Memórias Perdidas
2 Mas o que foi aquilo? - Capítulo 2
Notas iniciais
A turma dirigia-se alegremente a um parque que ficava não muito longe da Academia. Era um espaçoso amplo, com muitas árvores e algumas flores. Nesta época do ano o parque encontra-se ainda mais bonito do que de costume, pois as sakuras começavam a desabrochar, preenchendo o ambiente com um aroma muito especial. O dia estava bastante ensolarado também e o céu limpo com poucas nuvens. Quando os membros do Starish chegaram ao local havia uma brisa fresca e agradável que desprendia as flores das árvores e deixava o cenário ainda mais encantador. Podia-se dizer que neste dia até mesmo a natureza tinha acordado de bom humor.
Entraram no parque e escolheram um lugar embaixo de algumas árvores onde deixaram as suas coisas e estenderam uma enorme toalha de piquenique. Passaram uma manhã muito animada entre conversas, brincadeiras, uma ou outra briguinha entre Syo e Natsuke, o qual não perdia uma oportunidade de agarrar o menor, ou Masato que reclamava com Ren por paquerar qualquer criatura com saia que passasse por perto ou ainda algumas explosões por parte de um certo cabelo azul toda vez que Otoya atenciosamente o convidava (lê-se insistia irritantemente) para entrar em alguma brincadeira.
Não que Tokiya não gostasse do seu companheiro de quarto, longe disso, ele até mesmo admirava o garoto por conseguir sempre colocar sentimentos tão verdadeiros em suas canções, no entanto, ele não se considerava fisicamente nem mentalmente preparado para aturar a atitude um tanto hiperativa do outro por muito tempo. Ele já havia comentado isso uma vez com o menor, e realmente duvidava que aquela pessoa sempre tão alegre e sorridente pudesse ter a menor das preocupações em sua mente. E conhecendo a história de Otoya ele agradecia pelo rapaz ter crescido em lugar onde pudesse se tornar esse tipo de pessoa.
Ao meio dia todos sentaram-se para almoçar. Havia várias comidas deliciosas que os rapazes tinham preparado para o piquenique, como: Omelete doce, dois tipos diferentes de saladas, onigiris, sanduíches de vários tipos, chás, sucos e uma saborosa torta de maçã para a sobremesa feita por Masato, além de um bolo de aparência duvidosa preparado por Natsuki.
– Umm, só é uma pena que o pessoal do Quartet Night tenha tido que trabalhar justamente hoje. Seria mais divertido com eles aqui também, você não acha Cecil? Alfinetou Syo com uma carinha completamente inocente.
– Hee, a-a claro... C-Com certeza. Respondeu o príncipe, tentando demonstrar indiferença, porém era mais do que visível para todos os amigos o tom vermelho que suas bochechas assumiram.
Não era novidade para nenhum deles o fato de que a relação entre Cecil e Camus chegou a um outro nível já há algum tempo. Ambos se tornaram muito próximos depois de Cecil ter se juntado ao Starish e o grupo conquistado o prêmio Uta-Prince. Ninguém nega que inicialmente foi um verdadeiro choque o fato de os dois estarem namorando, mas acabaram aceitando, pois enquanto os seus dois amigos estivessem felizes era tudo o que importava. Mesmo assim poucas vezes eles falavam sobre o tema, uma vez que era de conhecimento de todos o fato de estarem proibidos de se apaixonarem. Mesmo assim não faltavam indiretas e provocações que deixavam o pobre Cecil vermelho como um tomate, e algumas vezes até mesmo o sempre sério Conde, para felicidade do pessoal que se divertia as custas da vergonha alheia.
Terminado o almoço Otoya voltou a insistir para que Tokiya participasse de algum jogo com ele.
– Hontōni, você passou a manhã inteira jogando bola com o Syo e o Ren, ainda tem energia pra jogar de novo? Além disso nós acabamos de comer, então não seja impaciente e espere fazer a digestão ou você vai acabar passando mal..
– Ha, ha Ichi agora você está parecendo a mãe dele. Falou Ren rindo da preocupação de Tokiya.
– Não fale besteira Jinguji. Respondeu Tokiya um pouco irritado pelo comentário. -Eu só não quero ter que terminar o passeio mais cedo por ele estar passando mal.
– Nee, Tokiya então você admite que está gostando, certo? Questionou o ruivo com um enorme sorriso.
– Eu nunca disse que não queria vir!
– Então você pelo menos poderia brincar um pouco com a gente em vez de ficar ai sentado o dia todo!
– Ok, você venceu Otoya. Daqui a pouco eu brinco de tudo que você quiser está bem? Agora já pode parar de reclamar.. Falou o rapaz de cabelo azul, de forma resignada.
– Ebaa, arigato, Tokiya. Dito isso, o ruivo deu um enorme abraço de urso em Ichinose. A ação tão inocente por parte de Ittoki deixou o coração de Tokiya um tanto descompassado. (NA: meu ruivinho adora abraços ^^)
" Mas o que diabos está acontecendo comigo? Por que meu coração está batendo tão rápido? Foi só um simples abraço desse cabeça de vento." Pensou Tokiya, arrependendo-se de ter aceitado brincar com o outro.
– Oii, já pode me soltar Otoya.
– Ahh, gomen, gomen. Respondeu Ittoki com as bochechas vermelhas.
Passado algum tempo eles finalmente se levantaram para jogar.
– Nanami, vem com a gente? Gritou animadamente.
– Hi, Ittoki-kun. Respondeu a menina, já levantando-se e indo ao encontro deles.
– Nesse caso vocês vão precisar de mais um. Eu faço par com a Nanami.
– Cuidado pra não deixar o Camus com ciúmes, Cecil. Provocou Jinguji.
– R-Ren. Reclamou Cecil, ficando vermelhinho.
– Ha, ha, ha. Todos riram da reação do jovem príncipe de Agnapolis.
No meio da brincadeira Nanami passa a bola para Ittoki, mas este estava distraído olhando alguma coisa atrás de si e a deixa cair.
– Arigato, Ittoki, mais um ponto pra mim e pra Nanami. Diz Cecil satisfeito.
– Oe, Otoya foi você que me arrastou pra esse jogo, então pelo menos preste atenção.
– Ham, nani? Pergunta o ruivinho voltando a prestar atenção aos seus amigos.
– Alguma coisa errada Otoya? Você está mais distraído do que o normal. Pergunta Tokiya o mais natural possível, sendo que na verdade estava só um pouquinho preocupado com o ruivo. " O que foi isso? Que sensação ruim, como se fosse um mal pressentimento". Pensou Ichinose.
– Nani mo. Vamos voltar pro jogo. Falou Otoya com o seu sorriso tão característico. " Mas o que será que foi aquilo? Tenho certeza de que vi uma sombra atrás daquela árvore, só não consegui distinguir o que era. Será que tinha alguém nos vigiando?".
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