Notas iniciais
Oiii meus leitores lindos!
Essa one-shot é bem fofa, eu a adoro...
Espero que gostem também.
Leiam sem moderação, e nos vemos na notinha final!

20 Anos antes...

Estava tudo tranqüilo, como deveria ser, como tem que ser. Pensava em como minha vida é perfeita, tenho uma família que me ama e que amo muito. Tenho amigos legais que estão sempre comigo armando as maiores traquinagens de toda região.

Dou uma gargalhada com esse pensamento.

O que deixa os adultos de cabelo em pé e super desconfiados, pois assim que aprontamos algo, já temos em mente o que fazer depois. É sempre assim, e sempre será.

Estou aqui em meu quarto – de castigo – como sempre, só por ter dado um susto no chato do Edward Cullen, não tenho culpa se o moleque não agüenta brincadeira. Quer dizer, agente só queria pregar uma peça no cara.

Tudo bem que saiu um pouquinho fora do controle, mas poxa não precisava correr pra debaixo da saia da mamãe né? Humpf! Mané!Tremendo mauricinho.

- JACOB MATHEUS BLACK! – Berrou meu pai com sua voz rouca e profunda, o que me fez tremer de medo.

Ferrou, ferrou, ferrou!!!

Pensei já imaginando qual será meu castigo agora. Na verdade tenho muito medo de sequer pensar a respeito.

- SAIA DESSE QUARTO AGORA E VENHA AQUI, SEU MOLEQUE INCONSEQUENTE! – PQP o papai ta mesmo bravo, agora que eu me lasquei todinho.

- Billy tenha calma, ele é apenas uma criança. – Escutei o apelo de minha mãe, ela estava chorando? Não queria fazer ninguém chorar, muito menos minha mãe!

Porra, aquele mauricinho do Ed me paga.

- Não, Sarah desta vez ele tem de arcar com as conseqüências de seus atos. – Parou um pouco, deve ta tomando fôlego. – Não estou criando um projeto de delinqüente, e sim um garoto que se tornará um HOMEM de bem e honrado! – Completou com a voz mais dura e fria que já ouvi sair de sua boca.

Cheguei à sala de cabeça baixa, tremendo dos pés a cabeça, senti as mãos de minha mãe alisando meus cabelos que alcançavam os ombros. Não tinha coragem de olhar pra frente e encarar ninguém da minha família, sei que os decepcionei, principalmente meu pai.

- Levanta sua cabeça Jacob, quero olhar em seus olhos! – Meu pai falou seco se sentando no sofá a minha frente, com os braços apoiados nos joelhos segurando o queixo.

Um estranho que o visse assim pensaria ser uma postura descontraída, mas essa postura era a que ele usava quando estava muito zangado. Ele não era violento nem nada do tipo, nunca o vi levantar a mão pra minha mãe, minhas irmãs ou pra mim, por mais que às vezes eu merecesse, mas explodia em gritos e xingamentos que às vezes doíam muito mais que tapas, com certeza, por isso minha mãe sempre tentava deixá-lo por fora das minhas travessuras.

O que nem sempre rolava, visto que as pessoas adoram se meter na vida alheia, principalmente em cidades minúsculas como aqui onde moro, na verdade moramos em uma reserva indígena chamada La Push, que fica próxima a Forks, Washington.

- Muito bem estou esperando! – Ouvi sua voz soar um pouco mais calma, mas ainda era fria.

Devagar, levantei meu rosto olhando em seus olhos negros como à noite, que estavam duros, e com certo desapontamento, aquilo me doeu fundo, fez um frio insano percorrer minha espinha, meu estomago parecia um buraco negro, oco, vazio, e extremamente gelado, e a sensação que tinha era que ele conseguia ver dentro de mim, ler minha alma. E um pensamento me ocorreu com uma força e rapidez surreal.

Tô ferrado!

- Por favor, querido tenha calma. – Ouvir a voz de minha mãe sempre me acalmava, era uma voz doce, mas naquele momento de frente ao meu pai com aquele olhar duro sobre mim, não estava surtindo muito efeito não.

- Leve as meninas para o quarto Sarah, quero falar a sós com o garoto. – Minha mãe tentou protestar, mas meu pai não deu chance.

Nem tinha notado as gêmeas ali próximas de mamãe.

Assim que as olhei, meu coração se partiu, elas estavam com os olhos vermelhos e cheios dágua. Realmente a coisa ta feia pro meu lado, só espero que o papai não tenha brigado com elas também, porque mesmo sabendo do que eu faria, elas não participaram.

Era sempre assim, por serem mais novas que eu dois anos, – elas tinham completado nove anos recentemente e eu já tinha meus onze para doze anos, – eu nunca às deixava participar, por saber que sempre minhas brincadeiras saiam do controle. E tinha medo que se machucassem, mesmo reclamando elas me obedeciam e se mantinham longe até tudo ser seguro pra elas.

Eu as amo demais, assim como amo muito meus pais e tenho muito respeito por ambos. Mas tenho uma admiração muito grande por meu pai, meu herói. Já minha mãe, adoro estar em seus braços recebendo seus afagos e mimos, me sinto muito amado, isso é muito bom mesmo.

Depois de um tempo, que não sei dizer o quanto, que minha mãe e irmãs se foram, meu pai se recostou no sofá ainda me olhando sério. Cara, aquilo tava me deixando mais nervoso, meu estomago embrulhando que era uma beleza. Mais um pouquinho, juro que vomitava na frente dele.

- Agora a conversa é entre nós. – Disse meu pai frio olhando intensamente em meus olhos. Engoli seco, quase engasgo. – Pode me dizer, porque cargas dágua resolveu implicar com o filho mais velho dos Cullens? – Perguntou diretamente.

- Hum, eu... Eu... – Porra, Jake fala sem gaguejar! Pensei comigo mesmo.

- Você... – Incentivou meu pai a continuar.

- Eu não impliquei com ele. – Finalmente encontrei minha voz, mesmo ela saindo um pouco esganiçada pelo medo. – O Edward que não consegue acompanhar as brincadeiras da turma. – Completei com mais firmeza na voz, até eu acreditei em mim agora!

- Sei, e quais são essas brincadeiras mesmo? – Perguntou se inclinando um pouco em minha direção e estreitando o olhar. Fudeu, fudeu, fudeu!

- Ahn, não é nada demais não. – Resposta errada Jacob, assim ele se irrita e você fica um mês sem nem sair na porta de casa.

- Sem enrolações mocinho, me diz agora qual foi à brincadeira que você e seus amiguinhos aprontaram para o garoto! – Falou com a voz aumentando o volume em alguns decibéis, e sua veia da testa pulsando freneticamente, em claro sinal de nervosismo.

- Pai, é sério, não foi nada demais, nós somente queríamos que ele parasse de ser tão mandão nas nossas brincadeiras.

- Isso não me parece um motivo coerente Jacob. – Respondeu-me prontamente.

- Eu sei, tem outro motivo, mas é meio que pessoal sabe? – Tentei desconversar com uma desculpa que sei que não cola com ele, mas não custava nada tentar.

- Garoto, estou envelhecendo aqui, essas desculpinhas esfarrapadas não estão me convencendo. Então, nem tente me enrolar! – Merda como ele faz isso!

- Tudo bem. – Me resignei a contar o verdadeiro motivo de eu ter perdido o controle da brincadeira com o mauricinho. – Mas pai, promete que não conta pra ninguém, principalmente pra mamãe? – Perguntei aos sussurros, quase em pânico, por imaginar que alguém poderia sequer descobrir meu segredo.

- É algo assim tão grave? – Ele estreita os olhos mais ainda me examinando, como um raio-x. Balancei a cabeça somente. – Confia em mim meu filho, estou aqui pra te ouvir. – Notei uma pontinha de carinho em sua voz.

Gostei disso, acho que não está mais tão zangado assim comigo.

- Ah pai, é que o mauri... Digo Edward, estava enchendo a paciência da Bells sabe. Implicando mesmo, dizendo que ela é fresca e tudo mais, ate puxou o cabelo dela! E ainda por cima tentou roubar um beijo dela. Aí não agüentei, você sabe a Bells é muito delicada ela não é como a Lee que brinca com a gente de tudo que é brincadeira, a Bella parece mais uma princesa que tem que ser protegida e não ameaçada, oras! – Disse tudo em um só fôlego.

Meu pai ficou me olhando com a sobrancelha arqueada. Senti minhas bochechas corarem, mas que droga! Será que ele desconfiou de algo? Que eu gosto de um jeito diferente da Bells?

- Isso é tudo? – Ele me perguntou ainda me olhando nos olhos, mas agora tinha um sorrisinho nos lábios que eu não entendia.

Ele não estava zangado comigo? Então, por que esta sorrindo?

- Sim, senhor. – Disse abaixando a cabeça, de novo, com vergonha.

- Levante o rosto meu filho, já disse que quero olhar em seus olhos. – Sua voz era calma, tão diferente de quando chegou em casa, mas ainda era seca.

- Sei que o comportamento do Cullen, pode não ter sido tolerável, mas isso não te dava o direito de jogá-lo na piscina, sabendo que ele não sabe nadar direito. Você tem noção do que poderia ter acontecido se o jardineiro da família, não estivesse por ali e o tirado lá de dentro? – Ele fez uma pausa ainda me olhando intensamente. – Responda!

- Sim.

- Sim, o que? – Não acredito que ele me faria dizer aquilo...

- Sim, eu sei que foi errado pai. Mas... – Ele não me deixou continuar, me cortando na maior.

- Jacob, eu sei que deve ser difícil conviver com alguém tão diferente de você, como é o caso com esse garoto. Eu mesmo nem sempre concordo com as atitudes do pai dele no trabalho. No entanto, não fico de pirraça e ou maquinando planos mirabolantes para deixá-lo em maus lençóis.

Meu pai falava olhando em meus olhos, medindo todas as minhas reações. Às vezes eu fazia caretas a algumas coisas que ele dizia. Planos mirabolantes, não. Eram geniais! Isso sim!

- Filho as pessoas são diferentes, tem maneiras contrarias de enxergar a mesma situação. E nesses momentos é que a conversa é sempre, a melhor saída...

Puxa, como meu pai fala bonito, parece ate poeta. Mas uma pena que não entendi nadinha! Ok posso ter entendido algo aqui, algo ali, mas quer saber? Enquanto o mauricinho ficar perturbando a Bells, eu ainda vou aprontar muito com ele.

- Estamos entendidos? – Meu pai me perguntou olhando-me desconfiado.

- Sim, senhor. – Respondi abaixando minha cabeça.

Se por algum acaso ele me perguntar o que disse por ultimo, será meu fim! Por que eu não tinha nem idéia do que era... Tinha viajado legal durante seu discurso.

- Então, nada de aprontar com os outros por ai, certo? Principalmente com o maurici... Digo o filho do Carlisle.

Assim que percebi o que meu pai iria dizer, levantei meu rosto rapidamente e pude vê-lo segurar o riso discretamente. Cara, meu pai é dez! É por isso que quero ser como ele quando crescer!

Ele me dispensou dizendo que tinha alguns assuntos do trabalho para resolver. Mas assim que virei às costas e estava saindo, ele me chamou outra vez:

- Ah! Jake... – Assim que me virei em sua direção disse: — Fique tranqüilo que não contarei a ninguém que você gosta da Isabella. – Dito isso piscou o olho para mim e soltou uma gargalhada.

Droga! Jurava que ele não tinha sacado nada! Mas meu pai é muito esperto, Billy Black é com toda certeza o homem mais inteligente do mundo. Meu grande herói...

Sai sorrindo da sala e indo para meu quarto. Em minha mente, já bolava inúmeras travessuras, planos geniais, ou como meu pai mesmo os intitulava: planos mirabolantes.

MUHAHAHAHA!

Sorria levantando as sobrancelhas e esfregando as mãos uma na outra.

(***)

Eu sempre tive o apoio da minha família. Principalmente do meu pai, meu exemplo. Meu grande herói! E depois daquela “conversa” que tivemos, nunca mais aprontei com o Edward. Não que ele não tenha merecido, mas depois de algum tempo pensando em tudo que o meu pai havia me dito. Percebi que o mais correto seria ignorar aquele branquelo.

Não foi fácil, pois minha mente sempre imaginava e tecia os mais mirabolantes dos planos...

18 Anos antes...

- Jake, você tem certeza que quer fazer isso? – Embry já estava me enchendo à paciência com tantas perguntas.

- Claro que sim. Você viu o que aquele branquelo fez com a Bells. E também já tem um tempo que eu to louco para ferrar com a vida daquele mauricinho. – Disse cuspindo toda raiva que estava sentindo daquele moleque nojentinho.

- Tudo bem, você é quem sabe. – Ele resmungou.

Embry era um dos meus melhores amigos e o que sempre estava ao meu lado me ajudando nas minhas traquinagens, mesmo que não concordasse com a maioria delas.

- E ai tudo certo? – Perguntei quando ele finalmente se afastou da porta do armário do Cullen.

Estávamos no corredor do colégio de Forks, onde toda a nossa turminha estudava. Iríamos pregar uma peça no mauricinho do Ed, sabíamos que ele tinha que beber um remédio a cada quatro horas do dia, ele tinha uma doença estranha algo relacionado à alimentação, eu acho.

Por isso vinha sempre ao seu armário buscar o remédio e depois ia a enfermaria para a enfermeira da escola lhe ajudar a aplica-lo. Essa hora da aplicação do remédio era sempre no horário da troca das aulas, ou seja, o corredor estava sempre cheio de alunos.

Então, compramos algumas coisinhas bem legais e “nada” vexatórias para colocarmos em seu armário, para quando ele o abrisse tivesse uma agradável surpresa...

Depois de tudo pronto saímos rapidamente e voltamos para nossas salas, não queríamos despertar suspeitas. Apesar da nossa turminha toda já saber que algo aconteceria, só não sabiam exatamente o que seria.

O sino tocou estridente e o Ed saiu caminhando tranquilamente para seu armário, sem imaginar o que o aguardava. Também sai tranqüilo e caminhei direto para meu armário que ficava no lado oposto do Cullen.

Todos os meus amigos ficaram próximos, alguns fingiam procurar coisas nos armários, outros conversavam entre si. Eu apenas olhava ao redor vendo o quanto o corredor ficava cheio a cada segundo.

De repente escuto um grito e depois algumas risadas. Então, olho na direção do armário do Edward, pois já sabia que meu plano tinha dado certo. Ainda pude ver pilhas e mais pilhas de absorvente tampax caindo de dentro do armário do mauricinho.

Parecia uma cascata de pequenos rolos de absorvente caindo no chão fazendo um barulho semelhante ao de uma cachoeira.

Todos os alunos que estavam no corredor e nos outros próximos, se aproximaram mais do armário do Ed e começaram a rir histericamente e falavam sem parar. Edward não reagia, parecia estar em choque.

Estava parado olhando fixamente a pilha de absorvente no chão, seu rosto se assemelhava a um molho de tomate picante, de tão vermelho que estava.

Confesso que ate senti uma pontada de pena dele naquele momento. Mas então me lembrei do que ele havia feito a Bells e a compaixão foi parar junto dos pequenos rolos de tampax no chão...

Dias antes da confusão no corredor da escola...

Era fim de semana e estava sol, algo raro na região, então estávamos aproveitando a praia em First Beach. Toda a turma estava reunida como sempre. As garotas em uma rodinha conversando ou fofocando sei lá, e nós os garotos em um canto nos organizando para cair no mar e surfar um pouco.

Já tínhamos passado da fase em que meninos e meninas eram inimigos, e agora estávamos na fase em que as garotas eram muito, mas muito atrativas para nós.

Os garotos estavam falando sobre as meninas, em como estavam mais bonitas, com os corpos mais chamativos, cheios de curvas, e como eles queriam saber quem já tinha beijado ou feito algo mais, como uns amassos.

Era ate divertido ouvir tanta bobagem, porque secretamente eu também tinha essa curiosidade, mas quando começaram a querer falar de cada uma em específico tratei logo de mudar de assunto.

Pois no meio das garotas estavam minhas irmãs, minha prima e a garota que amava, então nada a haver ficar ouvindo os moleques metidos a marmanjos falando certas coisas delas né?

Mas o chato do Edward tinha que abrir a boca e começar a falar besteiras. Ele começou a contar vantagens, mentiras esfarrapadas, coisas que ele via nos filmes, mas falava como se ele próprio tivesse vivido aquelas coisas. Simplesmente patético!

E no meio daquilo tudo ele começou a dizer que já tinha dado uns amassos na Bella.

Aquilo foi demais, minha pouca paciência se evaporou quando escutei aquilo, e vi tudo vermelho na minha frente quando parti pra cima dele, dando-lhe um empurrão que o jogou longe o fazendo cair de bunda na areia.

Mesmo tendo apenas treze anos, eu era mais alto que os outros garotos e também mais forte, pois adorava praticar esportes, principalmente natação, escalada e sem contar alguns exercícios de musculação que fazia na escola, por ser o quarterback do time de football.

Edward me olhava incrédulo, assustado com meu rompante, como todos os outros, principalmente as garotas, que assim que viram os meninos me segurarem para que eu não quebrasse toda a cara daquele mauricinho, elas vieram para perto da gente.

Depois que contamos para elas, o porquê de eu ter perdido a paciência. As garotas se revoltaram com o Edward, ate as próprias irmãs do cara ficaram chateadas com ele, pois elas gostavam muito da Bella e sabiam que aquilo era tudo mentira do moleque.

E falando na Bells, ela ficou indignada e disse muitas coisas para aquele idiota e apartir daquele dia nunca mais voltou a conversar com ele.

O que me alegrou demais, pois odiava o jeito que ele a olhava e as coisas bobas que dizia a ela, sem contar que depois daquele monte de mentiras e difamação que ele inventou, tinha muito receio das coisas que ele poderia inventar daí por diante.

Então, eu jurei que aquilo teria volta. Da mesma forma que ele tinha a envergonhado, eu o faria provar do mesmo veneno, ou quase isso...

(***)

O diretor da escola naquela época, fez uma curta investigação sobre o misterioso aparecimento de tantos absorventes no armário de um aluno, mas não deu em nada. Não deixamos rastros. Foi uma operação limpa.

Então, meus pais nunca souberam que havia sido eu o organizador de tudo aquilo.

Contudo, era só eu me lembrar da expressão chorosa das minhas irmãs e da minha mãe, quando meu pai havia me dado aquele sermão, que eu me aquietava por um tempo. Mas devo confessar que o que mais me preocupava mesmo, era ver novamente o semblante desapontado do meu pai.

Então, deixei definitivamente minha vida de traquinas para trás.

Obvio que de vez em quando eu participava de algumas “brincadeirinhas” que a turma organizava, mas eles me ajudavam a encobrir minha participação, então meus pais nunca ficavam sabendo de nada. Ao menos era o que eu achava...

(***)

Atualmente...

Lembrar minha infância era com toda certeza uma parte importante do meu dia. E isso sempre acontecia pela manhã, logo ao acordar. Pois eu sempre sonhava com algo que tinha acontecido naquela época. A época mais feliz da minha vida.

Ok, a segunda mais feliz. Pois indiscutivelmente, hoje sou ainda mais feliz que há vinte anos antes!

Isso porque finalmente tenho minha própria família. Há seis anos estou casado com a mulher da minha vida, minha Bells. Temos um filho lindo de cinco anos, e que saiu inteiramente a mim. Principalmente, nas traquinagens. Joshua é tão ou mais traquinas do que eu fui...

Mas não posso reclamar muito não.

Agora Bells esta grávida de cinco meses e meio, é uma garotinha e se chamara Pearl. Joshua não se agüenta mais de ansiedade, devo confessar que eu também, pois sempre desejei ter uma miniatura de minha Bella para mimar...

- Hum, vejo que estamos manhosos hoje heim? – Adoro acordar sentindo os carinhos de minha esposa.

Como agora, Bells beijando meu pescoço fazendo os pêlos de meu corpo se eriçarem.

- Não comece o que não pode terminar, Sra. Black. – Disse já circulando meus braços por sua cintura e deitando-a na cama sob meu corpo com cuidado.

Distribuindo beijos por todo seu rosto, fazendo-a sorrir gostosamente.

- Mas eu não fiz nada demais...

- Ah claro, ficar me bolinando enquanto durmo, não é nada demais, sei. – Disse beijando e mordiscando seu pescoço e inalando profundamente seu cheiro maravilhoso.

- Jake... – Bells gemeu meu nome quando ainda mordiscando seu pescoço, minhas mãos percorriam seu corpo lentamente, sentindo a textura de sua pele, meus lábios saboreavam os seus com ternura, mas profundamente.

Enquanto suas mãos arranhavam minhas costas me animando ainda mais...

- Mamãe, papai! – Joshua gritava de seu quarto, interrompendo nosso momento intimo, que ficava cada dia mais escasso.

- Você ou eu? – Ela perguntou me olhando frustrada, mordendo seu lábio inferior, ato esse que me convidava a mordê-lo eu mesmo.

- Deixa que eu vou... – Disse lhe dando um selinho e me levantando colocando uma calça de moletom que estava ali perto, pois durmo somente de boxer.

- Obrigada. – Bella me olhou com um sorriso lindo nos lábios, que tocou profundamente meu coração.

Suspirei sorrindo de volta sem dizer nada. Apenas segui ate o quarto do nosso filho, para ver o que ele estava aprontando dessa vez. Pois quando ele chamava com aquela vozinha infantil, toda meiguinha... Pode ter a certeza que vinha bomba pela frente e das grandes!

Mas assim que cheguei à porta do nosso quarto, dei mais uma olhada na direção de Bella antes de ir, mas ela estava acariciando sua barriguinha e sorrindo meigamente.

Eu amo muito essa mulher. Sempre amei e sempre vou amar. Pensei, sorrindo emocionado com a cena. Então, voltei a caminhar em direção ao quarto do nosso primogênito.

Era indiscutível o fato de o meu filho ser tão parecido comigo, tanto fisicamente quanto nas mirabolices e planos geniais. Mas ele também era extremamente sincero, carinhoso e atencioso, principalmente com a mãe.

Joshua era a mistura perfeita nossa. E eu o amava muito, assim como já amo nossa princesinha que virá dentro de três meses e meio...

(***)

Mas nada disso seria possível se não tivesse enfrentado meus medos e inseguranças, e não tivesse pedido a Bella em namoro quando tínhamos ambos, quinze anos...

16 Anos antes...

Estávamos em Seattle no Museu de Arte Moderna da cidade, em um passeio cultural escolar. Tínhamos acabado de entrar em uma sala que tinha um monte de objetos antigos e a maioria eram muito estranhos mesmo.

Eu estava nervoso, porque depois de muito tempo apenas admirando a Bells de longe, me comportando apenas como seu melhor amigo, eu havia decidido enfim, me declarar...

Não iria ser fácil, pois mesmo notando certos olhares dela em minha direção, eu tinha medo. Muito medo de não ser correspondido da mesma maneira.

Mas depois de conversar com meu pai que me apoiou como sempre, eu decidi que já era hora de enfrentar essa situação, pois o maximo que pode acontecer é a Bella me rejeitar como namorado e continuarmos apenas bons amigos...

Isso me mataria de certo modo, mas para estar ao seu lado, eu suportaria isso, ser apenas seu amigo.

Já tínhamos olhado todas aquelas velharias e estávamos saindo da sala, quando a puxei pela mão nos deixando para trás. Ela me olhou não entendendo, mas não se esquivou ou disse nada, apenas ficamos ali nos olhando intensamente com as mãos ainda unidas.

- Bells, eu preciso te perguntar algo. Na verdade quero te contar uma coisa e depois te perguntar algo. – Me enrolei um pouco com as palavras.

- Claro, Jake. – Bella me olhava nos olhos como que me incentivando, e ainda estava de mãos dadas a mim.

- Isabella. – Quando disse seu nome ela fez uma careta, pois odiava que a chamassem assim. – Bella, já tem um tempo que eu sinto algo especial por você. Na verdade, acho que sempre senti isso, desde que nos conhecemos, ou seja, desde a gestação de nossas mães. – Rimos do que disse por ultimo.

Estava ficando ainda mais nervoso, e quando isso acontecia eu começava a tagarelar bobagens.

- Jake, deixa de enrolação e vá direto ao ponto ok? Vomita para mim. – Essa era uma expressão que dizíamos sempre que um queria falar algo e não conseguia.

- Tudo bem. – Respirei fundo, peguei suas mãos nas minhas e olhei em seus olhos castanhos que tanto amo. – Eu te amo Bella. – Ela sorriu meigamente e abriu os lábios como que querendo falar alguma coisa, mas não deixei, e a interrompi:

- Sempre te amei mais do que somente como amigos. Muito mais na verdade. Eu te amo como homem, e quero você ao meu lado, quero que seja minha namorada, minha amiga, minha companheira. Para sempre.

Encerrei meu discurso com um suspiro longo, tinha ate transpirado um pouco devido ao nervosismo do momento. Bella não disse nada por algum tempo, apenas me olhava nos olhos e não tinha mais o sorriso nos lábios.

Fiquei inseguro com aquilo e já me preparava para dizer meu segundo discurso: mesmo você não me amando igual, ainda podemos ser amigos.

Entretanto, Bella me surpreendeu quando se jogou em meus braços pulando em meu colo e distribuindo beijos por meu pescoço. A principio não tive reação alguma, mas depois percebi que ela me correspondia, que aquele abraço não era de amigos, era algo mais.

E então, ouvi sua voz...

- Porque você demorou tanto, heim Jake? Pensei que nunca se declararia. – Ela disse me olhando com aquela carinha sapeca típica dela.

- Você já sabia? Sabia que sempre fui apaixonado por você? – Perguntei olhando-a meio embasbacado.

Não acreditando que Bella me correspondia, que enfim eu a tinha em meus braços.

- Claro que sim, pois eu também sempre te amei, seu bobão... Alem disso as gêmeas já haviam me contado também. – Bells disse piscando um olho e me dando um selinho em seguida.

Aquelas traidoras de uma figa!

- Então, isso é um sim para meu pedido? – Disse me aproximando de seus lábios lentamente.

Estava louco para provar de seu beijo, sonhava com isso todos os minutos dos meus dias.

- Qual era o pedido mesmo? – Bells sussurrou fechando os olhos, também parecia estar tão desejosa quanto eu que o beijo acontecesse.

Então, diminuindo a distancia entre a gente, pousei meus lábios sob os seus suavemente, eram tão macios. Lentamente movi os meus lábios degustando do sabor do seu beijo, provando com alegria do doce néctar que só aqueles lábios rosados tinham.

Querendo mais da maravilhosa sensação que sentia em enfim, provar do beijo da garota da minha vida, busquei caminho com minha língua para o interior de sua boca.

E quando ela me deu passagem, tudo se multiplicou. Todas aquelas sensações, sentimentos, tudo. Pois em meus braços estava a garota que amava. Que sempre amarei.

- Quer ser minha namorada? – Depois de encerrar o beijo com selinhos, pude enfim fazer o pedido.

- Depois desse beijo Jake, serei tudo o que quiser que eu seja. – Bella disse sorrindo largamente e voltou a me beijar, agora com ainda mais paixão...

(***)

A partir dali não nos separamos mais, estávamos sempre juntos. Claro, que brigávamos às vezes, ate chegamos a terminar o namoro, mas não durou mais que sete dias. Os sete piores dias da minha vida, nem gosto de lembrar dessa fase...

13 Anos antes...

- Bella, isso é ridículo. A Lee é nossa amiga desde sempre, e você nunca teve ciúmes dela antes. – Falei não acreditando na discussão sem sentido que estávamos tendo.

Discutíamos em frente a sua casa, tinha vindo visitá-la, pois já fazia dois dias que não nos víamos ou mesmo tivesse nos falado por telefone, o que no nosso caso era muito tempo sem nos comunicar.

- Agora é diferente, Jake. Não somos mais crianças, e ela estava no seu quarto, deitada na sua cama, o que você queria que eu pensasse? – Bella estava muito nervosa.

- Claro, que em nada né? Pois somos namorados e você deveria confiar em mim. – Acusei-a cansado desse ciúme sem cabimento dela.

- Eu confio, Jake. Mas aquilo foi demais. Vê-la deitada em sua cama, onde por muitas noites fomos um do outro. Não da, eu não consigo esquecer aquilo.

Vi em seus olhos a magoa de ter presenciado a Leah, nossa amiga de infância e minha prima, deitada em minha cama após ter chegado de surpresa de sua viagem de intercambio na Europa.

- Bells, meu amor. Não aconteceu nada, acredite em mim. Eu nem dormi naquele quarto. Juro para você. Eu fiquei na sala, no sofá a noite toda. – Já estava entrando em desespero com aquela situação.

Eu não suportaria perder a Bella por aquele motivo idiota. Alias, por motivo nenhum. Eu a amo demais. Mas Bella ultimamente tem ficado ainda mais ciumenta do que o costume. Isso tem nos causado algumas brigas, mas sempre nos reconciliávamos.

Contudo, agora ela não parecia disposta a fazer as pazes assim tão fácil.

- Sinto muito Jake. Mas eu preciso de um tempo. – Ela disse por fim, mas aquilo não era o que eu queria ouvir, não mesmo.

- Você esta terminando comigo, Bella? – Perguntei incrédulo. Aquilo só poderia ser um pesadelo.

- Não Jake. Eu só quero um tempo. Preciso pensar um pouco, só isso. – Bella chorava e me olhava com tanta tristeza.

Naquela altura as lagrimas já queriam transbordar dos meus olhos como cachoeiras, mas a muito custo, consegui conte-las. Entretanto, uma lagrima teimosa conseguiu vencer as barreiras que tentavam encerra-las em meu olho esquerdo. Não liguei, deixei-a rolar por meu rosto e deixando por onde passava, um rastro amargo e dolorido.

- Tudo bem Bella. Leve o tempo que precisar, pense bastante, mas depois volte. Porque eu vou te esperar. Sempre estarei aqui pra você, se precisar. Eu te amo Bells. – A abracei apertado e fui embora.

Deixando o meu coração para trás, com ela.

Uma semana. Sete longos dias. Foi o tempo que Bella levou para digerir a cena de Leah adormecida na minha cama. Não sei como consegui, mas eu dei o tempo que ela me pediu.

Claro que tive medo que depois daquele tempo longe, ela tivesse visto que me amava apenas como amigo, ou que encontrasse outro cara que não tinha uma prima gostosa que tivesse dormido na cama dele...

Mas eu consegui me segurar e não fiquei ligando de cinco em cinco minutos para ela. Nem ficava rondando sua casa querendo vê-la nem que fosse de longe. Muito menos a segui quando ela saia com as amigas. Ok talvez eu tenha feito uma ou outra dessas coisas ai.

Mas na maior parte do tempo deixei-a livre para pensar. Não era o que ela queria, afinal de contas?

Durante esse tempo, minha força vinha do apoio da minha família. Eles sabiam o quanto eu sempre amei a Bella, e também sabiam que nunca houve nada entre a Lee e eu.

Mesmo porque a Leah sempre fora apaixonada pelo Edward, o que eu achava um absurdo, ela uma garota tão legal, gostava daquele idiota do Cullen que mesmo depois de tanto tempo ainda era um babaca.

E então, em uma noite, a sétima noite que estávamos afastados, era um sábado chuvoso e meus pais e as gêmeas para me animar um pouco tinham alugado alguns filmes, os meus favoritos de terror, e fizemos uma rodada de filmes com muita pipoca, refrigerante, chocolate e muitas outras guloseimas.

Essa era uma tradição familiar nossa, sempre que alguém estava triste por qualquer motivo que fosse, fazíamos uma sessão de cinema em casa, recheada de filmes de ação e terror, e claro muita, mas muita comida, principalmente coisas como pizzas, fast food, chocolates e refrigerantes à vontade...

Estávamos estirados pela sala alguns sentados no sofá, outros pelo chão mesmo, tínhamos colocado um colchão para ficarmos mais confortáveis. Quando de repente ouvi, mesmo com o barulho da chuva e da televisão, pude escutar o ronco do motor do carro da Bella.

Esse som era inconfundível.

Meu coração palpitou como louco alucinado no peito. Levantei em um salto de onde estava e corri para a porta, ninguém entendeu a minha atitude, por isso me seguiram ate lá. Abri-a com mãos tremulas e uma expectativa a me envolver a cada segundo.

Então, Bella saiu de dentro da pick-up, olhou-me intensamente por alguns minutos, que para mim foram uma eternidade, e correu em minha direção, nem esperei que ela chegasse ate a mim e fui correndo de encontro a ela.

Nos encontramos no meio do caminho, e paramos a centímetros um do outro nos olhando intensamente. Chorávamos, mas as lagrimas se confundiam com as gotas de chuva, nem nos importamos por estarmos nos molhando, ou com minha família vendo tudo.

A única coisa que realmente importava era que finalmente estávamos juntos de novo. Sorrindo ela se jogou em meus braços, me abraçando apertado, envolvi-a com ainda mais força aproximando o quanto pude nossos corpos.

- Me desculpe, Jake. Eu fui uma idiota insegura. Eu sei que você nunca me traiu, principalmente com a Lee, mas às vezes eu sou tão... – Bells dizia tudo rapidamente e ainda me abraçando apertado.

- Absurda. – Completei sua frase.

Adorando senti-la assim tão perto de mim outra vez. E agora seria para sempre, pois não deixarei que ela se vá de novo.

- Sim, muito absurda. – Ela se afastou um pouco e me olhou nos olhos e completou: — Mas eu te amo e tenho medo de te perder. Só que agora, depois de ter pensado um pouco, eu vi que se continuasse agindo daquela forma eu acabaria te perdendo e seria tudo por minha culpa. Então, aqui estou te pedindo perdão pela minha atitude infantil. E também queria muito saber se você aceita voltar a namorar comigo?

Bella falou calmamente me olhando intensamente e com segurança. Tão diferente de suas atitudes inseguras e impulsivas quando pediu aquele tempo...

Nem respondi sua pergunta, pelo ao menos não com palavras, minha resposta foi o beijo mais gostoso que já provei na vida. Um beijo cheio de saudades, paixão, amor, e também com gostinho salgado das nossas lagrimas misturadas com as gotas que caiam do céu.

Era o beijo da minha melhor amiga, minha namorada, da minha futura esposa e mãe dos meus filhos, disso eu tinha certeza...

Um beijo da minha Bells e foi um beijo debaixo de chuva...

(***)

2 Anos e meio antes...

Joshua estava com quase três anos e já sabia falar de tudo, inclusive reconhecia algumas letras do alfabeto, e ate lia algumas pequenas palavras. Era nosso orgulho.

Bella tinha se formado em Historia, e era professora na mesma escola em que estudamos anos atrás. Eu me formei em Engenharia mecânica e trabalhava com meu pai em sua fabrica de montagem de auto peças para caminhões.

Estávamos reunidos em um jantar de família, os Black e os Swan, em nossa casa em La Push. Tínhamos acabado de degustar uma comida maravilhosa que minha mãe e Renée, mãe de Bella, haviam feito especialmente para aquela ocasião.

Todos estávamos na sala conversando coisas do dia-a-dia, quando ouvimos um barulho vindo do armário do nosso quarto, meu e da Bells. Olhamos em volta e não vimos o Josh por ali, então corremos em direção da peça e quando entramos...

Demos de cara com nosso querido filho, vestido uma camisa social minha por cima de suas roupinhas infantis, e todo lambuzado do meu creme de barbear, dos pés a cabeça, que não sei como ele havia pegado de cima da bancada da pia do nosso banheiro.

- Josh, como você consegue fazer essas coisas heim garotão? – Perguntei abismado com tamanha engenhosidade do meu filho. E me segurando para não soltar uma gargalhada por toda aquela situação.

Ele me olhou com aqueles olhinhos castanhos herdados da Bells, e me comoveu como sempre. Era impossível ficar chateado ou zangado com ele, quando me olhava daquele jeitinho.

- Ele tem a quem puxar não é mesmo, filho? – Meu pai falou me olhando risonho e dando tapinhas mos meus ombros, ao perceber que Josh havia me desarmado apenas com um olhar.

- Agora sabe o que passei quando encarava essa sua cara de pau, quando moleque não é? – E então soltou sua gargalhada característica.

Olhei para meu pai incrédulo, e com a boca levemente aberta, sem saber o que falar, e um pouco constrangido levei minha mão aos meus cabelos e cocei a nuca fazendo uma careta.

E ali eu percebi que nunca tinha o enganado, que ele sempre soubera das minhas participações nas traquinagens da nossa pequena “gangue”. Pois ele me conhecia muito bem e sabia que eu sempre daria um jeito de me divertir fazendo minhas mirabolices.

E enquanto Bella e as outras mulheres ajudavam a limpar meu pequeno furacão, eu e meu pai relembrávamos dos meus tempos de moleque.

De quando tudo para mim não passava de curtição, de brincadeiras de criança, de momentos divertidos com os amigos, de preocupações em esconder minhas traquinagens dos meus pais, das alegrias e complicações do meu primeiro amor, e etc...

Por isso entendo meu filho, e tento não ser tão severo com ele, mas também não deixo passar em branco quando ele apronta das suas. Pois ele tem que saber que para toda ação existe uma reação...

E ele sempre terá que arcar com as conseqüências de seus atos, sejam eles bons ou ruins. Isso é ser responsável!

Bom, se estou fazendo certo, realmente não sei! Mas sei que ao longo do caminho, da jornada de ser pai. Eu fiz e faço o meu melhor...

Pois aprendi com o melhor pai do mundo. O meu pai! O meu herói!

Fim

Notas finais
Gente, essa one-shot, era para ter sido postada como um especial para o dia dos pais, mas eu tive alguns contratempos e não pude postar antes...
Mas o que vale é a intenção não é mesmo?
E ai meus lindos, gostaram?
Foi uma delicia escrever essa one-shot.
Confesso que já ouvi alguns sermões, como esse ai, do meu dad...
Acho que me inspirei nele kkkkkkkk
Então, fofos do meu coração!
Mereço reviews, não é?
Então, coloquem esses dedinhos mágicos para trabalharem e comentem e recomendem muito, muito mesmo viu?
Beijinhux!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!