Memórias
9 Explorando
Notas iniciais
Eu estava ali deitado há algumas horas vendo Bella dormir.
Ela dormia da mesma maneira desde que pegou no sono exausta, encolhida em seu canto da cama e com um lindo sorriso que não se desfez mesmo depois de tantas horas.
Bella realmente precisava descansar depois de passarmos praticamente a noite toda em claro. Eu estava cansado também, mas feliz demais para conseguir dormir já que não conseguia parar de pensar em todas as vezes que eu tomei o corpo de Bella, tentando matar a saudade que senti, mesmo que eu não a conhecesse e nem me lembrasse dela. Isso fez com que, ao longo da noite, eu me soltasse e fosse tão duro quanto ela gostaria, tanto que eu podia ver algumas marcas de vermelhas espalhadas por seu pescoço e seus seios descobertos que eram tão intensas que se tornariam roxas em breve.
Ao invés de me sentir mal por ter feito isso com uma senhorita tão jovem e delicada, eu me sentia orgulhoso de ver todas aquelas marcas provocadas por mim maculando sua bela pele de alabastro como resultado do nosso tesão e das maravilhosas horas de sexo que tivemos juntos.
Eu não poderia estar mais feliz e revivendo cada um desses momentos, mas ao mesmo tempo era impossível deixar de comparar tudo isso com o que Tanya e eu vivemos nesses oito meses.
Eu percebi há algum tempo que Tanya não estava na mesma sintonia que eu, mesmo que tenha tentado, nós não funcionamos bem e não importava que ela era uma linda mulher, que dizia me amar. Apenas não funcionava nós dois.
E com Bella era completamente diferente.
Ela me fez me sentir eu mesmo e parecia ansiosa para tudo o que eu tinha a lhe oferecer, sempre na minha sintonia. Bella era toda quente e Tanya muito fria, ambas em todos os sentidos, até por que não era só o sexo que as duas destoavam.
Os poucos momentos em que estive com Bella me mostraram que ela era parte de minha vida. Eu não conseguia me lembrar dela, mas eu me sentia confortável em estar em sua presença, seus beijos me pertenciam, seu corpo junto ao meu era perfeito e eu sentia que tudo com ela era certo, ao mesmo tempo que com Tanya tudo parecia artificial, cada conversa nossa e os momentos que passamos juntos, até as fotos de nosso relacionamento pareciam não fazer sentido, não ser de verdade. Nada com minha esposa me convencia, era como se tudo estivesse fora do lugar, sem falar que a única vez que o sexo foi realmente prazeroso gerou uma briga impossível de contornar.
Eu não sabia o que eu pensava antes desse acidente, mas eu não vejo motivos para continuar com Tanya e vendo Bella apenas nos finais de semana. De longe eu sentia que a mulher certa para mim era Bella, então por que eu ainda estou casado com Tanya? O que será que me impede de deixar tudo e ficar com Bella?
A minha vontade era de deixar tudo para lá, esquecer que Tanya existe e ficar aqui com Bella ou até quem sabe na outra casa que temos, desde que eu não tenha mais que me separar dela.
Fiquei bons minutos com isso na cabeça e decidi que apesar de tudo o que queria, eu deveria fazer isso direito. Por mais que eu não seja um homem bom e confiável como Jasper me fez acreditar, eu posso ter algum plano, alguma meta preciso descobrir o que era para que ai sim, eu possa me entregar de corpo e alma a esse relacionamento com Bella.
Relacionamento.
Será que essa era mesmo a palavra certa para definir o que nós dois temos? Pelo que eu vi e entendi tudo era mantido a base de muito sexo e... e havia sentimento. Eu sei que havia por que algo em mim diz isso, mas será que com todas essas regras e castigos tem espaço para algo mais?
Meus pensamentos foram interrompidos quando de repente Bella abriu os olhos. Eu estava hipnotizado por eles e acho que enquanto eu viver aqueles olhos teriam esse efeito sobre mim. Não sei bem o que me atraía neles, talvez essa cor de chocolate derretida ou pela forma com que me olhava, a grande adoração que eu poderia ver neles, o carinho que ela dedicava a mim no simples gesto de abaixar e levantar os olhos na hora certa.
Bella realmente me agradava.
—Meu senhor — ela disse baixinho sorrindo e fechou os olhos como se isso fosse apenas parte de um sonho — eu adoro sonhar com o senhor — ela murmurou e não tinha a menor ideia se estava acordada me fazendo sorrir junto com ela.
—E o que você estava sonhando?
—Que o senhor voltou, que me tornou sua outra vez.
—E você gostou disso?
—Eu o adoro, senhor, eu adoro ser sua. Foi tão bom! — Eu sorri junto com ela e me aproximei para abraça-la beijando sua boca com desejo. Bella gemeu correspondendo meu beijo, me abraçando, deixando nossos corpos juntos fazendo com que seu sexo desse bom dia para a minha ereção matinal. Eu gemi com o delicioso contato e ao ouvir isso, Bella se afastou corada.
—O que foi? — perguntei ofegante e ela olhou para mim por um instante e depois abaixou seus olhos antes de dizer:
—Senhor, me desculpe, eu achei que estava sonhando... Mas o senhor está mesmo aqui — Bella riu de leve — eu ainda não me acostumei com isso.
—Por que está se desculpando? Acha que eu não gostei de seu rompante?
—Sim, senhor — sussurrou parecendo verdadeiramente arrependida.
—Não seja boba, eu pedi que fizesse isso, quero que você se solte, principalmente agora que não estamos em nosso quarto de jogos — eu sorri olhando para o quarto de Bella, para onde viemos depois de termos tomado banho afim de terminarmos nossa noite.
—Sim, senhor — ela repetiu ainda de cabeça baixa. Eu queria mostrar a ela sobre o que estava falando e sabia exatamente o que fazer para isso.
—Vamos, eu quero tomar café e depois conhecer o nosso lugar, como você chama — pude perceber um vislumbre do brilho de seus olhos antes que ela os abaixasse parecendo feliz.
—Sim, senhor — nós nos levantamos e Bella foi buscar minhas roupas no quarto de jogos enquanto eu tomava um banho. Quando sai eu as encontrei sobre sua cama, passada e mais bem arrumada possível. Sorri e me vesti o mais rápido que pude para ir atrás dela.
Encontrei Bella na cozinha, usava um vestido verde com os lindos cabelos soltos em suas costas terminando de colocar um prato na mesa.
—Sirva-se também — disse a ela depois de agradecer — quero que coma comigo.
—Sim, senhor — ela o fez rapidamente e se sentou ao meu lado comendo com os olhos baixos.
—Bella? — eu a chamei a certa altura depois de observa-la por alguns minutos querendo saber mais sobre ela — Você ainda tem planos de ir para a faculdade, não é?
—Sim, senhor. Eu estava apenas esperando que voltasse para que eu pudesse realizar esse sonho.
—Qual o curso que você pretende fazer?
—Eu nunca soube muito bem o que fazer, senhor. Antes eu pensava em... não sei, serviço social, ou direito para o senhor se orgulhar de mim — ela disse com um pequeno sorriso sem tirar os olhos de seu prato — só que não era o que eu queria de verdade, mas depois de seu acidente em que eu passei tanto tempo em um hospital que... eu acabei me encontrando...
—Quer fazer medicina?
—Não senhor, enfermagem. Eu vi o trabalho daquelas pessoas, em como eles se dedicavam aos pacientes e acho que seria um bom caminho para mim — Bella sorria sonhadora como se já pudesse se imaginar fazendo isso, mas deixou de sorrir franzindo o cenho e me olhando por debaixo dos cílios — O que o senhor acha?
—É isso o que quer?
—Sim, senhor.
—Se é o que você quer, é o que terá — ela sorriu abertamente pela primeira vez, me fazendo sorrir com ela.
—Muito obrigada, senhor.
—Tudo o que você quiser — ela sorriu ainda mais assentindo — você já terminou de comer?
—Sim, senhor.
—Então podemos ir, não é? Eu mal posso esperar para conhecer a casa — Bella recolheu os pratos e os deixou dentro da pia antes de ir para o aparador e pegar as chaves de um carro. Descemos de elevador até a garagem em completo silencio, eu segui Bella até um volvo prata, como o que eu tinha em casa e foi quando ela me estendeu a chave.
—Este é o carro, senhor.
—Pode dirigir você, eu não me lembro do caminho.
—Sim, senhor — eu abri a porta para ela e logo saímos do prédio depois de Bella acenar para o mesmo porteiro que me viu entrando na noite anterior.
—Tem uma coisa que eu ainda não entendi, Bella.
—O que, senhor?
—Se eu vinha ficar com você toda a sexta feira, como íamos para o nosso lugar sem levantar suspeitas? Quer dizer, todos viam nós dois saindo juntos, ou não?
—O senhor pensou nisso também. Siobhan, a mulher que o senhor contratou para ficar comigo desde que me mudei, morava aqui, mas a filha dela que morava em Washington se mudou para cá, para ficar mais perto da mãe bem na época que começamos com as cenas, por isso permitiu que ela tivesse os fins de semana livres para ficar com a filha. O senhor, para não me deixar sozinha, vinha jantar comigo e depois me deixava na casa de uma amiga em um prédio perto daqui.
—Que amiga é essa?
—Na verdade, não tem amiga nenhuma. O senhor deixava esse carro no estacionamento daquele prédio, onde o senhor também tem um apartamento e assim que me deixava lá eu ia de carro para a nossa casa.
—Isso é muita coisa, tantos detalhes.
—É muito cuidadoso senhor, sempre tomou todas as precauções para que nada fosse suspeito ou que alguém pudesse desconfiar de alguma coisa. É uma pena que quando tudo isso acabou e poderíamos ficar livres de todo esse segredo o senhor, não estava mais aqui — ela suspirou e pude vê-la segurar mais firme no volante — mas é muito bom que esteja aqui agora, senhor.
—Eu também acho — respirei fundo me sentindo como imagino que Bella esteja, frustrado por esse acidente ter me tomado tantas coisas, por ter me afastado dela por tanto tempo.
Eu fui tirado dos meus pensamentos quando olho em volta e reconheço o caminho.
—Estamos indo para a floresta?
—Sim, senhor. O nosso lugar fica bem próximo, a poucos metros de lá.
—Isso é estranho, é perto da casa de meus pais — disse olhando para a bifurcação que levava diretamente para a casa deles e me senti muito pior do que já estava ao me dar conta de que sempre estive ao lado de casa e não passava para visita-los — você sabia disso?
—Não senhor, nunca me disse nada.
—Eu nunca falei sobre meus pais com você, sobre minha família?
—Apenas no começo. O senhor disse que tinha uma família muito bonita pais, irmãos, cunhadas e sobrinhos, disse que queria ter mais tempo para ela. Foi no dia em que me mudei para o apartamento e lhe perguntei, mas nunca mais tocou no assunto ou entrou em detalhes.
Eu assenti enquanto a culpa tomava conta de mim, mas não por muito tempo já que o carro parou diante de uma bela casa.
—E aqui?
—Sim, senhor — a casa era incrível, tão grande e bonita como a que eu morava com Tanya. Seguimos de carro até o fim da grande clareira que ficava em frente a casa. Eu passei um minuto olhando para a casa feita principalmente de madeira combinando perfeitamente com o lugar mesmo que parecesse tão sofisticada para estar ali a beira da floresta.
Quem a olhasse não fazia ideia do que aquelas paredes já viram.
Eu entrei seguindo Bella de perto e me dando conta de que aquele lugar era ainda mais incrível do que por fora. Mesmo que eu não conhecesse Bella eu podia ver, pelo espaço arejado e alegre que de alguma forma, aquele lugar se parecia com ela.
—O senhor quer se conhecer a casa?
—Vamos direto para o quarto de jogos, Bella, sei que está esperando isso tanto quanto eu.
—Sim, senhor — ela sorriu e passou a frente me guiando para o andar de cima até a porta no fim do corredor — é aqui, senhor — ela disse parando ao lado da porta me deixando espaço para abrir quando eu estivesse pronto.
Sem querer prolongar aquilo, respirei fundo e abri a porta, encontrando nosso quarto de jogos.
Ele era bem parecido com o que tínhamos no apartamento, a luz fraca e o mesmo ar sexy e medieval que todos aqueles objetos de tortura pendurados na parede transmitiam. Os móveis eram parecidos com o que tínhamos no apartamento: a cama de dossel, a mesa comprida no fundo do quarto e a cômoda, mas também havia diferenças como o sofá de couro negro, no lugar da cadeira que ficava bem de frente para a cama.
Havia mais coisas diferentes que complementavam o lugar como a cruz de santo André bem no meio do quarto, o banco de surras e trilhos no teto com algemas ao alcance das mãos que me enchiam de boas ideias para realizar com Bella em cada canto desse quarto.
Fiquei sem ação pensando nas imagens que encheram minha cabeça sem ter a certeza de que isso era uma lembrança ou uma projeção de minha mente para o futuro e tudo o que ainda faríamos juntos.
Eu ainda estava olhando ao redor quando vi que Bella estava desconfortável, com os braços cruzados em torno do peito, parecendo completamente deslocada e eu franzi o cenho sem entender.
—O que foi? Não é esse o nosso lugar?
—É, sim, senhor.
—Você não parece muito confortável aqui.
—É que eu nunca estive aqui vestida, senhor, não sei... Parece errado — eu fui até ela e segurei seu queixo para poder ver seus lindos olhos e sorri para seu rosto vermelho. Sem resistir beijei seus lábios levemente beijando seu pescoço até chegar bem perto de seu ouvido para então sussurrar:
—Eu queria muito dizer a você para tirar a roupa, mas meu pau está começando a ficar duro só por tê-la aqui, só por imaginar o que podemos fazer e se você tirar a roupa eu vou ter que te foder sem sentido, sem hora para parar... — ela gemeu fechando os olhos e sussurrou:
—Por favor, senhor!
—Não viemos aqui para isso, pelo menos não hoje, mas teremos o fim de semana inteiro, pode pensar nisso? Pode imaginar tudo o que faremos no fim de semana e esperar? Contar os dias, as horas para ter todo o prazer que estou guardando para você? Para nós?
—Sim, senhor.
—Boa garota! Agora venha comigo — eu a peguei pela mão e fui vendo tudo o que tinha naquele quarto. Realmente era muito maior que o do apartamento com muito mais opções para as nossas cenas.
—Então eu tenho carta branca para fazer o que eu quiser com você e utilizar o que eu quiser daqui para que eu tenha prazer. Estou certo?
—Sim, senhor — ela respondeu com a voz rouca — tudo o que quiser.
—E como pode ter a certeza de que eu não vou machucar você de verdade?
—Temos palavras de segurança que me ajudam a mostrar ao senhor que estou no meu limite ou caso eu não consiga aguentar e seguir em frente.
—Quais são essas palavras, Bella?
—Amarelo e vermelho, senhor. Quando digo amarelo, quero que o senhor saiba que estou em meu limite, que o que quer que seja não pode ser mais intenso por que eu já não aguentaria ir adiante. Quando digo vermelho, quero dizer ao senhor que pare por que já não posso suportar o que estamos fazendo e então terminamos a cena imediatamente.
—Você usa muito suas palavras de segurança?
—No começo sim, senhor, muitas vezes.
—Foi quando eu machuquei você?
—O senhor não me machucou de verdade, é que ainda não me conhecia e foi uma fase de adaptar nossos limites.
—Quais são esses limites?
—Temos todos eles por escrito, senhor, eu posso pegar se quiser.
—Pode fazer isso mais tarde, antes de voltarmos aqui.
—Sim, senhor.
—Isso é muito importante, obrigado, eu quero muito conhecer você — eu senti a necessidade de agradecê-la de alguma forma e lhe dei um beijo.
Em minha cabeça era apenas um tocar de lábios, para que soubesse o quanto estou feliz com ela, mas Bella estava tão ávida por qualquer toque que seus lábios buscaram os meus com mais intensidade me fazendo beija-la até ficarmos sem fôlego.
Ao abrir os olhos, respirando com dificuldade, eu a vi se retorcendo, corada de tesão me olhando por debaixo dos cílios. Eu respirei bem fundo para me controlar antes de sorrir para ela e segurar suas mãos.
—Vem, vamos ver o que temos aqui — caminhei para junto da cômoda cheias de gavetas comecei a ver o que tinha dentro.
Eu encontrei vários acessórios e brinquedos sexuais como máscara para cobrir os olhos, coleiras, mordaças de todos os tipos e tamanhos desde fita adesiva a feitas de couro e com uma bola. Havia ainda, nas outras gavetas uma infinidade de vibradores, grampos genitais e de mamilo.
Enquanto eu olhava nas gavetas, eu sentia Bella se contorcer ao meu lado, apertando as coxas parecendo excitada apenas por olhar para tudo aquilo, assim como eu. Quando eu abri a gaveta cheia de lubrificantes, contas, esferas e plugues anais, Bella não se aguentou e gemeu baixinho, muito ansiosa.
—Parece que essa é a sua gaveta favorita.
—Eu gosto de todas elas, senhor.
—Inclusive essa? — ela assentiu timidamente me fazendo sorrir abertamente — isso quer dizer então que eu já comi o seu cu? — ela assentiu novamente, desta vez sorrindo — eu queria muito me lembrar disso.
—Eu estou aqui, senhor, pode fazer lembranças novas.
—Você está pronta para isso, não é?
—Sim, senhor — ela respondeu rapidamente — eu estou sempre pronta para tudo o que o senhor quiser.
—Eu percebi, você parece ansiosa para que eu use todos esses objetos com você, que tenhamos muito prazer nesse quarto, mas nós precisamos ter paciência, senhorita Swan — Bella ofegou e me olhou com os olhos arregalados.
—O senhor... O senhor se lembrou de mim? — franzi o cenho.
—O que está dizendo?
—O senhor me chamou de senhorita Swan, eu nunca lhe disse o meu sobrenome, não nos últimos dois dias. O senhor se lembrou dele, se lembrou de mim...
—Esse é o seu nome?
—Sim, senhor e é como me chama, principalmente aqui, durante as cenas — surpreso eu tentei olhar para dentro de minha cabeça para ver se me lembrava de mais alguma coisa, como se em um passe de mágica, ao entrar aqui eu voltasse a ser que eu era, que eu me lembrasse de tudo.
Fui até a cama e me sentei, puxando as memórias em minha mente, mas nada vinha, continuava o mesmo branco de sempre, continuava sem saber nada sobre o meu passado.
Bella continuou olhando para mim, sorrindo, esperando que eu dissesse que sabia de tudo, mas eu balancei a cabeça me sentindo desolado.
—Não... Eu não me lembro de nada, Bella, ainda não me lembro de você.
—Mas o senhor me chamou pelo nome...
—É esse lugar. Aqui eu me sinto eu mesmo e tudo aqui parece natural, como respirar e me pareceu certo chamar você daquele jeito, foi um impulso — eu mergulhei em pensamentos tentando entender tudo aquilo, percebendo que realmente era como ela tinha me dito na noite anterior sobre nosso relacionamento. O que temos só pode ser muito profundo, nossa ligação deve ser muito especial e verdadeira, afinal isso foi a única coisa que eu me lembrei por mim mesmo e desde que acordei.
Naquele momento percebi que quanto mais eu mergulhasse nesse mundo, o nosso mundo, mais eu voltaria para mim mesmo, mais eu desvendaria o meu passado.
Eu fui distraído de meus pensamentos quando Bella se aproximou e se ajoelhou a minha frente, ficando como eu já a tinha visto algumas vezes. Eu poderia pedir a ela que se sentasse ao meu lado, como eu fiz antes, mas aquilo parecia muito certo, sem falar que era muito quente tê-la ali, ajoelhada, completamente ao meu dispor.
—Conte para mim, como é a nossa relação? — eu pedi baixinho depois de observa-la por algum tempo, me concentrando em meu intento e deixando meus questionamentos para depois — como funciona isso de você ser minha?
—Eu pertenço ao senhor. Minha maior alegria é te agradar, quero isso por que é o que o senhor quer, por isso estou sempre pronta para seguir suas ordens.
—Mas o tempo todo? Sempre se ajoelhando, falando quando eu deixo falar, comendo apenas quando eu permito?
—Faz parte do nosso trato, senhor, e durante o fim de semana em que estou com o senhor o tempo todo fico sempre a disposição para o que quer que o senhor queira comigo.
—O que isso quer dizer?
—Quer dizer que devo estar pronta para que o senhor possa me tomar a qualquer hora e por isso tenho que estar preparada.
—O fim de semana inteiro?
—Sim, senhor.
—E a gente não se vê durante a semana?
—É muito raro, mas as vezes o senhor vai me ver e ai usamos o quarto de jogos de lá.
—E não passamos tempo nenhum juntos fora do quarto de jogos?
—Algumas vezes não íamos para o quarto de jogos, o senhor me levava direto para o meu quarto, como fizemos essa noite.
—Mas entre nós tudo se resume apenas a sexo? Nós não conversamos, não saímos juntos?
—Nós conversamos sim, senhor, quando janta comigo eu conto ao senhor o que aconteceu durante a semana. O senhor sabe tudo sobre mim — olhei para ela ajoelhada e de olhos baixos imaginando-a assim o temo todo enquanto está comigo. Isso é tão frio, como ela pode ser tão apegada a mim?
—E todas as vezes que está comigo você precisa se ajoelhar e abaixar os olhos?
—É por respeito, senhor, quero que saiba que tenho a consciência que é meu dono e que tem toda a minha consideração, minha veneração por todo o cuidado e prazer que o senhor me dá.
—Eu acho isso muito quente e me agrada tanto — sussurrei para ela segurando seu queixo e a puxando para que olhasse para mim — mas não quero isso o tempo todo.
—Então o que o senhor quer? — perguntou confusa.
—Quero sua submissão aqui no nosso quarto de jogos e só aqui. Quando estivermos fora dele eu quero você e apenas você, entendeu?
—Não tenho certeza, senhor. Eu sou essa que está em seu quarto de jogos...
—Mas sei que não é só isso, ninguém é apenas uma parte. Quero conhecer a Bella que quando eu acordei no hospital pensou que estava sonhando e me contou sobre esses sonhos, a mesma que era hoje de manha. Eu quero conviver com a mulher sensata que foi quando a gente se encontrou e me disse o que fazer, a senhorita sonhadora que quer ser enfermeira — não resisti e sorri para ela quando um um pequeno sorriso brincar em seus lábios, o sorriso discreto e escondido que ela dava aqui — quero conhecer e conviver com cada parte sua, Bella, não só a submissa ajoelhada.
—Sim senhor — ela sorriu abertamente e vi seus olhos brilharem — tudo o que quiser.
—Ótimo, por que tudo o que eu quero agora é você — ela gemeu respirando fundo abaixando a cabeça enquanto eu ficava em pé — quero saber se você é mesmo uma boa garota, você é Bella?
—Sim, senhor. Eu sou.
—Então me mostre — mais do que depressa suas mãos vieram para a minha calça e Bella a arrancou de mim o mais depressa que pôde. Assim que minha ereção ficou livre, ela a segurou com firmeza o massageando algumas vezes antes de passar sua língua quente por toda a extensão, se demorando nas veias proeminentes que latejavam ao seu toque.
Quando sua língua já tinha percorrido cada cantinho, Bella abocanhou a cabeça do meu pau e chupou com força me fazendo revirar meus olhos e os fechar em deleite. Sua mão pequena massageava o que não cabia em sua boca enquanto ela me engolia com voracidade.
Eu olhei para ela e vi suas bochechas ficarem côncavas com a força que ela fazia enquanto chupava, tirando e botando meu pau para dentro daquela boca maravilhosa, me fazendo gemer bem alto.
Era uma verdadeira delícia.
Suas mãos também nunca paravam e Bella alcançou minhas bolas massageando com a mesma voracidade com que sua língua serpenteava em meu comprimento até em baixo e voltava a chupar, me deixando louco.
Eu sentia meu orgasmo muito, muito perto e então agarrei os cabelos de Bella e a ajudei em seus movimentos passando a foder sua boca com força perseguindo o meu prazer.
—Eu vou gozar, Bella, estou pronto para gozar em sua boca — falei gemendo sem conseguir parar meus movimentos e gozando muito, logo depois.
Como a boa garota que era, Bella engoliu tudo e me chupou até que eu estivesse completamente limpo e depois caiu sentada no chão parecendo exausta, orgulhosa e morrendo de tesão.
—Sim, você é mesmo uma boa garota — sussurrei para ela quando consegui respirar e vi seu sorriso aumentar.
—Obrigada, senhor.
—E eu aposto como você está louca para gozar, ter um orgasmo tão bom quanto o que você me deu, estou certo?
—Sim, meu senhor, eu quero muito.
—E você terá. Eu estou louco pela sua boceta, seu sabor tão doce, seu cheiro inebriante e a forma como ela fica molhadinha tão depressa. Eu aposto como está completamente encharcada agora, não está?
—Sim, senhor — ela gemeu fechando os olhos.
—Quero que goze em minha boca antes que eu possa me perder dentro de você, Bella, quero foder você sem sentido até nós dois não aguentarmos mais.
—Por favor, meu senhor, por favor! — ela implorou voltando a ficar de joelhos em minha frente abrindo suas pernas e espalmando suas mãos sobre a coxa e eu suspirei.
—É o que eu farei, mas apenas quando chegarmos em seu apartamento — eu a observei respirar ofegante enquanto eu puxava minhas calças de volta para o lugar e quando estava, pronto eu a chamei — vem, vamos embora daqui.
—Sim, senhor — ela disse sem hesitar ou questionar, ficando em pé e segurando a mão que eu lhe estendia.
Ela estava muito quente, suas mãos suavam e ela tremia de leve me mostrando o quanto estava necessitada de contato. A respiração de Bella ainda não tinha voltado ao normal quando entramos no carro e eu assumi o volante de volta para o apartamento e eu podia sentir a necessidade que ela tinha no ar, em cada respiração dela, na forma com que ela se contorcia no banco do carro e em como seus mamilos estavam prestes a furar o tecido de seu vestido leve de tão duros e eriçados que estavam.
Não tínhamos trocado uma só palavra desde que saímos do quarto de jogos, o que era inútil já que palavra nenhuma poderia transmitir o que nós dois sentíamos naquele momento. No elevador Bella chegou a gemer quando eu segurei sua mão, eu podia imaginar o quanto ela estava pronta para mim naquele exato momento. Eu gemi junto com ela e não pude mais aguentar, estava prestes a tê-la ali mesmo, mas por sorte o elevador parou e eu pude leva-la para dentro de casa.
Assim que fechei a porta eu a encostei na parede e ergui seu vestido rasgando sua calcinha e me apossando de sua boceta.
—Você está tão pronta, tão molhada. Que Delicia — gemi entre os dentes e puxei meu pau para fora o mais depressa que pude — eu tinha outros planos, mas não posso esperar mais nenhum segundo para ter você, vou te comer bem aqui.
—Por favor, senhor — ela pediu segurando meu cabelo enquanto eu a erguia do chão e tinha suas pernas passando em volta de minha cintura. No instante seguinte eu estava dentro dela.
Nós dois gememos quando sua boceta me recebeu toda quente, esmagando meu pau dentro de si. Eu investia nela com toda a fome que ela me fez ter desde que saímos da outra casa, sem me importar que minhas investidas faziam com que ela batesse as costas na porta com força. Mesmo assim eu não parei, não até que nós dois gozássemos juntos.
Nossas forças se foram com o orgasmo e Bella estava toda mole em meus braços e eu a ergui levando para o sofá que ficava do outro lado da sala.
Olhei para ela, ainda em cima de mim e de como estávamos mergulhados em prazer ainda vestidos. Tínhamos sorrisos satisfeitos que combinavam e eu sorria ainda mais me dando conta de como ela parecia linda daquele jeito, toda entregue depois de gozar com força em meu pau.
Eu a beijei sem conseguir resistir a ela, ao seu cheiro que ainda me inebriava, a sua beleza que me deixava bobo, ao prazer que ela me dava que só me deixava com ainda mais tesão.
—Você é uma delicia, Bella — murmurei em seus lábios, quando minhas mãos começaram a subir por sua coxa novamente e eu a senti rebolar sobre mim — gostosa de todos os jeitos, mas o que eu quero de verdade é você peladinha para mim. Tira essa roupa, tira.
—Sim, senhor — ela ficou em pé e abriu seu vestido deixando que ele deslizasse lentamente até cair em seus pés, fazendo meu corpo reagir novamente.
—Agora venha aqui e tire a minha roupa também — ela me obedeceu sem hesitar e veio para junto de mim abrindo minha camisa tão devagar quanto tirou seu vestido, passando seu nariz pelo meu peito enquanto me ajudava a tirar as mangas e depois com delicadeza, colocou as mãos por dentro da minha calça aberta não sem antes roçar a mão pelo meu pau começando a se animar com o toque dela com seu corpo nu tão perto do meu e seu cheiro me inebriando, me excitando.
—Senta aqui — pedi quando estava nu doido para ter algum contato com ela. Bella sentou-se em meu colo com uma perna de cada lado de meu corpo e eu segurei seus cabelos fazendo com que ela me beijasse. Ela passou a rebolar em meu colo, esfregando sua bocetinha molhada em meu pau e me deixando louco por ela novamente, mas fomos interrompidos quando a campainha tocou.
Bella arregalou os olhos, mas não se mexeu, parecendo muito nervosa olhando para mim, esperando minhas ordens. Eu também estava sem ação, mas a pessoa do lado de fora não parava de tocar, impaciente. Eu respirei fundo.
—Vai, pegue algo para se vestir e abre logo essa porta, para você voltar para mim.
—Sim, senhor — ela disse sem hesitar e subiu as escadas apressadamente voltando alguns segundos depois com apenas o roupão que usou na noite anterior, passando por mim e indo para a porta.
Continuei sentado ali, imaginando quem poderia estar na porta de minha senhorita. Mesmo curioso eu estava decidido a ficar ali, afinal era melhor que quem quer que estivesse ali não me visse com ela, ainda mais nas condições em que estávamos.
—Boa tarde, Bells! — uma voz masculina extremamente animada a saudou tão alto que eu pude ouvir como se estivesse do lado dela — Não vai me dizer que estava dormindo ainda? — aquela voz me era conhecida, mas eu não tinha certeza de onde.
—Er... Não, eu não... — Bella gaguejou e eu poderia apostar que seu rosto estava corado.
—Não adianta negar, minha linda, eu passei por aqui de manhã, quando cheguei do hospital, bati e você não abriu. Deveria estar em um sono bem profundo, não?
—Eu não estava dormindo, Jake...
—Não me venha com essa, Bells, seus trajes entregam você. Por que usaria esses trajes até depois da hora do almoço, se não estivesse dormindo? Não que eu esteja reclamando, por que você está em belos trajes — A gargalhada que encheu o local me fez reconhecer que era Jacob quem estava ali.
A raiva que eu estava sentindo dele apenas aumentou por ele estar vir empatar minha tarde com Bella e por estar falando com ela daquele jeito.
Procurei minhas roupas o mais rápido que pude e me vesti ouvindo ele fazer gracejos a Bella e sua falta de roupa. Eu me apressei mais quando ele entrou em minha linha de visão e eu o vi todo sorridente olhando para a fresta do roupão de Bella que se encolhia envergonhada.
—O que você quer, Jake? — ela perguntou dando um passo para trás e esbarrando em mim.
—É, Dr. Black, o que você quer? — perguntei de mau humor e ele levantou os olhos do decote dela me olhando de olhos arregalados e completamente surpreso.
—Cullen? Você... Você recuperou a memória?
—Ainda não, mas tem coisas que a gente não se esquece — eu sorri para Bella antes de voltar a olhar para ele que olhava para mim, para meus trajes colocados de qualquer jeito e de volta para Bella em seu pequeno roupão.
—Como foi que você a encontrou e o que você está fazendo aqui?
—Em algum momento eu teria que saber dela, não? E agora que a encontrei, nós precisamos nos conhecer outra vez.
—Posso ver como você está conhecendo ela — ele disse com rispidez dando outra boa olhada para a forma com que Bella estava vestida me deixando com raiva.
—E você, o que quer aqui?
—Eu sempre passo por aqui para ver se Bella está bem, é um costume desde que a conheci, já que sempre estava sozinha e...
—Você não precisa mais se preocupar, Bella não está mais sozinha, eu estou aqui com ela agora — coloquei minhas mãos sobre os ombros dela e apertando. Os olhos dele acompanharam meu gesto e a reação de Bella.
Era visível o quanto meu toque agradava a ela e mesmo que fosse algo tão banal quanto um toque nos ombros, Bella sorria e suspirava a ele. Ficamos um momento em silencio enquanto essas pequenas coisas eram observadas e eu queria muito confrontar aquele cara a respeito de tudo sobre o que ele fazia aqui, o por que ele me escondeu sobre a Bella, mas não queria fazer isso na frente dela.
—Foi muito bom vê-lo, Dr. Black, eu queria mesmo passar em seu consultório para falar um pouco com você.
—Quando quiser, Cullen, estarei te esperando — respondeu tão amargo quanto eu e suspirei.
—Se é só isso, podemos entrar, não Bella?
—Sim, senhor — respondeu rapidamente e olhou para o médico ainda parado a porta — obrigada por vir, Jake e até logo.
—Se precisar de alguma coisa, basta você falar comigo, eu estou logo na porta ao lado — ele piscou sorrindo como se em um passo de mágica eu não estivesse mais aqui e eu bufei.
—Ela não vai precisar — dei um passo para trás abrindo espaço para que Bella entrasse em casa e foi o que ela fez o mais rápido que pode e eu segurei a porta antes de dizer a ele — te vejo em breve, Doutor.
—Pode apostar que sim, Cullen — eu fechei a porta sem esperar que ele se afastasse, nada confortável com o que tinha acontecido.
Respirei fundo sem deixar que isso me tirasse a calma e a capacidade de pensar.
—Você não me disse que Jacob Black vinha ver você aqui — pedi me aproximando de Bella.
—Perdoe-me, senhor. Foram tantas coisas para conversarmos, tantas coisas que ainda não foram ditas, tantas que eu ainda preciso contar ao senhor, mas ainda não deu tempo.
—Então quer dizer que iria me contar que ele vinha aqui?
—Sim, senhor, é claro. Não há nada que eu esconda do senhor.
—Isso é muito bom, as coisas só funcionam se formos muito sinceros um com o outro.
—O senhor sempre me disse isso — ela deu um breve sorriso, mas não foi o suficiente para me distrair.
—Com que frequência Jacob vem aqui?
—Não é sempre, duas ou três vezes na semana ou pela manhã quando sai para o trabalho, ou no começo da noite quando volta de lá.
—E ele já vinha aqui antes do acidente?
—Não senhor, ele se mudou pouco depois que o senhor foi para o hospital.
—Como se conheceram?
—Eu estava com o senhor, sentada ao seu lado como sempre fazia. Ouvi dizer que pacientes em coma podem ouvir o mundo ao redor, por isso, eu sempre lhe fazia companhia, segurava sua mão e conversava com o senhor — sorri por que era assim que ela estava quando acordei, essa imagem nunca sairia da minha cabeça. Bella, com os dedos entrelaçados aos meus dormindo enquanto me esperava acordar.
—Eu conheci Jacob quando ele foi ao seu quarto — ela continuou sem olhar para mim — ele me viu ali, alguns dias depois do acidente quando já não havia mais ninguém de sua família. Jacob me perguntou se eu era de sua família e eu disse que não, não adiantava mentir, ele já conhecia todo mundo e ele disse que eu não poderia ficar ali se não tinha nenhum grau de parentesco com o senhor. Eu implorei a ele dizendo que o senhor era tudo o que eu tinha na vida, que tinha feito muito por mim e que eu só queria me certificar de que ficaria bem, que pudesse retribuir nem que com um pouco todo o bem que o senhor me fez.
—Eu acho que Jacob teve pena de mim, por que a partir daquele dia eu pude ficar com o senhor ele me arrumou roupas brancas para que ninguém me importunasse. Uma pessoa de fora acharia que eu era funcionaria do hospital, uma pessoa de dentro, pensaria que eu era contratada pela família e por isso não me afastavam.
—E como foi que ele começou a vir aqui?
—Ele foi muito bom para mim, senhor, ele me levava para comer no restaurante do hospital ou me trazia para cá quando eu estava precisando de alguma coisa. Foi assim que ele soube onde eu morava, foi por isso que ele passou a me visitar.
—Por que você estava sozinha?
—Sim, senhor. Ele sempre dizia que enquanto eu não tivesse ninguém, eu poderia contar com ele. As visitas aumentaram muito depois que teve alta e eu não o encontrava mais no hospital.
—Por que não o mandou embora?
—Eu não pensei que fizesse mal falar com ele por um ou dois minutos na porta, senhor, mais uma vez eu lhe peço perdão.
—E era só isso que ele vinha fazer aqui?
—Sim, senhor, ele vinha me dar bom dia ou boa noite. Algumas vezes me chamava para tomar café com ele ou para jantar, mas eu sempre disse não.
—Ah então ele queria sair com você?
—Eu só ia para o almoço com ele no hospital por que ele ameaçava me tirar dali se eu não comesse e eu precisava estar perto do senhor. Eu juro que esse foi o único contato que tive com ele, senhor.
Respirei fundo tentando me controlar. Quem aquele maldito Black achava que era? É óbvio pelo que Bella me contou, pela forma com que ele a olhou hoje aqui ele a quer, ele quer o que é meu e eu não vou permitir isso.
—Ele não vai mais nem se aproximar de você, está me ouvindo?
—Sim, senhor.
—Se ele tocar aqui você não vai abrir, amanhã mesmo eu vou até o consultório dele e vou exigir que ele te deixe em paz.
—Sim, senhor — ela disse baixinho mais uma vez.
Eu me sentei outra vez no sofá que há alguns minutos Bella e eu estávamos prestes a nos fundirmos, felizes, mas tudo tinha acabado por causa daquele babaca. Sua aparição tinha me deixado com muita raiva e saber que ele queria o que era meu só piorava as coisas para o lado dele e para o meu lado também já que eu teria que resolver as coisas antes que enlouquecesse de vez.
—Tudo bem, eu preciso ir agora — fiquei de pé tentando me convencer disso, afinal apesar da raiva, tudo o que eu queria era estar com ela por mais tempo, ou melhor nunca me separar dela — eu ainda preciso passar em casa e resolver algumas coisas, quero estar hoje mesmo no consultório do Black — Bella se aproximou e me olhou por um instante antes de abaixar a cabeça.
—Senhor, não está decepcionado comigo, está? Eu não fiz por mal eu... Eu...
—Como eu posso estar decepcionado com você depois de ter me agradado tanto desde que cheguei aqui ontem a noite? — eu sorri e lhe dei um beijo de leve.
—Então não vai embora, senhor, por favor. Fique um pouco mais comigo...
—Fique calma, Bella, eu só preciso resolver isso. Eu ainda estou muito confuso com tudo o que eu tenho pela frente, não sei se vou voltar para o trabalho, não sei o que fazer para reparar meus danos com minha família. Eu não sei se me divorcio de Tanya, não sei o que fazer com respeito a isso, mas eu só tenho certeza de uma coisa: Eu preciso de você em minha vida. Não vou me afastar de você nunca mais, me ouviu? Nunca mais, Bella,
Eu a beijei querendo mais do que tudo demonstrar isso e também para não me esquecer da sensação de estar completo que eu tinha quando ela estava em meus braços e de como isso já era vital para mim.
—Obrigada, senhor — ela agradeceu com a boca ainda na minha eu a olhei me permitindo me perder mais uma vez naqueles olhos incríveis antes de me afastar.
Bella me levou até a porta e suspirando ao me ver sair.
—Posso perguntar quando vai voltar, meu senhor?
—Eu vou voltar em breve, não tenha dúvidas — prometi mais para mim mesmo do que para ela enquanto em afastava sem olhar para trás.
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