Notas iniciais
Olha o que o doce mês de maio trouxe! Olá, minhas senhoritas, como vão? Prontas para finalizarmos essa história? Quero dedicar com todo o carinho do mundo o capítulo para anandacosta que recomendou a história! Obrigada pelo carinho, muito, muito obrigada pelas palavras. Então, vamos a ele! Espero com todo o coração que vocês gostem! Boa leitura!

Abri a porta do quarto de jogos e entrei.

Dei alguns passos para dentro e parei, como de costume de frente para a minha submissa. Eu observei ela beijar meus pés lentamente e demoradamente um depois o outro e depois voltar a sua posição.

Permaneci por mais alguns momentos admirando seu corpo maravilhoso ali, ajoelhada sem nenhuma peça de roupa. Sua posição impecável, a coluna reta, ajoelhada e sentada em cima de suas pernas abertas, por onde eu podia ver todo o seu corpo exuberante desde seus pés debaixo de sua bunda gostosa, sua boceta deliciosa que eu podia apostar que já estava pronta para que eu a tomasse, sua barriga, seus seios firmes e tão bonitos de mamilos durinhos.

Era verdadeiramente uma bela visão e eu perdia a noção do tempo ali, olhando para a mulher que eu amava demais. Meu momento de reflexão quase sempre terminava com um longo suspiro da parte dela, ansiosa para que eu começasse. Com um sorriso, depois que ela suspirou, eu adentrei o quarto de jogos em silencio em busca do que eu precisaria, coloquei sobre a cômoda e voltei.

Passei mais um tempo olhando para ela, traçando um itinerário para o nosso prazer e ela suspira mais uma vez me fazendo franzir o cenho.

—O que foi, Senhora Cullen? Por um acaso eu a estou entediando?

—Não, senhor, por favor, perdoe-me.

—Assim está melhor – assenti percebendo seu arrependimento – Quem sabe eu a perdoe se for uma boa menina? – sem demora, ela veio para junto de mim abrindo minhas calças e a tirou pacientemente para depois se desfazer de minha boxer.

Assim que meu pau já a meia bomba ficou livre para ela, Bella o massageou, as mãos pequenas o envolvendo por completo numa caricia ao mesmo tempo firme e delicada e quando o tinha latejando entre seus dedos, ela o levou a boca chupando com força.

Sem demora, deixei que minhas mãos segurassem seus cabelos e ditei o ritmo que me faria gozar, puxando sua cabeça de encontro aos meus quadris ofegando morrendo de tesão. Afrouxei o aperto e deixei que sua língua deslizasse pelo meu comprimento se demorando em cada uma das veias proeminentes de meu pau, subindo e descendo, me provocando, me excitando.

—Chupa, senhora Cullen, me chupa com força que eu vou gozar para você – guiei sua cabeça para junto de minha virilha e mais uma vez ela não me decepcionou.

—De pé – pedi ainda ofegante pelo orgasmo enquanto sua língua ainda percorria meu comprimento recolhendo as últimas gotas de meu prazer. Ela parou imediatamente e me obedeceu – foi uma boa menina, adoro sua boca em mim, mas não sei se foi o suficiente para merecer tudo o que planejei para você depois daquele desaforo tão mal educado.

—Por favor, senhor.

—Eu quero te levar ao seu limite, quero te deixar louca de tanto gozar...

—Eu te imploro, meu senhor – sua voz era baixa, mas rouca e eu podia sentir o quanto ela estava excitada e desejando muito o contato.

—Venha comigo – comandei e Bella me acompanhou até a mesa me madeira que tínhamos ali – deite-se, coloque sua barriga sobre a mesa e empina sua bunda para mim enquanto eu penso sobre isso – Minha esposa me obedeceu imediatamente e dei a volta em seu corpo e me surpreendi com um plug enterrado em sua bunda.

Desacreditado com o que estava vendo, eu me aproximei tocando o acessório surpresa fazendo-a gemer.

—Quem foi que mandou você colocar esse plug ai? – pedi com o cenho franzido – não me lembro de ter dado essa ordem.

—E não deu, senhor, mas uma garota pode sonhar.

—Está a cada dia mais atrevida – segurei seu cabelo e a fiz olhar para mim – só por que é minha esposa agora, não significa que pode fazer o que quiser de mim, menina malvada. Pode se colocar no banco de surras, vou lhe dar uma lição – ordenei soltando seu cabelo e observando até que ela me obedecesse.

Fui até ela, contornando seu corpo exposto no banco desregular que deixava sua cabeça alguns centímetros mais baixa que o tronco. Com uma perna de cada lado do banco, ela ficava completamente exposta dando a mim uma belíssima visão. Tive que me concentrar para seguir com meus afazeres e respirando fundo fui até ela para fechar as algemas em volta de seus pulsos e tornozelos e então me afastei, peguei uma palmatória e voltei para junto dela.

Aquele plug ao mesmo tempo me deixava cheio de vontade de bater naquela bunda e de ter meu pau enterrado no lugar daquele acessório infame. Minha mão, guiada pelo desejo, se apossou de sua nádega, a apertou com força e logo deslizou para a sua boceta que como imaginei estava encharcada, muito mais do que pronta para me receber.

Enquanto eu a tocava, impossibilitada de se mover ao encontro de minha mão, ela gemeu alto sem se segurar e então me lembrei do que estava prestes a fazer.

—Que coisa mais feia, senhora Cullen, tem sido uma menina tão desobediente – tirei meus dedos de dentro dela e lhe dei uma palmada – tenho uma maneira de reparar isso.

Com a palmatória, dei um golpe com força e quando a afastei, observei sua pele ficar vermelha imediatamente. Eu a golpeei mais uma vez e outra e outra antes de deixar o instrumento cair no chão. Eu me coloquei de joelhos diante da bunda completamente vermelha, encostei o nariz no plug e deixei que meus lábios beijassem sua boceta molhada.

Minha língua a invadiu encontraram o clitóris o provocando, excitando. Com sua respiração rarefeita, a forma como ela tentava se manter parada e quieta quase sem sucesso, mais a forma como ela estava quente e pulsando me mostravam o quanto seu orgasmo estava próximo.

—Acho que já aprendeu sua lição – sussurrei me deliciando com seu prazer que não parava de brotar sabendo o quanto ela queria gozar – que tal agora uma recompensa?

Isabella resmungou uma resposta que não consegui entender e me afastei por alguns instantes para observar mais um pouco a beleza que me inebriava, mas não consegui ficar longe por muito tempo e me aproximei para ver seu rosto de expressão indecifrável, olhando para baixo com respeito.

—Só tenho mais uma ordem para você agora.

—Tudo o que quiser senhor – eu me abaixei para falar em seu ouvido deixando meus dedos percorrerem suas costas.

—Goza para mim.

Eu ainda falava quando penetrei meus dedos em sua boceta gostosa arrancando um gemido dela. Mesmo que gostasse de olhar o prazer se construindo em seu rosto, fiquei de frente para a sua boceta enquanto meu polegar alcançou seu clitóris exigindo que me obedecesse e não demorou nada para que isso acontecesse.

Isabella mal tinha alcançado seu orgasmo quando eu lentamente tirei o plug de dentro dela e por isso não poderia dizer ao certo se ela estava gemendo por estar gozando ou por minha nova tarefa.

Eu me inclinei para lubrificar aquela entrada aperada com minha língua enquanto ela se contorcia de sua maneira presa do jeito que estava naquele banco de surras. Seus gemidos me enlouqueciam, me deixava ainda mais excitado e pronto para estar dentro dela.

Se conseguir esperar mais, depois que Bella implorou por mim, eu me coloquei atrás dela e segurando em sua cintura pude finalmente me unir a ela da forma que mais queríamos.

Passei a me movimentar rapidamente guiado por seus gemidos, gemendo também, apertado, esmagado por seu corpo delicioso que me recebia tão bem que me enlouquecia. Minhas mãos passaram por suas costas maravilhosas se perdendo nas covinhas que me excitavam ainda mais.

Nós gozamos praticamente juntos e eu estava zonzo de tanto prazer, hipnotizado por sua bunda que ainda me chamava. Beijei as nádegas vermelhas acariciando para aliviar os golpes e devagar eu soltei as algemas dela e a peguei nos braços levando-a para a cama.

Olhei para a minha esposa enquanto caminhava, seu sorriso era contagiante e me deixava ainda mais feliz e satisfeito. A cada dia que passava nesses dez anos de casamento só me faziam ter certeza de que fiz a escolha certa quando escolhi para estar ao meu lado para sempre.

—No fundo eu sabia que ser seu marido e seu Dominador não funcionaria direito, sabia? – sussurrei e abracei minha esposa que sorria deitada em meu peito.

—Do que está falando? A cada dia que passa isso fica mais perfeito.

—Eu era mais rígido antes, você tem sido tão atrevida e eu nem ao menos consigo te corrigir direito – ela riu.

—Aprendi minha lição, não vou mais ser tão ambiciosa, senhor.

—Sabe que adoro sua ambição, adoro com me deseja e como faz de tudo para ter o que quer de mim.

—E sabe que eu adoro quando está no comando. Não fiz por mal, só quis te dar uma dica do que eu queria – Bella me olhou com um sorriso escondido me fazendo rir.

—Você está me transformando em um frouxo, isso sim.

—Pois eu te acho muito rígido ainda, meu senhor.

—Vou fingir que acredito. A sua sorte é que eu te amo, sou louco por você e... – respirei fundo puxando minha esposa ainda mais para os meus braços a abraçando com força – cada minuto que passa eu te amo mais.

—Eu sei – ela sussurrou de volta fechando os olhos e oferecendo seus lábios para mim. Com o folego que me restava eu lhe beijei profundamente e quando nos separamos toquei seu rosto com carinho.

—Estou falando sério, meu amor. Eu te amo demais, mesmo que eu não diga, mesmo que as vezes eu não demonstre isso – pedi olhando em seus olhos para lhe mostrar a verdade neles.

Quando me casei não achei que fosse acontecer, mas com o tempo, deixamos de demonstrar o que verdadeiramente sentimos.

—Há muito tempo você me disse que nunca percebi seu amor por que não observava as coisas certas e a partir daí, passei a olhar melhor. Sei que me ama não só pelo desejo que sente por mim, mas pelos pequenos gestos de carinho que você tem por mim todo dia, a forma como me respeita, como se preocupa com o meu bem estar sem falar no sorriso bobo que abre quando olha mais do que dois segundos para os meus olhos – sorri tocando seu rosto – eu sei que você me ama e me ama muito.

—Amo, amo mesmo e sinto muito orgulho do que se tornou, a mãe e a profissional que é. Minha menina, minha mulher. Sempre vou amar você, sempre.

—Eu sei disso, sinto isso e sei que sabe que eu também sempre irei amar você – sussurrei que sabia antes de beijar seus lábios mais uma vez, selando mais esse voto de amor que dizíamos um para o outro.

Nosso beijo trouxe uma paz que só se conquista depois de dez anos de casados. Ficamos nos beijando, namorando juntinhos e curtindo um ao outro até que ficou tarde demais e então puxei minha esposa para os meus braços e acariciei seus cabelos do jeito que eu sabia que ela se acalmaria e adormeceria em breve.

Com a calma que emanava dela fui me acalmando também por estar no lugar mais feliz que exististe para mim, nos braços de minha esposa.

Foi assim que passei os melhores e os piores momentos de minha vida nesses dez anos: ao lado daquela mulher incrível que só me deixava mais e mais apaixonado todos os dias. Por mais que eu quisesse, infelizmente nossa vida não foi sempre a calmaria que eu desejava que fosse e como não poderia deixar de ser enfrentamos diversos infortúnios depois de casados como, por exemplo, quando voltamos de nossa lua de mel e resolvemos ter um jantar romântico afim de permanecermos em nossa bolha, mas infelizmente e novamente encontramos Kate no restaurante.

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—Nossa viagem te fez tão bem – sussurrei tocando seu rosto sem conseguir evitar um sorriso.

—Você me faz bem, meu marido – eu a beijei consciente de que não conseguia deixar seus lábios tão longe dos meus por muito tempo. Antes que eu pudesse aprofundar nosso beijo de um jeito que nos faria voltar para a casa, ouço alguém me chamando.

—Kate? – pergunto ao vê-la em suas usuais roupas de couro.

—Que bom ver você! Soube que agora está tudo bem, não é?

—Sim, está tudo ótimo agora – respondi olhando nos olhos de Bella querendo assegurar a ela que nada atrapalharia a nossa noite como aconteceu da última vez que nos encontramos assim.

—Os jornais falaram sobre isso por semanas, você recuperou a memória e prendeu os seus malfeitores, vida normal finalmente.

—Sim, minha vida está em minhas mãos novamente e eu não tenho do que reclamar.

—Então, agora que sua esposa morreu você pode voltar a ter suas submissas e principalmente, pode dividi-las comigo – ela riu animada e respirei fundo apertando a mão de Bella que tinha se encolhido significantemente ao meu lado.

—Acho que não leu as notícias com atenção, Tanya morreu, mas eu me casei de novo. E essa aqui é a minha esposa de verdade, a mulher que eu amo...

—É a sua submissa também? – me interrompeu olhando com mais atenção para minha Bella.

—Não que isso seja de sua conta ou de qualquer outra pessoa, mas sim – não tirei os olhos daqueles que eu tanto amava enquanto falava – Bella é minha esposa, minha submissa, meu tudo.

—Uau... parece que você está mesmo apaixonado.

—Eu estou. Amo verdadeiramente essa mulher e é para sempre.

—Nunca imaginei que isso aconteceria com você, mas já que aconteceu, quero que saiba que eu estou muito feliz. Tudo o que vivemos juntos foi muito importante para mim e é maravilhoso te ver bem.

—Obrigado, Kate. Eu realmente não poderia estar mais feliz – disse numa tentativa de terminar o assunto e voltar para o jantar com minha esposa, que eu podia sentir estar mais do que irritada com a presença dela.

—E quando é que farão uma festinha? Eu estou louca para ser convidada e experimentar essa sua nova companheira – ela sorriu para Bella que ofegou horrorizada.

—Como é? – apertei sua mão por um momento tentando tranquiliza-la e Kate continuou.

—Você é a mesma daquele dia, não é? Deve se lembrar do que nós dois conversamos e que seu “mariDom” divide as submissas dele comigo. Vá se acostumando, querida. Logo, logo você vai ser minha também – respirei fundo diante daquelas palavras fiquei em pé.

—Escuta bem o que eu vou te falar, Kate – minha voz saiu baixa e controlada, mas com muita raiva contida em cada uma das palavras e pela forma com que ela arregalou seus olhos, sabia muito bem disso – Sempre tive uma amizade muito forte por você, respeito muito o nosso passado e somos ligados pela descoberta que fizemos juntos, mas isso é só passado. Eu sou agora um homem casado, que ama e respeita a esposa e eu nunca, jamais vou dividi-la com você.

—Não gosto que falem assim comigo – ela parecia não ter escutado o que eu disse, então eu frisei.

—E eu não gosto que mexam no que é meu.

—Nunca viu problema nisso antes.

—Nenhuma daquelas mulheres me pertenceu de verdade, eu não tinha o coração de nenhuma delas, mas tenho o desta aqui e não vou abrir mão disso por nada no mundo.

—Esse não parece você. Nunca pensei que fosse ouvir essas palavras saídas de sua boca.

—O amor me mudou, Kate e eu espero que um dia também transforme você – falei segurando a mão de minha esposa voltando a me sentar ao seu lado.

—Tudo bem. Vou respeitar sua decisão, mas se um dia mudar de ideia...

—Isso não vai acontecer, esqueça – falei ainda com raiva, mas a fazendo sorrir.

—Acho que entendi. A gente se vê por ai, Edward – assenti sem olhar outra vez para ela que finalmente nos deixou em paz.

Apreensivo com a reação de minha esposa, tomei um pouco de minha bebida antes de olhar para ela. Ver suas sobrancelhas unidas e sua boca retorcida em sinal de desgosto não eram uma surpresa para mim. Então suspirei tocando seu rosto com carinho.

—Sinto muito por isso, meu amor.

—Tudo bem – ela deu de ombros – eu só quero ir para casa.

—Não precisamos ir, acabamos de chegar e temos planos. Não quero deixar nosso programa de lado só por causa disso.

—E eu não quero estragar nossa noite. Não gostei de ver essa mulher e não tenho mais humor para nada – ela se afastou pegando sua bolsa – vamos embora daqui.

—Por que não fala comigo e conta como está se sentindo? – segurei seu braço a impedindo de se levantar – Não vamos deixar que essas pequenas coisas nos separem, eu amo você.

—Eu também te amo mas... – ela respondeu com um suspiro – eu estou morrendo de ciúmes dessa mulher...

—Bella.... não precisa se sentir assim.

—Sei que não, mas não consigo esquecer que vocês têm um passado juntos e...

—Mas é só isso, meu amor, um passado. Conversamos sobre isso antes, não quero nada daquilo sem você e eu jamais dividiria você com ninguém, também já lhe disse isso, você é só minha!

—Eu sei – ela sorriu e deixou que eu beijasse seus lábios. Quando nos separamos seu sorriso estava ainda maior e eu acariciei seu rosto – e você é só meu.

—Sou sim – beijei todo o caminho até seu ouvido antes de sussurrar – sou todo seu de papel passado – Bella agarrou meus cabelos e beijou meus lábios cheia de empolgação me fazendo sorrir quando nos afastamos – estou perdoado?

—A culpa não foi sua, meu amor, mas mesmo assim não sei se consigo deixar tudo isso de lado e seguir com o que combinamos. Acho melhor irmos para a casa.

—E por que? Por favor, amor, não precisa sentir ciúmes.

—Não é por isso que não quero ir...

—O que foi então? – perguntei quando ela se calou – vai ser divertido.

—Eu prefiro ir para casa, por que você não sabe o que fez comigo quando disse que era meu. Não consigo pensar em mais nada do que a gente em nossa cama e você me repetindo isso enquanto está dentro de mim.

—Achei... Achei que estivesse brava – pedi atônito e ela franziu o cenho.

—E eu estou, estou furiosa de verdade – suspirou – mas também estou gravida e morrendo de tesão pelo que você disse e louquinha para levar você para a cama logo.

—Tudo bem – concordei achando graça e segurando seu rosto olhei para dentro de seus olhos – faço tudo o que você quiser.

—Então não quero você perto daquela mulher nunca mais. Esqueça que ela existe, não se encontre mais com ela. Eu proíbo você – eu ri acariciando o rosto dela.

—Sim senhora, madame. Eu vou te obedecer nisso, mas assim que chegarmos em casa, vou te mostrar quem manda de verdade – ela sorriu mordendo o lábio e não pensamos mais no assunto naquela noite.

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Daquele dia em diante, nós tentamos dizer o que sentíamos, sempre e somos muito felizes assim. Acredito que esse seja o motivo para que nossas brigas não fossem tão longe por que nosso amor falava mais alto e quando isso acontece, qualquer mágoa que possamos sentir é pequena demais comparada à que causamos ao outro. O amor nos faz altruístas, foi o que aprendi com o tempo.

Nós dois aprendemos muito com o tempo e com a convivência, estávamos tão maduros quanto apaixonados cada dia mais. Sorri involuntariamente enquanto olhava para minha esposa e pensava em nosso casamento.

Tivemos sim muitos momentos ruins, mas tivemos principalmente momentos bons e eu não saberia escolher qual dos dois se encaixaria o dia do nosso primeiro ultrassom. Bella e eu chegamos ao consultório animados doidos para vermos nosso filho pela primeira vez, mas saímos de lá completamente assustados e incrédulos ao sabermos que eram gêmeos.

Eu me lembro de ter dirigido para a casa em silencio, tanto Bella quanto eu não dissemos uma palavra um ao outro, nós apenas estávamos perdidos em pensamento e entramos na casa de minha mãe desse mesmo jeito.

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—Meu Deus, Edward! – minha mãe exclamou enquanto tentava falar conosco e nós permanecemos ali, em silencio – o que foi que aconteceu com vocês? Os dois estão pálidos! Estão se sentindo bem?

—Sim, sim, mãe, estamos bem... é só que estamos um pouco surpresos e... bastante assustados.

—Fala logo, filho – meu pai pediu – não nos deixe mais ansiosos, sabe que sua mãe não pode se estressar.

—Não tem nada de errado conosco, mãe, está tudo bem pai. É só que nós... Bella e eu... a gente...

—Vamos ter gêmeos! – minha esposa finalmente disse quando eu não consegui falar com a voz tão tremula quanto a minha.

—Mas essa notícia é maravilhosa, meu filho – mamãe se aproximou abraçando a Bella e meu pai veio me cumprimentar. Eles pareciam eufóricos enquanto Bella e eu permanecíamos estáticos e isso logo foi notado – por que estão desse jeito?

—É que isso foi uma surpresa, não é? – falei secando minha mão suada na perna da calça – mal tínhamos nos acostumado com a ideia de um filho e agora teremos dois!

—Não sei por que estão tão surpresos. Nossa família têm gerado tantos gêmeos há gerações que surpresa seria se não tivessem.

—Eu não sabia disso – Bella gaguejou e meu pai sorriu.

—Deveríamos ter alertado você então, os Cullen vêm em pares. Eu mesmo tenho um irmão gêmeo, Emmett tem as gêmeas dele e eu posso apostar que se Jasper tentar mais um pouco vai conseguir seu par também.

—Eu gostaria de ter tido – minha mãe disse sonhadora – mas sabe o que dizem sobre pular uma geração, acho que é verdade. Minha irmã teve essa sorte, por que nossa mãe era gêmea, mas o marido dela não, então...

—Deveriam mesmo ter me avisado – Bella olhou para baixo tocando seu ventre e minha mãe se aproximou de nós.

—Achei que estivessem felizes.

—E estávamos... Estamos – suspirei segurando a mão de minha esposa, olhando em seus olhos e transmitindo seus pensamentos – é que até pouco tempo nem pensávamos em ter filhos e por mais que a felicidade por saber que vamos ser pais tivesse se sobressaído assim que tivemos a notícia... voltamos a ficar assustados ao saber que são dois e eu sei que quando esse choque passar vai ser só felicidade outra vez – Bella assentiu para mim, fazendo daquelas as minhas palavras e então minha mãe, mal se cabendo em felicidade veio para cima de nós em mais um abraço.

—Sei que vão se dar bem, vão ter filhos maravilhosos assim como vocês – ela riu – e mesmo que não queiram vão ter mais de um filho agora.

Torci o nariz para ela, mas não por muito tempo e contagiado com sua alegria eu ri. Aos poucos fui me acalmando com sua confiança em mim e me sentindo forte para dar força para a minha esposa, para a minha família.

Ainda estávamos imersos naquela enormidade que nos envolvia quando de repente Emmett chega com toda a sua família. Em poucos minutos nossa novidade virou motivo de festa, minha esposa se entreteve com as crianças e não muito tempo depois não havia mais sinais de tensão em seu rosto.

Por mais que eu estivesse me divertindo, ainda estava um pouco inseguro com a noticia o que me deixou um tanto distante da minha família e logo meu irmão se aproximou de mim. A princípio, Emmett ficou em silencio, só me entregou uma cerveja e bebeu ao meu lado por alguns minutos.

Meu irmão e eu somos muito conectados. Ele sempre se preocupou muito comigo e todos os conselhos que eu precisava era a ele que eu recorria e mesmo se eu não pedisse, ele sentia minhas necessidades e estava ao meu lado.

—Pai, a mãe mandou você ficar de olho na Emily que ela vai na tia Alice com a vó e a tia Bella – Junior entregou a irmã ao pai e voltou para a sua brincadeira. Meu irmão segurou a menina que já estava engatinhando e a colocou no chão junto de seus brinquedos.

—E então – por fim ele perguntou enquanto observávamos a menina brincar – do que você está com medo afinal?

—O que?

—De longe se vê o quanto está apavorado com a chegada de seus filhinhos. O que tá pegando?

—Não sei dizer ao certo.

—Eu também não. Quando eu estava no seu lugar, eu tinha medo de que um dia faltasse algo para minha esposa, para a criança que ia nascer, o que obviamente não é o seu caso.

—Esse foi o seu único medo?

—Foi. Rosalie e eu nos amamos e que mesmo diante das dificuldades que poderíamos encontrar sabia que ela estaria ao meu lado e que nada nos derrubaria enquanto estivéssemos assim. Sabia que poderia fazer qualquer coisa com ela ao meu lado – ele me olhou com um sorriso – sente-se assim sobre Bella também, não é?

—É claro que me sinto.

—Então não tem por que ter medo. Tem todos nós ao seu lado, vamos ajudar no que for preciso, afinal é o que as famílias fazem, não?

—É sim – sorri de volta – tenho muita sorte por ter vocês.

—Então relaxa, aproveita apara dormir bastante, aproveita todos desejos de sua mulher – ele riu me dando um soco no ombro – e curta bastante esse momento. Ter filhos é a maior alegria da vida de um homem, ouça o seu irmão – ele bateu a garrafa de cerveja na minha – ele é muito sábio.

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Tudo o que minha mãe e meu irmão disseram naquele dia se realizou. O tempo fez com que nos acalmássemos e não precisamos esperar que a barriga crescesse para nos apaixonarmos pela ideia de termos aqueles bebês tanto que a cada dia, Bella e eu ficávamos ainda mais animados, mais apaixonados pela ideia e ansiosos pela chegada de nossas crianças. Montamos o enxoval planejamos o quarto e imaginamos como seria nossa vida quando eles chegassem, mas nada se compara a felicidade que sentimos quando os conhecemos.

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Suspirei aliviado quando finalmente pude entrar no quarto para onde levaram a minha esposa. Ali estava ela, tão pálida, tão cansada que mesmo adormecida se via o quanto ela estava esgotada e ao mesmo tempo feliz.

Foram longas horas de parto em que eu a vi sofrer até trazer nossos filhos ao mundo. Sorri sem conseguir evitar ao pensar nos meus bebês. Foi tão rápido nosso primeiro contato, mas eu poderia dizer com toda a certeza que já estava louco por eles, faria qualquer coisas por aquelas crianças, como para a mãe deles.

Bella abriu os olhos interrompendo meus pensamentos e eu me aproximei sorrindo tanto quanto ela.

—Oi, meu amor. Você está bem? – sussurrei para ela sentando ao seu lado na cama e assim que ouviu minha saudação ela sorriu ainda mais.

—Edward... onde estão nossos filhos?

—Não sei, mas não se preocupe, eles são nossos e estarão conosco muito em breve. Aproveite para descansar um pouco duvido que eles te darão alguma folga – ela assentiu fechando os olhos e eu segurei sua mão.

Meus pensamentos vagaram pensando em como eu amava aquela menina e no quanto aqueles meses em que estávamos casados foram os mais felizes da minha vida. Na verdade, essa felicidade se iniciou quando eu recuperei minha memória e tudo ficou mais fácil quando o nosso amor era a única coisa que tínhamos que lidar, sem reservas, sem medo, sem segredos.

Não sei precisar quanto tempo passei ali, olhando para a minha esposa e pensando em nossa gravidez, nos desejos, nos momentos que passávamos planejando nossa nova vida e no quanto aquelas crianças estavam lutando por espaço dentro da mãe e no quanto eu me emocionava a cada dia ao ver sua barriga crescer, ao saber que faltava pouco para termos os frutos do nosso amor em nossos braços.

Fui tirado de meus pensamentos quando duas enfermeiras entraram trazendo nossos filhos. Achei que minha esposa estivesse dormindo, mas assim que ouviu o burburinho da chegada, ela logo abriu os olhos e se preparou para tê-los em seus braços.

As enfermeiras deram algumas orientações sobre os bebês e os cuidados que deveríamos ter com eles e logo nos deixaram sozinhos curtindo nossos primeiros momentos juntos. Segurando minha garotinha em meus braços, me sentei ao lado de Bella dividindo minha atenção com o meninão nos braços dela.

Bella e eu estávamos contemplando o rostinhos dos nossos bebês, ambos sem palavras absortos na felicidade em tê-los ali. Não dava para negar que a genética dos Swan era mesmo forte. Bella estava muito presente em cada um dos meus filhos o que me deixava ainda mais louco por eles.

—O que acha dos nomes que escolhemos para eles? – Bella perguntou quebrando o silencio – Consegue imaginar esses nomes para sempre?

—Anthony e Marie? – perguntei olhando para as crianças – está arrependida dos nomes que escolhemos?

—Adoro a ideia de dar nossos nomes do meio para eles, mas acha que é uma boa ideia?

—Não fique insegura, amor. Discutimos bastante sobre isso e agora, olhando para eles, posso dizer que foi a melhor decisão que tomamos. Eles são muito melhores do que imaginamos que seria, não acha?

—São sim. Sinto que meu coração vai transbordar de tanto amor a qualquer momento. Eu quero tanto que eles sejam felizes, tanto!

—Eles serão, vamos todos ser muito felizes sempre, eu prometo.

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Quando as crianças nasceram, Bella estava no meio da faculdade e por isso decidi fazer meia jornada no fórum por um tempo para ficar mais com meus filhos, mesmo que minha mãe e cunhadas nos ajudassem e muito com eles, não achávamos justo eles ficarem sem ambos os pais por tanto tempo.

E outro momento maravilhoso de nossas vidas foi quando Bella se formou. Eu a vi se dedicar tanto por tantos anos e quando finalmente tudo acabou ela estava feliz demais.

O orgulho que sentia diante de sua independência não evitaram cenas de ciúmes quando ela começou a trabalhar no hospital em que Jacob atuava. Os primeiros plantões noturnos dela me deixaram louco e bastante intenso quando a levei para o quarto de jogos, mas depois de uma longa conversa conseguimos nos resolver e ficava cada vez mais orgulhoso dela e da família que construímos.

Meu filho Anthony, segundo minha mãe, era uma cópia minha, apesar de se parecer muito mais com a mãe, a não ser pelos olhos tão verdes quanto os meus, ele era extremamente carinhoso e quando punha algo na cabeça não desistia por nada. Nós nos divertíamos muito com as ideias que ele colocava na cabeça como na vez em que decidiu ir até o fim do arco íris e pegar o tesouro que estava ali guardado. Ele passou o dia todo andando e quase se perdeu na floresta, mas ficou muito bravo quando o fizemos voltar para casa, uma vez que não aceitasse que suas vontades fossem contrariadas.

Charlie insistia que a teimosia vinha da mãe, que quando tinha aquela idade não aceitava ser contrariada e toda vez que esse assunto vinha à tona ouvíamos boas histórias sobre a infância de minha esposa que se juntava as boas histórias que meus pais tinham sobre nós.

Minha Marie, era a menina mais doce que já conheci. Também se parecia muito com a mãe. Como o irmão, tinha o mesmo nariz arrebitadinho, o mesmo sorriso, seus olhos se pareciam com os da mãe e a única diferença era a cor dos cabelos que tinha um tom de bronze bem parecido com os meus. Charlie adorava frisar que “não se esconde quando é um Swan” ou “todo mundo percebe quando o sangue Swan corre em suas veias” e eu nada podia fazer quanto a isso uma vez que era a mais pura verdade.

Eu era muito ligada aos meus filhos pelo tempo que passávamos juntos principalmente quando a mãe estava trabalhando e era por isso que eu valorizava cada momento em família, só nós três e muito mais quando Bella se juntava a nós e ainda muito mais valor quando nós dois conseguíamos um tempinho juntos sem eles por perto.

Não sei ao certo quando foi que dormi nem se estava mesmo dormindo quando sinto minha esposa distribuir beijos por meu peito, descendo cada vez mais em direção ao meu pau. Antes mesmo de abrir meus olhos, senti meu corpo responder as mãos pequenas que passavam por ele até que chegaram ao meu pau.

Por mais que cada centímetro de meu corpo estivesse pulsando com o mínimo estimulo, permaneci parado até que a boca quente e gostosa me tomou por inteiro de uma única vez.

Gemi alto me sentando na cama e com um gesto segurei seu cabelo a fim de ver seu rosto, olhar em seus olhos enquanto sua boca me devorava. Quando nossos olhos se encontraram fui tomado de um ímpeto que me fez puxar seu corpo para junto do meu até que minha boca estivesse em sua boceta.

Minha boca tão faminta quanto a dela cobriu a boceta delicada enquanto minha língua ora serpenteava provocando seu clitóris, ora entrava e saia de dentro dela me deliciando com o seu prazer que inundava minha boca. Eu segurava firme em sua bunda apertando, puxando para junto de mim enquanto movia meus quadris em direção a boca gostosa que me engolia cada vez mais faminta.

As unhas de Bella cravaram em minha pele quando ela gozou gritando meu nome e ela ainda gozava quando meti meu pau dentro dela, louco para gozar naquela bocetinha gostosa.

Um gemido longo escapou de minha garganta quando eu estava todo dentro dela e tive que me segurar muito para não gozar naquela hora. Não esperei nem mais um segundo para me movimentar doido para fazer minha mulher gozar mais uma vez e no ritmo frenético que alcançamos não demorou muito para que o atingíssemos juntos.

Agarrei minha mulher tentando juntar a bagunça de prazer que ela tinha se transformado ao mesmo tempo em que tentava organizar minha cabeça, minha respiração.

—Bom dia, meu amor – ela sussurrou muito tempo depois quando nossos corações voltaram ao ritmo normal.

—Bom dia – eu ri de seu tom inocente como se nada tivesse acontecido há pouco. Ela riu junto comigo, parecendo bastante orgulhosa de seu feito e eu decidi que não aumentaria o seu ego, não a essa hora da manhã pelo menos. Beijei seus lábios mais uma vez, ignorando a forma com que ela se aproximou de mim e suspirei me afastando dela, até por que por mais que eu quisesse ficar ali e fazermos amor pelo resto do dia, tínhamos que nos levantar e ir para a casa.

—Acho que é melhor a gente voltar para a casa agora, não é? – sussurrei no ouvido de minha esposa ainda inebriada pelo orgasmo recente.

—Sabe que ainda está me devendo um fim de semana inteirinho aqui, não sabe?

—Não me esqueci, amor, mas temos que dar um jeito de entreter as crianças, sabe que a uma hora dessas elas devem estar importunando todo mundo procurando a gente.

—Eu sei... quem sabe nas férias?

—Parece ser uma boa ideia e está bem pertinho, acho que posso pensar em algo para você, senhora Cullen – falar o nome dela aqui dentro mexia de verdade comigo e ela sabia disso, podia ver em meus olhos – vamos tomar um banho e voltar para a casa antes que eu não responda por mim.

—Sim, senhor – rindo eu acompanhei minha esposa para o banheiro e depois de um banho rápido pudemos pegar a estrada de volta para nossa casa.

Desde que voltamos de nossa lua de mel nós nos mudamos e agora somos vizinhos de meus pais e irmãos. Era muito bom tê-los sempre por perto, era um sonho realizado além de que sempre que precisávamos de qualquer tipo de ajuda eles estavam sempre ali para nós, mas de vez em quando precisávamos de um tempo sozinhos tanto em família quanto apenas Bella e eu.

Não montamos um quarto de jogos em nossa nova casa. Por mais que fossemos cuidadosos e trancássemos sempre, uma hora ou outra nossos filhos poderiam descobrir sobre ele e não seria fácil falar sobre isso. Não que a falta de um quarto próprio para isso limitava nossas atividades, mas algumas vezes precisávamos de mais espaço e de nossos acessórios. Então, como nunca nos desfizemos de nosso quarto em nossa casa na floresta, de vez em quando deixávamos as crianças em casa com minha mãe e fugíamos para ter um tempo só nosso onde nossa história começou.

—Mãe, pai! Ai estão vocês, finalmente – minha filha veio ao nosso encontro assim que descemos do carro e abraçou a mãe com força – por que vocês sempre somem?

—Ninguém aqui sumiu, filha, não seja dramática.

—Não adianta, Marie, eles não vão falar – meu filho cruzou os braços emburrado no canto – deveria ter se acostumado que eles sempre somem assim, quando vão se divertir com a gente – Bella revirou os olhos beijando nossa filha e eu ri em direção ao nosso menino.

—Filho – disse a ele – de vez em quando sua mãe e eu precisamos de um tempo a sós.

—É... eles precisam namorar, Tony. Temos sorte por que eles não levam a gente seria nojento! – Marie fez uma careta junto com o habitual som de desprezo que me fez rir.

—Isso mesmo, meu bebê, nada de namoro para você, sou seu único homem – peguei minha menininha nos braços enquanto Bella revirou os olhos indo até o Tony.

—Até os trinta, né? – perguntou preocupada me fazendo rir.

—Acho que já está bom – ela suspirou aliviada e eu ri beijando suas bochechas – onde está a vovó?

—Está fazendo uns doces que a tia Alice pediu, ela está bem ocupada.

—Tudo bem, vamos voltar para a casa – falei vendo que Bella já tinha acalmado a outra fera – e já que sentiram tanta saudade de nós, vamos passar o dia juntos fazendo algo bem legal, que tal?

—Vai ser ótimo papai, mas podemos voltar depois? O John e júnior vão chegar daqui a pouco e estou com saudades deles.

—Claro que voltaremos – Bella respondeu quando não disse nada e fomos juntos para a casa.

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—Marie, minha bonequinha! Que bom ver você – cruzei os braços incomodado com o rapaz que abraçava a minha garotinha. Desde pequeno, meu sobrinho tinha uma paixão por Bella que pareceu ter sido superado quando levei um tiro, até por que logo depois nos casamos e ela ficou enorme carregando nossos filhos, mas quando John viu Marie, ao que parece, essa paixão foi transferida para ela.

Todo mundo achava fofo como ele cuidava da prima e toda atenção que dava a ela, e de certo modo até era naquela época, mas isso não passou com o tempo. Agora ele estava na faculdade, prestes a se formar e ainda dava a mesma atenção a minha menina, tratando-a com aquela mesma adoração que me incomodava e muito.

—Não gosta mesmo de ver o garoto com a sua menininha, não é? – Emmett perguntou se aproximando de mim.

—Ele tem vinte e um, por que não arranja uma garota da idade dele?

—Se eu fosse você ia se conformando, eles só não vão ficar juntos se Marie não quiser e pelo visto ela quer sim.

—Ela tem dez anos, Emm. Nem fale uma coisa dessas!

—Vai por mim, isso não vai melhorar, minhas meninas já tem dezoito, mas eu as vejo como se ainda tivessem oito e tivessem cheias de perguntas sobre a vida. Quanto mais elas crescem, menor ficam as roupas e maior são as preocupações.

—É o que eu estou começando a perceber – meu irmão riu.

—Relaxa, vai. Deixa as coisas acontecerem, não sofra antes da hora e vem, a mãe estava te procurando.

Entramos juntos e minha mãe me abraçou. Ao longo dos anos sua saúde melhorou e muito até por que nossa vida tem sido bastante tranquila e cheia de felicidade e era possível ver isso em seu rosto.

—Como foi ontem com as crianças? – perguntei sabendo que eles poderiam ser difíceis.

—Foi tudo bem, sabe que eu consigo controla-los muito bem, seu pai e eu nos divertimos bastante com eles – ela riu acariciando meu rosto – não precisa se preocupar.

—É bom saber disso, por que eu estou preparando uma surpresa para Bella quero fazer uma nova lua de mel e vou precisar de você para cuidar deles.

—Vai ser um prazer. Então... uma nova lua de mel?

—Sim, precisamos de um tempo sozinhos.

—Um tempo maior você quer dizer – olhei para ela intrigado com esse comentário e ela sorriu – vocês estão sempre escapando das crianças e não pensem que não sei que se enfiam na casa perto da floresta para ficarem juntos.

—Amo meus filhos, mãe, mas eu preciso de um tempinho com minha esposa também – Esme sorriu parecendo orgulhosa.

—O que também não deixa de ser importante, mas o que realmente importa é que vocês estejam felizes.

—Nós estamos sim, Esme – Bella se aproximou e disse ao me abraçar – mais do que isso seria impossível.

Olhei para dentro dos olhos dela, aqueles olhos que eu poderia dizer que me trouxeram a vida, que me enchiam de vida todos os dias e apenas assenti sem palavras depois de beijar seus lábios sabendo que enquanto ela estivesse ao meu lado, eu estaria feliz.

Bella sorriu junto comigo, provavelmente vendo o fascínio que sempre senti quando olhava para seus olhos e em silencio jurava que enquanto eu vivesse, com memória ou sem, meu coração seria sempre dela.

Notas finais
Pois é... é isso. Um belo dia imaginei no que daria se houvesse um dominador desmemoriado e me coloquei a escrever, imaginei que seria sexy uma submissa dando as cartas. Sempre gostei muito do tema e demorei para escrever por que tinha medo de escrever algo que não gostasse e estragasse isso até para mim mesma, mas agora, olhando para a história toda me orgulho do que saiu. Quer muito agradecer a todo mundo que está, esteve ou estará aqui. Obrigada, obrigada pelo carinho dos comentarios, pelas recomendaçoes maravilhosas, pela paciencia infinita da demora dos capítulos e por permanecerem até agora, até aqui. Obrigada, muito, muito, muuuito obrigada, de verdade! Por favor, peço que deixem um comentário, diga-me qual foi sua parte favorita da história (tipo a Dora a Aventureira kkkk) do que não gostaram, se cumpri com a expectativa de voces, de as decepcionei... por favor, digam qualquer coisa, mas digam, não imaginam o quanto isso é importante pra mim. É importante para mim também que continuem comigo. Postei na semana passada uma história nova continuem comigo, por favor, venham estar inevitavelmente apaixonadas ♥ https://fanfiction.com.br/historia/759445/Inevitavel/ Então é isso, aqui eu me despeço, minhas queridas senhoritas, agradecimentos eternos e sem fim! Mil beijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!