Memories
1 Prólogo
Notas iniciais
-Ho Hey - The Lumineers
Rose encontrava-se em túneis que pareciam intermináveis. Não sabia bem o que estava procurando. Talvez uma luz, uma saída, uma direção, alguém... Rapidamente alguém – ou algo – passar. Correu em direção a este, mas sua jornada parecia interminável. Seus pulmões necessitavam de ar, sua respiração encontrava-se descompassada, sentia o ritmo frenético de suas batidas cardíacas. Decidiu parar por um momento e recuperar o fôlego. Abaixou a cabeça, apoiou suas mãos nos joelhos e respirou fundo. Levantou seu olhar novamente e viu um homem de fios ruivos, belos olhos azuis, olhar paternal. “Como pude esquecer-me dele?” – pensou.
-Pai... – Sussurrou.
-Minha Rose, como cresceu. – Disse ele segurando uma de suas mãos, sorrindo.
-Não sei o que fazer. Queria tanto que estivesse aqui. – Falou com voz embargada.
-Eu estou aqui, sempre estarei.
-Não como eu gostaria. Não quero que seja apenas lembranças. – Disse.
-Irei te ajudar. – Sua voz soou baixa e foi ficando cada vez mais. – Não se esqueça.
A ruiva acordou, abriu seus olhos devagar.
-Outro sonho, está começando tudo de novo. – Suspirou pesadamente.
Pegou seu celular e discou alguns números.
-Alô, Doutor Alan?
-Olá, Rose. Como está?
-Não sei se posso dizer bem. – Suspirou novamente. Não gostava nada do rumo dos acontecimentos. – Aconteceu novamente.
-Os sonhos? – Interrogou pensativo.
-Sim, não sei o que está acontecendo comigo.
-Quer marcar uma hora?
-Sim, hoje à tarde. Às três.
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-Doutor, eu converso com minha tia, ou pelo menos tento. Os sonhos tinham parado, mas voltaram.
-Conte-me novamente. – Pediu.
-Estou sempre sozinha ou perdida, até que aparece alguém supostamente da minha família. É tão confuso! Eu sei quem é a minha família. Não faz sentido.
-Há algo que te falta Rose. Talvez seja apenas necessidade de um amor familiar. Precisa se sentir segura.
-Como posso me sentir segura? Minha tia acha que estou louca! – Retrucou.
-Você não está louca, apenas precisa de ajuda. É isso que estou fazendo. Mas o que é preocupante é o fato de você se esquecer do presente em alguns momentos. – Rose tinha flashes de memórias, esquecia partes fundamentais de sua vida. E esta misturada aos sonhos parecia uma só realidade.
-O que acha que eu preciso? – Perguntou.
-Só precisa de um amigo, alguém que te ajude a construir novas memórias. Se o tratamento for eficaz estes acontecimentos irão cessar.
-Tenho fé.
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Rose morava com a tia, Margareth Benson, uma mulher de baixa estatura, cabelos tingidos de preto, era como mãe de Rose, desde que se lembra. Nos últimos meses a mulher passou a acreditar que Rose era louca. Prendeu-a dentro de casa, quase literalmente, ia apenas para a escola. Lá, conversava apenas com James, cabelos escuros e olhos verdes extremamente brilhantes. Por algum motivo, criaram uma forte ligação.
-Ei, Rose. – James murmurou em seu ouvido em meio à aula.
-O que é Jay? – Respondeu.
-Estou pensando em viajar... Pra Londres.
-O que? Vai me deixar? – Dramatizou.
-Essa é a questão. Você vai comigo. – Afirmou sorrindo.
-Está louco? – Riu. – Minha tia nunca deixaria.
-Ela não está te ajudando muito ultimamente se me permite dizer. – Fez uma careta.
-Eu sei, mas ela é a única família que eu tenho e não posso abandoná-la.
-Rose... – Fez uma cara quase irresistível.
-Isso não funciona comigo. – Sorriu e o olhou novamente. Ele continuou fitando-a. – Está bem. Vou tentar convencê-la. – Suspirou.
Notas finais
~Luna
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