Notas iniciais
Demorou, mas chegou!
Infelizmente capitulo final para vocês T.T
Esperam que curtam ~
Boa Leitura!

Acordara num sobressalto. Era o mesmo sonho outra vez, que o perseguia todas as noites.


Suas mãos acariciavam as costas pálidas de Byakuya, assim como sua boca provava da região com vontade, sentindo o calor que emanava, ouvindo a respiração dele se alterar, a cada vez que o seus dedos se aproveitavam daquela pele...



Balançou a cabeça procurando desviar seus pensamentos do óbvio. Tinha aqueles sonhos desde que o Kuchiki viera a sua casa. Desejava tanto retornar àquele instante. Mas pelo visto isso ficaria apenas em seus sonhos. Renji ainda permanecia deitado. Pensar em Byakuya daquela forma o deixava frágil. Se sentia um bobo ao criar esperanças de que ele tornaria a entrar por aquela porta. Queria vê-lo, queria comprovar que aquilo não foi um mero devaneio.


Deitou no futon, sem sono. Olhava ao redor na penumbra do quarto, se deixando imaginar o moreno repousado entre os lençóis, dormindo serenamente. Mas não queria apenas imaginar, disso já estava cansado, ele queria ver.


As ruas do Seireitei estavam frias, ainda mais para quem saiu apenas trajando um yukata e usava o shunpo mais rápido que podia. Conseguindo burlar a segurança daquela casa tão luxuosa, do jardim podia avistar a janela do quarto dele aberta. Logo o ruivo estava no parapeito da grande janela e podia ver o lado de dentro.



Renji sentiu um arrepio percorrer as costas ao ver a cena tão singela. Entrou para dentro do quarto em passos silenciosos, ansiando ver aquilo de perto. Byakuya repousava serenamente, envolto ate o umbigo por alguns lençóis. Era surpreendente como as feições dele eram tão gentis enquanto dormia. Se aproximou devagar, se colocando ao lado dele.


Aquela cena era tão familiar. Mas não sentia aquela tristeza, e sim um sentimento estrondoso que tomava conta de si. Sabia que não encararia aquela situação de novo, que seu amado estava bem, e que ele poderia corresponde-lo.


Observava aquela pele tão pálida, mas aparentemente tão aveludada, as formas do corpo dele, tão leves e marcantes. Estendeu o braço tocando sutilmente o peito, numa carícia leve, sentindo a textura da pele em seus dedos. A respiração era leve, os lábios finos e rosados pareciam pedir para serem beijados. Chegou mais próximo, fechando os olhos por alguns segundos. Aspirou o perfume tão característico dele, deixando-o invadir suas narinas.



Abriu os olhos, ouvindo o corpo do moreno se movimentar. Afastou-se alguns passos do futon, temendo acordá-lo. Não sabia qual seria a reação de Byakuya se o pegasse em seu quarto, mas tinha o pressentimento de que não seria nada bom. Não queria botar a perder o que achava que tinha conquistado. Jamais. Ainda mais sendo por uma tolice tão infantil e desvairada.


Então, deu uma última e longa olhada para o amado, virou de costas e andou em direção á janela pela qual havia entrado.


– Já está de saída? — a voz grave ateve Renji no caminho, fazendo-o paralisar no mesmo instante.



Olhou para ele por cima do ombro, sem jeito, gaguejando na tentativa de arrumar uma explicação cabível para o que estava acontecendo.



– Creio que não veio até aqui apenas para velar o meu sono...- o Kuchiki se levantou e o ruivo se virou de frente, encarando-o.


O ruivo se perguntava como ele sabia. Estaria deixando tudo tão na cara? E se estava acordado desde o momento que adentrou o quarto, por que fingia que dormia? Renji agradecia mentalmente por não ter cometido nenhum desatino. Teria de ser sincero. Não podia e nem sabia mentir para aquele homem.


– N-não senhor ...- abaixou o olhar observando-o.



Ele trajava um haori branco, onde o tecido descia pelos ombros e o obi frouxo apenas segurava sutilmente o tecido que descia ate a altura do joelho. Seus cabelos negros estavam levemente bagunçados, descendo pelo toráx, emolduravam seu rosto com sensualidade.



– Eu sei porque veio Renji — o moreno chegou bem próximo — Pelo mesmo motivo que foi ao quarto esquadrão naquele dia...



Os olhos de Renji se encheram de certa surpresa. Ele entendera afinal. Compreendera que não era só uma admiração boba, um zelo desnecessário, mas que era seu amor que sempre esteva ali presente no que fazia. Levou isso como um incentivo para o que pretendia fazer.



Se aproximou então, tomando os lábios de Byakuya com vontade, beijando-o devagar, mas com intensidade. Uma das mãos dele pousou em seu pescoço, gerando uma leve pressão. O ruivo o trouxe mais para perto, descendo a mão pelas costas esguias, numa carícia leve. Se separaram ofegantes, enquanto o nobre deu alguns passos para trás, olhando meio intrigado pela atitude espontânea de Renji.



Se lembrava do dia em que o rapaz fora ao hospital. Se lembrava de suas feições, de seu toque gentil. Se surpreendeu ao ver o ruivo ali, ao seu lado. Confinado àquele leito hospitalar, cria que até seu mais fiel e dedicado subordinado o havia abandonado. Mas corrigiu seus pensamentos ao ouvir aquelas palavras deixarem os lábios do ruivo com tanta sinceridade. Queria reagir, queria mostrar para ele que ouvia o que dizia e que se alegrara com sua presença ali. E com o máximo de esforço deu-lhe um sorriso.



Depois daquele dia a vontade de Byakuya de sair daquele leito aumentou gradativamente. Queria agradecer ao subordinado devidamente. Queria vê-lo e dizer a ele que o ouvira, queria dizer a que fora o amor tão singelo dele que o fizera levantar e voltar a viver. E agora via ali em sua frente essa oportunidade. Então conseguiu as respostas que seu coração e sua razão precisavam, transformando o olhar intrigado em um olhar grato e satisfeito.



Como no hospital, ouvia o ruivo mas não tinha reação alguma, sentia seu corpo paralisado. Ele balbuciava algo, tentando se explicar de alguma forma, mas Byakuya não deu importância, atropelando as palavras do rapaz com a única reação que conseguiu ter no desespero de que ele o deixasse.



– Fique. — foi o único som que saiu de sua boca.



Não queria que Renji saísse daquele aposento. Desejava que ficasse ali para sempre, fazendo-o continuar sentindo aquela sensação tão benévola. O encarava nos olhos, esperando que o ruivo o interpretasse. Mas este estava confuso, vendo emoções estampadas na face de Byakuya.



– O-o que? — sua voz vacilou num sussurro baixo, em tamanho nervosismo.



Moveu o corpo em alguns passos para próximo do ruivo. Sussurrou a voz grave ao pé do ouvido do outro:



– Fique.



Houve um momento de silêncio. O ruivo tomou o corpo dele num abraço. Aspirou o perfume diretamente de sua pele. Beijou seus lábios com ternura, sem deixar o desejo de fora. Suas vestes escorregavam pelo corpo, frouxas, se desfazendo em meio a pele tão alva. O ruivo apertava o corpo de Byakuya contra o seu, acariciando com os dedos as costas esguias, fazendo-o se arrepiar ao seu toque. O beijo se intensificava devagar, onde Renji apreciava o gosto do amado, que por sinal era maravilhoso.



O moreno apoiava as mão nas costas largas do ruivo, desalinhando as roupas dele. Sentia os lábios dele provarem do seu pescoço, arranhando as jugulares com os dentes, subindo até a orelha e tornando a descer. Fechou os olhos apreciando a sensação dos beijos, a respiração ao seu ouvido. Então algumas palavras deixaram os lábios de Renji, sussurrando o que ele tanto ansiou ouvir novamente:



– Eu te amo.



O sangue correu, o coração bombeou, o cérebro compreendeu e um arrepio percorreu a espinha de Byakuya. Era como se tivesse a confirmação de que não fosse engano, confirmação de que ele poderia voltar a viver. Sorriu, concluindo que também o amava. Alias, bem lá no fundo, já sabia que o amava desde que correspondeu ao seu sorriso na penumbra daquele leito de hospital.



Fim


Notas finais
Bem, aí está o fim :/
Reviews?
Até lá então ;)
Beijos

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!