Memórias
37 Confessando
Notas iniciais
Meu corpo inteiro se arrepiou quando entrei naquele hospital.
Não era como se eu não tivesse voltado aqui desde que tive alta, uma vez que aparecia para consultas com o Dr. Black regularmente. Não era pela lembrança das vezes que eu estive aqui entre a vida e a morte, pelo que sofri aqui dentro, pelo que minha noiva sofreu, nem mesmo pelo que minha mãe passou nesse lugar, afinal, esse era um hospital, um lugar que viu e vê muito sofrimento todos os dias. O verdadeiro motivo do meu mal estar era por vir aqui para presenciar o sofrimento de alguém que me fez sofrer muito.
Vim visitar Tanya.
Era muito difícil ter que me encontrar com aquela mulher, principalmente depois de tanto tempo sem saber nossa história e agora estar frente a frente com ela significava estar de frente com todos os piores pesadelos da minha vida que se não foram causados por ela tiveram suas mãos neles. Agora eu tinha que encarar todas as mentiras que nos envolveram não só enquanto eu estava sem memória, mas durante todo o tempo em que nos conhecemos e era isso que me deixava mal, era esse o motivo do calafrio ruim que não deixava meu corpo.
Apesar de tudo, não estava arrependido por estar aqui, afinal eu confiava plenamente no julgamento de Bella, acreditava que Charlie tinha razão quando disse que nossa conversa poderia render muito nas investigações e de minha parte, eu sabia que precisava ouvir muita coisa dela antes que... – respirei fundo e Charlie apertou meu ombro.
—Eu entendo se não quiser fazer isso, é cedo demais para encarar essa mulher – eu olhei para ele de cenho franzido e ele deu de ombros – só estou dizendo que ainda dá tempo de desistir.
—Sei que me conhece o suficiente para saber que eu não sou homem de voltar atrás, Swan. Sabe que se cheguei até aqui, vou até o final.
—Tudo bem, você é quem sabe. O quarto dela é o segundo a esquerda e sua entrada está liberada. Expliquei seu caso ao médico e pode ficar lá dentro o tempo que precisar.
Assenti e caminhei devagar para onde Charlie tinha indicado aparentando estar um pouco mais confiante do que realmente me sentia, mas mesmo assim, andando o mais lento possível enquanto pensava. Nem imaginava o que ela poderia querer comigo se da última vez que estivemos frente a frente estava disposta a me matar, ela me deu um tiro!
Por mais que Charlie afirme que ela foi tão vitima quanto eu, ainda me sinto mal por estar de frente a ela. Mesmo assim, me obriguei a fazer isso decidido a colocar um ponto final de vez nessa parte da minha vida.
Respirei fundo e entrei no quarto, mas perdi o fôlego quando a vi.
Tanya sem sombra de dúvidas sempre foi uma mulher lindíssima. Seu cabelo loiro avermelhado, seu sorriso, sua segurança e sua imponência faziam dela ainda mais impressionante e admirável. Tudo isso havia se perdido, não havia sequer um resquício daquela mulher no ser inerte naquela cama.
Era um triste fim.
Não sabia ao certo onde tinha sido o tiro que tinha dado em si mesma – e para ser sincero eu nem queria saber – mas, assim como eu, Tanya não tinha mais seus cabelos ou era o que parecia quando olhava para o curativo imenso em sua cabeça que cobria boa parte dela. Eu me aproximei da cama vendo seu rosto que imaginei estar desacordado, mas assim que estava perto o bastante ela abriu os olhos. Levou algum tempo para que me reconhecesse e assim que o fez, abriu um leve sorriso.
—Você veio, Edward – ela parecia fazer muito esforço para falar, mas seu sorriso se mantinha e seus olhos, mesmo marejados, sorriam tanto quanto – Obrigada, muito brigada por estar aqui.
—Só quero saber o que quer de mim – pedi sem rodeios e vi seu sorriso morrer no mesmo instante em que seus os olhos se arregalaram.
—Entendo que você não queira estar aqui comigo, mas eu agradeço demais que tenha vindo. Edward, isso é muito importante para mim, tenho muita coisa para te dizer.
—Se entende que não quero estar aqui, então diga logo o que quer para que eu possa ir embora – Tanya assentiu antes de começar ainda sorrindo.
—Uma das coisas que eu sempre amei em você é esse seu jeito de dizer o que pensa sem pensar em qualquer consequência, por mais que às vezes pareça rude, sei que é só o seu jeito de demonstrar afeto.
—Acha mesmo que eu tenho algum tipo de afeto por você? – perguntei incrédulo – mesmo depois de tudo o que vivemos juntos? Depois de tudo o que você me fez?
—Não, eu sei que você não me ama. De alguma maneira eu sempre achei que poderia te conquistar mesmo que eu não fosse o que sempre procurou em uma mulher – respirou fundo antes de continuar – e isso foi uma obsessão para mim inclusive durante todo o tempo de nosso casamento.
—Não precisa me falar isso, a minha memória voltou e agora eu consigo me lembrar de tudo, vá direto ao ponto para eu poder ir embora daqui.
—Certo – fechou os olhos por um segundo e respirou fundo – o que eu quero dizer, Edward, é que eu sempre te amei, desde o dia em que te vi pela primeira vez no campus da faculdade e tudo o que eu fiz foi em nome desse amor.
—Inclusive o plano de me matar? O tiro que me deu?
—Eu não sei explicar o que aconteceu. Tudo ficou muito diferente desde que conheceu aquela menina, Isabella – Tanya deu um sorriso fraco e continuou falando com dificuldade – naquele mesmo dia, quando voltou para casa depois daquela audiência eu soube que não tinha mais chance nenhuma, me desesperei, pedi ajuda a Quill e... não tive mais controle de nada, até que viemos parar aqui.
—O que está querendo dizer?
—Eu vi que você tinha se apaixonado por ela naquele mesmo dia, o que me consolava era que ela só tinha catorze e não podia fazer nada quanto a isso. Por mais que você não me contasse nada, que nosso casamento não passava do tempo juntos que passávamos pela obrigação do contrato, eu sabia cada passo seu, sabia com quem você estava ou quem passava em seu caminho, sabia cada palavra que dizia e sabia todas as vezes que se encontrava com Isabella.
—Como sabia todas essas coisas?
—Não é o que vem ao caso agora e sim a forma como eu me desesperei quando aquela menina foi parar no seu quarto de jogos. Foi ai que tudo isso começou.
—Aonde você quer chegar?
—Quill Atera sempre foi um amigo muito chegado para mim, desde a época da faculdade. Foi ele quem me deu a ideia de oferecer o dinheiro a você em troca do casamento e lhe oferecer o emprego no fórum...
—Ele inventou tudo isso por quê?
—Não sei se ele tinha algum propósito, como me ocorreu a pouco ou se sua única intenção era me ajudar.
—Por que ele te ajudaria?
—Quill era a única pessoa que me ouvia depois que minha mãe morreu. Contei a ele que estava apaixonada por você, contei quando a gente saiu, quando fomos para a cama e foi para ele que corri depois que você me bateu daquele jeito...
—Eu nunca bati em você, não exagere – eu me irritei como sempre me irritava quando ela falava daquele jeito, me dava vontade de bater nela de verdade para que ela tenha motivo para falar e nem o fato de ela estar entre a vida e a morte em uma cama de hospital tirou essa vontade de mim.
Na época eu estava fascinado por tudo aquilo, tinha encontrado a origem do meu prazer e era só no que eu conseguia pensar. Por mais que tivesse me comprometido a me dedicar o máximo possível para ajudar meus pais, principalmente depois de ter me afastado para isso, eu fiquei completamente fascinado depois que dominei pela primeira vez e estava tão empolgado que era tudo o que eu queria.
O lugar que Kate tinha descoberto oferecia submissas em treinamento para que aprendêssemos como fazer e depois de um tempo eu estava me sentindo pronto para andar com as minhas próprias pernas e foi nesse meio tempo que Tanya vinha cada vez mais insistir para que saíssemos juntos e foi quando eu acabei cedendo.
Tanya era uma bela mulher e vivia me rondando desde que nos conhecemos e bem nessa época ela passou a se oferecer ainda mais, tanto que mesmo depois de tanto tempo comecei a me interessar.
Durante o encontro ela se jogou tanto para cima de mim que ao fim da noite eu estava na casa dela. Na cama, eu me lembro de ter me empolgado um pouco e ser bastante intenso, mas não foi além de uns apertos mais fortes e alguns poucos tapas nada que a fizesse ter o ataque que ela teve depois de gozar, completamente desnecessário devido ao orgasmo enlouquecedor que dei a ela.
—Imagino que já deve ter feito coisas muito piores com as mulheres que levava para o seu quarto de jogos – Tanya interrompeu meus pensamentos me trazendo de volta a nossa conversa – mas eu não estava acostumada a tudo aquilo. Você sempre me pareceu tão calmo e doce e gentil que jamais imaginei no que se transformaria na cama, por isso fiquei tão assustada.
—Realmente não sabe de nada – bufei irritado mais uma vez em ouvir aquilo tudo.
—Depois daquela noite em que conversamos sobre o assunto eu pesquisei muito, eu li sobre tudo e tentei entender e entrar no clima principalmente por que disse que não estava interessado em outro tipo de relacionamento senão esse, mas eu não consegui não é para mim.
—E nem isso te fez desistir.
—Sabia que não era o que você queria, mas sabia também que você é o que eu sempre sonhei e eu não poderia partir. Foi então que surgiu a oportunidade de ficarmos juntos para sempre, que você aceitou se casar comigo.
—Olha, não começa. Não aceitei me casar com você, aceitei o dinheiro que estava me oferecendo, e só por que realmente precisava aceitei os absurdos que propôs naquele contrato...
—Teve sua oportunidade de fazer suas exigências – Tanya me interrompeu e eu dei de ombros.
—Os finais de semana longe de você eram recompensados por todos os dias que eu atuava ao seu lado, inúmeros jantares, as novas viagens de lua de mel a cada ano de casados e tudo mais que você inventou para me aproximar, mas que para ser sincero, só me afastava.
—Edward...– soluçou me interrompendo e eu continuei.
—Não se faça de vitima, por que por mais que você tenha se incomodado por eu querer manter minhas submissas ou por me manter indiferente ao que você chamava de casamento, quem sofreu mais fui eu. Sabe como eu sempre fui ligado a minha família, a minha mãe, tanto que eu aceitei tudo aquilo por eles e nem mesmo assim me deixou livre dessa parte do contrato.
—Eu não poderia fazer isso...
—E eu nunca entendi o motivo – ela respirou fundo e desviou os olhos antes de falar.
—Quill me convenceu que eu o perderia se voltasse a se relacionar com sua família. Seus pais tinham motivos suficientes para me odiar e odiar a nossa situação e a forma com que você era apegado a eles... logo você estaria longe de mim para sempre.
—Nunca estive perto, Tanya – ela voltou a olhar em meus olhos e pude ver que ela sabia disso – nem mesmo assim você desistiu.
—Jamais. Nem as mulheres que arranjava para manter seu lado... dominador, nem a sua maneira de ser ou a enorme distancia que sempre existiu entre nós. Não desisti por que te amo.
—Ama mesmo ou Quill não queria que se afastasse?
—Eu te amo. Confesso que muitas vezes quando chegava em casa muito tarde ou quando chegava do fim de semana tão feliz e ia perdendo a alegria enquanto passava os dias ao meu lado eu tive vontade de jogar tudo para o alto, Quill me dava forças para permanecer ao seu lado, mas fiquei mesmo por que te amo – balancei minha cabeça concordando ao me lembrar de como eu esfregava em sua cara as minhas traições, a forma como era infeliz ao lado dela e que não poupava esforços para me afastar.
—Realmente suportou muita coisa, outra mulher não faria.
—Eu tenho amor próprio – ela riu baixinho mesmo que parecesse sem humor – mesmo que não pareça, não pense que não tenho. Quando saía de casa para as suas farras de fim de semana eu ficava horas chorando e dizendo a mim mesma que não merecia tudo aquilo. Muitas vezes cheguei a fazer minhas malas, cheguei a sair de casa, mas Quill não permitia que eu o fizesse.
—E por que não? O que ele queria? Como manter você casada comigo o ajudaria em algo?
—Nunca entendi muito bem essa parte, sei que tem alguma coisa a ver com Aro e a forma com que ele queria que você agisse no trabalho. De alguma forma ele pensava que eu poderia te influenciar a agir da maneira com que ele gostaria, como se eu pudesse te influenciar de qualquer maneira.
-E como foi que chegaram a tramar a minha morte?
—É ai que eu quero chegar. Quando conheceu Isabella e vi que todas as chances que eu tinha de ficar com você um dia, de fazê-lo se apaixonar por mim acabaram. Você estava apaixonado por ela eu vi em seu olhar, vi na forma com que a encarava, então entrei em desespero – ela respirou fundo e colocou a mão no peito – aquilo foi bem ruim, mas não tanto quanto você a levou para o quarto de jogos, quando voltou do primeiro fim de semana com ela. Edward eu fui atrás de Quill em colapso, passei mal na casa dele, cheguei até a desmaiar.
—Nunca fiquei sabendo disso – falei enquanto ela parou de falar para recuperar o fôlego – e o que aconteceu depois?
—Fui levada ao primo dele que é médico e comecei a tomar uns remédios que me deixaram muito mais calma para aguentar a situação e agora, olhando para trás, eu percebi que fui induzida a muita coisa depois disso.
—No meu acidente, por exemplo? – ela assentiu.
—Sim e no tiro que recebeu também. Nunca desejei mal a você, como poderia se te amo com a loucura que amo? Só que permiti que todas essas coisas acontecessem. Não sei bem explicar o que me acontecia, eu via o ódio que ele tinha crescer, via o quanto Aro gostaria de acabar com você e ao invés de te defender, tudo o que eu fazia era ou me manter inerte, ou concordar com os planos contra você principalmente quando pediu o divórcio, quando saiu de casa.
—Mas não era isso o que você queria? Estar livre disso tudo?
—Era, claro que era, mas não o que Aro queria. Quill também queria voltar atrás, esquecer de tudo isso e me ajudar a esquecer também. Ele disse que ia tentar me conquistar e me fazer feliz, mas tinha feito muita coisa errada e seu pai estava cobrando – Tanya começou a chorar e sua mão fechou em punho frente ao peito como se sentisse dor tamanha que quisesse arrancá-la de lá.
—Então foi Aro quem planejou tudo? – ela assentiu fungando.
—Quill teve que ajudar por que o pai o obrigou e eu por alguma razão não consegui fazer nada para impedir isso. Aro estava revoltado com o processo que estava movendo contra ele e te queria morto de todo jeito. Sei que deve pensar que eu tinha esse mesmo sentimento depois de tudo, mas na verdade eu me lembro de estar arrasada pelo nosso divorcio recente sim, mas ao mesmo tempo esperançosa de conseguir finalmente ser feliz, mesmo que ainda te amasse demais.
—E acabou provocando o acidente – ela assentiu chorando cada vez mais.
—Quando te vi em coma, eu achei que enlouqueceria. Não era como se a culpa fosse minha afinal eu não tinha feito nada em todos os sentidos, não tinha impedido e não tinha nada a ver com a história, mas quando te vi naquela cama eu quis reagir como não tinha feito antes e mais uma vez fui levada até Alistair novamente. Dessa vez eu tenho certeza que ele me deu uma droga muito forte tanto que aquele ímpeto por justiça passou por completo e logo eu fui convencida de que era melhor que você morresse.
—Foi então que pediu a Jacob para desligar os aparelhos? – ela assentiu devagar.
—Lembro-me de que falei coisas horríveis ao seu respeito para que ele se convencesse a fazer o que eu estava pedindo, lembro de oferecer dinheiro a ele, a implorar, mas nada disso deu certo e quando ninguém mais esperava você acordou.
—Isso deve ter deixado a todos eles atordoados.
—Com certeza deixou. Eles sabiam que não demoraria até que descobrisse a verdade e que pagariam por isso, mas você acordou sem memória. A estratégia de Aro mudou diante dessa sua nova condição e ele tentou tudo outra vez queria te manipular e controlar seus passos e escolhas...
—Enquanto me mantinham sem memória? – ela assentiu mais uma vez.
—Alistair me deu um remédio para que eu desse a você. Eu misturei no seu uísque e colocava em pequenas quantidades em tudo o que eu conseguia sem que você percebesse e assim, segundo o plano, conseguiríamos tanto te controlar quanto te manter sem memória, mas não estava funcionando. Sempre foi mais inteligente que nossas tramas e estava a um passo a frente de tudo o que tínhamos planejado e logo você se voltou contra Aro e contra mim, seguiu seus próprios passos e estávamos em suas mãos novamente.
—A solução foi me matar novamente?
—Eu estava ainda mais relutante quanto a isso, mesmo com todos os remédios que por alguma razão me deixavam inerte quanto as minhas decisões eu não queria ceder, a ideia de você morto era terrível demais, tanto que depois de tudo eu estou aqui – ri mesmo sem achar a menor graça da ironia que tinha se formado.
—Quem diria que o mais ferido nessa situação não fosse eu?
—Sempre soube que era muito forte e que não seria fácil derrubar você. Estou muito feliz em vê-lo bem e desejo de verdade que seja feliz.
—Foi para isso que me chamou até aqui? – perguntei um pouco mais maleável – queria se despedir de mim?
—Então já sabe que eu vou morrer?
—Não foi o que eu quis dizer – respondi diante de seu espanto – sabe que eu estou refazendo minha vida, vou me casar com Isabella e não quero mais ver você, quero deixar tudo para trás de uma vez.
—Eu entendo, imaginei que algum dia isso aconteceria, mas o verdadeiro motivo para eu ter te chamado até aqui foi para te pedir perdão. De verdade, eu sempre desejei o bem a você, é o homem mais esforçado, generoso e inteligente que existe, o mais bonito que eu já vi. Se eu tivesse em meu estado normal, jamais teria permitido que essas coisas tivessem acontecido a você e se eu pudesse voltar atrás muita coisa seria diferente – ela sorriu – poderíamos ter feito tudo isso funcionar, poderíamos até ter terminado amigos.
—Charlie me disse que você tinha sido tão vitima quanto eu, agora eu entendo que isso é verdade – falei segurando sua mão gelada depois de pensar por um minuto em tudo o que ela me disse.
—Pode até ser, mas nada vai apagar o que eu fiz você passar, desde o casamento, quando eu te afastei de sua família e te obrigava a ficar comigo, só para começar, não alivia a minha culpa de ter te dado aquele tiro e eu realmente mereço o que está acontecendo comigo.
—Você sabe que... – hesitei sem saber como falar aquilo e ela suspirou.
—Eu posso sentir que estou morrendo. É como se a vida estivesse deixando meu corpo a cada minuto, principalmente depois que ouvi um dos médicos dizendo isso. Eu vou morrer, mas não antes de implorar o seu perdão – nós nos olhamos por alguns minutos e pela primeira vez eu senti algo ao encará-la. Nunca consegui enxergar o amor nos olhos dela como eu tenho visto em Bella ultimamente, nunca consegui ver verdade no que ela dizia. Essa era a primeira vez.
—Se eu pudesse voltar atrás e ter percebido o que estava fazendo, ou melhor, o que eu não estava fazendo para te ajudar – continuou falando depois de dar um longo suspiro – eu só queria a sua felicidade e acho que agora, você vai ter, não é?
—Vou sim e você também pode ter...
—Não posso, Edward e nem gostaria se pudesse. Na verdade eu merecia pagar por tudo o que fiz em vida, mas talvez eu pague de uma forma diferente.
—Sinto muito por tudo isso.
—Não mais do que eu – ela respirou fundo e fechou os olhos com força. Quando abriu ela me deu um sorriso fraco – eu vou amar você até que meu coração pare de bater o que não vai demorar muito.
—Tanya... – antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ela gemeu ficando ainda mais pálida, parecendo sufocar e os aparelhos que a estavam monitorando bipavam cada vez mais alto indicando que havia algo de errado. Assustado eu chamei uma enfermeira que chamou médicos e me tiraram dali rapidamente.
Caminhei de volta para o corredor de onde tinha vindo atordoado com tanta coisa na cabeça. Agora que eu sabia como tudo tinha acontecido e que a parte de Tanya estava paga era hora de me preocupar em cobrar quem realmente me devia. Cheguei à sala de espera onde deixei Charlie me esperando e logo ele veio ao meu encontro.
—Como você está Edward? – perguntou me olhando com preocupação e eu dei de ombros.
—Eu só quero acabar com tudo isso o mais rápido possível – olhei para meu amigo ainda tentando controlar minha respiração e caminhei para fora dali – quero acabar com tudo e com todos.
—O que aconteceu lá dentro? – ele me perguntou quando me alcançou no carro – o que foi que ela disse a você?
—Tudo foi planejado, tudo, desde o meu casamento – respondi irritado batendo no volante enquanto acelerava para longe do hospital sem nem esperar para saber o que aconteceu com Tanya – eu não sei o que eles queriam de mim e por que planejaram isso tudo, mas eu vou arrancar as respostas todas antes de cobrar o que me devem.
—Isso se não nos matar antes – Charlie disse apontando para o velocímetro – se não está em condições de dirigir com segurança saia do volante – eu bufei reduzindo a velocidade e mudando de assunto.
—Quero que me diga tudo o que conseguiu arrancar do Volturi e do Atera.
—Achei que estivesse longe do caso.
—Não mais – ignorei o sorrisinho irônico do delegado – voltei para o caso no momento em que você chegou a minha casa esta manha, então comece a falar.
—Por mais que estejamos há meses nas investigações não conseguimos muita coisa. Eles estão se recusando a confessar o crime e não temos provas concretas nem testemunhas para incriminá-los – franzi o cenho pensando por um minuto.
—Aro e Quill foram pegos em flagrante quando eu levei o tiro e isso é mais do que suficiente, ou não?
—Sim, mas não temos nada sobre o acidente e é por isso que estamos adiando o julgamento para podermos pegá-los por todos os crimes de uma vez e para isso não temos provas concretas, não temos testemunhas... bom a não ser que eles confessem ou que consiga convencer Tanya a falar a nosso favor.
—Não sei bem se teremos tempo para isso – me lembrei de como estava quando a deixei enquanto chegávamos ao nosso destino – temos que pensar em outras alternativas – desliguei o carro em minha vaga reservada e caminhei para o fórum.
Quando parei de frente ao o prédio e olhei para ele, eu senti meu coração bater mais forte como foi quando cheguei aqui para o meu primeiro dia de trabalho.
Esse sempre foi o meu maior sonho e eu o tinha realizado, era um juiz muito bem sucedido com tinha jurado me tornar quando cheguei ali pela primeira vez. Estava mais uma vez sentindo honrado por estar ali, em ser o representante da justiça que desde menino eu quis ser e ajudar a quem precisasse de minha ajuda.
Meu inicio aqui foi como um assessor de Aro logo que me casei e graças a isso ele tive a oportunidade de poucas vezes advogar e me apaixonar ainda mais pela minha profissão, mas fiquei nesse cargo poucos meses até que consegui passar no concurso e trabalhar como o juiz que lutei tanto para ser.
Era por isso que agora, eu sentia meu coração disparado, minhas mãos suando exatamente como no meu primeiro dia, exatamente como eu me sentia prestes a fazer algo que mexe com a vida de uma pessoa e definir o destino dela, de fazer a justiça que vem buscar e hoje, ainda era mais apelativo por que estava aqui para fazer justiça em meu próprio nome e em nome de quem eu mais amo na vida.
Entrei no fórum sentindo meu sangue arder, sedento de justiça e caminhei sem nem olhar para os lados mesmo sabendo que as pessoas estiveram preocupadas com o meu bem estar e agora eu acreditava que estavam felizes por me ver de volta, mas não era hora de ser cordial.
Cheguei a minha sala e encarei Charlie.
—E quanto aos irmãos Alistair? O que conseguiram nos interrogatórios? – pedi abrindo meu paletó e sentando em minha mesa – quero ler o depoimento deles agora mesmo.
—Na verdade não conseguimos falar com eles...
—Como não, porra? – perguntei irritado novamente – Eles são parte importante da investigação e precisam ser ouvidos.
—Ambos se recusam a responder minhas perguntas sem um mandato e...
—Por que não tem um mandato ainda? – gritei e Charlie respirou fundo antes de responder.
—Estou esperando algum juiz estar livre para isso. Ao que parece, desde que Aro foi destituído, Quill foi preso e você para o hospital, isso aqui ficou bem desfalcado e cheio de trabalho, por isso ainda não conseguimos.
—Não seja por isso – liguei meu computador e no mesmo momento expeli uma ordem para que fossem interrogados – aqui está, faça-os vir amanhã de manha – entreguei o papel a Charlie – qual promotor está cuidando disso, se é que ainda tem algum promotor trabalhando aqui.
—Denali, Eleazar Denali – delegado respondeu pegando o telefone – ele está a frente disso desde que sofreu o acidente.
—Eu quero falar com ele agora – falei comigo mesmo enquanto caminhava para fora de minha sala e logo estava de frente com as moças na recepção – onde está Eleazar?
—Em uma audiência, senhor.
—Quero que assim que sair ele vá a minha sala. Quero falar com ele ainda hoje – frustrado voltei a minha sala onde Charlie estava dando alguns telefonemas e tratei de organizar algumas coisas enquanto ele terminava.
—Quero ler os depoimentos de Aro e Quill.
—Estão na delegacia. Quer ir para lá?
—Só depois que falar com Eleazar, então me adiante sobre o que encontrarei lá.
—Ambos tem sido muito evasivos, sempre com meias respostas e isso dificulta muito. Eles não se abrem a respeito dos motivos nem confessam nada, muito bem orientados pelos advogados. Temos alguns fatos que e os estamos colocando contra a parede, mas eles não dizem uma palavra.
—E então eles não falaram nada? Vocês ainda não têm nada? – ele deu de ombros.
—Nada que você não saiba, nada que seja novo. Por isso as investigações andam cada vez mais minuciosas. Precisamos de provas e só assim os incriminaremos pelo acidente.
—E quanto as gravações que fez com o grampo na sala de Quill? Não há nada que eles deixam escapar e que possamos usar contra eles no caso do acidente?
—Pouca coisa, o foco era o novo atentado contra você e pelo que ouvi não tinha muito para nós a respeito do acidente, mesmo assim deixei tudo com o Denali para que ele veja o que pode nos ajudar ou não.
—Tenho algumas coisas para ele também, Tanya me deu muitas pistas para onde seguir. Vamos começar investigando o passado profissional do delegado de Port Angeles e talvez falar com alguns dos pacientes do Neurologista. Vamos analisar os remédios que Tanya tomou por tanto tempo e...
—Temos feito tudo isso, Edward.
—Então onde estão os resultados? Até agora eu estou pedindo e você não me apresentou nenhum.
-Sabe que essas coisas são lentas...
—Eu já esperei demais, não acha? Quero tudo isso resolvido para ontem.
—Tenho certeza de que se lembra como essas coisas são, não podemos nos deixar levar pelo sangue fervendo e perder a calma. Vamos estudar melhor o caso, quem sabe encontraremos alguma saída que ainda não vimos – respirei fundo assentindo disposto a ouvir o que ele tinha a me dizer.
—Eu soube que estava de volta e queria me ver, Cullen – Eleazar entrou muitas horas depois e eu me levantei para recebê-lo.
—Estava ansioso para ver você – demos um rápido abraço e ele sorriu para mim.
—Eu também, que bom que está bem. Não é fácil derrubar você, não? – eu ri.
—Não, não mesmo. Não me derrubaram, mas conseguiram me estremecer e não vou perdoar por isso.
—Não seria você se perdoasse.
—Aposto que sabe o porquê estou aqui, sabe o que eu quero com você.
—Claro que sei – ele abriu o paletó e se sentou a minha frente antes de colocar a pasta em cima de minha mesa – vamos trabalhar.
Eleazar tinha mais detalhes dos depoimentos e eu pude ver que Charlie tinha razão, Aro e Quill estavam muito bem instruídos pelos advogados e nenhuma resposta foi respondida objetivamente, apenas rodeios e meias respostas. Então, juntos procuramos formas de arrancarmos as respostas que queríamos deles e depois de tanta conversa, o que a principio me pareceu algo sem solução já era possível visualizar uma vitória brilhando ao fim do túnel.
Eu sentia que todos eles, meus amigos, tinham tanta sede de justiça quanto eu e que fariam de tudo para ser resolvido, tanto que eu mal podia esperar para o dia seguinte em que teríamos as respostas que queríamos, nem que tivéssemos que arrancá-las.
Voltei para casa ainda com a cabeça cheia, mas disposto a mudar isso, esquecer de todos os meus problemas nos braços de minha mulher. Foi assim que cheguei em casa ainda carregando o peso do mundo nas costas e antes mesmo de descer do carro de frente a minha casa eu senti a calma que minha noiva transmitia. Eu era só um cara sem peso nenhum em minhas costas feliz e aliviado por que sabia que ela, minha Bella estava lá, por que antes mesmo que meus olhos a vissem eu já sentia sua presença e mais uma vez eu sinto que minha paz fica em posse daquela doce senhorita, meu amor.
Essa era a primeira vez que os papéis se invertiam eu chegava e a encontrava em casa. Era a primeira vez que eu saia de casa para trabalhar depois de tudo o que aconteceu, mas Bella estava ativa na faculdade e isso significava que eu sempre estava em casa aguardando a sua chegada.
Entrei procurando por ela em silencio e a encontrei no sofá. Essa era uma sensação inigualável ainda mais agora que em breve minha senhorita se tornaria a minha senhora, a mãe do meu filho, tanto que fiquei um bom tempo parado ali, observando Bella usava uma calça jeans, uma camiseta azul, o cabelo preso em um rabo de cavalo e os pés descalços relaxados nos braços do sofá. Seus olhos estavam fixos na direção dos pés enquanto se concentrava muito em alguma coisa, tanto que não me viu entrar. Eu me aproximei e só então pude ver o livro em seu colo e uma caneta presa entre seus dentes.
Essa era uma cena que eu via bastante desde que ela entrou para a faculdade, me orgulhava em ver que Bella estava se dedicando com afinco, o quanto estava adorando tudo aquilo e nem mesmo todo o tempo que ela ficava longe era suficiente para eu me aborrecer diante de toda a felicidade dela. Passei um momento ali, observando seus lábios se movimentarem com a leitura sem emitir som nenhum concentrado em sua boca até que a vejo se contorcer em um lindo sorriso quando percebe minha presença.
Nós nos encaramos por um momento. Tenho certeza que meus olhos transmitiam exatamente o mesmo que os dela: a alegria do reencontro e o desejo de matar a saudade, sem falar do amor. Nós nos amávamos demais era visível para todo mundo e muito mais um para o outro quando nos encarávamos assim.
Eu me aproximei, sem quebrar a doce conexão por nossos olhos e me senti aliviado quando finalmente eu a toquei. Sua pele na minha era um balsamo ao mesmo tempo em que era um energético, me acalmava e ao mesmo tempo me deixava louco, aceso, apaixonado.
Sem poder resistir mais, puxei seu rosto para junto do meu e beijei seus lábios.
Eu poderia passar a minha vida toda com Bella em meus braços. Não me importaria de passar o resto dos meus dias amando seu corpo sem parar, beijando seus lábios ou mesmo olhando para seus olhos, desde que eu a tivesse comigo, era a melhor sensação do mundo.
Enquanto eu buscava tranquilidade em nosso beijo, Bella queria matar a saudade que sentia durante o dia. Suas mãos subiam pelo meu corpo e me puxando para mais perto claro sinais que desejava unir seu corpo ao meu o quanto antes. Tive a certeza do que estava sentindo quando olhei para seus olhos e por mais que eu enxergasse o desejo em seu olhar – muito mais presente agora que estava grávida – eu tentei deixar isso de lado por um instante e me perder em seus olhos antes de me perder em seu corpo.
—Como foi o seu dia? – perguntei sem conseguir desviar meus olhos dos dela, isso até ela começar a falar sobre a faculdade e sobre como estava encantada com tudo o que estava vivendo, fascinada com o que estava aprendendo. Meus olhos se dividiam entre seus belos olhos e seu sorriso contagiante.
—E você ficou bem? – toquei sua barriga preocupado com todos os enjôos que ela tem tido.
—Fiquei muito bem. A pior parte é sempre de manhã, mas quando os enjôos passam eu só sinto fome. Muita, muita fome... em todos os sentidos – provocou com um sussurro me olhando por debaixo dos cílios e eu fingi não perceber segurando o riso e franzindo o cenho.
—Sabe que não precisa me esperar para jantar não é? Vou entender de verdade se comer antes de eu chegar aqui, não quero que você e nosso filho fiquem com fome.
—Não se preocupe – ela respondeu depois de um minuto pensando no que eu tinha dito – eu passei na casa de Esme antes de vir para cá por que pensei que pudéssemos vir para cá juntos e ela não me deixou sair antes que eu comesse.
—Que bom que está saciada, meu amor – sorri acariciando suas coxas e lhe dei um beijo no rosto. Bella não deixou que eu me afastasse e me segurando pelos cabelos puxou meu rosto para junto do seu e me beijou com urgência me mostrando que de saciada ela não tinha nada. Eu acariciei seu rosto e ela sorriu e eu podia ver que estava esperando que a convidasse para o nosso quarto, mas não era o que eu procurava no momento.
—E como estão os preparativos para o nosso casamento? Eu não vejo a hora de nos casarmos, sabia?
—Está indo de vento em polpa – respondeu com um pequeno sorriso fingindo não estar pegando fogo como estava – estaremos prontos em algumas semanas.
—Alice ainda não conseguiu convencer você a fazer uma festa gigantesca com toda a pompa que merecemos?
—E nem vai – eu ri de seu espanto.
—Por que não? Não é isso o que toda a mulher sonha para o dia de seu casamento?
—A única coisa que eu quero é apenas as pessoas que mais amamos de testemunhas do nosso amor, no nosso grande dia – sorri sem conseguir resistir ao seu sorriso.
—Tudo bem, me convenceu. Teremos poucas testemunhas em nossa cerimônia e as estrelas de testemunha em nossa lua de mel.
—As estrelas? – perguntou com os olhos brilhando e eu assenti – para onde nós vamos?
—Vai saber quando chegarmos lá, não tenha pressa – eu beijei seu sorriso e ela gemeu em meus lábios me puxando para mais perto e quando nos separamos, completamente sem fôlego eu sorri estreitando meus olhos para ela.
—Está muito ocupada? – perguntei apontado para seus livros espalhados pelo sofá e ela suspirou percebendo que eu não cederia.
—Não, só estava lendo minhas anotações da aula, matando o tempo antes de você chegar.
—Isso é bom, porque tudo o que eu quero agora é curtir um pouco a minha noiva amada – Bella sorri e toca meu rosto.
—E o seu dia? Como foi? – perguntou depois de um longo suspiro – o que Tanya queria com você?
—Nada que eu queira falar agora – toquei seu rosto numa caricia e depois toquei seu ventre – não tem muita coisa que eu queria conversar agora.
—Para ser sincera, eu também não. Há apenas algo que eu gostaria de eu gostaria de fazer – sem que eu esperasse, minha senhorita ousada veio para cima do meu colo com uma perna de cada lado do meu corpo e me beijou.
Não demorou para que ela passasse a abrir minha camisa esfregando seu corpo em chamas no meu louca para saciar a fome que eu sabia que estava sentindo. Sem resistir eu beijei seu pescoço me deixando levar por um instante e sussurrei em seu ouvido.
—Pode parar por ai mesmo – era para ser uma ordem, mas minha voz se perdeu no gemido que irrompeu minha garganta quando sua mão pequena segurou meu pau.
—Não quer mesmo que eu pare, não é? Eu quero muito você, meu amor, quero você agora, agora! – Bella me beijou novamente, sua língua invadindo minha boca morrendo de tesão, mas antes que eu perdesse a calma agarrei seus cabelos perto da nuca e puxei sua cabeça para longe de mim.
—Olha para mim, Bella – imediatamente ela abre os olhos e eu respirei fundo olhando para eles – eu não vou comer você aqui, não vou comer você agora.
—Edward... – pediu em um gemido, mas antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa eu puxei seu cabelo com mais força.
—Não vai ser do seu jeito dessa vez, senhorita Swan.
—O que? Eu ... – mais uma vez ela tentou falar, os olhos arregalados, a respiração entrecortada e eu puxei seu cabelo mais uma vez.
—Eu não me lembro de ter permitido você falar – puxei com mais força e sussurrei – a única coisa que eu quero que faça é me obedecer – ela me encarou por mais um segundo antes de abaixar os olhos e sussurrar.
—Sim, senhor.
—É assim que eu gosto – cheguei mais perto e sussurrei para ela – sei que você está sempre morrendo de tesão agora que está grávida, mas isso não significa que pode fazer o que quiser de mim, eu ainda mando em você.
Bella continuou imóvel do jeito que tinha parado em cima do meu colo e eu parei um instante para analisar se o que eu estava fazendo era do agrado dela. Nunca me enganei quanto a postura corporal de minha submissa e se ela estivesse com um enorme sorriso não ficaria mais claro o quanto estava gostando.
—Não estou dizendo que não gosto da minha menina atrevida que me devora toda vez que passa pela porta, apenas que eu quero manter o controle da situação. Entende?
—Sim, senhor – sua voz era rouca transbordando todo o desejo que eu sabia que ela estava sentindo.
—Então eu quero que tire essa sua roupa e se ajoelhe para mim. Agora – mais do que depressa, Bella se levantou para me obedecer.
Olhando para o chão, ela abriu suas calças e deixou com que elas deslizassem por suas pernas antes que ela a chutasse a camiseta teve o mesmo destino e antes que ela pudesse tirar a lingerie eu a parei.
—Ajoelha – ordenei e me deu um baita de um tesão quando eu a vi se ajoelhando minha cabeça cheia de ideias, cheia de vontade de fazer aquela mulher maravilhosa gozar – só não quero que você termine de tirar a roupa agora mesmo por que se não eu vou te comer bem aqui antes mesmo que a gente se divirta.
—Por favor, senhor... – Bella gemeu ofegante me fazendo segurar um gemido também.
—Não. Acredite, vai ser muito melhor se você esperar, se nós esperarmos.
—Estou esperando há muito tempo, senhor – sorri ao ouvir isso.
—Sei disso, eu também estou. Sabe que eu quero isso tanto quanto você e, por isso tenha a certeza de que teremos momentos deliciosos em nosso quarto de jogos.
—É tudo o que eu quero, meu senhor, é o que eu imploro ao senhor.
—Não vamos esperar mais. Vá para o quarto de jogos e esteja pronta para mim em cinco minutos e nada mais.
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