Memórias mortas.
2 Por que?
"Mascara da morte se viu adolescente, dormindo naquele mesmo lugar, tentou ir mais fundo e viu um dos garotos lhe cutucar com o pé.
– Ei preguiçoso o mestre está chamando para o treinamento, hoje vamos ver quem vai ficar com a armadura de ouro de câncer.
Ele abriu os seus olhos azuis e olhou seriamente para ele.
O rapaz sentiu certo medo e resolveu não amolar mais.
–Pietra... — ele olhou a janela com os braços sobre a borda da parede, o céu ainda havia estrelas, ele viu algumas brilharem com mais intensidade.
Suspirou fundo e viu um rapaz de cabelos azuis e olhos azuis, uma cara fechada e séria.
– Então é o candidato ao meu lugar? — perguntou a voz.
– Hãm! — ele não entendeu a pergunta enquanto achava que aquela pessoa estava ali viva.
– Você será o cavaleiro de câncer e me substituirá?
– Não sei... — respondeu, mas quando olhou não viu mais ninguém.
– Quem era ele? — olhou para todos os lados mais não viu ninguém.
Ele era assim já estava acostumado a viver com fantasma em volta de si, menos um, aquela pessoa. Sim, será que ela o abandonou,será que ela morreu? Ele se perguntava enquanto vestia a sua roupa para ir tentar ganhar a sua armadura.
Berdinard caminhou até a arena e enquanto via os outros lutando por uma mera lataria revestida em ouro ele estava meio perdido entre as estrelas pensando naquela garota, foi quando ouviu o seu nome e se levantou para ir até lá.
– III, lutar com esse ai... Vai ser fácil de mais — um dos pretendentes a cavalheiros disse tentando o irritar.
Berdinard apenas olhava, nunca havia se interessado por aquela armadura, se perguntou muitas vezes por que estava ali.
– Vamos mocinha, não parece muito animado.
O rosto sério ficou sinistro de repente e o rapaz sentiu a raiva lhe tomar conta e esticou o dedo em direção a cabeça dele e da mesma saiu um raio decepando a cabeça do rapaz e caindo no chão.
O barulho fez o rapaz olhar com desespero e sair correndo.
Pietra que via de longe o treino sentiu-se triste e correu atrás dele.
Ela o encontrou perto de um lago com a cabeça entre as pernas e chorando.
– Berdinard?
– SAÍDA DAQUI ME DEIXE SOZINHO! — as lágrimas caiam sem parar.
– Sou eu, Pietra — ele ergueu o rosto e viu uma moça linda de mascara, com uma armadura leve, parecia que ia participar de alguma coisa relacionada a cavaleiros.
– Pietra morreu, ela me abandonou — ele não queria olhar.
– Berdinard eu estou aqui... — apontou para ela mesma. — Olha para mim... — ela se sentiu triste. — Eu estou me tornando uma amazona e quero ver você virar um cavalheiro.
– Eu não quero matar pessoas, não quero ver fantasmas em minha volta.
– BERDINARD, OLHA PARA MIM! — ela retirou a mascara e ele não a reconhece, nervoso, inseguro e sem controlar o seu cosmo direito ele estendeu o dedo em direção a e...
– Suma da minha frente sua idiota — o raio saiu de seus dedos e também fez com que a cabeça dela caísse no chão, saindo sangue para todos os lados.
Em seguida o seu corpo caiu no chão sem vida.
– NÃO... NÃO.... NÃOOOOOOOO! — ele colocou a mão sobre a sua cabeça como se ela fosse explodir, e viu varias cabeças em volta de si, vários fantasmas em sua frente... NÃOOOO — ele chorava desesperadamente olhando aquele corpo no chão.
Viu-se em choque diante daquilo e quando acordou novamente em seu quarto.
Olhou em sua volta, mas não viu nada, suspirou fundo e balbuciou...
– Pietra... — algumas lágrimas escorreram de seus olhos.
– Então Berdinard, por que me matou? — a voz soou em sua cabeça.
– NÂOOOOOOOO! — ele gritou assustado e saiu do encosto da cabeceira da cama e a olhou em sua volta a viu em pé diante de si, agora com o corpo e a cabeça unidos.
– Já descobriu Máscara da morte por que me matou? — ela perguntou mais uma vez.
– Pietra... Perdoe-me... Eu... Eu... — lagrimas escorreu pelos seus olhos azuis. — Eu... Não sabia controlar o meu cosmo em um momento de raiva, ou algo parecido e também não te reconheci aquele dia... — ele foi para tocar a mão dela, mas não deixou.
– Então foi um acidente?
– Eu não sei... — ele não sabia o que dizer, ele queria que ela tivesse ali viva, pois era a sua melhor amiga.
– Então Berdinard, atual cavaleiro de ouro de Atena, do signo de câncer, mais conhecido como Máscara da Morte, não sabe por que me matou?
– Por que me abandonou? — ele retornou a pergunta e se aproximou dela á encarando com o rosto molhado em lágrimas
– Eu nunca abandonei você, Berdinard — um leve sorriso surgiu em seus lábios, agora ela parecia linda como era, com os lábios rosados, cabelos cacheados e loiro, seus olhos verdes cintilantes.
– Mas eu nunca mais te vi depois daquele dia que você foi com o Shion — ele mexeu as mãos.
– Agora você sabe o porquê nunca me viu, não é?
– Sim, para se tornar uma amazona você não podia ir até onde eu estava e aquele dia você quebrou as regras — ele se sentiu triste.
– Então por que não me deixou virar uma amazona, por que me matou?
– Eu não sei te responder... Como eu disse não sabia controlar o meu cosmo direito, estava assustado, nervoso, com medo... — ele deixou mais lágrimas cair e colocou a mão na cabeça. — Eu via fantasma, eu posso tirar a vida das pessoas... Eu... Eu estava assustado... Eu não tinha ninguém... — ele ajoelhou diante dela. — Perdoe-me...
Ela ajoelhou também e o abraçou com carinho.
– No fundo eu sei que você tem sentimentos e grandes amigos.
– É eu sei, mas eu não queria isso... — ele retribuiu o abraço e colocou a cabeça no ombro dela. — Perdi tudo que eu amava naquele dia... Depois daquele dia descobri que era mesmo você e me fechei para o mundo, me tornei um assassino frio e calculista, um homicida fanático que gosta do submundo, que leva as pessoas para esse lugar com o meu poder.
– Máscara eu ouvi o seu grito algum problema — era Afrodite que entrava em sua casa.
Afrodite o viu de joelho chorando olhando para o alto.
– III ficou maluco de pedra — comentou o pisciano.
– Tudo bem Berdinard, eu só queria saber o porquê, mas foi um acidente, agora posso partir tranquila, sabendo que você está em boas mãos.
– Não Pietra, fica... — Afrodite o viu agarrar o nada e fala sozinho.
– Será algum fantasma? — perguntou-se olhando o mesmo.
– Não pertenço mais esse mundo Máscara da morte, sabe disso melhor que ninguém — Pietra também deixa algumas lágrimas cair.
Ela abaixou-se e estendeu a mão a ele enquanto Afrodite não via ninguém à frente dele.
Máscara levantou-se e ela o beijou em um beijo terno e antes de desaparecer.
– Adeus Berdinard, eu amo você.
Uma luz sumiu de frente a ele. — Ela havia sumido, para fazer parte das estrelas.
Máscara da Morte deu um leve sorriso e sentiu mais umas lágrimas descendo em seu rosto.
– Além de estar ficando doido de pedra, tu também está precisando de uma mulher urgente, está beijando o nada. — Afrodite tentava tirar o amigo daquele clima, por mais que soubesse que possivelmente havia alguém que o seus olhos não podem ver e não pertenciam aquele mundo.
Mascará olhou feio para Afrodite.
– Era um fantasma de uma amiga que eu matei no dia que eu peguei a minha armadura de ouro, mas foi acidentalmente... — ele secou as lagrimas e olhou o local que Pietra estava.
– Mesmo assim beijar fantasma não é muito saudável — Afrodite ergueu a sobrancelha e suspirou fundo. "Realmente ele não é normal, ainda não aprendi a conviver com isso". — pensa consigo mesmo enquanto o olhava com reprovação.
– Vá amolar outro, Afrodite... — ele foi ao banheiro lavar o rosto.
– Ei, fica calmo, eu só estava tentando descontrair.
– Eu já te contei a história e por que eu me tornei assim e como cavaleiro pretendo continuar assim.
Afrodite sorriu e disse:
– Pelo ao menos agora ela vai descansar em paz, não é mesmo? — ele deu um sorriso e jogou uma rosa no ar oferecendo a amiga de Máscara da Morte.
O canceriano dá um leve sorriso e diz:
– Sim, agora ela ficará em paz e me deixará em paz... — olhou a sua constelação no teto de sua casa e tinha uma estrela extra, brilhando no teto.
Sabia exatamente que estrela era ela, Pietra e sabia que ele não estava mais sozinho, sabia que ela sempre estaria ali olhando por ele.
Afrodite sabia que ele tinha uma ligação muito forte com aquela garota e sabia da história do cavaleiro, se tornaram amigos ali no santuário e tinha algo em comum: a morte que os envolviam desde a infância.
Fim
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