Memorias de um sonhador
1 Pelas Ruas
Memorias de um sonhador
Era um dia qualquer, estava escuro, o tempo ia se armando lentamente e eu aqui parado em uma esquina a apenas algumas casas longe da sua.Meu corpo suava frio, eu olhava para as poucas estrelas que ainda não se escondera atrás das nuvens.Não se via pessoas nem animais a vários e vários metros de onde eu estava, parecia um deserto enquanto o vento soprava suavemente entre meu corpo.Minutos e minutos se passavam e minha mente viajando distante quanto pensava em seus lindos olhos, pele clara como a neve, sua teimosia em mudar a natureza de seu cabelo, sua maneira de ser.Entre sorrisos e lágrimas, eu ficava apenas escorado naquele poste olhando para o céu pensando em você.Lembrando de todas as vezes que estivemos juntos, dos sorrisos que você arrancara de mim, da felicidade que me proporcionava, de tudo que passamos, e por incrível que pareça, foram tão poucos momentos que ficamos juntos e mesmo assim, mesmo assim, eu guardara com todo carinho em meu coração, mente e alma.Distraído e em minhas lembranças, eu lentamente acordo ao sentir uma gota cair sobre mina testa, que lentamente descia ate meu queixo e finalmente cair sobre meu peito escondido pela roupa.Olho com atenção para os lados, pingos e mais pingos começam a cair suavemente, então finalmente resolvo me mexer, e caminhando lentamente em direção a sua casa, distraído olhando para os pingos que caiam pelo chão, sem nenhuma intenção eu me trombo com uma pessoal que saia correndo de dentro de uma casa pelo portão.Até que a situação já me forjando a mudar minha calmaria para mais atento e agitado, me levantando, olho para a pessoa com quem eu havia trombado, e num laço forçado pelo destino, fico de cara a cara com a pessoa com quem eu tanto pensara até poucos segundos atrás.Ela ainda caída de bunda no chão, levanta a cabeça para se reclamar com o causador de seu tombo, mas sai apenas poucas simples palavras que se pausam ao ver meu rosto de espanto parado em sua frente já de péEu sem conseguir ter sem quer uma única reação pelo choque de ter trombado com ela, volto a si quando ouço meu nome ser pronunciado lentamente, então há olho para seus olhos sem um único piscar.A chuva que ameaçava em aumentar bruscamente sem nenhum aviso, faz com que meus instintos se pronunciem e a ajude a se levantar, e sem saber o que fazer, de repente a ouço falar para irmos em sua casa que estava a apenas alguns metros dali.Já de frente a porta de sua casa, sou convidado a entrar, sem uma única palavra apenas a observo indo de um canto para o outro, quando finalmente ela para em frente a mim e começa a falar.Nunca imaginei te encontrar aqui — pronunciando lentamente enquanto se senta no sofá que estava de cara ao qual eu me sentara — você ... — sua voz parecia não querer sair — você realmente esta aqui, é difícil de acreditar.... mas.... porque aqui?Enquanto eu olhava para o chão, tentando buscar forças para falar, ela simplesmente ficava me vendo ali sentado, até que finalmente eu crio um pouco de coragem.Eu não... bom, eu só estava passando por aqui perto e resolvi caminhas um pouco por essas ruas — Minhas foz lenta e suave saia quase parandoEu não sei nem o que dizer, você parece estar um pouco diferente do costume — Perguntava enquanto desviava seu olhar de mimEu por um impulso sem previstos dou um sorriso de lado — Eu acredito não ter mudado nada, continuo apenas sendo o idiota de sempreBom, você parece que... sei lá... — Tentava procurar palavras, mas parece que ela não sabia de onde tirar.Então o silencio amargo resolve se instalas no local, até que um simples espirro de minha parte faz com que o silencio se quebrasseBom, se você quiser pode tomar um banho aqui em casa, eu.... como posso dizer, ainda tenho as roupas que você deixou aqui no dia em que se machucou e teve que sair as pressas — Falava lentamente e quase parando algumas vezes, enquanto se levantava em direção ao seu quarto.Eu não sei o que dizer — Foi tudo que eu conseguira pronunciar, e sem mais nenhuma palavra, apenas entre gestos, vou-me ao banheiro tomar um banho.Enquanto a chuva caia forte lá fora, eu dentro do banheiro com o chuveiro ligado, ainda escutava perfeitamente o som das gotas caindo sobre os telhados e varandas ali de frente aquela janelinha pequena do banheiro.Meus pensamentos todos confusos e minha mente sem saber o que fazer uma situação daquela, tudo que eu conseguia pensar, era em alguma maneira de acabar com tudo aquilo.Mas o pior de tudo, era que meu corpo não parava de tremer, meu desejo por aquela pessoal era grande demais para suportar, mas a razão ainda por sorte falava mais forte que meus impulsos.E sem saída nenhuma, eu tinha que sair daquele banheiro e encarar seu rosto novamente.Aquela noite sombria com a chuva caindo fortemente, já muito tarde, sem nenhuma forma de eu ir embora, tudo que podia fazer era esperar, e o silencio instalado na sala, aos poucos são quebrados pelos poucos assuntos que teimávamos em tecer.
O que eu não conseguia acreditar de como ela ainda continuava a mesma, e sem ninguém ao seu lado, eu me perguntava de como alguém tão bela continuava sozinha.Entre uma conversa e outra, a noite parecia não ter fim, até que de repente a força acaba, e a escuridão se instalasse por completo naquela sala.Sem nada que possamos fazer, tudo que fizemos foi dormir, eu deitara-me naquele sofá longo e aconchegante enquanto ela se caminhava para seu quarto.E sem sono, eu fiquei acordado, luzes piscavam dentro daquela sala com cada relampejar da tempestade.Tudo em mim estava confuso, eu pensava e pensava e como era nosso tempo junto, de como tudo acabou, e pensava se de alguma forma, era possível recuperar aquele tempo perdido.Já há alguns minutos longos sem relampejar, de repente um novo clarão, e uma silhueta se formara e sumia em meio há escuridão, foi uma coisa de milésimos de segundos, mas fui capaz de ver que era ela.Naquele escuro, eu sem entender nada pergunto suavemente o que acontecera, quando do nada, a luz volta, e como não havíamos apago, as lâmpadas se acendem e quando olho para seu rosto, lágrimas escorriam pelo seu rosto, eu não conseguia entender.Por que você é tão diferente dos outros? — sua voz saia rouca e quase sumindo — Porque você não tem a ousadia dos outros homens.Eu ... — Minhas palavras não saiam, eu não conseguia entenderTodas minha vida eu esperei pelo momento em que você finalmente criasse coragem e quando criou a sua coragem e minha falhou, e depois daquele acidente você ficou tão distante de mim — Sua voz saíra mais forte desta vez, porem com um toque de choro em meio a elasEntão me lembro de tudo o que aconteceu naquele dia, do tombo, as mensagem, da falta de coragem de falar cara a cara, e do porque termos nos distanciado tanto.Eu lentamente vou me levantando, parado de frente a ela, eu fico sem saber o que fazer, até que meu impulso por instintos fala mais alto, e acabo a abraçandoPila primeira vez na vida, eu sentira uma cessação daquelas, era algo reconfortante, dava vontade de ficar daquele jeito para sempre, suas lágrimas ainda caiam sobre meu ombro lentamente então um sorriso começa se alastrar sobre meu rosto.Nunca me senti tão feliz na minha vida, nunca imaginei que a sensação de abraças a pessoal que amava era tão boa daquele jeito, e quando seu choro havia diminuído, eu olho em seus olhos, dou um leve sorriso, e depois de todos aqueles anos desejando por este momento, eu finalmente dou um beijo.E hoje, depois de tanto tempo, aquele dia nunca mais saiu da minha mente, eu sempre lembrei e lembrarei de cada detalhe, de todos os desabafos que fizemos, de todas nossas conversas e finalmente do mais importante, do nosso primeiro beijo.Aquele dia, foi e sempre será o dia do qual eu nunca me esquecerei, pois foi aquele dia, que finalmente depois de tanto sofrimento, foi o dia em que eu finalmente pude acreditar que eu seria feliz exatamente ao lado de quem eu sempre amei.
Notas finais
Espero que alguém tenha gostado, ficar muito tempo sem escrever faz com que a gente se enferruje ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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