Memórias Do Acampamento De Verão
1 Memórias do Acampamento de Verão
Nas minhas últimas férias muita coisa aconteceu, coisas extremamente malucas. Tudo começou quando meus pais tiveram que viajar à negócios durante as minhas férias de verão, e então resolveram me mandar para uma “viagem”, eu estava muito alegre pois pensei que passaria minhas férias me divertindo com vídeo-games e tudo mais, embora numa manhã de sábado quando eu estava deitado no meu quarto ainda muito sonolento, uma frase pronunciada pela minha mãe acabou com toda essa empolgação:
- Max, você vai para um acampamento de verão.
As primeiras imagens que vieram a minha cabeça foram crianças correndo numa floresta sem nenhum tipo de tecnologia, o que me preocupou. Desde muito pequeno eu estava sempre ligado a qualquer tipo de tecnologia, sempre com computadores, celulares, etc. Mas dessa vez eu senti que seria diferente...
Na tarde de sábado eu já estava com tudo pronto para viajar, no começo tentei reclamar, mas vi que meus pais iriam trabalhar e eu não podia atrapalhá-los. Quando o carro parou em frente a uma grande colina minha mãe me convidou a descer, e caminhamos em direção ao grande arco que ficava no topo da colina que dizia “Summer Camp”. Ao entrar minha mãe conversou com algum tipo de líder do local, me deu um abraço e se despediu.
Fui direcionado ao meu quarto, que por sinal não era só meu, tinha várias camas de vários outros garotos. Um deles disse:
- Max, vem cá, vamos nos divertir!
Não imaginei como ele sabia meu nome, mas caminhei em sua direção. Ele perguntou se meus pais tinham viajado a negócios e eu assenti, então ele respondeu:
- Todos eles dizem isso...
- Como assim? – perguntei.
- Novato. – respondeu outro garoto.
Continuei caminhando pelo caminho que eles estavam me levando, não tive nenhum pouco de medo, pois o que eles fariam comigo em um simples acampamento de verão? Quando chegamos a floresta fomos pescar. Pietro, o garoto que conversou comigo, me deu uma vara e nos sentamos a beira do rio. Cada um foi pegando um peixe, até que chegou a minha vez, eu girei a manivela da vara e algo muito pesado estava vindo do rio, com a ajuda dos meus novos amigos consegui puxar. Era uma caixa preta com uma tranca, que num piscar de olhos se abriu sozinha, todos nós nos afastamos, dentro dela tinha uma espécie de mini estátua de uma mulher azul com várias características marinhas. De um jeito que eu não entendi ela foi aumentando de tamanho progressivamente e os garotos rindo, até que um deles me deu uma caneta e disse:
- Prepare-se Max!
Fiquei muito assustado, mas o medo não me permitia falar, a criatura parou de crescer e começou a andar furiosamente em nossa direção dizendo:
- Os que querem seus meninos insolentes? Me deixem em paz ou irão sentir a minha fúria!
Ela veio em minha direção e me atacou com seu tridente azul, eu desviei e então o meu outro novo amigo, Jack, disse:
- Destampe a caneta!
E assim eu fiz, a caneta se transformou numa espada e num milésimo de segundo atingi a coisa com minha nova arma, ela rosnou e foi em direção aos outros garotos, senti que iriamos morrer. Que chance três crianças de 12 anos tinham contra uma criatura marinha poderosa? Então eu gritei:
- Corram de volta para os alojamentos!
Eles apenas riram, e eu disse:
- Vou embora daqui, vou ligar para os meus pais e eles irão me tirar desse lugar!
- Nosso tipo nunca sai daqui, nossos pais nos colocam aqui, pois somos crianças “robóticas” e não têm tempo de cuidar de nós, nosso destino é viver aqui, lutando com essas criaturas, destinados a viver ou morrer! – respondeu Pietro.
Nesse momento percebi que estava muito encrencado, o gelo cortou meu peito ao saber que meus pais queriam se livrar de mim me enviando para um acampamento louco. Tentei entender o que Pietro quis dizer com “crianças robóticas” enquanto a criatura marinha atacava Jack com suas mãos cheias de garras azuis-petróleo. Pietro tentou ajudar o amigo numa investida com suas flechas e foi nesse momento que eu entendi que a criatura marinha deveria ser um robô e aquilo tudo era um jogo, mas um jogo perigoso e que nos mataria. Atrai a criatura para um lago e meu plano era fazer com que ela caísse na água e entrasse em curto, embora tudo deu errado. A criatura agarrou meu pescoço com suas mãos escamosas e começou a me apertar, me jogou no chão e mirou seu tridente em meu rosto. Ela rosnou:
- O jogo acaba aqui Max!
Pietro e Jack estavam perplexos atrás da criatura, mas nada podiam fazer porque também seriam mortos, eles apenas disseram:
- Nããããããão!
A criatura levantou as mãos e sua arma veio em minha direção, nesse momento senti toda minha vida passar diante dos meus olhos e então eu ouvi minha mãe dizendo:
- Max, acorda! Acorda, Max!
Minha mãe estava sentada na minha cama, então percebi que tudo tinha sido um sonho.
Ela olhou para mim e disse que tinha uma novidade, ela falou:
- Querido, você vai passar suas férias em um acampamento.
Fale com o autor