acontecendo? — Sua voz estava rouca e sua garganta doía, como se não falasse há dias. Narcissa, em silêncio, encheu um copo de água e a ajudou Hermione beber. O alívio foi quase imediato. — Meu corpo dói.

As veias de Hermione doíam de tal forma que sequer conseguia se mexer, fogo parecia correr junto ao seu sangue, mas era uma dor suportável em comparação ao que havia sentido na hora do ritual.

– São os efeitos colaterais, estamos lhe dando poções revigorantes. — Hermione abriu a boca para perguntar novamente, mas Narcissa colocou um dedo sobre a boca e indicou algo ao seu lado. Só então percebeu que não estava sozinha na cama. Draco dormia à sono pesado abraçado a um travesseiro. Parecia cansado e conteve-se para tirar uma mecha de cabelo que caía em seu rosto. — Você vem tendo febre e alucinação há dois dias.

Hermione assustou-se, mas chegou à conclusão de que era por isso que se sentia suja e precisando de um banho. Ao olhar para baixo, percebeu que vestia um conjunto de short e blusa de seda. Alguém deveria ter revirado sua mala, pensou levantando uma sobrancelha.

– Eu estou melhor. — Jogou as pernas para fora da cama, mas arrependeu-se ao constatar que havia feito isso rápido demais. Suas vistas ficaram escuras e sua cabeça pareceu ter girado 360°. Fechou os olhos e esperou passar, sob o olhar de Narcissa. — Preciso de um banho.

– Consegue fazer isso sozinha? — Hermione levantou-se, apoiando-se no criado mudo, não confiando inteiramente em suas próprias pernas. Lentamente, passou pela Sra. Malfoy e foi em direção ao banheiro. — Vou mandar nosso elfo trazer algo para comer, precisa se hidratar.

Um pouco sonolenta, apenas concordou, não estava realmente com fome, e adentrou o banheiro. Ligou todas as torneiras da banheira, dessa vez não a ignoraria, e tirou toda a roupa. Em frente ao espelho, pôde ver as marcas que o ritual havia deixado em seu corpo. Marcas que carregaria para sempre, Draco não mencionara, mas Hermione era inteligente o suficiente para saber que aquele tipo de cicatriz simplesmente não desapareceria.

Em formatos diferentes, todas ostentavam a vermelhidão de terem sido curadas recentemente com um feitiço. Os lugares onde elas estavam ardiam e doíam internamente, mas era previsível. A espiral pouco acima do um umbigo, representava o equilíbrio mágico, o qual era obrigatoriamente necessário para qualquer bruxo, para que os poderes não voltassem de forma descontrolada.

Desviou os olhos para a lua crescente em seu antebraço. A mesma invocava os poderes secretos da natureza, alinhando-se à lua de verdade, que estava no céu, conectando-se a ela de forma sobrenatural e completamente natural. Finalmente, subindo os olhos para seu peito, pôde ver a mais importante das cicatrizes, a que unia todas as outras devido ao sangue. Logo acima de seu coração, desenhado perfeitamente com um círculo ao redor, estava o hexagrama. Este representando sua alma evoluindo para a magia novamente, preparando seu corpo e mente para que pudesse usufruir de seus poderes de bruxa.

Não se sentia diferente, exceto pela dor que percorria seu corpo de ponta à ponta, mas nada indicava que o ritual havia dado certo. Absolutamente, nada. Suspirou, tristemente, encaminhando-se para a banheira, já cheia. Achava que sentiria algo, que seu corpo estaria completamente revigorado quando terminasse o ritual, mas não sentia nada além do cansaço devido à febre e aos pesadelos.

Lembrava-se apenas de alguns nitidamente, mas tinha certeza que todos envolviam Bellatrix. Sempre Bellatrix. Arrepiava-se ao lembrar de certas passagens. Hermione nunca havia parado para pensar, mas depois que os olhos castanhos da mulher ficaram, contra sua vontade, gravados na mente, percebeu que era a única coisa que possuíam em comum. Os olhos. Eram examante iguais, castanhos, cor de avelã. Secretamente, perguntava-se se Narcissa ou Draco, ou mesmo Lucius, haviam percebido tal fato.

Fechando-os, deixou-se imergir completamente na água perfumada da banheira. O alívio percorria seu corpo e mente de maneira inigalável, a água sendo a grande responsável por isso. Puxando os cabelos para trás, fechou os olhos e simplesmente ficou ali, pensando em tudo que havia feito, ao ponto que havia chegado devido a um homem que nem sabia quem era, ao que fora obrigada a fazer por ele. De uma maneira completamente distorcida, esse homem — o invasor — era o responsável por estar ali, na mansão malfoy, sendo obrigada a lidar com memórias do passado. Memórias das quais Hermione não queria e não estava preparada para lidar. O destino parecia não achar o mesmo.

Quando emergiu, porém, arfou de surpresa ao se deparar com a figura sonolenta de Draco, encostado à pia, os braços cruzados sobre o peito e as vestes amassadas evidenciando ainda mais a expressão cansada em seu rosto.

– Está melhor? — Perguntou ele, sua voz rouca e arrastada.

– Meu corpo ainda dói, mas fora isso...

Deu de ombros e ambos sustentaram um silêncio desconfortável por algum tempo, o que não era comum se tratando deles. Essa distância que começara a surgir era estranha e não estava nada satisfeita com ela, havia se acostumado às ironias de Draco, seu jeito mandão e, principalmente, as discussões. Onde estavam as discussões? O que esse ritual havia mudado?

Hermione franziu o cenho e levantou-se, sem vergonha alguma de sua nudez, a água escorrendo por seu corpo. Draco, imediatamente, desviou os olhos e lhe entregou a toalha branca e felpuda que estava num suporte próximo. Não era especialista nas reações dele, mas isso com certeza não era o que esperava.

Enrolou-se na mesma, depois de enxugar o rosto, e aproximou-se, mais perto do que ele certamente queria.

– Não acha que eu deveria sentir algo?

– Não há como saber até fazermos o teste com a varinha. — Ele fez menção de sair do banheiro, mas Hermione o impediu, segurando-o pelo pulso. — O que foi?

– O que está acontecendo com você? — Foi direta, era assim que sempre haviam agido até então, não havia rodeios na relação deles (qualquer que fosse ela) e não entendia por que ele subitamente queria que fosse assim.

– Não...

– E não diga que "não é nada". — O cortou, antes que pudesse irritá-la ainda mais. — Eu estou vendo, Draco, é preciso ser muito idiota para não perceber o que está fazendo.

– Então, me diga o que estou fazendo? — Ele retrucou com ironia e Hermione sorriu, do mesmo modo, soltando seu braço e encaminhando-se para o quarto.

– É incrível como você pode ser um canalha, às vezes. — Buscou uma saia longa e confortável e uma blusa qualquer que combinasse e começou a se trocar.

– Acho que deve ser bem fácil falar sobre isso agora que já fizemos o ritual.

Antes que pudesse raciocinar, como normalmente faria, sobre seu gesto seguinte, Hermione segurou um vaso que se encontrava em cima de uma pequena mesa e virou-se, jogando-o com toda força possível na direção de Draco. Ele desviou, hábil, mas a encarou surpreso enquanto o vaso se desfazia ao bater na parede.

– Você está louca?! — Ele quase gritou, um pouco assustado.

– Quem está louco só pode ser você, Malfoy! — Retrucou, com ferocidade, o fato de estar apenas de sutiã e saia não anulava sua raiva. — Coitadinho, usado pela aproveitadora aqui, como se fosse ingênuo o bastante!

– Eu, sinceramente, não estou entendendo onde quer chegar com tudo isso. — Ele gesticulou para o vaso quebrado atrás de si e Hermione suspirou, nervosa, antes de colocar sua blusa.

– Onde eu quero chegar? — Ele tentou interrompê-la, mas não permitiu. — Você está todo solicito num momento e, sem motivo algum, no outro me trata como se eu tivesse... Lhe feito algo. E você me deu seu colar na hora do ritual e eu ainda estou confusa sobre isso, sobre suas razões para ter feito algo assim, então não entendo o por que desse seu modo de agir por que, sabe, eu estive dormindo nos últimos dois dias. Pare para pensar e talvez verá que eu não sou culpada por... O que quer que esteja passando.

Hermione respirou fundo ao olhá-lo, como se tivesse falado demais. E, realmente, tinha mesmo. Queria saber por que ele estava agindo daquela maneira estranha, mas talvez saber sobre o colar a colocaria em uma situação que não queria lidar tão cedo. Draco coçou os olhos e a encarou novamente, parecendo confuso e um pouco perdido, o cenho franzido.

– Temos que saber se o ritual deu certo. — Ela grunhiu de raiva, buscando uma escova para pentear o cabelo. Não que não quisesse saber os resultados do ritual, mas estavam falando de si mesmos e de seus sentimentos confusos. Pelo menos, Hermione estava. — Você não pode ficar nervosa...

– Mesmo? Neste caso, obrigada, Malfoy. — Retrucou ironicamente, vendo-o revirar os olhos. Sabia que ele tinha razão, mas devido a situação era impossível não ficar nervosa. Queria que conversassem. Deus, como queria que ele lhe dissesse o que estava acontecendo! Sabia que havia algo errado.

Enquanto ainda pensava nisso, evitando usar o braço esquerdo para auxiliar em sua tarefa, Hermione sentiu as vistas escurecerem e apoiou-se na porta do guarda-roupa para que não fosse ao chão. No instante seguinte, Draco estava ao seu lado, ajudando-a a manter-se em pé.

– Eu disse que não podia ficar nervosa. — Realmente, poderia revirar os olhos para ele, se os mesmos não estivessem fechados. Com surpresa, sentiu quando ele passou uma das mãos por suas costas e a outra sob seu joelho, a carregando para a cama sem dificuldade.

A própria Hermione ajeitou-se nos travesseiros e o viu lhe dar às costas para remexer em suas coisas, dentro do guarda-roupa. Franziu o cenho, mas sua pergunta silenciosa logo foi respondida quando ele virou-se novamente para ela, uma caixinha pequena e retangular em mãos que sabia muito bem o que abrigava.

Sentiu o corpo enrijecer quando ele abriu e lhe estendeu, a varinha reluzindo sob a luz do abajur ao seu lado. Estendeu as mãos trêmulas para segurá-la. Fazia muito tempo. Draco sentou-se e a encarou, esperando. Hermione sequer sabia por qual feitiço começar. Recomeçar.

Respirou fundo e sentou-se, de forma ereta, na cama. Fechou os olhos e forçou a mente a se lembrar das aulas extremamente desgastantes de Snape. Não que ele fosse um professor ruim, suas preferências escancaradas é que o deixavam insuportável. Pelo menos, havia ensinado corretamente como fazer um feitiço não verbal.

Lembrando-se das técnicas, abriu os olhos e concentrou-se na caixinha nas mãos de Draco. Sentiu o formigamento familiar na ponta de seus dedos, a magia fluindo de seu corpo. Seus olhos lacrimejaram no instante que a caixinha deixou as mãos dele e flutuou na altura de seus olhos, seguindo o curso da varinha.

Sua respiração estava ofegante quando, lentamente, colocou a caixinha sobre a cama e encarou o loiro à sua frente. Ele sorria, um sorriso diferente do habitual, aquele mesmo sorriso raro que ele lhe deu quando disse que queria voltar para o mundo bruxo. Num impulso, o abraçou, passando os braços por seu pescoço, ficando de joelhos sobre a cama.

Draco a enlaçou pela cintura e constatou que era confortável, estar nos braços dele era sempre confortável para Hermione. Sentiu quando o loiro escondeu o rosto em sua nuca, aspirando seu perfume enquanto relaxava, induzindo seus pelos a se eriçarem de uma forma gostosa e diferente. Definitivamente, não queria sair dali tão cedo.

E quando um pensamento sombrio lhe ocorreu, agarrou-se ainda mais à ele. Agora que haviam feito o ritual, não precisava de proteção, nem de hospedagem na casa dele. Infelizmente, essa constatação fez algo em seu íntimo se contorcer, apertando-lhe a garganta. Mesmo assim, sussurrou as palavras para que apenas ele ouvisse:

– Obrigada.

Draco lhe acariciou os cabelos suavemente, sinalizando que havia ouvido e entendido, mas queria mais do que isso, poderia ser a última vez que ficariam assim, embora pensar nisso fosse detestável. Afastou-se, minimamente, para olhá-lo, os olhos cinzas mais tempestuosos e atraentes que o normal, embora pudesse ver um brilho diferente que não sabia distinguir.

Subitamente, lembrou-se das palavras de Valerie, a fantasma: Nunca vi Draco se preocupar tanto com alguém. Será que era verdade? Ele se preocupava, verdadeiramente, com ela, sem levar em consideração o dever familiar, apenas por ser... Hermione? Ainda não poderia saber, mas queria muito descobrir.

Então, selou seus lábios num beijo calmo. A boca dele era macia e lhe causava sensações surreais. Seus dedos acariciaram a nuca alva e os cabelos loiros. As mãos dele percorriam sua cintura e não havia luxúria ali, não tinham essa intenção em momento algum.

Com as testas coladas, normalizando as respirações, os olhos ainda fechados, Hermione pediu — na verdade, quase implorou para que ele não a deixasse ali naquele momento, não depois de tudo:

– Fica comigo? — Ele a encarou, duvidoso, e o beijou rapidamente. — Só essa noite. Não... Quero ficar sozinha.

O que era mentira, pois apenas não queria que ele a deixasse sozinha. Ele, Draco Malfoy. Minutos depois, ambos estavam entrelaçados embaixo do cobertor. A respiração ritmada em seu pescoço e a mão em sua cintura a tranquilizavam. Seus pés entrelaçados gritavam um nível de intimidade que não tinham, mas não se incomodaram com isso.

– Se eu começar a pensar sobre sua culpa pelo que estou passando... — Malfoy escondeu ainda mais o rosto em nuca, aspirando seu perfume. — Vou ficar louco.

– Então, não pense.

Notas finais
Oiee!! Desculpaaaa! Não apareci por que?!! ã? Simples, ENEM! Detesto. A criatividade simplesmente não fluiu na última semana, então... Me desculpem por fazê-los esperar tanto!! Please!! Okay, vamos falar do capítulo kkkkkk Gostaram do pesadelo dela? Eu não sei se sei escrever um pesadelo realmente aterrorizante, mas acho que passei o que eu queria: um possível futuro com Draco naquele lugar (ainda não vou dizer onde é e o que é), mas assombrada por Bellatrix. Gostaram?!! Eu AMEI essa parte, sinceramente. Narcissa cuidando de Hermione *_* E Hermione querendo falar sobre seus sentimentos, entendê-los. Não se se perceberam, mas Draco estava realmente querendo evitá-la... Tirem suas próprias conclusões e ME DIGAM! O foco desse capítulo foi isso, apesar de ter colocado Hermione e uma pequena demonstração de poder (por que não resisti, mas vai ser muito mais foda nos próximos capítulos), nosso casal e sua aproximação. Enfim, muito obrigada a todos os comentários e, principalmente, a paciência!! kkkkkkk E, por favor, me digam o que acharam, é muito importante para mim. P.S. O CAPÍTULO DE VÍNCULO SAI ESSA SEMANA! Bjão, galera, até o próximo!