Memories Of Life

3 Encontro com Levy


Notas iniciais
yoo minna, não sei se tem alguem lendo isso já que nao recebo comentarios, mas de toda forma espro que gostem

Lucy estava deitada na grama da campina onde se encontrava. O vento lhe batia no rosto como sempre ocorria quando o tempo estava para chuva, mas a menina pouco se importava, já devia estar ali a alguns bons minutos, hoje era o dia exato que o rosado tinha partido, fazia cinco anos e ele jamais dera noticias.

Ainda era cedo, faltava uma hora para que as aulas enfim acabassem e ela pudesse voltar para casa sem arriscar de levar um sermão do pai por cabular mais uma vez as aulas de geometria e logo em seguida química, duas matérias que odiava com todo o ser, sempre era assim, ciências exatas não eram para ela.

A verdade era que só tinha ido às aulas de hoje, pois tinha literatura e mesmo que odiasse a professora ia com muito prazer. Podia passar um bom tempo aprendendo a melhor a sua escrita e como expressar melhor os sentimentos de cada personagem em suas historias. A loira já era famosa em todo o país, todos queriam ser como ela, rica, bonita, feliz e divertida.

A menina não só era da banda que mais fazia sucesso no país e em quase todo o planeta como também já tinha lançado dois livros conhecidíssimos e muito bons, sempre recebendo ótimas criticas entre outras coisas mais, quem não iria querer ser como ela? Famosa e com talentos? Simples resposta, ela mesma.

Odiava a vida corrida que tinha, jamais imaginara que se tornar alguém de sucesso fosse tão cansativo, ela estavam realizando os seus sonhos, mas sempre que podia agradecia pelo tempo de paz que tinha, e era por isso que sempre que podia escapava das aulas chatas que ela tinha certeza que não usaria o seu conteúdo no dia a dia.

Às vezes faltava por que não queriam, às vezes porque tinha compromissos, mas sempre que podia escapava das aulas chatas e se esbaldava com o tempo livre. Podia parecer rebelde ao olhar de algumas pessoas, mas era a única forma de aguentar todo o estres que a vida lhe proporcionava.

Hoje era um dos poucos dias que tinha chance de escapar dos fotógrafos, querendo sempre arranjar uma foto constrangedora ou ela fazendo algo errado, já perdera a conta de quantas vezes fora parar em capa de revistas por ter pulado o muro do colégio no intuito de matar algumas aulas.

Seu pai já estava tão irritado com sua falta de comportamento que já a ameaçara de envia-la para um colégio interno, mas a menina tinha certeza de que o pai não o faria, afinal de contas ele estaria jogando toda a vida artística da garota fora.

Outro grande problema que eles tinham de enfrentar era os amigos da loirinha, eles tinham o mesmo mal habito de fugir das aulas chatas e ir ensaiar, mas com eles eram menos frequente e eles também não eram tão perseguidos quanto à garota, talvez fosse por ela ser a vocalista da banda e ter muita mais atenção da imprensa, ou pelo simples fato de ela ser também uma escritora.

A menina sentiu uma gota de chuva em sua bochecha e constatou que logo um temporal cairia, se xingou de todo quanto é nome podre por ter sido tão idiota ao ponto de fugir da aula em um dia de provável chuva.

A menina se levantou desesperada e correu, mas sua bota de cano alto e com salto agulha não colaborava, odiava suas roupas extravagantes, mas eram pré-requisitos para se tornar uma cantora de rock, seus amigos diziam que ela era a sortuda por aparecer mais, mas como a menina queria não ter que ficar sempre no centro de tudo.

Sua bota fazia questão de atrapalha-la no percurso, esse ainda era complicado de se fazer, mas ficara um pouco melhor com o tempo depois que Lucy se tornou alguém um pouco maior. Quando saiu da floresta sua bota estava completamente suja de barro, nem parecia mais preta, a chuva já caia em intensidade e a menina tinha muito percurso pela frente.

Ela correu até uma parte coberta de uma padaria que ficava ali perto, se sentou com cuidado em uma das cadeiras que estavam dispostas pelo lugar, aquilo mais parecia uma lanchonete. Lucy tirou as botas enlameadas e tirou um saco de sua bolsa, sempre estava preparada para qualquer imprevisto.

Com cuidado as botas foram colocadas na sacola em seu devido lugar, a menina tirou uma rasteirinha da bolsa e colocou nos pés, tirou também uma blusa o tempo estava começando a ficar frio e não demoraria para que a garota tivesse tremores, o que já estava começando a acontecer.

Com cuidado ela examinou os livros do colégio, nenhum parecia ter sido danificado por causa da chuva. Procurou em sua bolsa a carteira e bem lá no fundo encontrou, tirou algumas notas de dinheiro e entrou no estabelecimento. O lugar era aconchegante e quentinho, a menina abriu um sorriso ao ver o atendente, era um moço bonito e muito bem arrumado, devia ser um ou dois anos mais velho que ela.

O jovem tinha cabelos negros curtos, um pouco bagunçados e com seu típico charme, olhos violetas quase roxos, eram as cores mais lindas que já vira em sua vida, ele parecia muito fofo só de olhar. Quando o moço a avistou corou violentamente ao ter uma celebridade em seu estabelecimento.

Lucy caminhou até o balcão e pediu um café e um pedaço de bolo de chocolate, enquanto ele arrumava tudo que ela tinha pedido a loira flertou com o homem, que corava cada vez mais. Essa era a diversão de Lucy no dia a dia, flertar com os homens idiotas o suficientes para acreditar que ela queria algo com eles, ela não era esnobe e nada do tipo, só que era a única forma de esquecer o rosado.

Quando seu pedido chegou ela ficou mais um tempo flertando com o homem, mas uma voz irritante se fez ouvida – Você poderia não tratar as pessoas como se fossem lixo – a voz disse atraindo a atenção de ambas as pessoas no balcão, mas a jovem nem se importou em virar a cabeça apenas deu um breve adeus para o homem e foi se sentar junto de tal pessoa.

– Você poderia pelo menos não me tratar como uma criança? Acabou com a minha diversão – a loira exclamou irritada, olhando de relance para a baixinha a sua frente – O que deu em você? Não fala comigo a mais de três anos e agora vem querer dar uma de senhora sabe tudo? Tenha dó Levy – a loira disse enquanto tomava um gole do seu delicioso café.

– Realmente não é normal eu perder o meu tempo com uma estrela do rock internacional – a baixinha exclamou um pouco brava, em nenhum momento tirou os olhos do livro a qual tinha em mãos – Só quero saber se foi você que me enviou aquela carta – a jovem disse agora, finalmente, tirando os olhos do livro.

– Que carta? – a loira perguntou curiosa, afinal de contas, do que a baixinha falava? – Não me envolva em sua loucura baixinha, tenho muitas coisas com as quais me preocupar – a loira exclamou um tanto irritada.

– Não se finja de sonsa, estou falando desta carta – a menina disse tirando de sua bolsa uma carta. Sem permissão a loira arrancou das mãos da pequena o envelope e o abriu.

Cara Levy Mcgarden, venho lhe convidar para que se junte a mim e nossos outros amigos na nossa campina, é de grande desejo meu nós nos reencontrarmos e voltarmos a sermos amigos como sempre fomos.

Sei que faz tempo, mas ainda podemos reaver as coisas do passado e eu creio que com sua ajuda possamos novamente voltar ao que um dia foi.

Espero ansioso para que nos reencontremos na manha do dia dezenove deste mês na campina, aguardo ansioso ao seu comparecimento.

Lucy terminou de ler a carta com uma sobrancelha erguida, era obvio que a carta tinha sido escrita por um dos amigos que ia aos encontros rotineiros do passado, mas saber quem era seria muito difícil.

– E por que acha que fui eu?- a loira perguntou novamente entregando a carta para a baixinha – Nem sabia da existência de tal carta, não tenho culpa se as pessoas que te cercam são umas malucas.

– A escrita é muito parecida com a sua, eu conheço a forma de escrita de muitos autores, e cada uma é diferente, você não pode contestar, ela é idêntica a sua forma de escrever – a azulada decretou cheia de razão.

– Então você leu os meus livros? – a loira provocou a menor. Esta ruborizou ao extremo o que arrancou largas risadas da outra – Não te julgo, se queria ler era só ler, não tem problema – ela disse. A mais nova se acalmou com as palavras da outra, mas o tom vermelho não saiu de seu rosto.

– Só acho suas historias interessantes, e são muito bem abordadas devo dizer – a menina disse olhando para o lado, em seguida tirou de sua bolsa o primeiro livro escrito pela loira “Os contos de uma estrela”, a historia abordava um cenário completamente imaginário, onde havia magos e magia – Alguns dos personagens são muito parecidos com algumas pessoas que eu conheço – a jovem disse ainda ruborizada.

– De fato – a loira disse – Eu comecei a historia enquanto ainda nos encontrávamos, alguns personagens são baseados em nós – a loira esclareceu – Você sempre carrega um exemplar com você? – a loira perguntou curiosa.

– Sim, devo admitir que você é minha escritora preferida – a azulada ruborizou mais uma vez. A loira riu e arrancou o livro das mãos da mais nova que a fitou curiosa, a mais velha tirou da bolsa uma caneta e fez um pequeno autografo para a outra – Obrigado – a menina disse toda feliz ao ver o seu livro.

– Nunca imaginei que a rata devoradora de livros fosse gostar de um livro meu – a loira ironizou, mas a azulada não se importou, na verdade se segurou para não deixar as lágrimas caírem, podia já fazer muito tempo, mas ela ainda tinha certo gosto pelo moreno e lembrar-se disso lhe era terrível, o que não passou despercebido pela outra.

– Voltando ao assunto, se não foi você quem dos idiotas dos seus amigos fez isso? – a baixinha perguntou claramente irritada. A loira não gostou muito da forma com a qual ela tratou seus amigos, mas fingiu não se importar muito.

– Nenhum, eu os conheço e a letra deles não é assim. Laxus e Gajeel escrevem pior que a minha vovozinha, e olha que ela esta morta – a loira disse brincalhona – A Erza é terrível em cartas, teria errado metade das palavras, realmente eu sou a única inteligente naquele grupo – a loira disse. Jamais perdia uma chance de incomodar os amigos mesmo que eles não estivessem ali.

– Se não foi nenhum de vocês eu não tenho a mínima ideia de quem possa ser – a azulada disse – Pelo que dizia aqui vocês também devem receber uma dessas cartas se não foi um dos idiotas com quem você convive – a azulada comentou.

– Caso eu receba eu te avisarei, tenho certeza que eles também vão receber – a loira disse já terminando o seu bolo assim como a azulada terminava a sua torta – Não pensei que você fosse o tipo de garota que cabula aula – a loira disse com um sorriso.

– E não sou – a azulada disse meio irritada – Apenas estou de folga do meu estagio – ela disse suspirando como se estivesse realmente cansada – A Minerva ainda me mata de tanto trabalhar, aquele monte de trabalhos.

– Estagio? Você tem idade para isso? E o colégio? – a loira fez pergunta atrás de pergunta, a azulada soltou uma risadinha ao ver que a antiga melhor amiga ainda tinha tal mania.

– Faço estagio de Jornalismo no jornal de Magnólia – a menina disse sorridente mostrando por debaixo de tantos casacos a camisa de trabalho – E que colégio? O que eu terminei ano passado? – a azulada disse tais palavras como se fosse à coisa mais simples do mundo.

– Como assim? – a loira gritou chamando a atenção de todos a sua volta – Me diga o que você fez, eu preciso saber – a loira disse feliz por finalmente escapar das aulas chatas.

– Não é para qualquer um, você tem que fazer cinco provas para mostrar que esta apita para isso, eu passei com louvor – a azulada se gabou por seu feito, a loira murchou ao ouvir tais palavras. Ela quase não conseguia tirar a media nas matérias de ciências exatas, imagina fazer uma prova com conteúdo avançado? Não ela não seria capaz de tal feito – E você faltando muito?

– Um pouco, é sempre bom dar uma espairecida – a loira disse enquanto dava um ultimo gole do precioso café – Agora eu tenho que ir, meu tempo já deu, tenho que voltar para frente do colégio para fingir que pelo menos que fui estudar – a loira disse enquanto pegava a bolsa – Nos vemos por ai – ela disse dando um breve aceno para a amiga com a mão e seguindo seu caminho agora com a chuva menos intensa.

A azulada deu uma risadinha enquanto via a amiga partir – Ela nem sequer reconheceu a letra dele, será que a Lucy se lembra do Natsu? – a baixinha se perguntou enquanto voltava a ler o seu livro.

Lucy corria em desespero para o colégio, estava atrasada, muito atrasada. Quando chegou a frente do colégio pode ouvir o sinal bater, colocou os fones de ouvido e ficou esperando os amigos saírem, sem perceber uma cabeleira rosada passou perto de si, seguindo o mesmo caminho que ela faria se tivesse que ir a pé para casa.

Ao lado da pessoa tinha uma garotinha de cabelos azulados, quando Lucy os viu na pode acreditar. Será que eram eles? A menina se perguntou, seus pés se moveram por instinto e ela começou a caminhar em direção dos dois, mas foi parada quando um carro passou na rua e jogou toda a agua de uma poça ali na rua em si.

A menina ficou tão brava ao ponto de até se esquecer do que estava fazendo, mas quando se lembrou, ela já não podia mais avistar os dois jovens, ficou pensando que devia ser coisa da sua cabeça.

– Você é mesmo uma boba nee-chan – um menininho disse perto da garota, ela se virou e olhou para ele – Por que ficou tão perto da rua? – ele perguntou carinhosamente.

– Não enche – ela respondeu grossa, os outros amigos chegaram logo e nem sequer comentaram sobre as vestimentas sujas da menina, entraram no carro e seguiram seu caminho para a casa da menina sem nem imaginar que muita coisa estava para mudar em suas vidas.

Notas finais
espero que tenham gostado, eu fiz ele com carinho, nao sei se tem alguem lendo isso de toda forma.
espero comentarios, eles sempre me fazem bem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.