Memories of the Past
38 Capítulo 38
Assim que Draco e Hermione chegaram a casa dele — quando o sol já havia se colocado atrás dos prédios e, inevitavelmente, cedia espaço para a lua — tiveram uma surpresa: apenas os Aurores responsáveis pela segurança estavam presentes, entre eles o tal McCarthy. Segundo o mesmo, Harry dissera que não havia mais nada a fazer por aquele dia, apenas precisavam garantir a segurança de ambos.
Sorrindo discretamente, notou o sorriso aliviado estampado descarada e vergonhosamente no rosto de Malfoy. Em sua mente já programava, com muita satisfação, o que viria a fazer. Jantariam, tomaria um banho demorado e, finalmente, iria dormir aproveitando, diga-se de passagem, a cama extremamente confortável de Draco. Porém, a Sra. Jo os interrompeu antes que pudessem começar a subir as escadas.
O loiro não havia sido o único que se incomodara com o vai e vem de Aurores em sua casa, a governanta os encarava com desconfiança e evitava ao máximo ficar no mesmo ambiente que os mesmos. Assim, concluiu que aquela casa nunca fora tão movimentada antes de sua presença e, talvez, a Sra. Jo a detestasse exatamente por este motivo. Hermione quebrara um equilíbrio ao entrar na vida de Malfoy em tantos sentidos que aquela mulher sequer podia imaginar, constatou espantada enquanto a observava informar, no tom profissional e impessoal de sempre, que havia alguém os esperando.
Draco franziu o cenho e subiu as escadas, ordenando que ela colocasse a mesa para o jantar mesmo assim.
– Não está esperando ninguém?
– Talvez. – Ele admitiu, meneando a cabeça e Hermione franziu o cenho.
Quando chegaram à sala, o ambiente estava todo iluminado, como não era de costume. Hermione franziu o cenho encarando do outro lado da sala a lareira acesa e alguém estirado confortavelmente no sofá em frente à mesma. Primeiramente, pensou que fosse Nott — vestes e cabelos negros, pele pálida, postura sonserina. Porém, ao se dar conta de que não era o amigo irritante de Draco, também percebeu que aquelas feições lembravam alguém.
– Lestrange?
Draco verbalizou seus pensamentos, mais como uma pergunta. Porém, quando o mesmo se virou tiveram uma supresa. Aquele garoto era definitivamente mais novo que a própria Hermione, embora fosse muito parecido com Rabastan.
– Draco. – Ele levantou-se, sorrindo, suas feições tornando-se ainda mais joviais.
– Evan! – O mesmo sorriu e puxou Draco para um abraço íntimo, ambos parecendo muito à vontade.
– Achei que não me reconheceria, padrinho. – Surpresa, Hermione levantou as sobrancelhas.
– Durmstrang, definitivamente, lhe fez muito bem. – Constatou Draco, segurando-o pelos ombros. — Era apenas um garoto franzino quando o vi pela última vez.
– Como se você fosse muito melhor aos 10 anos. – Evan revirou os olhos e a encarou, estendendo a mão. – Evan Lestrange. Você deve ser Hermione Granger, minha prima.
Então aquele era o filho de Rabastan Lestrange. Sorrindo educadamente, aceitou a mão que ele lhe estendia, verdadeiramente surpresa pelo fato dele ser afilhado de Draco e parecer ser realmente melhor que seu próprio pai, apesar das semelhanças físicas. Não era tão gritante quanto a genética dos Malfoy, ela constatou, mas os traços de Rabastan estavam ali e ninguém poderia negar. Os mesmos olhos azuis espertos habitavam o rosto anguloso, apesar dos traços que o desenhavam serem muito mais delicados. Os lábios eram bem definidos e pequenos, assim como o nariz, que parecia combinar perfeitamente com todo o resto.
– É um prazer conhecê-lo.
– Meu pai me falou muito de você. – Ele disse, parecendo procurar os traços da genética familiar que Hermione sabia não possuir, e então se virou para Draco. – Ela é ainda mais bonita do que mencionou.
– É mesmo? – Hermione cruzou os braços, encarando o loiro divertidamente. Draco parecia tão constrangido que parecia morder a própria língua para não soltar algo indesejado.
– Você sempre foi inconveniente, Evan. – Encarou o garoto mortalmente e virou-se para ela. – Eu vou pedir para a Sra. Jo colocar mais um prato à mesa.
Surpreendentemente, antes que pudesse calcular, antes que pudesse prever o que ele faria a seguir, Draco a puxou para um beijo rápido e saiu em direção à sala de jantar como se não tivesse feito nada questionável. Homens, Hermione praguejou respirando fundo e evitando rolar os olhos ao notar o olhar de Evan sobre ela.
– Então encontramos a herdeira da fortuna.
– Alguém encontrou antes de vocês. – Avisou, indo até o bar e servindo-se de conhaque, já que ele segurava um copo de uísque com gelo desde antes da chegada deles. Evan sorriu, acomodando-se numa poltrona em frente à dela quando se acomodou da melhor forma que pôde. Deus, daria tudo para tirar àqueles saltos!
– Foi o que me disseram. – Ela levantou uma sobrancelha. – Sim, meu pai fez um relatório sobre você antes de entregar a mim a responsabilidade de lhe ajudar.
– Espera... Você está fazendo o trabalho que Rabastan prometeu que faria?
– Acho que não irá dever para ele. – Evan passou as mãos distraidamente pelos fios negros, diferentes de Lestrange devido à falta de gel. – Meu pai me passou alguns contatos úteis, mas, como sabe, pessoalmente não pode ajudar muito, então...
– Canalha. – Disse Hermione, quase sem perceber, no que ele levantou uma sobrancelha. – Não, não você, Lestrange... Enfim, seu pai. Ele sequer está movendo um dedo, sabia que não poderia fazê-lo estando foragido do Ministério e ainda assim tentou me chantagear.
– Não fazemos nada de graça. – As feições de frieza e indiferença foram muito palpáveis quando ele deu de ombros encarando o líquido âmbar em seu próprio copo. – Filosofia de família, você sabe.
Antes que Hermione pudesse questioná-lo sobre isso, Draco voltou, convidando-os para jantar, pois “estava morrendo de fome”, segundo suas próprias palavras. O fez sem reclamar, pois se encontrava na mesma situação. A sala de jantar da casa dele era tão clássica quanto todo o resto. A mesa de madeira escura – organizada com toda pompa — contrastava com o papel de parede claro das paredes e alguns arranjos de flores decoravam os aparadores e a própria mesa.
– Narcissa disse que se interessou por Criaturas Mágicas em Durmstrang. – Começou o loiro, assim que estavam devidamente acomodados e servidos.
– É um universo fascinante, se quer saber. – Confirmou Evan. — Há toda essa coisa de continuar o nome do meu pai e, consequentemente, o legado dos Lestrange, por isso não posso me dedicar completamente a isso, mas passo boa parte do meu tempo pesquisando.
– E como vão os negócios? Soube por alto que seu gerente de finanças tentou um golpe...
– Bem, ele não era realmente confiável. Você sabe, ainda do tempo em que meu pai e Rodolphus davam as cartas, acha que não tenho capacidade para cuidar da empresa. – Evan deu de ombros, claramente insatisfeito com a ideia de ser considerado incompetente. – Se era um teste... Acho que passei e ele foi demitido.
Eles ficaram em silêncio por algum tempo, apreciando o assado de cordeiro com batatas, até Hermione tomar um gole de água para poder falar. Não estava mais se contendo em curiosidade
– E então, o que descobriu? — Sabia que era completamente deselegante, mas não aguentava mais. Viu Evan encarar Draco e menear a cabeça.
– Fiz alguns contatos na Travessa do Tranco e um barman disse que, há alguns dias, um homem perguntou onde poderia alugar uma casa de campo fora da rota do Ministério. – Ele ponderou por um momento. – O que não é tão estranho se levarmos em conta o lugar em si, mas considerando sua situação... Há chances de ser seu invasor.
– Então o barman deveria ser ouvido pelos aurores.
– O homem não foi identificado, estava usando uma capa de viagem. – Evan deu de ombros, olhando-a condescendente. – Fitz, o barman, apenas pôde perceber que ele era novo por ali, parecia fora desconfortável, olhava demais para os lados, , fazia muitas perguntas... Então, procurei a mesma imobiliária que ele e arrombei na calada da noite. Aqui está uma lista de todas as casas afastadas de Londres e alugadas na última semana.
Ele alcançou o bolso dentro da jaqueta e entregou um pedaço de papel amassado a ela, por cima da mesa.
– Quatro casas? – Estranhou Hermione.
– Digamos que diminui bastante o perímetro de busca. – Evan voltou a comer tranquilamente, mas voltou-se para ela, divertido. – Por que alguém que não é da família estaria te perseguindo? Somos loucos o bastante para isso e ninguém teve a audácia.
Hermione sorriu brevemente, ganhando tempo para pensar com mais calma na resposta para essa pergunta. Não sabia realmente por que esse homem estava a perseguindo, não havia feito nada tão grave a ninguém na época em que ainda habitava o mundo bruxo.
– Eu, realmente, não sei. – Ela suspirou, no mesmo instante em que a Sra. Jo adentrou a sala. Talvez fosse mesmo melhor ser perseguida por alguém de sua própria família, assim poderia ter alguma ideia de com quem estavam lidando. Porém, estavam agindo completamente às escuras.
– Sr. Malfoy, posso servir o jantar ao Sr. Bones?
– Por que Michael não está aqui? – Ele franziu o cenho da Sra. Jo para Hermione, que apenas deu de ombros, não conversava com Michael além do necessário.
– Ele se recusa a fazer as refeições convosco desde que chegou. – Hermione balançou negativamente a cabeça.
– Não podemos entregar a lista aos aurores, você sabe. – Falou Draco, parecendo ler seus pensamentos. Se resgatassem Lucy um peso enorme sairia de suas costas. – Se fizermos isso, o perseguidor irá sumir por algum tempo e então você correrá ainda mais perigo.
– Sei disso. – Admitiu contrariada.
Assim que o jantar acabou, Hermione anunciou que iria se recolher, despedindo-se educadamente de Evan e agradecendo, pois não sabia quando o veria novamente. Tomou um longo banho e adormeceu quase instantaneamente, acordando apenas quando Draco, muito tempo depois, enfiou-se embaixo das cobertas ao seu lado. Entretanto, não estava consciente o suficiente para trocarem palavra alguma.
Por incrível que pareça, Hermione acordou muito cedo naquele dia. A certa hora da madrugada, não conseguia mais dormir e resolveu levantar-se para não incomodar Malfoy com sua inquietação. Suspirou, encarando a cidade que começava a se movimentar do lado de fora.
Enrolada na poltrona espaçosa ao lado da janela deitou a cabeça em seu encosto. As borboletas em seu estômago eram completamente desconfortáveis e tudo se devia ao fato de que estava pronta para ir ao encontro do perseguidor. Não obstante uma festa no mundo bruxo a esperava. Enfrentar jornalistas curiosos e as mesmas perguntas durante a noite toda, consciente de que o invasor estaria a observando era angustiante ao extremo. E se estivesse colocando os convidados da festa no Ministério em perigo?
– Hermione Granger acordada há essa hora? Algo muito sério deve ter acontecido. – Declarou a voz rouca e sonolenta de Draco, quebrando o silêncio do quarto.
Após o susto, ela sorriu, balançando a cabeça. Há alguns anos, jamais imaginaria que estaria dividindo a cama com Draco Malfoy, muito menos conversando com ele tão naturalmente às 04h00min AM.
– Não consegui dormir.
– Isso é uma novidade.
Suspirando, o loiro jogou as cobertas para o lado e se aproximou. Pela iluminação da rua, era possível ver seu cabelo bagunçado, o rosto amassado e os olhos inchados de sono. Ainda assim, ele conseguia estar atraente. Deu espaço para que sentasse ao seu lado, cobrindo-o com seu cobertor.
– O que acha que ele quer comigo? – Perguntou baixinho. – Eu... Já passei tanto tempo pensando sobre isso. Simplesmente, não vejo nenhum motivo!
– Se ele quisesse, já teríamos sabido.
– Exatamente, tudo está sob o controle dele e isso me deixa ainda mais nervosa. – Ela expirou, fechando os olhos e descansando a cabeça sob o ombro de Draco. Mesmo depois de algumas horas, o cheiro de sabonete masculino caro ainda estava impregnado em sua pele.
– Potter fará sua segurança, é muito mais do que um bruxo normal teria, acredite. – Embora ainda não estivesse completamente segura sobre os acontecimentos da noite, Hermione resolveu não argumentar.
– Evan... É tão diferente de Rabastan. – Disse ela, lembrando-se da visita da noite anterior.
Era tão estranho pensar que estava falando dos Lestrange e que Evan era seu primo de sangue, assim como Draco. Depois de tanto tempo, Hermione tinha novamente uma família, constatou um pouco surpresa. Uma família um tanto quanto diferente, mas, ainda assim, todos se mobilizaram para ajudá-la.
– Evan tinha apenas 10 anos na época da Guerra, Rabastan o mandou para Durmstrang para poupá-lo. – Ela levantou as sobrancelhas, surpresa. – A Sra. Lestrange já havia falecido. Eles ficaram separados por muito tempo, Rabastan não queria vê-lo. Mas digamos que Evan é bastante persistente e agora eles são inseparáveis.
– Deve ter sido difícil para ele, digo... Quando Rabastan não queria vê-lo.
– Nós trocamos muitas cartas nessa época, eu já havia saído de Hogwarts, mas não nos víamos há muito tempo. – O loiro meneou a cabeça, pensativo.
– Aliás, o que foi aquilo ontem?
– Aquilo o quê? – Draco fez de desentendido e Hermione sorriu, arranhando suas costelas levemente ao sentar-se de lado em seu colo.
– Estava sendo possessivo.
– Eu sou possessivo. – Ele corrigiu, apertando sua cintura sob a blusa de tecido leve. – Já deveria saber disso, Granger.
– E por que estava sendo possessivo? – Murmurou, corajosamente, os lábios a centímetros dos dele, as respirações misturando-se, a vontade beijá-lo quase a consumindo.
Viu quando ele percorreu todo seu rosto com os olhos, observando cada traço, tão concentrado que nem ousou se mexer ou falar, mas Draco não pareceu estar disposto a respondê-la. Com uma mão, segurou seu rosto e moveu os lábios sobre os dela, levando-a calmamente a entrar em seu ritmo. Hermione ainda pensou em jogar um pouco mais, fazê-lo falar, mas aquele era Draco Malfoy e ele não diria nada se não quisesse.
Seus dedos entrelaçaram nos cabelos dele, bagunçando-os displicentemente, o beijo tornando-se ainda mais ardente. Eles queriam mais contato, mais pele contra pele. Ávido, Draco puxou sua blusa pela cabeça, ocupando-se em distraí-la com a boca em pescoço enquanto as mãos a tentavam no quadril ocasionalmente adentrando a calça de flanelas.
Ajeitou-se sobre o colo dele e moveu-se, ouvindo um gemido de satisfação e ganhando uma mordida, que, certamente, ficaria marcada no dia seguinte. Usando a língua em seus seios para excitá-la, Draco começou a estimulá-la sobre as roupas. Sua calça não era tão grossa, mas aquilo a estava deixando louca. Os movimentos ainda eram muito limitados e ela queria mais.
O beijou rapidamente e levantou-se apenas para desfazer-se das últimas peças de roupa, sentando-se sobre ele novamente, ambos completamente nus. Não houve penetração tão rapidamente, haviam chegado num acordo de que ambos gostavam de preliminares. Mais do que deviam, julgou Hermione fechando os olhos ao sentir os dedos dele em contato com sua intimidade, tocando todos os lugares certos, como se fizessem isso há muito tempo.
Desvencilhou-se dos dedos alheios e colocou suas intimidades em contato, gemendo satisfatoriamente no ouvido de Draco. Lentamente, começou a mover-se, o membro dele brincando indecentemente com seu clitóris. No entanto, o loiro queria mais, suas mãos a apertavam nas nádegas, na cintura, nos quadris, onde estivesse alcançável, tentando encaixá-la sobre si.
Maliciosa, Hermione entrelaçou suas mãos, o impedindo de atrapalhar seus movimentos, e riu quando ele deixou a cabeça cair sobre o encosto da poltrona soltando um gemido frustrado. O dia já estava mais claro, tanto que podia ver o suor brilhando na testa dele, assim como sentia escorrer por suas costas, em contraste com o clima frio lá fora.
– Droga, Hermione! – Ele ofegou apertando suas mãos, os lábios procurando os seus, as línguas se massageando prazerosamente. Com a boca, Hermione traçou um caminho lento e torturante pelo pescoço alvo, usando os dentes para deixá-lo ainda mais fora de controle.
– Você me excita, Draco. – Murmurou baixo no ouvido dele, sentindo-o endurecer ainda mais embaixo de si, sorrindo satisfeita consigo mesma. Ele grunhiu, mordendo a curva de seu pescoço com mais força e Hermione não conseguiu evitar o gemido de prazer e dor ao mesmo tempo.
Desvencilhando-se de suas mãos, Draco a segurou e a colou ao seu corpo, de modo que não pudesse se mexer, a boca sujeitando-a a tortura ao encontrar um ponto erótico em seu pescoço e explorá-lo.
– De costas. – Ele sussurrou e Hermione sorriu, beijando-o antes de fazê-lo prontamente.
Lentamente, se encaixou sobre o membro, as mãos dele auxiliando-a em sua cintura. Ofegante, Hermione remexeu-se e ambos gemeram quando ela estava completamente sentada sobre o colo dele. Porém, Draco queria movimento. Usando as coxas dele como apoio, começou a se mexer, do modo como queria, na velocidade que queria.
O caminho molhado que ele traçava em suas costas e as mãos apertando suas coxas a excitavam ainda mais. Porém, quando ele colou o peito a ela e deslizou os dedos por seu ventre até encontrar seu clitóris, Hermione fraquejou. Seu corpo tremeu, os olhos cerraram, um gemido alto ecoou de sua garganta, sua mão encontrou a que ele usava para estimulá-la enquanto a outra apertou as unhas contra a perna de Draco, marcando-o sem piedade.
– Draco... – Murmurou entre gemidos quando o loiro fez com que estancasse sobre ele, sentindo-o pulsar dentro de si, os dedos dedilhando sua virilha, mas nunca chegando onde desejava; os corpos completamente colados, arrepiados de prazer. – Eu preciso...
– Você precisa de alívio, Granger? – Ele disse em seu ouvido, estimulando-a apenas para senti-la tremer de prazer.
– Ah, meu Deus... Sim. – Draco levantou-se, fazendo ambos suspirarem contrariados pela falta de contato, e a encostou contra a janela. Sua respiração ofegante embaçou o vidro da janela em segundos.
Hermione gemeu alto, lembrando-se vagamente da presença das visitas, quando Malfoy começou a mover-se atrás de si. Buscando apoio, suas unhas arranhavam a madeira do batente enquanto mantinham um ritmo rápido e exigente. Os gemidos dele em seu ouvido a arrepiavam e eram muito mais contidos que os seus, mas isso não a incomodava, pelo contrário.
Ao senti-lo crescer dentro de si, não pode aguentar mais. Sua cabeça pendeu sobre o vidro da janela, seu corpo inteiro arrepiou-se e tremeu de êxtase, o grito aliviado fugiu de sua garganta, no mesmo instante em que o sentia atingir seu próprio ápice, apertando-a ainda mais contra a janela, os músculos contraídos pelo orgasmo.
– Sabe... – Ela suspirou quando conseguiu estabilizar a respiração, voltando-se para ele. – Eu me contento com seu silêncio.
– Melhor, Granger. – Draco riu, evitando alongar-se mais no assunto sobre sua personalidade supostamente possessiva. – Você... Toma alguma poção ou remédio anticoncepcional, certo?
– Não se preocupe, eu fiz uma cirurgia há alguns anos para evitar... Imprevistos. – Ela inclinou-se para beijá-lo, mas franziu o cenho quando ele a encarou seriamente.
– É reversível?
– Eu só não queria tomar remédios todos os dias, menos uma preocupação, entende? – Draco meneou a cabeça e encarou o tempo lá fora, enquanto lentamente o tentava com a língua em pescoço.
– O dia amanheceu.
– Não. – Lamentou ter mesmo de encarar aquele dia.
– Pense pelo lado bom, começamos da melhor forma. – Ele disse maliciosamente ao morder seu lábio inferior. – Vamos tomar banho.
Beijando-a indecentemente, Malfoy a conduziu para o banheiro enquanto Hermione apenas sorria, concordando mentalmente com sua afirmação. Sexo matinal era mesmo a melhor forma de começar o dia, ainda mais um que, ela sabia, seria repleto de tensões.
No próximo capítulo
– Sei que quebrei algo entre nós, sei que as coisas não serão as mesmas.
....
– Rabastan lhe mandou de presente. Ele parece gostar de você.
....
– É a bruxa mais inteligente de seu tempo... Você não precisa de sorte.
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