Notas iniciais
Olá senhoritas, como estão? Espero que tenham tido um lindo natal com as pessoas que amam e que estejam ansiosas para ler mais esse capitulo. Tomara que gostem! Boa leitura!

Guiei Bella para a cama, sem conseguir me afastar nem um centímetro de seu corpo, louco para me fundir ainda mais, completamente. Sua respiração era ofegante, ansiosa e eu a sentia tremer cada passo que dávamos em direção aquela cama enorme.

Nossos passos se misturavam por nossas pernas estarem entrelaçadas e meu pau ia roçando a parte interna de suas coxas e mesmo que fosse só de relance eu podia senti-la tão quente que parecia poder me incendiar a qualquer momento, sem falar em sua umidade, porra! Eu podia sentir o quanto estava molhada cada vez que meu pau tocava sua boceta ao trocarmos o passo e isso estava me deixando duro novamente ansioso para sentir por inteiro seu calor.

Eu a beijei novamente no meio de um gemido quando mão pudemos mais caminhar impedidos pela cama e a abracei descendo minha mão pelo seu corpo, podendo constatar o que eu imaginei: sua pele era ainda mais macia do que parecia arrepiada e sensível ao meu toque, receptiva e ansiosa pela grande noite que teríamos pela frente.

—Bella — sussurrei desejando ver seus olhos. Ela os abriu imediatamente satisfazendo meu desejo. Aquele olhar só me deixou ainda mais quente já que em seus belos olhos eu vi o imenso tesão que ela estava sentindo e ficamos assim, presos por um longo momento absorvendo e alimentando por meio dos olhos o desejo um do outro.

—Sim senhor — ela sussurrou ofegante quando eu nada disse. Sua resposta me fez gemer tanto por causa de seu tom sussurrado, ofegante e sexy que ajudaram a me deixar pronto para ela, quanto por que, por algum motivo, a forma como ela me chamava de senhor me deixava louco a ponto de querer possuí-la de todas as maneiras que me passavam pela cabeça sem pensar em mais nada e então balancei minha cabeça tentando organizar meus pensamentos para lhe dizer algo importante.

—Eu quero conversar mais com você sobre tudo o que já fizemos e tudo o que faremos aqui, mas eu não vou conseguir suportar ficar mais um segundo sem você, sem estar dentro de você. Quer isso, não quer?

—Quero muito, meu senhor, por favor!

Aquela confirmação era tudo o que eu precisava para tomar sua boca, sentindo que ela correspondia com sofreguidão, enquanto eu apalpava seu corpo delicioso. Deslizei minhas mãos por suas curvas, segurando seus seios em minhas mãos, passando meu polegar por suas aureolas, beliscando seus mamilos e os deixando pontudos e tão sensíveis fazendo a linda mulher em meus braços estremecer e se contorcer.

Minhas mãos seguiram sua vontade só pararam quando eu chegaram a sua linda bunda e eu finalmente pude me fartar dela agarrando suas nádegas durinhas e perfeitas enquanto eu a esfregava contra mim.

Quando o ar nos faltou eu a joguei na cama para poder observar melhor sua beleza ofegante.

Isabella olhou para mim desejosa enquanto eu me permitia admirar seu corpo, cada pedacinho dele, perfeito em todas as proporções. De onde estava eu podia ver sua boceta brilhando de excitação, clamando por mim e foi o que bastava para que meu pau ficasse mais do que pronto para toma-la, mesmo depois de um orgasmo arrebatador, sem que nem ao menos ela me tocasse mais uma vez.

—Você é tão linda! — sussurrei quase sem ar quando olhei de volta para seus olhos, esses olhos que me atormentavam desde que acordei. Ao contrario das outras vezes, ela manteve o olhar, sem desviar e então pude assistir o prazer aumentando a cada segundo, vendo seu peito subir e descer enquanto ela arfava.

Eu me aproximei dela, louco para mais contato e montei sobre seu corpo beijando seus lábios rapidamente antes de distribuir beijos por sua pele macia descendo até seus belos seios, gemendo ao me dar conta de que ela era tão deliciosa quanto imaginei que ela fosse, me deliciando tanto quanto ela parecia estar: gemendo baixinho com os olhos bem fechados tentando não se contorcer. Isso só me fez querer dar a ela muito mais do que estava recebendo enquanto eu ia circulando minha língua por seus mamilos ao mesmo tempo em que minha mão descia por sua barriga e chegava a sua boceta.

—Porra! — Como eu previ ela estava ensopada — Caralho, você está muito quente, Bella, muito pronta para mim — meti meus dedos nela sentindo sua boceta me engolir com muita fome e gemi ao me dar conta do quanto minha voz saiu rouca. Olhei para ela que tinha os olhos fechados e assim que parei meus movimentos ela abriu os olhos como se para ver o que tinha acontecido e de algum modo, percebeu que eu esperava uma resposta sua.

—É toda sua, meu senhor.

—Eu vou foder tanto essa bocetinha apertada — voltei a estocar dentro dela sentindo me apertar — Ela é tão gulosa, se está devorando meus dedos dessa maneira, mal posso esperar para que devore meu pau — Bella gemeu baixinho jogando a cabeça para trás — Você já me mostrou que sentiu minha falta, mas e essa delícia aqui, sentiu também?

—Demais, senhor, minha nossa faz tanto tempo — ela gemeu um pouco mais alto quando recomecei satisfeito com sua resposta e beijei seus lábios antes de sussurrar em seu ouvido:

—Eu sei que faz tempo, por isso eu imagino que você tenha se divertido sem mim, mas quero que me conte — aumentei o ritmo me deliciando com sua expressão de prazer enquanto ela me olhava nos olhos — conte para mim, Bella, você se divertiu sem mim?

—Não... Não, meu senhor. Eu sou sua garota, sua boa garota e fiquei esperando pelo senhor...

—Então, não esteve com ninguém desde que sofri o acidente? — perguntei com o cenho franzido. Isso fazia quase dois anos!

—Nem comigo mesma, senhor — eu sorri com sua resposta, por que era exatamente o que eu queria ouvir e de alguma maneira, era o que eu esperava dela.

—Que delicia! Essa bocetinha é só para mim então?

—Sim senhor. Meu prazer pertence ao senhor, eu pertenço ao senhor.

—Então isso quer dizer que eu posso fazer o que quiser dela?

—O senhor deve. Por favor!

Apenas sorri voltando a me aproveitar de seus belos peitos enquanto estocava meus dedos dentro dela sentindo que ela os esmagava com seu canal apertado demais.

Bella estava a ponto de gozar, eu podia sentir pela forma como estava pronta para isso, mas ela continuava parada com os olhos muito bem fechados, as mãos agarradas ao lençol mordendo seus lábios para evitar os gemidos.

—Não está gostando, Bella? — eu a provoquei retirando meus dedos de dentro dela e os levando a minha boca.

—Oh senhor, está me enlouquecendo! — ela arfava tentando parecer coerente e eu a olhei com mais atenção.

—Então por que não me mostra isso?

—O senhor gosta que eu absorva o prazer em silencio, sem me mexer. Sempre diz que isso o torna mais intenso, senhor.

—Ei... Até a gente conversar melhor sobre isso, é melhor que as nossas regras não funcionem aqui. Eu só quero você nessa cama, fazendo o que tiver vontade e se soltando — me aproximei de seu rosto — quero que goze quando tiver vontade, quando não puder mais aguentar, quero que goze junto comigo — enquanto eu falava meti mais um dedo dentro dela adorando como era recebido por ela sentindo seu aperto, vendo-a se contorcer e gozar no mesmo instante.

—Assim, gostosa, desse jeito — eu beijei seus lábios depois de sussurrar absorvendo seus gemidos, me deliciando com eles, deixando-a mais ofegante do que já estava — agora vamos gozar juntos, sim?

—Oh, sim! Sim, meu senhor — sem pensar em mais nada, louco de desejo por aquela mulher clamando por mim, sem esperar que ela terminasse de gozar com força. Fui para cima dela e a penetrei sem pensar em ter cuidado algum, apenas com muita fome dela.

—Você é muito gostosa — gritei louco ao sentir sua boceta vibrar ao redor do meu pau, ainda gozando e mesmo assim me recebendo com gula, me engolindo dentro de si, me deixando louco.

Eu não conseguia me controlar, a cada investida ela ficava mais receptiva a mim e eu aproveitava isso e investia com mais força com mais vontade. Eu queria aperta-la em meus braços a cada investida, mas eu os mantive ao lado de sua cabeça enquanto estocava com força, gemendo com ela, enlouquecendo enquanto ela rebolava.

Nós perseguimos nosso prazer e o alcançamos praticamente juntos e gozei com força quando senti sua boceta me apertar ainda mais e me encharcar com o seu prazer.

Eu me deitei sobre o peito de Bella, sem querer me afastar nenhum centímetro que fosse enquanto seu corpo ainda tremia junto ao meu.

Muita coisa passava por minha cabeça agora.

Aquilo tudo foi muito bom, uau, era melhor coisa que eu já tinha feito na vida, mesmo sem me lembrar de tudo o que eu vivi, eu tinha a mais absoluta certeza disso.

Mesmo assim, por minha cabeça só passavam muitas formas de como continuar com aquilo e deixar nossa noite ainda mais gostosa com a ajuda de um chicote de montaria e uma venda, ou com um açoite enquanto Bella se inclina na mesa que fica no canto do quarto oferecendo seu lindo traseiro para que eu batesse e o fodesse depois... Ou ainda com cordas com que eu pudesse amarrar Bella a cama com os braços e pernas bem esticados para que não pudesse se mexer enquanto eu a fazia gozar bastante, absorvendo cada sensação.

Assim que abri meus olhos, tudo aquilo sumiu.

Tudo o que eu queria era ter aquela mulher em meus braços, não importando como fosse, desde que ela fosse minha, só para mim, para que eu pudesse ver aquele sorriso saciado e saber que foram os orgasmos que dei a ela que fizeram isso.

—Eu peguei muito pesado com você? — perguntei tocando seu rosto sem conseguir parar de sorrir — parece que vai entrar em coma a qualquer minuto.

—Isso aconteceria se uma pessoa pudesse morrer de prazer.

—Se o que temos aqui for muito melhor do que imagino, acho que não terei muito tempo de vida — eu sorri junto com ela e sem resistir lhe dei um beijo — mas estou um pouco decepcionado, você me pareceu tão afoita, com tanta fome e já está pedindo arrego na primeira rodada.

—Eu estou pronta para tudo o que o senhor quiser — ela disse rebolando com meu membro ainda dentro de si — apenas quero lembra-lo, senhor, de que eu não quebro.

—Você está me chamando de frouxo? — ela corou olhando para baixo quando estreitei meus olhos para ela.

—Não, meu senhor, eu não poderia...

—Mas está dizendo que quer que eu te foda com mais força que isso, está dizendo que eu não lhe dei o suficiente.

—Não, senhor — ela parecia arrependida e horrorizada e eu lhe dei uma oportunidade de se explicar.

—O que quer dizer então?

—Quero dizer que o senhor ainda está com receio de alguma coisa. Não sei se é por que o senhor não se lembra muito bem do... do que temos aqui — ela gaguejou falando mais baixo — e por isso, estou pedindo, humildemente, que o senhor não se preocupe comigo e que me dê tudo o que o senhor tem. Se tiver seu prazer, eu terei o meu — olhei para ela vendo seu rosto ainda mais corado com essas últimas palavras e eu não sabia se ela estava com vergonha ou com tesão.

—Quer que eu me entregue como eu pedi a você que fizesse?

—Sim, senhor.

Pensei no tempo em que passamos longe, se eu, que não me lembrava dela nem da relação que tínhamos sentia muita saudade, imagino como a pobrezinha deve estar se sentindo e sorrio entendendo onde ela quer chegar.

—Então você quer mais forte, é? — minhas mãos agarram suas nádegas com força enquanto ela gemia — Se é o que você quer vai ser um prazer, senhorita — beijei seus lábios com vontade dando a ela uma pequena amostra do que viria, eu a beijei até que não conseguíamos respirar e nossos corpos ficaram acesos novamente. Bella estava tão quente, se esfregando em mim que eu não pude resistir mais.

Eu a virei de costas sobre a cama e logo eu estava sobre ela admirando sua beleza. Como cada pedacinho de seu corpo, Bella tinha costas maravilhosas, com covinhas perto de sua bunda incrível deixando meu pau ainda mais duro pronto e louco para come-la outra vez, mas não sem aproveitar aquilo que eu tinha na minha frente.

Eu a coloquei sobre seus joelhos e abri suas nádegas admirando sua beleza e vendo sua boceta se contrair, pedindo por mim, desejando que eu a tomasse. Meu pau se contraiu tanto quanto sua boceta que parecia implorar por mim. Querendo prolongar nosso prazer eu passei a beijar suas costas, lambendo suas covinhas sem deixar de apertar sua bunda com força.

Aos poucos fui beijando entre elas e lambi sua outra entrada fazendo ela gemer baixinho e, ao descer para sua boceta, Bella não pode mais se segurar, rebolando contra mim e choramingando enquanto eu me deliciava naquela boceta tão faminta.

—Eu preciso estar dentro de você agora! — rosnei para ela enquanto me posicionava atrás de seu corpo. Ela tremia de expectativa quando segurei firme em sua cintura e a penetrei com força, como ela queria.

Caralho!

Isabella era tão apertada que parecia que um movimento em falso a machucaria, mesmo que sua excitação fizesse com que meu pau entrasse e saísse dela com facilidade. Eu pensava em me refrear, mas as palavras dela e a forma como ela gemia e rebolava contra mim me impediam de fazer qualquer coisa que não fosse meter com mais força, querendo mais.

Ela rebolou em minha direção me deixando ainda mais louco por ela, louco para deixar minha marca naquela pele tão branca, tão linda e já que tudo em mim gritava por isso, enquanto eu investia, passei a lhe dar palmadas com força vendo sua bunda ficar cor de rosa e depois vermelha com tantos tapas. Pude ver o quanto Bella estava gostando tanto por seus gemidos quanto por sua boceta que me esmagava a cada tapa, fazendo que gozássemos mais rápido do que nós dois queríamos.

Puxei Bella para junto de meu corpo, mais feliz impossível.

Tudo o que eu queria estava ali, em meus braços suada depois de mais um orgasmo. Fechei meus olhos, confortável demais, tanto que provavelmente adormeci por alguns minutos sentindo sua respiração ofegante em meu pescoço e acordei sentindo que beijos estavam sendo espalhados pelo meu peito e sorri abrindo os olhos vendo Bella distribuindo beijos leves por onde sua boca alcançava parecendo muito feliz, tanto quanto eu estava.

Quando olhou para cima e me viu acordado ela corou e gaguejou uma desculpa que me fez sorrir.

—Isso foi muito bom, não se desculpe por seguir seus instintos.

—É que isso é diferente — ela deu um pequeno sorriso — um diferente bom — eu sorri também pensando em tudo o que falamos sobre nosso relacionamento e sobre toda a imagem que eu criei em minha própria mente.

—Foi a primeira vez que foi você mesma na cama comigo? — perguntei baixinho depois de algum tempo pensando sobre isso.

—Como assim?

—Quero dizer se foi a primeira vez que se soltou sem medo de que eu te repreenda ou te castigue. Que você fez o que queria.

—Eu sempre sou eu mesma quando estou com o senhor, senhor Cullen, sempre.

—Mas sempre tem que estar preocupada em seguir as regras e me agradar — falei atento a seus lindos olhos que me encaravam enquanto afastava uma mexa de cabelo da frente deles — Eu vi como nem se mexia tentando ser disciplinada como provavelmente ensinei a você.

—Eu já lhe disse que minha vida é toda para servi-lo e sou assim. Minha natureza diz que se eu estou te agradando, seguindo suas ordens, eu estou feliz por que esta sou eu — seu sorriso ficou ainda maior — mas esta não foi a primeira vez que fizemos sexo baunilha.

—Baunilha? É quando não fazemos cenas?

—Sim, senhor. Um pouco antes do acidente, nós começamos a fazer muitas vezes, houve até um fim de semana inteiro sem que o senhor me levasse para o quarto de jogos — ela deu um lindo sorriso, como se fosse uma lembrança boa.

—E você gosta — eu pude ver em seu olhar e ela assentiu.

—Gosto de tudo quando estou com o senhor. A minha vida é ao seu redor e sou o que o senhor quer que eu seja, por que é assim que sou feliz — ela abaixou os olhos e eu a vi respirar bem fundo.

—Bella? — ela olhou para mim e eu vi seus olhos marejados — ei... O que foi?

—É que eu senti tanto a sua falta, senhor, tanta. Eu não sabia o que fazer sem o senhor, não tinha rumo eu... Eu era como a lua se levassem o sol dela: sem poder brilhar — ela fungou antes de continuar, deixando que algumas lágrimas caíssem por seu belo rosto — Eu não tinha forças, eu não tinha rumo... Eu não tinha nada e não conseguia viver longe do senhor.

Aquela confissão me pegou de surpresa, fazendo meu coração acelerar estranhamente, como se essa sensação me fosse familiar.

—É por isso que ficou no hospital?

—Sim senhor. Eu queria estar por perto do senhor de alguma forma, mesmo sem estar com os olhos abertos e sem falar comigo. Estar ao seu redor me reconfortava, me dava esperanças — ela se aproximou ainda mais para me abraçar com força — obrigada por voltar, senhor Cullen, obrigada, meu senhor, por estar comigo, eu não poderia estar mais feliz.

—Eu também estou feliz em estar aqui — respondi baixinho a abraçando de volta. Eu me sentia realizado aqui, como nada mais me fez sentir assim, não que eu me lembre. Aqui, com ela em meus braços eu sentia que a angustia de que me faltava algo já não existia e me dei conta de que se eu não me lembrasse de nada daqui para frente, eu estaria bem se ela estivesse ao meu lado.

—O que foi que você fez esse tempo todo desde que acordei? — perguntei algum tempo depois quando ela estava mais calma ainda abraçado a ela, dizendo em voz alta a pergunta que eu me fiz esse tempo todo.

—Eu fiquei morrendo de saudade e ansiosa para que nos encontrássemos novamente.

—Por que fez isso, Bella? Por que não me contou logo quem era ou, por que não me disse onde eu poderia te encontrar quando eu saísse do hospital? Por que não procurou por mim?

—Mas... Foi o que eu fiz, senhor.

—Como assim?

—Naquele dia em que acordou eu fiquei ansiosa esperando que o senhor voltasse de seus exames, mas antes disso eu vi sua família chegando, eu vi... Eu vi sua esposa louca para ver o senhor e tive que me afastar. Todos os dias eu ia até o hospital bem cedo e sua mãe já estava ali, a noite eu voltava, mas o senhor estava dormindo sono alto e não conseguia me ver. Isso se repetiu durante todos os dias até que Jacob me disse que o senhor já iria sair do hospital. Eu fui até lá na esperança de vê-lo, mas assim que cheguei sua mãe já estava com o senhor e então eu entreguei a carta que lhe escrevi para que Jacob lhe entregasse.

—Carta?

—Sim senhor. A carta que trouxe o senhor de volta para mim.

—Não recebi carta nenhuma — ela franziu o cenho parecendo confusa.

—Não mesmo? — balancei minha cabeça.

—Eu fiquei louco querendo saber sobre você. Eu cheguei a pensar que eu tivesse sonhado e que você era só um anjo que foi me visitar enquanto estava em coma e depois foi embora. Cheguei a falar com Dr. Black sobre você, perguntei se sabia seu nome ou onde encontra-la, mas ele disse que não, que não sabia nada a seu respeito.

—Eu não sabia disso, meu senhor. Para mim tinha recebido a carta que lhe enviei com meu nome e endereço, caso o senhor ainda não se lembrasse. Escrevi ainda que estaria todos os dias esperando na cafeteria em que nos encontramos e que mal podia esperar para vê-lo de novo.

—Eu não posso acreditar! — Exclamei exasperado — Quer dizer que eu poderia ter encontrado com você assim que sai do hospital?

—Eu estava ansiosa por isso, meu senhor, muito ansiosa. Eu sabia que me encontraria com ou sem a carta, mas eu não via a hora disso acontecer.

—Como sabia que eu encontraria você? — a raiva que eu sentia passou como se alguém a tivesse tirado de mim ouvindo sua voz doce e intrigado pensando que não era a primeira vez que ela me dizia isso — Como poderia se eu não me lembrava de você?

—Eu disse ao senhor que o que nós temos é muito forte, muito bonito. Mesmo que não se lembrasse de mim, eu sabia que me encontraria, que ficaríamos juntos por que o senhor mesmo disse que estamos ligados pelo coração. Nossos corpos se tornam um quando nos unimos, mas nossos corações sempre foram um só, nossa mente é uma só desde nosso primeiro dia aqui. E é por isso que nos damos tão bem, é por isso que somos feitos um para o outro.

—Como almas gêmeas? — sussurrei para ela sentindo meu coração se acelerar com suas palavras e ainda mais com o lindo sorriso que ela deu.

—Como dominador e submissa, meu senhor — eu poderia ainda não compreender completamente essa definição, ou tudo o que fazíamos, mas eu sentia, sentia que era verdade.

—Posso entender o que está me dizendo, agora eu vejo o por que sentia sua falta se não sabia se você era real ou se um dia eu ia te ver de novo... E foi um grande alívio encontrar você hoje de manhã, não sabe o quanto eu estou me sentindo bem agora.

—Eu também, senhor — olhei para o seu belo rosto, seu sorriso impressionante e sorri também, encantado com essa senhorita tão doce. Bella realmente fazia parte da minha vida. Eu senti isso quando acordei e agora pude comprovar isso.

—Eu não quero sair de seu lado nunca mais — eu disse já tomando sua boca novamente. Era impossível impedir meu corpo de se mover contra o dela, de impedir que ele se excitasse com seu toque doce de seus lábios, com seu cheiro.

Isabella era definitivamente uma mulher deliciosa em todos os aspectos e me enlouquecia com muito pouco.

Eu queria toma-la mais uma vez, mas ao invés disso eu a olhei nos olhos vendo seu pequeno sorriso, parecendo feliz e ardente, como se estivesse ansiosa para ter mais...

Bella me agradava tanto!

Beijei seu rosto me aproximado dela novamente que reagiu se aconchegando a mim novamente esperando pelo que eu faria.

—Eu acho que agora seria uma boa hora para aquele ravióli de cogumelos — disse sorrindo mudando de rumo os pensamentos de Bella, querendo me concentrar em receber as respostas que eu queria dela.

—Sim, senhor — ela respondeu depois de piscar algumas vezes entendendo o que eu estava dizendo — Eu só preciso de alguns minutos para servir.

—Tem o tempo que precisar, mas tenha em mente que eu estou faminto — pisquei para ela vendo que estava um pouco confusa ainda me fazendo rir.

—Sim, senhor — ela se levantou e foi para onde tinha deixado cair o roupão e o pegou do chão. Antes de ter seu corpo coberto por ele, ela olhou para mim — quer que eu me vista, ou prefere que eu fique nua?

—Pode se vestir — eu disse e ela se apressou em obedecer minha ordem e deixou o quarto apressada, mas querendo transparecer tranquilidade como se não quisesse fazer nada mais do que saber quantas estrelas tem no céu, sem saber o quanto eu conseguia ler cada gesto dela.

Eu me vesti rapidamente com apenas a boxer que estava esquecida em um canto e segui Bella para a cozinha gostando de vê-la caminhar, seu corpo, seu gingado delicioso me dando muitas ideias de tudo o que poderíamos fazer ainda.

Eu me sentei na bancada e passei a olhar enquanto ela trabalhava e esse sentimento bom que eu tinha de ter ela assim tão perto de mim passou quando me dei conta de que poderia estar assim com ela há mais tempo, ao pensar que tiraram isso de mim apagou meu bom humor momentaneamente.

—Eu não consigo entender por que o Dr Black não me deu a carta que você escreveu para mim. Você tem alguma ideia?

—Não, meu senhor. Pedi e implorei a ele que me prometeu que faria e eu acreditei mesmo depois de ter confessado não ter entregue nenhum dos meus recados.

—E o pior é que eu perguntava de você toda vez que eu fui ao hospital, toda vez que conversávamos e eu não entendo por que ele fez isso. Eu preciso tirar isso a limpo e eu o farei, o mais rápido que eu puder.

—Sim senhor — Bella deu um leve sorriso enquanto cuidava da comida. Eu a olhava se movimentar e passei a prestar a atenção nela querendo deixar essas questões de lado, louco para conhecer mais dessa mulher que me encantava tanto.

—Bella? — eu chamei enquanto ela trazia uma taça e talheres para a mesa — você disse que eu dei essa casa a você, não foi?

—Sim senhor.

—E sou eu quem cuida de tudo por aqui? As contas, as compras, a empregada? — ela assentiu e eu franzi o cenho — Não te faltou nada enquanto eu estive longe?

—Não, senhor, ficou tudo bem. Eu não tenho certeza, mas tem alguém que cuida disso, das contas daqui, das de sua casa e de seus negócios todos quando o senhor está impossibilitado.

—Que bom, fico mais tranquilo assim — ela sorriu se aproximando.

—Eu espero que o senhor goste do que eu lhe preparei.

—O cheiro está ótimo e eu estou faminto, mal posso esperar para provar — eu me aproximei da mesa e percebi que lá só tinha um lugar posto. Bella colocou comida em meu prato e sorriu para mim.

—Bom apetite, senhor — enquanto eu a olhava ela ficou de joelhos e com a cabeça baixa, tal como estava no quarto de jogos, bem aos meus pés.

—Bella, o que você está fazendo?

—Esperando que o senhor coma.

—Você sempre faz isso?

—Sim, senhor, esperando suas ordens.

—Fui eu quem lhe ensinou isso?

—Sim, senhor. Quando fico de joelhos me coloco a sua disposição, mesmo que não esteja precisando de mim, para que saiba que estarei pronta quando precisar.

—Eu não quero que faça nada disso hoje, Bella. Deixe para quando retomarmos tudo, por enquanto venha, coma comigo.

—Sim, senhor — Bella levantou-se depressa pegando um prato e se sentando ao meu lado depressa. Fiquei observando até que ela deu a primeira garfada com com gosto e eu sorri.

—Agora sim você está bem onde eu quero — ela me olhou por um minuto e depois devolveu seus olhos ao prato. Eu me senti muito bem com isso — e a propósito, isto está uma delicia.

—Obrigada, senhor.

Nós dois estávamos com tanta fome que comemos depressa e em silencio. E eu me senti bem com cada parte disso, era tão bom e confortável estar com ela, como se fosse algo corriqueiro, normal. Estar com ela era quase tão bom quanto estar com minha família e eu tinha vontade de não me afastar nunca mais.

—Venha até aqui — eu a chamei quando acabamos de comer a sentando em meu colo — você me disse que temos outro lugar para ficarmos nos fim de semana, eu quero que me conte sobre isso.

—É uma casa que fica perto da floresta, senhor. É um lugar lindo e bem afastado que comprou para que nossos finais de semana pudessem ser tranquilos e, principalmente sem que pudéssemos ser descobertos...

—Mas eu continuava vendo você aqui, não é?

—Sim, mas foi quando o senhor deixou de aparecer todos os dias e passou a vir apenas aos fins de semana, quando íamos para lá. Não queria que ninguém desconfiasse do que tínhamos começado e vir aqui todos os dias, mesmo com um bom pretexto, podia parecer suspeito.

—Por que esse segredo todo? É por causa de Tanya?

—Não tenho certeza se por ela, meu senhor, mas é que eu era menor de idade na época e sabe que isso é um crime muito grave em nosso país e... na posição que o senhor tem...

—É verdade, você é tão jovem! — suspirei me sentindo culpado por ter me esquecido disso — Como eu pude fazer isso com você?

—O senhor só me fez bem senhor Cullen e eu quis...

—Isso não é desculpa, você era uma criança e eu tinha que dizer não, não você.

—Eu queria que o senhor se lembrasse de que não foi assim, senhor Cullen. Eu tinha uma escolha poderia escolher me afastar, deixou isso muito claro para mim o tempo todo, mas eu quis e não me arrependo — ela hesitou com a mão próxima ao meu cabelo para me acariciar como se me pedisse permissão e eu me aproximei deixando que ela me tocasse, deixando que ela me acalmasse.

—É melhor falarmos sobre isso depois — lhe dei um beijo antes de voltar ao assunto — Se nós temos esse lugar para mantermos longe dos olhares das pessoas por que não se mudou para lá para assim ficar mais fácil?

—Era o que faríamos, senhor, mas havia muita coisa por trás disso. Eu ia para a faculdade e era uma boa desculpa para que eu deixasse essa casa sem levantar as suspeitas das pessoas, afinal muita gente conhece o senhor, conhece a situação em que o senhor construiu para nós, mas o verdadeiro motivo era justamente por que o lugar é muito afastado e o senhor tinha medo de que algo pudesse acontecer comigo se eu ficasse por lá. É muito protetor senhor — sorri para ela, é claro que eu tinha que protegê-la e eu lhe beijei outra vez.

—E como faríamos quando você se mudasse para lá? — perguntei intrigado — continuaria sendo longe e mesmo que fosse mais velha é perigoso que icasse sozinha.

—O senhor disse que tinha um plano para isso, mas nunca me disse qual era. Eu estava ansiosa para que o dia chegasse e finalmente pudesse descobrir, mas esse dia nunca chegou.

—Ele vai chegar — sussurrei tentando anima-la — eu vou me lembrar de tudo e realizar todos os planos que tivermos juntos.

—Eu sei disso, senhor — sorri junto com ela e sem que pudesse evitar tomei novamente seus lábios, me deliciando com a maciez deles com seu sabor doce e de seu corpo junto ao meu. Antes que eu perdesse a cabeça mais uma vez, eu me separei para dizer:

—Eu quero ir para esse lugar, quero conhecer e saber do que se trata, ver com meus próprios olhos.

—Sim senhor, quando quiser.

—Podemos ir pela manhã — ela assentiu com a cabeça baixa e eu segurei seu queixo olhando em seus olhos — o que foi? Por que ficou assim?

—É que eu não queria que o senhor fosse embora...

—Eu não vou, não consigo me afastar de você, ainda não — eu lhe dei um beijo e sorri para ela — achei que talvez pudéssemos tomar um banho e depois voltar para o quarto.

—Sim, senhor, com muito prazer — deixei que ela fosse a minha frente sem esconder seu sorriso satisfeito que se espelhava com o meu enquanto ia imaginando todo o prazer que, sem duvidas, teríamos juntos.

Notas finais
E então? O que vocês acharam? Deixem suas opinioes: Está bom, não está? Por que Jacob fez isso? O que acharam de Bella e Edward juntos? O que vai acontecer? Contem para mim, por favor! Esse foi o último capitulo do ano e no ano que vem tem muito, muito mais. Até breve. Mil beijos!