Notas iniciais
Fichas -> https://docs.google.com/forms/d/14nyIYeRA6AThYVCdmlZG_zoMAhTTp880UPXc_Nwscd8/viewform?usp=send_form Recomendo que leia o capitulo primeiro antes de mandar. Bem vindo a fic amores ♥.

Isso não é o fim; não é nem o comeco do fim; mas, talvez seja o fim do começo“. – Churchill, após a vitória dos aliados na África.

A chuva caia pela primeira vez em meses, deu-se para ouvir de todo o império gritos de alegria que não se era ouvido há anos, e quase de imediato todos foram obrigados a entrarem em seus abrigos. Pequenas cúpulas metalizadas que se assemelhavam a casas de metais, a sirene foi tocada por todo império, todos haveriam de entrar em suas casas porque a agua que caia era acida e ao contato com a pele queimaria.

Logo apareceu-se os Corvos, com suas mascaras negras e armaduras, alguns a pé outros dirigindo grandes carros negros equipados para coletar a agua acida e leva-la para ser tratada, mas muito além disso eis ali uma criatura, pronta para roubar lojas e estabelecimentos, com seu manto negro e mascara dos Corvos igualmente furtada, para se disfarçar entre a multidão homens.

Entre uma cúpula e outra ela se espreme com a esperança de ficar escondida, Hanna Laurent nunca foi muito inteligente, mas o que lhe faltava em inteligência era lhe recompensado em agilidade e bondade com os outros. Os Corvos transitam entre as ruas e vielas de Razza, Hanna aproveita para sair do seu esconderijo, a roupa de seu pai lhe serviu muito bem, e a fez se disfarçar entre a multidão.

Ela vê uma brecha na formação e aproveita para ir para o centro das Ilhas de Pedra – a localidade de Razza mais violenta para se viver – seus pés correm em direção a um dos pequenos centros de distribuição de comida, ela da a volta e força a entrada com uma barra de metal fazendo a alavanca da porta se abrir. Como eu disse anteriormente, Hanna nunca foi muito inteligente e seu erro foi deixar rastros de sua ida para o centro, mesmo pegando somente o necessário (água e ração suficiente para uma semana), ela deixou a barra de metal no chão e pagou por sua ignorância e egoísmo, a guerra fez todos ficarem consciente do pouco alimento que lhe era dado, principalmente nos arredores das Ilhas de Pedra.

Hanna retorna para casa segurando um saco preto com o que furtou, joga no chão e retira as roupas, sentia fome e sede, sua ração “legal” havia acabado a dois dias, mesmo sabendo que o preço de furtar qualquer coisa era dez a quinze chicotadas em praça publica, não poderia passar mais tempo sem alimento. Ela pegou um dos pacotes e abriu, pegou uma das barras de carne seca de lebre e arroz e colocou num prato – após a queda do mundo, todos foram obrigados a criarem uma nova tecnologia que fosse capaz de manter o alimento bom por mais tempo e aumentar a quantidade. – esquentou rápido o alimento que se desfez em pedaços de carne branca e um arroz alaranjado, comeu e foi deitar-se, a noite seria uma surpresa.

Não demorou muito para os Corvos adentrarem na pequena cúpula de Hanna e lhe levarem para a Cúpula de Myrth, viajou durante quatro dias, foi bem alimentada e hidratada apesar das condições que era mantida, estranhou todo aquele processo talvez estivessem a preparando para morrer, ela tinha como companhia um grande grupo de jovens, todos estranhos vindos de vários locais, a porta do caminhão é aberta e todos são levados.

Hanna aceitou seu destino muito bem, talvez não quisesse viver, não estava preocupada com que lhe ia acontecer, ela era apenas mais uma num mundo destruído se não morresse ali morreria em algum outro lugar. Hanna foi alocada em um quarto, uma equipe se voltou a ela, foi limpa e em seguida internada, ela adormece, os cientistas conectam tubos e fios em sua nuca, coluna, braços, peito e pernas, e em seguida começam um procedimento.

É incrível o que os humanos fazem para sobreviver, brincam com a vida e manipulam seus iguais como marionetes.

As maquinas são ligadas e líquidos grossos chamados R.107 é inserido no corpo da garota, a dor sentida é enorme mesmo o paciente estando inconsciente a chance dele sobreviver é de dois por cento, após o procedimento ser instaurado uma ultima agulhada é inserida no olho de Hanna.

– Agora é esperar que ela sobreviva. – um dos médicos fala para o cientista auxiliar.

Seria muito bom dizer que Hanna sobreviveu, mas ela morreu seis horas depois de acordar do processo, sofreu com dores horríveis e gritou por horas até sua voz sumir, foi a primeira morte do experimento, mas foi graças a Hanna que muitos outros sobreviveram, seu nome foi condecorado ao experimento, se tornando oficialmente R.107.L.