Memories

13 Where am I?


Notas iniciais
"Avisa que eu cheguei..." PRIMEIRO DE TUDO: OBRIGADA por terem comentado suas opiniões. Gente, eu juro, amei demais saber tudo o que estão pensando, quais são as teorias para a realidade da fanfic. Obrigada mesmo, por acompanharem, por comentarem, darem fav, e ainda recomendarem para os amigos. Estou adorando essa interação toda. Estou indo agora responder os vossos comentários. Pediram-me mais da realidade "Emma psicóloga" e o pedido foi atendido, PORÉM eu já iria colocar de todo jeito, mesmo se vocês não tivessem gostado hahahahaha Este capítulo está um pouco emotivo.

13° Onde eu estou?

Regina abre os olhos, mas logo os fecha.

A claridade do local afeta sua vista, fazendo com que ela tenha que abri-los e fechá-los por várias vezes, até se acostumar.

Quando finalmente consegue abri-los sem incômodo, senta-se na cama, e olha ao redor franzindo o cenho.

Onde eu estou? Era a pergunta que se passava em sua mente.

Estava em um quarto. Um quarto bastante bonito, chique e arrumado, mas totalmente desconhecido.

Procurou sua cadeira de rodas, para poder sair dali e procurar por sua irmã, mas tudo que viu foi uma muleta encostada na parede ao lado da cama. Novamente.

De repente, a porta do quarto se abre, e Henry, o pai de Regina, entra no mesmo, acompanhado por Emma e Dr. Victor. Emma estava usando um jaleco com seu sobrenome escrito na cor verde.

— Filha, eles vieram saber como você está. — Seu tom era hesitante. Sentou-se na beirada da cama, e alcançou uma das pernas da morena, fazendo um leve carinho. Surpresa e assustada por estar sentindo o toque em seu membro superior, Regina olha para o ato do pai e quase chora de felicidade.

— Bom dia, Regina! — Dr. Victor cumprimenta-a. — Podemos conversar um pouco com você? — Seu tom era calmo e cuidadoso.

Regina estava confusa com tudo que estava acontecendo. Não fazia nem ideia de onde estava.

— Parem de me tratar como se eu tivesse problemas mentais. — Pediu irritada. — O que está acontecendo? Onde eu estou? — Os três se entreolharam rapidamente.

— Você caiu da escada ontem à noite... — Começou Henry. — Você não se lembra? — Regina nega. — O Dr. Victor veio aqui para te examinar, e ficou de voltar hoje. — Concluiu.

Regina ficou por alguns minutos em silêncio, digerindo a informação e depois encarou Emma.

— Não é disso que me lembro de ter feito. — Balançou a cabeça negativamente.

— E do que você se lembra? — Dr. Victor perguntou com cautela. Estavam todos apreensivos.

— A única coisa que me lembro de ter feito ontem à noite, foi ter ido para um show com Zelena, Ruby, e você, Emma. — Swan fechou os olhos por breves segundos e respirou fundo. Henry abaixou a cabeça. Estava a ponto de chorar, mas não faria isso na frente da filha.

— Aconteceu de novo... — Disse para o Dr. Victor, em um sussurro.

— Foi mais rápido dessa vez, você não acha? — Swan assentiu.

— Emma, você veio aqui para me dizer que tudo não passou de um sonho, igual da outra vez? — Foi direta. Apesar dos dois ter falado baixo, ela conseguira escutar. E pelo que fora dito, logo se lembrou do sonho que tivera, onde Emma era sua psicóloga, entendendo então, o que acontecia.

— Eu... — Coçou a cabeça em sinal de nervosismo. Regina podia sentir que ela estava assim. Só não sabia o motivo. — Eu vim para mais uma sessão... — A morena arqueou a sobrancelha, desacreditada do que ouvia. — Eu... Eu não sabia que... Tinha acontecido novamente... — Concluiu finalmente. — Dessa vez foi mais rápido do que esperávamos.

— Eu não quero nenhuma consulta. — Murmurou, cruzando os braços e virando o rosto para a direção contrária dos três. Parecia uma criança emburrada quando não consegue o que quer.

— Filha... — O homem tocou-lhe o braço esquerdo, fazendo um carinho suave. — Vai ser bom para você... — Disse em tom suave. — É bom conversar com alguém, para dizer o que sente, o que pensa... A Dr. Swan é a melhor pessoa para isso. — Mills continuou calada e olhando para o lado oposto. Não queria ter que ficar ouvindo que tudo que se lembra, é falso. De falso, já bastava a vida, que às vezes, ela duvida se realmente fora falsa, que segundo o próprio Dr. Victor, foi criada por sua mente, por causa de um coma, que aparentemente nem aconteceu mesmo. Ou aconteceu? Isso ela não sabia.

— Sr. Mills... — Emma o chamou. — Será que eu posso conversar um pouco com ela? — O homem assentiu rapidamente, levantando-se da cama. — Depois vocês dois voltam... — Olhou para Victor que também assentiu.

Henry deu um sorriso para Regina, que agora olhava para eles, e logo se retirou do cômodo, sendo seguido por Victor.

— Posso me sentar...? — Apontou para a cama e Regina assentiu. — Então... — Pigarreou. — Você pode me perguntar o que quiser...

— Eu fiquei em coma depois do acidente? — Emma confirmou. — Quanto tempo?

— Um ano e dois meses. — Murmurou.

— Como você pode me garantir que isso tudo é verdade, e o que eu me lembro, não? — Regina segurava-se para não chorar.

— Infelizmente eu não posso te dar essa garantia. — Abaixou a cabeça e passou a olhar para o colchão. — Cabe a você, querer acreditar ou não. — Voltou a encará-la, procurando seu olhar, mas Regina não queria olhá-la nos olhos, ou talvez não conseguisse segurar as lágrimas. — Eu sei que você queria muito que tudo que se lembra, fosse real, mas infelizmente não é.

— O que aquela foto nossa, no seu consultório, significa?

Aquela pergunta havia pegado Emma de surpresa. Não poderia contar a verdade. Não agora.

— Você se lembra disso? — Indagou, tentando desviar do assunto, mas realmente interessada na resposta. Estava bem surpresa por Regina ter se lembrado disso, pois geralmente, quando ela voltava desse mundo paralelo criado por sua mente, ela não se lembrava da atualidade. — Temos um progresso...

— Não mude de assunto. — Pediu irritada. — Diga-me, por favor, o que aquela foto nossa significa.

— Eu não sou apenas sua psicóloga... — Emma não terminou, pois seu celular, no bolso de trás da calça, começou a tocar. — Só um minuto. — Avisou, levantando-se e logo saindo do quarto.

Sem ter o que fazer enquanto Emma atendia a ligação, Regina pega sua muleta, e decidi por dar uma andada por aquele quarto. Ainda não sabia de quem era, mas suspeitava que era seu. Até que parecia um pouco com o quarto que ela se lembrava de ter na realidade, de acordo com Emma e os demais, falsa.

Com medo de cair, colocou seus pés devagar no chão, e se apoiando na muleta e na cama, colocou força na perna, e se levantou. Fechou os olhos achando que cairia. Seu coração estava a mil. Suas mãos estavam suando frio.

Quando não sentiu seu corpo ir de encontro ao chão, abriu os olhos e sorriu aliviada. Algumas lágrimas, de emoção, desceram por seu rosto.

Devagar, ainda se acostumando com a ideia de andar, começou a se locomover pelo quarto.

Abriu o closet. Olhou para todos os calçados, todos os terninhos que costumava usar para trabalhar. Suas bolsas, cada uma para cada dia da semana. Seus vestidos mais leves, e os mais sociais. Suas peças íntimas. Calças, saias, camisetas, casacos. Absolutamente tudo.

Depois de constatar que as peças não eram iguais as que se lembrava de ter, mas eram peças do seu gosto, saiu do closet e foi até a estante de livros e DVDs e CDs.

Vários boxes de séries de suspense, drama, ação, policial, magia, e comédia. Vários filmes de desenho, suspense, drama e terror. Vários livros policiais, e vários CDs de reggae, rock, rock alternativo, Soul, Jazz, Hip-Hop, e R&B. Bem eclética.

De todos os gêneros, o único que lhe chamou atenção fora o Reggae, por motivos de: Emma.

Ela não se lembrava de ter CDs de Reggae e curtir tanto, a ponto de comprar os tais, até ter conhecido Emma.

Lembrando-se de Emma, e consequentemente da foto que vira da outra vez em seu consultório, e da resposta que Swan dera, sobre ela não ser apenas sua psicóloga, Regina seguiu direto para uma mesa que ficava encostada na parede de frente para a cama. Precisava encontrar alguma coisa que explicasse sua dúvida em relação a sua relação com Emma.

Eram amigas? Namoradas? Noivas? Casadas? Divorciadas?

Alguma coisa elas tinham que ser, porque é certo que se conheciam, e pela intimidade da foto que se lembra de ter visto, não podia ser apenas relação de paciente/médico.

Na verdade, ela sabia que havia essa possibilidade, mas só o fato de terem aquela intimidade toda, já mostrava que eram amigas, e não apenas uma médica e sua paciente, que saiam juntas. Tinham que ser ao menos amigas.

Logo de cara, Mills viu várias fotos sua com Cora, sua mãe, e Zelena, sua irmã. Lágrimas vieram aos seus olhos, quando se lembrou de que elas já não estavam mais entre os vivos.

Com a vista embaçada pelas lágrimas, sentou-se na cadeira, e pegou um dos porta-retratos, que continha uma foto sua com as duas mulheres.

— Eu queria que isso tudo fosse um sonho. — Sussurrou. Sua voz embargada pela emoção. — Como eu queria ter o poder de mudar a realidade, ou de apenas voltar no passado... — Beijou a foto e passou os dedos ali, num carinho. Colocou o objeto no lugar e pegou um com a foto de Zelena. — Eu não me lembro de como tudo aconteceu, nem me lembro de nada antes, mas lembro-me de ontem à noite, nós duas em um pequeno show na praia... — Deu um sorriso, e enxugou um pouco das lágrimas. — Lembro-me de ver você saindo toda feliz com a Ruby... — Deu outro sorrisinho. — E voltar mais radiante ainda... Isso me deixou tão feliz. — Confidenciou. — Sei que isso tudo pode não ser verdade... Sim, eu não tenho certeza se é ou não, — mas tenho um fio de esperança, do jeito que você me ensinou, — porque não consigo acreditar, ou só aceitar mesmo... — Deu de ombros. — Que essa é a minha realidade... — Sua voz era quase um sussurro. Não tinha forças para falar. Estava se esforçando. — A nossa realidade... — Mais lágrimas caíram, mas dessa vez, ela não se importou em limpá-las. Algumas chegavam a molhar o vidro do porta-retratos. — Mas eu não me importo... Sabe por quê? — Indagou retoricamente, mas em sua mente, podia ouvir Zel sorrindo e respondendo. — Porque são as únicas lembranças que eu tenho de você, além delas serem boas... — Bateu com o dedo indicador no vidro. — Então, eu não me importo se são ou não reais... Só me importo com o fato de que tudo pareceu real demais, e que eu ainda posso sentir o aperto do teu abraço, irmã. — Levou o objeto retangular ao peito e abraçou com força. — Eu te amo... — Murmurou, encerrando assim, seu discurso.

Depois de minutos abraçada ao objeto, depositou-o no mesmo lugar e começou a abrir as gavetas da mesa, procurando qualquer coisa dela com Emma. Porém não encontrou nada.

Meio hesitante, abriu o notebook. Não se sentia confortável em mexer no aparelho eletrônico, pois, por mais que fosse seu, sentia-se como nos filmes e séries em que algum personagem volta no tempo, e em tal realidade em que ele está, existem dois, e ao mesmo tempo em que ele mexe em suas coisas, as tais coisas não são suas, são do outro ele. Ou seja, ela sabia que era dela, mas sentia como se fosse de outra ela. Era louco, mas é a sensação que sentia no momento.

Ao ligar o notebook, o mesmo pediu uma senha, mas ela não sabia qual colocar.

Tentou todas as senhas que costumava usar, mas nenhuma pegou. Então desistiu.

De repente, Emma entra no quarto, indo em direção à cama, mas parando assim que percebe que Regina não estava ali.

— Eu estou aqui. — Mills se pronuncia, fazendo Emma virar em sua direção.

— Desculpe-me a demora. — Sorriu sem graça. — Eu tive um pequeno problema com...

— Com...? — Incentivou-a a continuar.

— Com... O meu... — Pigarreou. — Com o meu filho... — Disse de uma vez.

— Você tem um filho? — Sua voz demonstrava o choque daquela informação. — É casada?

— Na verdade, não. — Deu um sorrisinho e se aproximou da morena. — O que estava fazendo? Seu nariz está vermelho e seu rosto entrega um choro. — Comentou mudando de assunto, mas também interessada no que tinha acontecido.

— Eu só estava me lembrando da mamãe e... — Suspirou. — E da Zelena... — Murmurou. — As lembranças que eu tenho podem não ser reais, mas são tudo o que eu tenho delas. — Acrescentou, fazendo seu peito doer, assim como o de Emma que respirou fundo para conter a emoção.

— Eu sinto muito... — Aproximou-se mais da mulher, acocorou-se em frente a ela, e tocou em sua mão, apertando-a de leve. — Sei o quanto é difícil perder alguém que ama... — Desviou o olhar do de Regina, ao fim da frase.

— Quem você perdeu? — Puxou o rosto da loira em sua direção. Ao ver o longo suspiro da mulher e sentir sua mão ficando fria, disse: — Você não precisa me contar... — Ela queria sim saber, óbvio. Mas não iria forçá-la.

— Desculpe-me, é que é doloroso para mim. Mas um dia você saberá. — Regina assentiu, sentindo outra ponta em sue peito.

— Será que você pode chamar o meu pai para mim? Diga-o, por favor, que eu quero visitar o túmulo de mamãe e minha irmã. — Emma assentiu. Levantou-se, deu um beijo suave em sua testa, o que a fez fechar os olhos durante o contato, e depois saiu do quarto novamente.

Devagar, se levantou da cadeira e foi até a janela do quarto.

— Deus... — Olhou para o céu azul. Já estava chorando novamente. — Por favor, me tira dessa realidade. Eu não quero ficar aqui... — Suplica. — Leve-me para onde minha irmã e minha mãe estão... Eu não quero viver aqui sem elas... — Soluçou. — Tire-me dessa realidade, por favor... Eu quero voltar para o ultimo lugar onde eu me lembro de ter estado.

Notas finais
Gente, fiz um twitter apenas para falar das minhas fanfics. Então, para quem gosta de um spoiler, ou quiser conversar comigo por DM, ou sei lá... Aqui: @sidneymiills Agora é com vocês.