Memórias

41 Pontuando


Notas iniciais
Olá, minhas senhoritas! E não é que a Páscoa teve mais um milagre? Cheguei com o último capítulo da fic que nesse tempo todo foi escrita com muito carinho. espero sinceramente que gostem bastante! Boa leitura!

A noite após o enterro de Tanya eu mal pude dormir.

Era difícil acreditar que finalmente tudo tinha acabado, todo o sofrimento que todo o meu envolvimento com ela causou agora repousavam a sete palmos junto com ela. O alivio que senti por ter colocado um ponto final naquilo tudo me fez pensar em tudo o que eu passei para chegar aqui, onde estou agora.

O que eu queria no momento era esquecer cada coisa ruim que me aconteceu e me agarrar as coisas boas, boas como todo o conforto que dei a minha família. Era impagável dar aos meus pais coisas que nunca tiveram, ver meus sobrinhos brincando com coisas que há até pouco tempo nem imaginavam que existisse e que minha mãe, minhas cunhadas, na verdade minhas irmãs, não precisarem mais trabalhar pelo menos em um trabalho tão pesado, poderem cuidar de suas famílias e todas essas coisas que o dinheiro nos dá.

Não sou desses que acredita que o dinheiro traz felicidade, mas com ele podemos sim viver bem melhor.

Mas a melhor coisa que me aconteceu, não só depois que eu sai de casa, mas se eu olhar a minha vida toda, foi sem sombra de dúvidas ter conhecido minha Bella.

Eu pensei que o amor jamais chegaria ao meu coração. Não estava interessado nele, na verdade nunca estive, uma boa foda para mim era o suficiente e depois que me envolvi com Tanya, eu tive certeza que o casamento não era para mim.

E agora eu estou aqui, mais feliz do que jamais estive, amando as vésperas do meu casamento.

Aquela menina entrou em meu coração de maneira irreversível e sem que eu percebesse estava completamente apaixonado por ela e a cada dia esse amor só fazia crescer.

Sorri para a minha noiva pelo espelho arrumando minha gravata enquanto ela escovava os dentes apressada. A noite foi muito longa, uma vez que esses pensamentos não me deixavam dormir e quando me viu acordado, Bella me ajudou a relaxar. Conversamos bastante sobre nossas expectativas nossas esperanças acerca de nosso futuro, tanto que pegamos no sono tarde, enrolamos para levantar e agora tínhamos que nos apressar para não chegarmos atrasados aos nossos compromissos.

Mesmo sem querer me afastar dela, deixei Bella na faculdade e segui para fazer uma última coisa antes de poder seguir minha vida em paz. Para poder de verdade dar as costas a toda a merda que me aconteceu, ainda havia uma única coisa que eu tinha que fazer.

Respirei bem fundo para tomar coragem e entrei no hospital.

Fui diretamente para a sala de Jacob e depois de uma pequena discussão com a secretária dele, finalmente pude entrar em seu consultório.

—Cullen? – o médico me olhou surpreso – aconteceu alguma coisa com você?

—Não, eu estou bem, mas preciso conversar com você – ele apontou a cadeira a sua frente ainda surpreso e eu me sentei – obrigado por me ouvir.

—Estou tentando entender o que veio fazer aqui.

—Acho que deve saber que recentemente foi o julgamento a respeito do acidente que quase me matou e agora, todos os que me fizeram mal estão presos ou mortos.

—O país todo sabe disso, só não entendo onde eu entro nessa história.

—Com os interrogatórios eu soube muita coisa que não tinha ideia e por isso estou aqui. Preciso agradecer a você por tudo o que fez por mim.

—Não tem que me agradecer. Quando me formei, fiz um juramento prometendo que cuidaria de toda e qualquer vida que viesse a mim precisando de ajuda, além disso, sou muito bem pago para isso.

—Eu sei disso tudo, Jacob – respondi tentando me controlar diante de seu sorrisinho arrogante – tive sorte de cair em mãos de quem tem tanta experiência e pôde me ajudar como ninguém mais poderia.

—Fale logo o que veio fazer aqui, Cullen. O que tem para me dizer?

—Eu soube que Alistair tentou cuidar do meu caso assim que vim para o hospital e que você não permitiu que ele o fizesse, quero saber o porquê – protelei um pouco mais imaginando se ainda valia a pena o que vim fazer aqui.

—Já tinha aberto sua cabeça, conhecia a sua situação e queria trazer de volta a sua memória, por isso não poderia te abandonar. Sem falar que seria muita irresponsabilidade minha permitir que alguém com um caso tão sério quanto o seu fosse cuidado por Alistair que é muito mais um açougueiro do que um médico.

—Entendo – respondi apenas pensando em como entraria no verdadeiro assunto e o médico bufou.

—É só? Não poderíamos ter feito isso por telefone?

—Não, eu precisava estar aqui.

—E por que isso, Cullen?

—Por causa do julgamento, eu soube o quanto lutou por mim. Não só pela minha vida durante o tratamento, por não permitir que outro médico tomasse a frente dos cuidados a minha saúde, mas também porque não aceitou todos os subornos que fizeram a você, negou todos os pedidos para desligar meus aparelhos, enfim, defendeu minha vida com unhas e dentes. É isso o que eu vim fazer aqui, mais do que te agradecer por isso, vim me desculpar por ter duvidado de seu caráter.

Jacob desfez sua bravata arrogante e me encarou, como se duvidasse do que eu estava dizendo.

—Achei que me odiasse.

—Não disse que não te odeio, apenas que estou grato pelo que fez por mim e envergonhado de minha atitude.

—Apenas fiz o que faria por qualquer paciente, Edward. Se uma pessoa que tivesse me feito mal algum dia... se... se Hitler precisasse de mim, teria feito a mesma coisa. Esse é o meu trabalho – franzi o cenho ao ouvir sua resposta.

—Está me comparando com Hitler, é isso mesmo? – perguntei por fim, perplexo com suas palavras e vi o médico dar de ombros.

—A única diferença entre ele e você é que ainda não matou ninguém, que eu saiba pelo menos, por que, em minha opinião, as atrocidades que faz com aquela menina se equipara – franzi o cenho, atordoado por suas palavras.

—Está falando de Bella?

—Por que? Por um acaso tem alguma outra menina? Bella ficou velha demais para as suas preferência? – respirei fundo me lembrando do sentimento nobre que me trouxe até aqui.

—Eu amo aquela menina, Jacob. Eu a amo mais do que qualquer coisa no mundo.

—Não foi o que eu soube.

—Você me disse que acompanhou toda a história, não foi? – esperei e ele assentiu uma vez – Jura que ainda acredita nas mentiras que Tanya te contou? Como pode ter acompanhado todo o julgamento e ainda não saber que armaram para cima de mim?

—Não tenho certeza de que isso é mentira.

—Não sou só eu quem está dizendo isso, a justiça confirmou condenando cada um deles, além do mais, todo mundo conhece o meu trabalho, sabem que sou justo...

—Não duvido de seu caráter profissional, mas você ser tão bom para os outros e tratar os seus com tanto desprezo, em minha opinião não o faz um homem bom.

—Do que está falando?

—Eu vi, ninguém me contou, a maneira com que seus pais tiveram medo de se aproximarem de você quando acordou, como ficaram receosos, escolhendo palavras para falar com você. Que tipo de pais precisa fazer isso com os filhos?

—Todas as famílias passam por problemas e com a minha não foi diferente. Meus pais e eu tivemos nossos desentendimentos, mas isso não significa que não nos amassemos.

—E também não prova que você é um bom homem.

—Olha, eu sei que Tanya te disse coisas terríveis sobre mim e que você tem seus motivos para acreditar nela, mas se eu realmente fosse quem disse que sou, não estaria aqui agora me desculpando com você pelas injustiças que fiz a respeito de seu caráter profissional – me ajeitei na cadeira e esperei que Jacob me olhasse para continuar – Se eu fosse quem Tanya disse que sou, Bella não retribuiria meu amor.

—Como pode saber que ela retribui?

—Por que ela me disse e diz o tempo todo, mas não é só assim que eu sei. Bella prova seu amor com ações, sabe disso. Eu duvido que esqueceu o tempo em que ela esteve ao meu lado no coma, pense, há prova maior que essa?

—Considerando o tipo de relacionamento que você tem com ela, não dá para saber se era obrigação ou se era sincero – deu de ombros fingindo despreocupação, mas eu podia perceber a raiva contida em cada palavra.

—Sei que Bella também disse a você como se sentia, sem falar que de longe se vê apenas ao olhar para ela.

—Voltamos a mesma questão – respondeu friamente – quem me garante que não são palavras e gestos ensaiados?

—Vamos ser francos? Eu sei que você é apaixonado pela minha mulher e é por isso que não vê todas essas coisas, que não respeita a nossa relação...

—Você é um sádico doente que capturou Bella desde que ela era uma criança, só uma menina – ele me interrompeu, sua voz alta a ponto de gritar – como quer que eu te respeite?

—Eu nunca faria mal a ela...

—Vai negar que Bella ainda era uma criança quando a pegou para si? Que desde então tem feito daquela menina a sua mulher?

—Não foi bem isso o que aconteceu e... – tentei me explicar, mas ele me interrompeu novamente.

—Nada do que eu ouvi ou do que disser muda o que eu penso. Eu tenho nojo de você e se pudesse te colocaria na cadeia por tudo o que fez a ela.

—Não tiro a sua razão. Eu mesmo sou uma pessoa que também abomina o abuso infantil ou melhor qualquer tipo de abuso, principalmente sexual. Tenho certeza que se eu tivesse ouvido a nossa história como você ouviu, eu também me sentiria revoltado.

—Então quer dizer que um abuso com uma história bonita não é um abuso?

—Eu não abusei de Bella. Não estou dizendo que ter ficado com uma menor é certo, mas sei até onde vai o meu erro e ele termina ai. Se na época tivesse alguém que respondesse por ela eu teria pedido permissão para me envolver, para namorar com ela – ele riu.

—Já disse que não me engana com essa conversa mole, poupe o seu latim e vá embora que eu tenho mais o que fazer.

—Eu tenho uma ideia melhor, porque não para de ser covarde e encara essa situação de frente? Eu estou aqui, você tem questões comigo, eu tenho com você, vamos resolver de uma vez por todas e colocar um ponto final nisso.

—Tudo bem. Tem mesmo algumas coisas que eu nunca entendi, como essa história de que pegou a guarda dela...

É verdade. Eu me tornei o tutor dela para tentar protege-la uma vez que estava sozinha – Jacob bufou.

—Protegê-la? Alguém deveria ter feito isso, deveriam ter tirado Bella de suas mãos enquanto ainda era tempo.

—Não sabe de nada sobre ela, não é?

—Sei o suficiente.

—Sabe como foi que ela chegou a mim? – ele não respondeu e eu continuei – foi por meio de um processo para que eu a tirasse da mãe viciada e que fazia da menina de catorze anos uma moeda de troca. Os relatórios narravam o quanto ela estava fragilizada depois de tantos e tantos abusos, não tem noção de como ela era assustada, frágil – minha voz falhou quando me lembrava de quando nos conhecemos.

Bella me falou de nosso primeiro contato quando eu estava sem memória e agora, pensando nisso eu vi nela todos os sentimentos que ela me narrou. Era claro em seus olhos que ela pensou que eu seria mais um que abusaria dela e foi emocionante ver que aos poucos eu fui ganhando sua confiança, que eu fui a conquistando, como disse ao Charlie.

—E então você foi mais um que abusou dela? – Jacob pergunto ainda cheio de ódio na voz e eu me cansei daquilo.

—É claro que não. Eu já estava apaixonado, não sabia disso ou ainda não tinha assumido nem para mim mesmo, mas o meu único intuito era cuidar dela, ser alguém com quem ela poderia contar uma vez que não havia mais ninguém, mas com o tempo o que eu sentia por ela foi amadurecendo e aos poucos fomos nos envolvendo. Por mais que ela fosse menor e que talvez não entendesse a enormidade do que estava se envolvendo, eu não fiz nada sem o consentimento dela, sem ter certeza de que ela me queria da mesma forma.

—Ela era uma criança, como você mesmo disse não tinha ideia de onde estava se envolvendo.

—Depois de tudo o que ela passou? Aos dezesseis anos ela já tinha sofrido muito mais que eu aos vinte e seis. O sofrimento amadurece as pessoas, fazem com que elas cresçam e embora ela tivesse pouca idade, sabia sim o que estava fazendo. Além disso, eu não a convenci a fazer o que eu queria, eu a conquistei, conquistei sua confiança, conquistei seu carinho e foi só por isso que nos relacionamos – Jacob mais uma vez deu seu sorrisinho arrogante.

—Não dá para acreditar no que está falando.

—Eu a amo Jacob. Eu me apaixonei na primeira vez que a vi, faria qualquer coisa por ela, enfrentaria e enfrento qualquer um por ela.

—Essa sua conversa mole não me convence, já te falei isso, não quando eu sei de todo o resto.

—O que quer dizer?

—Não vem me falar de amor, conquista e consentimento quando eu sei que prende, surra e sei lá mais o que pode ter feito a pobrezinha com essa perversão com que é acostumado.

Eu paralisei diante de suas palavras. O tempo todo eu realmente achei que o maior problema dele fosse o meu maior problema a respeito da idade de Bella, foi realmente uma surpresa quando me dei conta de que não era.

—Então...o seu problema não tem nada a ver com a forma com que começamos o nosso relacionamento? Não está preocupado por eu ter traumatizado a moça, ter abusado dela – eu ri mesmo sem achar graça nenhuma – o seu problema é com a forma com que fazemos amor? – ele me olhou parecendo horrorizado, tanto que era incapaz de falar por isso continuei – não está preocupado com nada daquilo que discutimos até agora, você... você está se remoendo por que eu consigo faze-la gozar. É isso?

—Amor? – perguntou ainda atônito.

—Agora faz tudo o sentido, está incomodado com o que ela eu fazemos em nossa cama?

—O que você faz com ela é... repugnante, repulsivo – ele me olhou e eu pude sentir seu ódio – o que faz com ela é nojento, não chega nem perto de ser chamado de amor.

—Já te falei que isso não é da sua conta e muito menos da de ninguém, mas como estamos aqui para esclarecermos as coisas, tenho que dizer. O que eu faço com ela, essa é a sua questão?

—É sim, toda a crueldade evolvida...

—Eu dou prazer a ela do jeito que nós dois gostamos – interrompi o que ele estava dizendo sem paciência para as ladainhas dele – pode até ser que ela seja jovem demais, mas agora é uma mulher adulta e sabe o que quer.

—Não era quando começou com isso – respirei fundo querendo dar um ponto final logo naquilo, antes que a minha tentativa de paz se tornasse uma nova guerra.

—Não é esse o ponto. Estamos felizes com o nosso relacionamento, nos damos muito bem na cama e fora dela também é por isso que vamos nos casar – ele ofegou.

—Eu não acredito que vai se casar com ela!

—É claro que vou! Eu a pedi e ela disse sim, vamos ser muito felizes – o médico ficou em pé e colocou a mão na cintura andando de um lado para o outro.

—Cravou suas garras bem fundo nela, não foi? – respirei fundo e olhei para os olhos dele.

—Eu vim aqui para ficarmos em paz. Quero colocar uma pedra em tudo de ruim que vivi e isso inclui nosso desentendimento.

—Por que não desiste dela? Se você desistir de Bella ficaremos bem.

—Seria o mesmo que me pedisse para desistir de mim mesmo e não vou desistir de minha vida. Eu a amo.

—Então nada feito.

—Não posso fazer nada para mudar sua opinião e deixar de ser feliz por tão pouco eu também não farei. Quero que sabia que não tenho ressentimento algum por tudo o que me disse, principalmente agora que sei que tudo não passa de uma dor de cotovelo infantil. Tanto não tenho nada contra você que quero que venha para o meu casamento.

—Você o que? – dei de ombros – está me convidando?

—Venha e observe, quem sabe se ver com seus próprios olhos o quanto estamos felizes vai entender que o nosso quarto é apenas uma parte de quem somos e que apesar de todo o julgamento que faz de nós e nossa relação que considera errada, estamos felizes juntos. Muito felizes.

Fui muito sincero em cada palavra que eu disse, mas podia ver que Jacob não absorveu nenhuma palavra. Ele me olhava ainda com o mesmo ódio, cético como se estivesse prestes a rir com escárnio a qualquer momento e quando parei, ele me encara.

—Era só isso o que tinha para me dizer, Cullen?

—Era sim...

—Que bom, por que eu tenho muita coisa para fazer – dei de ombros e fiquei em pé.

—Tudo bem, eu vou embora, mas eu quero que saiba que é bem vindo para vir se quiser – deixei um convite de nosso casamento em sua mesa e depois deixei o consultório.

Antigamente, quando estava sem memória, esses julgamentos que faziam a respeito do meu relacionamento com Bella me deixavam muito mal, mas agora eu percebi que era uma idiotice de minha parte me sentir assim, uma vez que se Bela e eu estamos felizes ninguém mais importa.

Estava me sentindo como na manhã passada, depois de sair do funeral de Tanya, eu me sentia bem, como se tivesse cumprido uma missão e estivesse livre para descansar, para recomeçar a minha vida.

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Por Bella

Nunca pensei que seria tão feliz em toda a minha vida.

Acordar ao lado do homem que eu amo todos os dias era mais do que eu sonhei, afinal quando eu poderia imaginar, no meio do inferno em que eu vivia, que um dia a minha vida se transformaria dessa maneira?

Tudo bem que antes dessa calmaria toda dos últimos dias, para que eu chegasse nesse estágio de paz e felicidade, passei por momentos bem ruins, na verdade, desde que minha avó morreu nada foi fácil na minha vida.

Tive que enfrentar meus próprios medos e supera-los, não fiz aquilo por mim, naquela altura depois de tudo o que passei para mim, eu não valia o esforço, então fiz aquilo por Edward.

Ele sempre foi meu tudo e quando quase o perdi tive que transformar minha dor em força e consegui, fui até mais forte do que eu imaginei que pudesse ser enquanto via o homem que amo lutar por sua vida sem que eu pudesse de verdade fazer alguma coisa para ajudar.

As coisas não melhoraram quando ele acordou sem se lembrar de nada, sem se lembrar de mim, mas quando finalmente nos reencontramos e demos um novo rumo para nosso relacionamento, achei que tudo melhoraria, mas tudo o que Edward ainda não se lembrava estava no caminho de nossa felicidade, tanto que só depois do seu segundo atentado foi que tudo ficou bem e hoje, como se para colocar um ponto final no passado difícil e coroar um novo começo, iriamos finalmente nos casar.

Cheguei mais perto me aconchegando em seus braços, beijei seu peito sem conseguir conter um sorriso ao imaginar que seria assim para sempre que todos os dias eu acordaria do lado dele, que construiríamos nossas vidas juntos. Mal meus lábios o tocaram, seus braços se apertaram ao meu redor e uma vez que ele já tinha acordado minha boca não se conteve com apenas um beijo e então subiu beijos pelo seu peito, pescoço, mandíbula e finalmente em seus lábios.

Pude sentir um sorriso assim que nossas bocas estavam juntas e mal pude me aproveitar de minha posição quando Edward me segurou firme em seus braços, sentou-se na cama e me puxou para seu colo. Uma mão segurando meu pescoço e a outra na base das minhas costas deixando nossos corpos colados um no outro e então me beijou de verdade, um beijo cheio de paixão.

—Dá para acreditar que em poucas horas – Edward sussurrou com a boca ainda encostada a minha tentando recuperar o folego – vamos finalmente ser marido e mulher?

—É mesmo quase inacreditável – sussurrei também respirando sua respiração ofegante e sorrindo tanto quanto ele.

—Vai ser finalmente minha, de papel passado, a dona do meu coração, da minha felicidade. Minha esposa.

—Meu marido – mal se podia ouvir minha voz de tão emocionada e feliz que estava tanto que não conseguia parar de beijar seus lábios. Nosso beijo foi se tornando mais urgente tanto que passei a esfregar meu corpo no dele querendo sanar a necessidade que só crescia diante de sua boca habilidosa na minha, mas antes que eu pudesse me animar ainda mais, Edward me afasta e sussurra no meu ouvido com um sorriso na voz.

—Por que não guardamos isso tudo para mais tarde?

—Por que a gente não faz uma despedida de solteiro? – ele riu, sua risada rouca roçando sua barba por fazer em meu pescoço.

—Porque eu ainda não me recuperei por completo da despedida que tivemos na noite passada.

—Até parece, se eu não tivesse praticamente desmaiado no quarto de jogos estaríamos lá até agora. Nunca vi você com tanta... energia – ele riu.

—Você me deixa maluco de tanto tesão, não tenho vontade de parar nunca – sorri deixando minha mão deslizar por seu peito em direção ao seu pau enquanto ele me beijava mais uma vez, mas antes que minha mão chegasse ao se destino ela é parada – é melhor parar por aqui, se não a gente não se casa hoje.

—Podemos dar uma rapidinha, que tal?

—Até parece que a gente consegue – Edward sorriu segurando meu queixo e me fazendo olhar para seus olhos – a próxima vez que fizermos amor seremos marido e mulher, já pensou nisso?

—Sim – senti meu coração falhar uma batida diante daquele sorriso tão lindo – eu te amo tanto.

—Eu também e é por que te amo, que peço, vamos logo antes que eu não deixe mais você sair daqui – eu ri, mas me levantei com ele.

Edward e eu temos estado muito próximos nos últimos dias, estávamos tão ansiosos para esse momento que era até difícil acreditar que tinha chegado. Ele tinha reservado um dia de noiva para mim em um SPA chique, Esme, Rosalie e Alice iriam comigo e de longe se via o quanto estavam animadas e sem dúvidas seria muito bom ser mimada e passar um dia em tão boa companhia.

Se alguém me dissesse, na época em que eu me ternei submissa de Edward que um dia estaríamos assim apaixonados no dia de nosso casamento, eu não acreditaria. Por mais que eu me sentisse próxima dele no quarto de jogos, havia um abismo entre nós que nem em meus melhores sonhos seria vencido. Se por um lado os atentados que quase tiraram sua vida foram terríveis, por outro eles nos deram a oportunidade de um recomeço, deram a oportunidade de estreitar nossos laços e derrubar tantas barreiras que aos meus olhos eram impossíveis de quebrar.

Esses pensamentos ficaram em minha cabeça o tempo todo. Eu mal podia me concentrar em todo o falatório das minhas novas irmãs e – como ela tinha pedido para que eu a chamasse – minha mãe que se divertiam aproveitando ao máximo todo aquele luxo, mas voltei a mim quando chegou a hora de colocar meu vestido.

Eu tinha me segurado esse tempo todo, no momento em que o escolhi, nas vezes que o provei e provei de novo pelos ajustes que fiz devido aos poucos centímetros que ganhei com a minha gestação ainda tão no começo, mas agora, quando eu o estava vestindo para valer, para ir me casar com o amor da minha vida, não deu para segurar minhas lágrimas.

Era pura e verdadeira felicidade que escorria pelos meus olhos.

—Você está linda, Bella – Esme sussurrou e eu a olhei pelo espelho rapidamente sem ser capaz de tirar os olhos de mim mesma por muito tempo. Estava maravilhada como o meu vestido era, cheio de rendas delicadas e bem justo até a cintura, abrindo-se numa saia cheia coberta das mesmas rendas, assim como as mangas compridas que desciam de meu decote na altura do ombro. Meu cabelo estava em um penteado elegante coberto por um véu tão longo quanto a calda do meu vestido, tão rendado e encantador quanto.

—Meu filho teve muita sorte de encontrar você – Esme continuou dizendo, sorrindo para mim, Alice e Rosalie – na verdade, meus filhos foram muito abençoados em seus casamentos e hoje, finalmente posso dizer que nossa família está completa – demos um abraço coletivo e mais do que nunca eu me senti parte daquela família maravilhosa a qual eu já amava de todo o coração.

—Moças? – Charlie chamou interrompendo nosso momento. Nós nos voltamos para vê-lo elegantíssimo em seu smoking – está na hora de irmos – todas se apressaram e no instante seguinte estava sozinha com o meu tio naquele quarto revestido de espelhos.

—Não imagina o que é para mim participar desse momento de sua vida, minha sobrinha – tio Charlie parecia emocionado em se aproximar de mim – ainda mais depois de ter passado tanto tempo imaginando que nunca mais conseguiria nem ao menos te ver outra vez.

—Eu também estou muito feliz de ter você comigo, tio, muito grata que depois de tanto tempo eu o tenha por perto.

—Nunca mais vou me separar de você, minha menininha. Não pude te defender das coisas ruins que você passou, mas sempre vou estar aqui para você, para qualquer coisa.

—Sei disso, obrigada – eu o abracei com força e ele me apertou como fazia quando eu era pequena e me senti uma menininha protegida em seus braços – eu te amo, tio.

—E eu amo você, minha Bells – sua voz estava embargada e logo deu um passo atrás para olhar para mim – vamos, está na hora. Edward me fez prometer que não ia deixar você se atrasar.

Assenti e o segui para fora do lugar e então para o carro que nos esperava. A viagem foi curta e não conseguia assimilar nada que meu tio dizia, uma vez eu só conseguia pensar no meu amor, me esperando no altar.

Eu me sentia em um sonho, segurando o buquê de rosas de um cor de rosa vivo parada diante da porta da igreja, de braços dados com meu tio.

—Está pronta para isso, querida? – assenti emocionada demais para dizer qualquer coisa e então a porta foi aberta e de lá de dentro ouvimos a marcha nupcial anunciando minha chegada. Respirei fundo e caminhai junto a meu tio.

Logo, havia centenas de olhares sob mim e me senti privilegiada de ser a única a ver o sorriso de meu noivo, ali, me esperando no altar. Seus lindos olhos verdes me encaravam tão cheios de amor, tão emocionados que fizeram o pequeno corredor que nos separava ficar ainda maior, como se a cada passo que eu dava faltava mais e mais parar eu estar nos braços de meu amor.

Quando finalmente ficamos frente a frente, foi impossível desviar nossos olhos enquanto o padre velhinho nos casava. A cada palavra que ele dizia, sobre o amor e fidelidade eu via e confirmava no olhar daquele homem, que ele seria o meu homem para sempre que era tudo verdadeiro.

E então chegou a hora de dizermos nossos votos, nossos olhares permaneceram firmes um no outro enquanto abríamos nossos corações.

Edward foi o primeiro.

—Eu não me lembro e nem quero lembrar de como foi a minha vida sem você – ele deu um sorriso, aquele torto que me deixava sem ar – E há algum tempo, quando tudo me era estranho, quando não tinha certeza de nada, você era tudo o que eu sabia ser real, porque quando eu perdi tudo, só me restou meu amor por você e mesmo que ele não tivesse sobrevivido, bastaria que eu olhasse para seus incríveis olhos e ele renasceria. É assim que eu quero passar o resto de minha vida, fazendo nosso amor crescer, renascer e multiplicar a cada dia vencendo as dificuldades, sempre ao seu lado sendo fiel na saúde e na doença, nas alegrias e tristezas te respeitando, respeitando suas vontades, suas decisões e assim crescendo, aprendendo e dividindo tudo com você até o último dia de minha vida.

Eu mal podia vê-lo graças as lágrimas que inundavam meus olhos, quase não distingui seu sorriso enquanto ele colocou a aliança em meu dedo, depois beijou bem em cima dele, como se para selar o gesto. E então, antes mesmo que eu pudesse recuperar meu folego, era a minha vez de dizer os votos.

—Eu perdi tudo ao ponto de achar que não havia mais volta para mim, até que te encontrei e foi colocando minha vida em suas mãos que pude me recuperar. Agora que conheci a felicidade não quero posso mais viver sem ela, não posso mais viver sem você. Eu prometo, meu amor, que vou estar ao seu lado em todos os momentos, nos bons e ruins, te amando e te respeitando todos os dias de minha vida – deslizei a aliança em seu dedo e o beijei, como ele tinha feito.

—Eu vos declaro marido e mulher. Já pode beijar a noiva – antes mesmo do padre terminar de dizer as tão esperadas palavras eu já estava nos braços de meu marido.

—Eu te amo! Te amo para sempre – ele sussurrou com a boca ainda na minha enquanto a igreja toda nos aplaudia. Por mim não me separaria nunca dele, mas logo estávamos cercados de pessoas querendo nos felicitar e apenas quando estávamos no carro que nos levaria para a nossa festa foi que tivemos um momento a sós.

—Minha esposa, minha amada esposa, finalmente – Edward parou de me beijar para olhar para mim, os olhos tão emocionados quanto os meus – jamais imaginei que pudesse ficar ainda mais linda que você já é... e agora, uau, olha para você! Linda é pouco para te definir.

—E eu não tenho palavras para definir você – sempre achei Edward lindo de terno, mas vestindo aquele smoking cinza chumbo me deixava sem ar – nem ao menos posso falar que é um sonho por que agora você é todo meu de verdade.

—E você é minha, minha esposa – segurei em seus cabelos, não me importando se estava bagunçando na única vez que os vi penteados, para puxa-lo para junto de mim e intensificar nosso beijo, mas rápido demais tivemos que nos separar por que chegamos no local onde seria nossa festa.

—A gente bem que podia ficar aqui mais um pouquinho – pedi abraçada a ele que riu.

—Tivemos tanto trabalho para preparar essa festa, vamos entrar, a gente aproveita um pouco, tira muitas fotos, come e dança, depois disso não vamos mais nos separar por nada pelas próximas semanas – estreitei meus olhos para ele.

—Não acredito que você não quer dar nem uma escapadinha.

—Não é que eu não queira, eu já lhe disse, se começar, não vou mais parar – Edward segurou meu queixo e me olhou nos olhos – vamos descer e nos divertir, senhora Cullen, e só então vamos aproveitar nossa noite de núpcias como se deve.

Suspirei e assenti sem escolha, mas assim que desci e vi como tudo ali era um sonho, muito melhor do que tinha imaginado, eu esqueci minha frustração e me permiti disfrutar de tudo aquilo ao lado de tantas pessoas que nos amavam.

.

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—Acho que já podemos ir, não? – Edward perguntou beijando meu pescoço enquanto dançávamos – já fizemos tudo o que poderíamos ter feito em nossa festa, dançamos com todo mundo, jantamos, comemos bolo... Agora só falta a gente terminar a festa em nossa casa, em nossa cama, que tal?

—Eu adoraria – sussurrei em seu ouvido brincando com seu cabelo – mas essa a nossa festa e eu quero aproveitar mais um pouco.

—Está se vingando de mim, senhora Cullen? – estreitou os olhos para mim, mas mantendo um sorriso – por que esse é um jogo para dois.

—Não estou me vingando, só estou adorando isso aqui.

—Tenho certeza que vai adorar o que faremos em casa também – ele sussurrou de volta me deixando arrepiada. Aquela voz mexia comigo e ele sabia disso, mas eu fui firme.

—Vamos ficar mais um pouco, por favor quando chegarmos em casa, ainda vamos ter muito que aproveitar.

—Só estava querendo te dar o que está me pedindo desde manhã, mas esse é o seu casamento...

—O nosso casamento.... – eu o corrigi com um sorriso o qual ele logo beijou.

—É sim, o nosso casamento e se quer ficar mais, ficaremos. Vamos aproveitar mais dessa festa linda – Edward chegou mais perto para sussurrar – mas não muito.

Nós nos abraçamos e dançamos lentamente, mesmo que a música fosse bem mais agitada que isso, estávamos fazendo nosso próprio ritmo e estávamos muito felizes por isso. Por mim, eu passaria o resto da eternidade daquele jeito, nos braços do meu marido sentindo todo amor que emanava dele enquanto ouvia isso de seus lábios, uma vez que ele sussurrava a todo o momento.

—Eu também te amo demais – me afastei para olhar em seus olhos – te amo para sempre – Edward sorriu, aquele sorriso afetado, tão apaixonado quanto o meu, podia apostar, mas de repente, meu marido para de sorrir olhando para atrás de mim e antes que eu possa me virar para saber o que o afligia, ele me abraça como se para me proteger e quando fala, sua voz está controlada, mas sei por experiência própria que está furioso.

—Então, você realmente veio, Jacob – fiquei chocada com essas palavras e por mais que eu estivesse curiosa e que meu primeiro impulso fosse me voltar e olhar para o convidado indesejado, eu me abracei a Edward, escondendo o rosto em seu peito pensando no que ele queria que eu fizesse.

—Disse que eu poderia vir, se quisesse ver com meus próprios olhos e aqui estou.

—E você viu. Viu que eu me casei e que não tem mais nada que você possa fazer.

—Tem sim. Eu gostaria de dançar com a sua esposa essa próxima música se você não se importar, se permitir, é claro – meu coração quase saia pela boca enquanto Edward me apertava com força.

—Apenas se ela quiser – meu marido acariciou minhas costas e sussurrou para mim – quer dançar com ele, meu amor? – olhei para Edward tentando imaginar o que queria que eu fizesse, mas seus olhos nada me diziam.

—Vamos, Bella – Jacob tocou meu ombro – só quero trocar algumas palavras com você, por favor – Edward afrouxou nosso abraço seu olhar ainda indecifrável e então eu olhei para Jacob – pelos velhos tempos, pela nossa amizade – suspirei assentindo uma vez e olhei para o meu marido.

—Eu já volto, meu amor e então acho que poderemos ir para a casa – eu beijei seus lábios profundamente, agarrada a seus cabelos, fazendo muitas promessas.

—Vou sentir sua falta – seu olhar dizia que ele esperava por cada uma de minhas promessas – vou dançar com a Rose enquanto você não vem – eu observei meu marido se afastar com as mãos nos bolsos e então eu me aproximei de Jacob.

—Você está maravilhosa – corei com o elogio e olhei para o meu vestido enquanto me aproximava dele.

—Obrigada, Jake.

—Não está feliz em me ver. Não queria que eu viesse em seu casamento?

—Sei que não gosta de meu marido, mesmo depois de tudo o que fez por ele...

—Sabe que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

—Mas também sei que não faria sentido que viesse – uma nova música começou e ele se aproximou para me tomar em seus braços. Um pouco hesitante segurei sua mão e deixei que ele envolvesse minha cintura com a outra e mesmo assim, tentei manter a maior distância que pude. Os primeiros acordes nos fizeram mover desajeitados e eu olhei para seus olhos, tomados de uma emoção que não pude decifrar.

—Esse com certeza é um dos momentos mais difíceis da minha vida – disse depois de um longo suspiro – Nunca imaginei sentir uma dor como essa.

—Jacob... – tentei falar, mas ele me interrompeu.

—Eu amo você, Bella. Nunca disse essas palavras, mas tenho certeza que sabia... e é muito difícil saber que fui trocado por alguém que... – ele deu de ombros – você sabe. Essa é a parte mais difícil de ver.

—Então não deveria estar aqui – dei um passo para trás quando ele me puxou para junto de seu corpo querendo um pouco de espaço – por que veio?

—Além de tudo o que eu sinto, você é minha amiga e sabe quanto significa para mim. Eu tinha que estar aqui, tinha que ter a certeza de que estava fazendo isso por livre e espontânea vontade, que não foi obrigada.

—Ainda tem uma ideia muito errada de nós dois, do nosso amor. Eu o amo, Jacob, amo muito mais do que amava quando passei um ano, dois meses e sete dias em um hospital sem estar doente, ao lado de uma cama fazendo o que fosse possível... rezando, implorando e torcendo pela vida daquele homem. E eu acredito que esse amor só faz crescer a cada dia.

—Então ele não te obrigou a nada?

—É claro que não. Já disse a você que Edward me respeita como mais ninguém no mundo fez ou faz ou vai fazer. Ele nunca me obrigou a nada, sempre cuidou de mim, me tirou de meu inferno particular, me deu casa, comida, me devolveu a paz, me devolveu a mim mesma, me devolveu a vida voltando para mim. E agora, mais do que nunca ele está me dando um futuro, Edward está me dando a chance de realizar meus sonhos, está me dando um filho, uma família e em troca eu só lhe dei meu coração. Consegue entender isso?

—Eu poderia te dar isso tudo também e mais, muito melhor que ele, sem punições, sem violência só você e eu.

—Nada que você me ofereça vai se comparar o que eu tenho com ele. Espero que você entenda e me respeite. Sabe que sou muito grata pelo que fez por mim, sabe que adoro a sua amizade e ela é tudo o que eu posso te oferecer.

—Para ser sincero, eu já esperava algo assim, afinal de contas esse é o seu casamento, não é? – ele suspirou finalmente afrouxando seu abraço – mas eu quero que saiba que se algum dia precisar de alguma coisa pode contar sempre comigo.

—Obrigada, Jake – a música que dançávamos acabou e ele assentiu se afastando de mim e mais do que depressa olho em volta à procura de meu marido e o vejo dançando com Ella e Ellie ao mesmo tempo, uma em cada pé e sorrio tocada como sempre fico quando o vejo com as crianças.

Ainda os observando eu coloco a mão em meu ventre com a certeza de que não poderia ter escolhido melhor.

—Tia Bella – fui tirada de meus devaneios por uma mão pequena que me chamava impaciente – quer dançar comigo?

—É claro, John, com muito prazer – segurei a mão que me sobrinho oferecia e rodopiei com ele pela pista de dança.

.

—Eu quero tirar esse vestido de você – Edward sussurrou em meu ouvido antes de morder o lóbulo de minha orelha.

—Só o meu vestido? – sussurrei de volta com meus olhos fechados, deliciada com a sensação.

—Não mesmo, eu quero você toda peladinha para mim...

—Sabe que eu estou esperando por isso desde que acordei, não sabe?

—Então isso quer dizer que podemos ir embora daqui?

—Só se for agora – com um sorriso imenso, Edward me segurou pela cintura e me deu um beijo rápido antes de me guiar para a saída mais próxima.

Mal percebemos o caminho até a nossa casa. Edward segurava minha mão e olhava em meus olhos, um olhar que me despia por inteira, não só minhas roupas, mas a minha alma e deixava a mostra tudo o que minha mente pensava, tudo o que meu coração sentia no momento.

Nos despedimos do motorista e a próxima coisa que eu me dei conta foi de Edward me carregando para dentro de nossa casa. Ele me levou direto para nosso quarto e ao contrário do que imaginei, quando me beijou, Edward não demonstrava a pressa que ele parecia estar sentindo, a fúria de seu o tesão cego e desenfreado. Meu marido me surpreendeu ao me beija com calma, saboreando o momento.

Retribui da mesma forma seguindo seu ritmo e aproveitando aquele momento único. Seus lábios se afastaram dos meus e nossas testas se tocavam enquanto ele abria os botões do meu vestido até que ele caísse aos meus pés e assim que estava livre dele, deixei que meu marido olhasse para mim e apreciasse a lingerie escolhida a dedo para essa noite.

A renda cor de rosa clarinha não deixava espaço para imaginação, tão pequeno e revelador que o deixou paralisado. Ansiosa pra tê-lo eu passei a tirar suas roupas e a cada pedacinho de pele que aparecia eu beijava, acariciava até que eu o tinha inteiramente nu.

Diante de toda aquela beleza era difícil acreditar que há minutos eu jurava não ter nada mais bonito do que meu marido em seu traje de casamento e o beijar seu corpo, seu pau preparado para me amar, ele me parou para tirar minha lingerie e fazer o que eu tinha acabado de fazer com ele.

Seu toque delicado estava me enlouquecendo ainda mais do que sempre aconteceu, estava me contorcendo em seus braços recebendo o prazer mais puro e mais bonito que havia.

Estávamos fazendo amor a cada gesto, cada palavra sussurrada, cada toque de nossas peles, a cada vai e vem de nossos quadris.

Não haveria jeito melhor de consumar nosso casamento do que aquele e ali, depois de gozar mais uma vez em seus braços eu torci para que eu me sentisse assim todos os dias, essa mesma felicidade, esse mesmo amor forte e profundo que estava sentindo agora.

—No que você está pensando, meu amor? – Edward me perguntou e sorri para ele.

—Que quando eu acordei hoje de manhã, eu pensei que nunca estive tão feliz. Depois quando eu te vi no altar eu pensei a mesma coisa e depois quando fomos declarados marido e mulher e depois quando dançamos juntos em nossa festa e agora, aqui, fazendo amor com você.

—Eu quero que isso dure pelo resto de nossas vidas.

—Eu também – sorri sem resistir em beijar seu meio sorriso – e você? No que está pensando?

—No quanto eu amo você – olhei para seus olhos e pude ver a verdade em suas palavras e mesmo se não pudesse, eu sabia que era verdade – e no quanto eu estou feliz em me lembrar de tudo o que vivemos para chegarmos até aqui, e que todas as minhas memórias com você são preciosas para mim.

—Para mim também. Eu te amo demais quero muito te fazer feliz – meu marido sorriu e me beijou antes de olhar para mim.

—Sabe uma maneira de me fazer feliz agora? – sorri de volta imaginado o que ele queria, mas esperando por suas ordens – você sabe o que eu quero, não sabe?

—Sim, senhor – falei baixinho o encarando atrevidamente. Seus olhos estreitaram levemente e ele escondeu o sorriso.

—E você também quer, minha senhora?

—Quero, eu quero muito, meu amor – Edward me abraçou beijando meus lábios tanto que tirou meu folego e quando me deixou ir sorriu.

—Eu te encontro em dez minutos.

Rapidamente caminhei para o quarto de jogos enxergando no horizonte essa parte de nossa vida se encaixando, tornando uma só por que mesmo que a partir de hoje estivéssemos criando uma vida nova, jamais esqueceríamos nossas raízes.

Abri a porta do quarto de jogos e me ajoelhei em meu lugar sorrindo abertamente quando meu Edward entrou logo depois. Para mim, era impossível estar mais feliz do que eu me encontrava de conseguir uma vida nova enquanto preservávamos nossas mais preciosas memórias.

FIM

Notas finais
E então o que acharam? Contem para mim! Vou postar em breve - Breve mesmo, é sério - um epílogo com um pouquinho do futuro desses dois, por isso vou deixar as despedidas para mais tarde, por enquanto fiquem com meu agradecimento pela paciencia que sempre tiveram comigo. Eu volto logo! Mil beijos e até mais!