Notas iniciais
Olá, queridas senhoritas! Espero que estejam bem e ansiosas pelo capítulo, espero também que gostem e aproveitem muito! Boa leitura!

Quando estavam frente a frente, tio e sobrinha se encararam, Bella apertou minha mão com força sorrindo ansiosa enquanto meu amigo respirava fundo. Antes que eu pudesse dizer algo para introduzir um ao outro, Charlie se aproximou emocionado.

—Meu Deus... minha menininha, minha Bella! É mesmo você? – minha senhorita assentiu fungando e soltando minha mão enquanto dava mais um passo mais à frente, fazendo assim com que estivessem finalmente cara a cara – olhe só para você! – a voz de meu amigo estava embargada, tanto que ele mal podia falar – Você não mudou nadinha, nem sequer cresceu muito desde a última vez que eu te vi – eles riram em meio a lágrimas que banhavam ambos os rostos – mal posso acreditar que você está mesmo aqui, na minha frente!

—Tio Charlie! – sem esperar mais, ela se atirou nos braços do tio e eles se abraçaram com força, com uma vida inteira de saudades – eu achei que nunca mais fosse ver você!

—Eu também, Bells, minha pequena Bells. Eu estou tão feliz por ter você aqui em meus braços outra vez!

—Senti tanta saudade, tio. Eu pensei que você tivesse perdido você também... pensei que eu não tinha mais ninguém... por tanto tempo...

—Esteve comigo em cada pensamento que tive, Bells, todo esse tempo. Você foi minha força, por você que estou aqui. Eu te amo – eles se abraçaram por um longo tempo enquanto um sussurrava algo para o outro. Eu me afastei para dar privacidade a eles indo buscar uma bebida para mim e tomei devagar para dar tempo de eles conversarem um pouco sem a minha presença, mas não fiquei muito tempo longe, já que estava morrendo de curiosidade para saber o que se passava ali.

Voltei à sala, mas fiquei parado a porta os observando de longe, vendo a forma como estavam conversando animadamente, se reconhecendo em meio a muitos sorrisos e lágrimas.

—Sinto em ter perdido tanto de sua vida! Nunca fiquei tão feliz, quanto quando você nasceu e eu te peguei nos braços pela primeira vez. Você e foi a melhor coisa que minha irmã fez, o melhor presente que ela me deu – Bella deixou de sorrir um pouco quando sua mãe foi mencionada e depois de respirar bem fundo ela perguntou com a voz fininha.

—E por falar nela só... só por pura curiosidade... você sabe onde ela está ou... ou o que aconteceu com ela? – Charlie desviou o olhar negando.

—Quando eu voltei e... soube de tudo... eu fiquei com tanta raiva que se a visse em minha frente eu a mataria com minhas próprias mãos. Renée sempre foi irresponsável, desde muito nova dava muito trabalho aos nossos pais que sempre a mimaram muito, por ser a caçula, a filha da velhice deles e deu no que deu. Não aprendeu valores, não virou gente. Eu tentei fazer alguma coisa quando percebi o quanto ela era fraca enquanto ia ficando mais velha, mas já era tarde demais.

—O que você fez para ajudá-la? – minha namorada perguntou ainda sem olhar para o tio.

—Meu pai morreu quando ela tinha onze anos e eu meio que fiquei a frente da casa. Eu sabia que ela não era muito responsável, mas só quando ela engravidou eu percebi o quanto ela estava fazendo escolhas erradas na vida. Foi quando eu tentei afastá-la das más companhias e a coloquei de castigo, tranquei dentro de casa para que me obedecesse, mas de nada adiantou. Depois de algum tempo de restrições ela simplesmente fugiu de casa. Tentei de tudo para encontrá-la, mas ela sumiu no mundo...

—E você foi embora – Bella completou baixinho e Charlie segurou sua mão.

—Não queria ter ido, de verdade, mas minha mãe insistiu que eu fosse e estudasse como era o meu maior sonho e que tinha sido adiado pela longa doença de meu pai, por todos os problemas que minha irmã trouxe. Eu queria ter ficado aqui e cuidado de vocês, de você principalmente como eu jurei que faria quando você nasceu, mas minha mãe me fez ver que essa era outra maneira de cuidar de você: tendo uma profissão e estabilidade para cuidar de suas necessidades no futuro. Só que enquanto eu estava fora, Renée foi encontrada em uma situação terrível, viciada fazendo com que a minha mãe gastasse todo o dinheiro que ela tinha para o tratamento, que por um tempo funcionou e ela conseguiu manter a filha dentro de casa...

—Eu me lembro disso – Bella falou baixinho – minha mãe ficou em casa por um tempo, mas não durou muito. Quando ela voltou para as drogas e passou a vender o que tinha dentro de casa só deixou a vovó mais doente.

—Foi a última vez que eu tive notícias de vocês, e tinha acabado de me alistar no exército e tinha que ficar.

—Por que fez isso se saiu daqui para estudar? – ele deu de ombros.

—Uma coisa levou a outra. Eu estava no meio da faculdade de direito e comecei a me apaixonar pelo trabalho do exército e quando eu vi já tinha me alistado. Eu tinha mudado meu plano, queria ser um general sabe? Mas antes disso queria ser um simples soldado e ver no que dava – ele sorriu por um instante antes de ficar sério novamente – eu achei que estava tudo bem, que a Renée estava mudada e cuidando de você mesmo sem a minha mãe e estava tranquilo quanto a isso, mesmo que eu tivesse planos de vir pegar você o quanto antes, só que... como não poderia deixar de ser eu me esqueci de todos os meus planos depois que Edward me ligou. Tudo o que eu pensava era em voltar para cá e ficar com você, mas não pude...

—Eu sei – Bella suspirou assentindo – e quando você voltou para cá?

—Eu me alistei por quatro anos e mesmo que eu tentasse de tudo eu não consegui voltar antes, por isso, eu voltei para cá depois de quase um ano que estava com o Cullen. Olha... eu tentei falar com você, te reencontrar, mas...

—Eu sei – Bella repetiu – Edward me disse que me manteve afastada de você.

—Pois é, por mais que nós tenhamos nos tornado amigos e que ele tenha me ajudado a me tornar o delegado de polícia daqui, eu não consegui me aproximar de você até agora, mas não foi só por que Edward não deixou, eu tinha medo de encontrar você decepcionada comigo, que não quisesse ouvir o que eu tenho para dizer...

—Tio... – Charlie estava parecendo tão nervoso quanto quando chegou, dava para perceber pelo seu olhar, pela forma como que ele enxugou o suor das mãos na calça antes de pegar outra vez na mão da sobrinha.

—Bella, eu sei que você refez sua vida – ele riu – não foi graças a mim, mas sei que você está bem, Edward me disse que está feliz...

—Sim, eu estou, tio – Bella me olhou parado na porta me chamando com um gesto e eu me aproximei devagar – eu estou muito feliz.

—Por isso mesmo que eu sei que não deveria tocar no assunto, mas eu quero acabar com isso de uma vez por todas, arrancar de meu coração e da minha cabeça essa culpa que me corrói todos os dias. Eu quero te pedir perdão. Sabendo como era minha irmã, sabendo a maneira como ela sempre agiu, eu jamais deveria ter me afastado de você...

—Mas não tinha como você saber... não foi culpa sua...

—Foi sim, Bella. Eu não tinha nada que ter me aventurado... não por tanto tempo ou ao menos deveria ter voltado quando soube que minha mãe não estava bem ou depois que ela morreu. Era meu dever cuidar de vocês eu jurei ao meu pai que faria. Eu jurei a você.

—Tio Charlie, não tem que me pedir perdão de nada e nada do que aconteceu tem mais importância, já não penso mais nisso...

—Não? – perguntou surpreso e Bella negou com firmeza – não pensa nem em sua mãe?

—Em nada que já me fez mal um dia – Bella me olhou sorrido – eu aprendi a seguir em frente, sem olhar para trás e é por isso que eu estou assim tão feliz. Ainda mais agora que Edward está bem e que você voltou.

—Verdade?

—É claro que sim! – Charlie riu balançando a cabeça.

—É muito bom ouvir isso e é maravilhoso saber que não é só na aparência que você continua sendo a mesma menina – ele sorriu para ela – e por você continuar a mesma, eu tenho certeza que vai adorar o que eu trouxe – Charlie pegou uma caixa de dentro do casaco e entregou a ela.

—São os meus favoritos! Obrigada, tio Charlie – Sem esperar por mais, Bella pegou um dos chocolates e comeu gemendo baixinho de olhos fechados fazendo seu tio e eu rirmos.

—Exatamente quando criança – meu amigo suspirou cheio de nostalgia – eu perdi toda a sua vida não é, minha menininha?

—Claro que não, tio. Minha vida está só começando, tem muita coisa ainda. Por exemplo, eu sei que estar lá para me ver no dia de minha formatura, vai ter orgulho de mim quando eu for uma enfermeira de verdade... – Bella hesitou por um momento e me olhou com um pequeno sorriso antes de continuar – vai entrar comigo na igreja quando eu me casar e... vai estar lá quando meus filhos nascerem para ser o melhor tio avó do mundo!

—Mal posso esperar por tudo isso, Bells – meu amigo falou muito emocionado fazendo Bella se aproximar para dar um beijo em seu rosto.

—Eu também não. Mas enquanto tudo isso não chega, vamos jantar? Estou ansiosa para que prove minha receita.

—O que você preparou? O cheiro está de matar.

—Fiz a lasanha da vovó Swan. Ela disse que era a sua favorita – Charlie bateu na barriga concordando e seguindo Bella que se levantou indicando o caminho para a sala de jantar. Ansioso ele foi na frente e antes que Bella o seguisse eu a segurei pelo braço.

—Eu adoro ver como está feliz – sussurrei para ela que agarrou minha camisa e me puxou para um beijo rápido.

—E eu adoro você! – não deixei que ela se afastasse e a segurei pela cintura por mais um momento, desejando ardentemente me perder nela.

—Vamos para junto de seu tio antes que eu não responda por mim – ela riu e passou a minha frente.

—Sim, senhor – estreitei meus olhos diante da provocação, mas sorri enquanto a seguia para a cozinha. Quando chegamos, Bella acomodou o tio na mesa e lhe serviu um pedaço generoso da lasanha, fez o mesmo comigo e consigo antes de se sentar ao meu lado.

—Meu Deus! – Charlie gemeu com a primeira garfada – isso aqui está ainda melhor do que a da minha mãe!

—Que bom que gostou – minha namorada riu satisfeita – a vovó me ensinou direitinho.

—Eu amo tanto essa receita e juro que pensei que nunca mais comeria uma igual.

—Fico feliz em poder te dar isso – sorrindo, ela apertou minha mão e comemos relativamente em silencio, uma vez que Charlie não parava de elogiar a comida e só conseguimos iniciar uma conversa depois que ele se serviu pela terceira vez.

Bella estava ansiosa para saber de suas aventuras de viagem e saber o que o tio fez durante tanto tempo, mas essa conversa não durou muito já que ele estava mesmo louco para saber mais da sobrinha, sobre sua infância e minha namorada estava feliz em contar suas histórias, por isso ela contou ao tio cada uma das suas lembranças felizes. Quando estávamos na sobremesa, Charlie ajudava com o que se lembrava dos anos que passou na companha dela nos fazendo rir muito.

—Bells sempre teve o gênio difícil. Com três anos dava para perceber isso ela tinha argumento para cada ordem que lhe era dada e não se cansava enquanto não tinha o que queria ou o melhor acordo que conseguia. Era sempre uma discussão na hora de tomar banho...

—Tio Charlie! – Bella pareceu muito envergonhada e eu ri.

—Sei que algumas crianças não gostam muito, mas Bella odiava. Eu tinha que enche-la de chocolate para convencê-la. Chocolate sempre a convence para qualquer coisa.

—Eu já tinha percebido que ela tinha um fraco por chocolate – comentei rindo depois de beijar suas bochechas vermelhinhas.

—Um fraco? Bella é louca por chocolate, sempre foi.

—E você dizia que era por isso que meus olhos são dessa cor – eles riram – que tal se fossemos para a sala e tomarmos um café ou uma taça de vinho? Podemos continuar nossa conversa lá – Bella ficou em pé e começou a recolher os pratos, mas Charlie a impediu.

—De jeito nenhum, você não vai tocar nesses pratos. O mínimo que eu posso fazer depois de uma refeição como essa é limpar tudo para você.

—Tio... não precisa.

—Ele tem razão, baby. Deixe que nós dois cuidamos disso – ela ia insistir mas olhei para seus olhos, pedindo que me obedecesse. Bella corou levemente, provavelmente se lembrando que era sexta-feira e suspirou.

—Tudo bem então. Vou para o sofá enquanto vocês arrumam tudo – e lá se foi rindo enquanto meu amigo e eu trabalhávamos.

—Você tinha razão – Charlie comentou enquanto recolhíamos os pratos – Bella me parece muito bem. Muito feliz.

—E ela está. Sabe que eu luto por isso todos os dias. Ela é tudo para mim.

—Eu pude ver, pela forma com que ela te olha, como age a sua volta, como sorri para você... parece que você é tudo para ela também – ele arregaçou as mangas quando tinha todos os pratos na pia e sorriu para mim – tanto que ela até falou em casamento. Vocês já tocaram no assunto?

—Ainda não, mas se ela sentir ao menos metade do que estou sentindo então teremos um muito em breve.

—E sabe de uma coisa? – Charlie perguntou me passando um prato para que eu enxugasse – eu faço muito gosto disso, não que o velho Edward que eu conheci se importasse com a minha opinião – eu ri.

—Mas eu me importo de verdade. Obrigado, Charlie.

—Vou acreditar nisso por hora – meu amigo riu e eu apenas balancei a cabeça enquanto guardava outro prato – O que foi? Você não parece muito animado, ficou praticamente em silencio a noite toda.

—Vocês tinham muito o que conversar e eu não acrescentaria muita coisa – dei de ombros e ele estreitou os olhos para mim.

—Desembucha de uma vez. O que está acontecendo?

—Tudo bem – suspirei me rendendo – É que eu não queria estragar a noite com assuntos inoportunos, não uma noite tão gostosa quanto a que estamos tendo, mas eu preciso muito falar com você.

—Sobre o que?

—Eu disse que ficaria de olho em Quill para ver se descobria algo sobre seu envolvimento no acidente e hoje eu acompanhei um julgamento que ele fez de maneira completamente leviana, mas o que importa foi o que eu descobri por meio de Eleazar, o promotor.

—E o que foi?

—Parece que Quill Atera só trabalha no fórum por que é protegido de Aro...

—É... eu me lembro de você dizendo que ele estava gagá ao ponto de querer fazer o que bem entendia naquele lugar.

—Pois é, o que eu descobri agora é que essa condescendência vem do fato que Aro é pai de Quill.

—Porra! É uma bola de neve que não tem mais fim – ele pensou por um instante – então Aro é pai de Quill que é primo dos Alistair...

—Sem falar em Tanya, ela é parte disso também...

—A sua esposa?

—Ex – corrigi assentindo – parece que o pai dela era sócio de Aro e eram muito ligados. Com certeza ela deve estar do lado deles.

—Ao que parece temos uma quadrilha fortemente estruturada aqui.

—É o que eu acho também. Cada vez mais eu tenho certeza de que essa corja está envolvida em meu acidente, é impossível não pensar assim. Eu andei pensando em tudo o que ouvi hoje e, ao que parece, cada um deles tem seu próprio motivo para me querer morto, Charlie. Quill por que eu estava em seu caminho, Aro por que eu sempre bati de frente com ele impedindo, como eu podia que seu filho tomasse conta do lugar e Tanya por que eu pedi o divórcio para ficar com a Bella.

—Não sou de me precipitar, mas não há como não concordar com você, não depois de tudo isso – meu amigo pegou o pano de prato e enxugou as mãos respirando fundo – não dá para acreditar que não tenha envolvimento deles nisso, não por debaixo de toda essa sujeira.

—Eu também penso assim – passei as mãos em meu cabelo me dando o direito de me sentir desolado, pelo menos por um instante – já era terrível pensar que alguém queria me matar, sabe, que era algum desconhecido que me odiava por que eu fiz algo aleatório ou por que eu o julguei em meu trabalho ou mesmo pensar que eu tivesse um inimigo... – ri mesmo sem achar a menor graça – mas perceber que foram pessoas que sempre estiveram a minha volta, que trabalhava comigo, com alguém que fui casado! Mesmo que sem amor... é terrível pensar que puderam atentar contra a minha vida... é insuportável!

—Edward – Charlie tocou meu ombro em apoio – eu acabei de receber permissão para desenvolver a investigação sobre seu acidente e amanhã mesmo terei os laudos de seu carro nas mãos, vou começar por ai, não preciso ir atrás de suspeitos e motivos já que ao que parece já temos isso, vou atrás das provas e descobrir como. Tenha a certeza que eu não vou descansar enquanto eu não fizer justiça em seu nome, em nome de sua família e em nome de Bella.

—Obrigado, Charlie. Não aguento mais essa sujeira, eu quero resolver isso o mais depressa possível.

—Nós vamos, confie em mim – afirmou todo sério, sem deixar que eu ou qualquer outra pessoa desconfiasse nem por um segundo de que tudo daria certo. Assenti olhando em seus olhos e vendo aos poucos sua seriedade se transformar em um sorriso – até por que, quando estiver livre vai poder honrar suas calças e se casar com a minha sobrinha.

—É tudo o que eu mais quero – pude perceber que ele disse em tom de zombaria, mas a minha resposta foi tão convicta que o fez franzir o cenho e mergulhar em pensamentos antes que eu desse um soco em seu ombro – e ai vou poder te chamar de “tio Charlie” também.

—Vai se foder, Cullen! – nós rimos com gosto antes de voltarmos juntos para a sala e encontramos minha Bella comendo um bombom que o tio lhe trouxe, me fazendo sorrir.

—Nem parece que acabou de comer uma sobremesa – Charlie comentou e quando olho, ele também sorria, tão encantado quanto eu. Sem resistir eu me aproximei dela e beijei seus lábios, morrendo de saudade.

Era para ser um beijo rápido, leve, mas Bella me segurou, agarrando meus cabelos e me deixando sem folego rapidamente. Quando nos afastamos Charlie nos encontrou sorrindo.

—Você me falou bastante de sua vida, mas não de quando conheceu Edward – minha namorada me olhou com um sorriso tímido tentando se afastar, mas eu a abracei sem deixar que ela saísse do meu colo. Conformada de que eu não a deixaria, ela desviou os olhos do meu antes de começar a contar.

—Acho que deve saber que Edward ainda era juiz na vara de família quando meu caso chegou nas mãos dele, na verdade se eu não me engano, foi um dos últimos casos dele nesse trabalho. Foi ele quem fez o julgamento que me libertou do que estava vivendo desde que a vovó tinha morrido...

—Até ai eu sei. Edward entrou em contato comigo e eu passei meus direitos de responsável para ele e... bom o que eu realmente quero saber é... como foi que vocês se relacionaram? Como se apaixonaram se ele era seu tutor? Ele era um homem casado como largou tudo para ficar com você! Certamente deve ter uma boa história por trás disso.

—Charlie eu não me lembro de nada disso – falei tentando colocar um fim no assunto e o delegado rebateu cruzando os braços, mostrando que não desistiria.

—Por isso estou perguntando a Bella. Ela tem os detalhes que eu quero ouvir – olhando para seus dedos entrelaçados, ela respirou fundo antes de começar.

—O que eu posso dizer? – ela deu de ombros – Edward me tratou com o respeito e cuidado que ninguém me tratava há muito tempo. Não demorou muito e eu passei a confiar cegamente nele, confiar toda a minha vida a ele. E foi bem assim, aos poucos e devagar, nós nos aproximamos e nos apaixonamos.

—Depois de quanto tempo? – Charlie franziu o cenho – pelo que eu sei você foi morar com ele quando tinha uns catorze anos....

—Na verdade eu não fui morar com ele. Eu tinha um apartamento que Edward mantinha e me visitava diariamente, ali ele providenciou tudo o que eu precisava. Como eu disse, ele me respeitava muito, muito mesmo e isso me deixou... fascinada. Desde que a vovó morreu ninguém cuidava de mim e também... além de tudo, Edward é um homem muito bonito sendo muito carinhoso comigo... – ela deu de ombros como se isso explicasse tudo e o tio se mexeu parecendo incomodado.

—E então ele se aproveitou desse seu fascínio?

—O que? – Bella perguntou com os olhos arregalados assustada com a carranca repentina do tio.

—Você também é uma mulher linda, jovem e ainda por cima fascinada por ele – ele franziu o cenho apertando os punhos cruzados – Fácil demais para ele, não?

—Não... não foi assim, tio Charlie. Por mais que a gente tenha se envolvido enquanto eu anda era menor, nunca em momento nenhum Edward fez algo que eu não quisesse. Na verdade até que demorou para que ele se aproximasse de mim desse jeito... – Bella sorriu, imagino eu cheia de lembranças, mas nem isso aliviou a carranca de seu tio.

—Então foi você que tomou a iniciativa?

—Não... eu nunca faria isso, não depois da experiência ruim que tive com sexo, não depois de tudo o que passei. Na verdade, mesmo com ele foi... difícil – Bella corou enquanto falava – com muito carinho, Edward me mostrou que não era um bicho de sete cabeças e que eu poderia gostar de tudo.

—Ah... então ele teve que convencer você? – Charlie rosnou olhando feio para mim.

—Não tio Charlie, não assim.

—Então como foi? Quantos anos você tinha?

—Edward não me convenceu, ele me conquistou. Acho que ele vivia nesse dilema do que era certo e do que sentia por algum tempo, já que hesitou muito antes de tentar qualquer coisa, eu pude ver isso, mas o que nós dois sentíamos era muito mais forte do que qualquer coisa.

—E quantos anos tinha? – Charlie insistiu ainda nervoso.

—Dezesseis, quase dezessete.

—Ainda era uma criança! – rangeu os dentes para mim e Bella negou.

—Deixei de ser uma criança enquanto ainda morava com minha mãe, mas foi com ele que eu me tornei mulher. Com muito respeito e muito carinho eu me tornei a mulher de Edward – com um sorriso, Bella beijou meus lábios antes de voltar a olhar para o tio – ele nunca me magoou e nem me abandonou. Isso é tão verdade que ele voltou do coma só para mim.

—E isso é tudo?

—O que mais eu posso dizer? – Bella deu de ombros – A gente tem uma ligação que eu não consigo colocar em palavras. Tenho certeza que nada nos impediria de ficar juntos, nem a idade, nem o casamento dele. Se nem a falta de memória nos separou... é por que devemos estar realmente juntos.

—Tudo bem, você me convenceu por hora – ele disse depois de respirar fundo longamente – mas eu vou ter uma longa conversa com você depois que tiver sua memória de volta, Cullen.

—Vou esperar por isso – ele tentou fazer sua carranca assustadora, mas minha resposta positiva o deixou surpresa me fazendo rir e abraçando Bella.

—Está tudo muito bom, mas eu acho que já vou para casa – Charlie foi se levantando e nós o imitamos.

—Tão cedo, tio?

—Não é cedo para mim, ainda mais que vou enfrentar um turno pela manhã, mas acredite, não há ninguém mais feliz do que eu hoje, minha sobrinha.

—Talvez tenha uma exceção – ela sorriu e se aproximou o abraçando – eu adorei conhece-lo, obrigada por vir.

—Não quero me afastar de você nunca mais, minha menininha.

—É claro que não. Eu insisto que volte em breve – me aproximei sorrindo – quero que conheça a minha família e poderemos fazer um jantar aqui para estreitar ainda mais nossos laços. Seremos uma grande família feliz – olhei para Bella e seus incríveis olhos brilhantes de alegria e de volta para o seu tio tão feliz quanto ela.

—Vai ser ótimo, Edward. Eu vou adorar – nós nos despedimos marcando as próximas visitas e o levamos para fora em sua viatura de polícia e tão logo o carro de Charlie tinha sumido na curva, eu tinha os braços de Bella em torno de meu pescoço e seus lábios nos meus.

—Que noite maravilhosa! – ela sussurrou para mim, com um sorriso imenso – obrigada por isso, Edward.

—Ei... você não tem que me agradecer pela noite, pelo menos ainda não – cheguei mais perto e sussurrei em seu ouvido – senhorita Swan.

Senti seu corpo todo estremecer imediatamente a pele se arrepiar e sua respiração ficar descompassada depois de um ofego. Beijei seu pescoço diversas vezes, no mesmo lugar, beijos delicados, um simples roçar de lábios que eu sabia estar mexendo diretamente com sua expectativa, com seu tesão, deixando-a prontinha para mim e para tudo o que faríamos logo mais.

—Lembra do que eu disse? – perguntei em seu ouvido quando eu a tinha praticamente desfalecida em meus braços – o que eu queria de você quando seu tio fosse embora?

—Sim... sim, senhor – ela gemeu baixinho me fazendo sorrir.

—Boa menina! Então vá, fique em sua posição. Quero você pronta para começarmos em cinco minutos – mal terminei de falar e ela já tinha se afastado mais ansiosa do que qualquer coisa indo cumprir minha ordem.

Eu estava tão ansioso quanto ela, mas sabia que precisava manter minha calma, por isso mesmo me servi de minha habitual dose de uísque. Deixei que minha mente relaxasse, como sempre fazia antes de ir para o quarto de jogos e bolar uma cena usando e abusando de todos os apetrechos que eu tinha a minha disposição, mas eu queria tanto aquilo que estava difícil me concentrar em outra coisa que não fosse o quão maravilhoso seria disfrutar desse momento com minha Bella.

Coloquei mais uma dose para mim e a tomei em duas rápidas goladas, respirando fundo entre elas ao perceber que os cinco minutos que dei a ela estavam acabando e que eu poderia me dirigir para lá. Antes de seguir para onde minha senhorita se encontrava, eu fui para o nosso quarto e tirei minha roupa e meus sapatos, seguindo completamente nu – e duro – para o meu encontro com ela.

Como sempre, assim que eu entrei, Bella já me esperava em sua deliciosa posição: nua e de joelhos, corpo ereto e pernas entreabertas me deixando ver sua boceta deliciosa. Assim que parei na frente dela, como de costume, deixou um beijo em cada um de meus pés e voltou para a sua posição inicial.

Respirei fundo algumas vezes tentando me acalmar depois do choque elétrico que passou a percorrer meu corpo desde que seus lábios me tocaram e quando eu estava mais calmo, eu a chamei. Mais do que depressa ela ajoelhou bem na minha frente e eu segurei sua cabeça na altura de minha virilha, tão perto que conseguia sentir sua respiração entrecortada e quente em meu pau.

—Acho que estamos muito ansiosos para esse momento, não?

—Sim, senhor! – Bella gemeu em resposta. Nossas regras impediam que me olhasse nos olhos ou agisse conforme desejasse, mas eu sabia que ela estava louca por um toque, para me tocar, não só pela sua respiração que ia ficando cada vez mais descompassada ou pela forma que ela me olhava lambendo seu lábio, louca pelo meu pau que latejava tão perto dela. Eu sabia que ela me queria tanto quanto eu por que seu corpo me chamava, cada pedacinho dela implorava por mim e eu estava mais do que disposto a dar.

—Quem é a minha boa menina? – perguntei dando a ela o que mais queria, agarrado em seu cabelo, levei meu pau a sua boca passando por seus lábios entreabertos, mas sem deixar que ela o tomasse, não antes de sua resposta.

—Eu sou, meu senhor, sou sua boa menina – tão logo me respondeu, minha senhorita me chupava com força em sua boca quente, me deixando mais ansioso do que me encontrava. Louco de desejo, fodi sua boca com força por um tempo e antes que eu perdesse meu controle de vez, me afastei e pedi que me olhasse.

—Então está usando o que eu pedi? – Bella assentiu ofegante, sem condições de falar, me fazendo sorrir pela resposta positiva. Eu me abaixei para sussurrar – então fica de quatro que eu quero ver.

Imediatamente minha senhorita me obedeceu se curvando a minha frente, seu rosto encostado no chão, parecendo prostrada pelo desejo do que por qualquer outra coisa e por pouco não fico como ela quando dou a volta e fico diante de sua bunda com um plug completamente enterrado bem ali. Gemi apertando meu pau por um momento antes de me aproximar e segurar com força nas nádegas dela, as separando para apreciar melhor.

—Gostosa! – gemi com os dentes cerrados, hipnotizado com aquela delicia em minha frente quase perdendo o controle, bem ali naquele chão.

Respirei fundo tentando me lembrar dos meus planos, mas a proximidade me deixava ver o quanto Bella estava excitada, fez com que o cheiro de sua excitação me dominasse por inteiro, tanto que me vi ajoelhado diante de tanta perfeição, ali perdido na delicia de mulher a minha frente e no desejo de comer, de me enterrar até o talo naquela entrada apertada e gozar muito com ela, tanto que quando dei por mim, minha boca já estava naquela boceta completamente encharcada me fazendo provar dela, enterrando minha língua nela.

Minha senhorita gemeu baixinho e eu a lambi por completo abrindo sua bunda e lambendo em volta do plug desejando ardentemente meu pau ali no lugar dele. Minhas mãos a apertavam na mesma medida em que meu pau latejava, longo, dolorido, delicioso. Mordi cada uma de suas nádegas antes de meter dois dedos em sua boceta enquanto a outra mão girava o plug, fazendo minha senhorita gemer.

—Sei que nós dois estamos muito ansiosos para isso, senhorita Swan. Eu estou com tanto tesão, quero te comer com tanta força que tenho medo de te machucar...

—Por favor, senhor – implorou gemendo tanto por minhas palavras quanto pela força com que meus dedos entravam e saiam de dentro dela enquanto ela rebolava neles.

—Está louca por isso, não é?

—Sim, senhor – a voz rouca me incentivava tanto quanto o som de sua excitação a cada entra e sai frenético de meus dedos e eu estava ficando ainda mais ansioso para o que viria. Movido pelo desejo eu segurei em seus cabelos fazendo com que ela olhasse para mim.

—Eu também estou — sussurrei para ela — por isso quero muito ouvir você hoje, quero escutar tudo o que passar pela sua cabeça, quero ouvir cada onda de prazer que atingir seu corpo essa noite, ouviu bem, senhorita Swan?

—Sim, senhor.

—Então peça, implore pelo que quiser, que eu vou te dar – enquanto falava, fiz com que Bella ficasse firme em seus joelhos enquanto seu rosto tocava o chão, a bunda empinada para mim. Era uma cena fantástica, tanto que sem esperar por mais nada, eu me posicionei e meti fundo em sua boceta apertando sua bunda com força.

Como eu ordenei, Bella gemeu bem alto a cada estocada rebolando seu corpo em direção ao meu. Alucinado com seus gemidos, com o aperto de sua boceta em torno de meu pau e a visão de seu cu prontinho para que eu o tomasse me fizeram investir nela como um louco, apalpando seu corpo delicioso e sem forças para parar mesmo que ela estivesse gozando com força, me esmagando dentro de si.

Mesmo depois de gozar eu ainda me sentia dominado pelo tesão, tanto que eu a segurei pelas pernas e a virei, ali mesmo, naquele chão do quarto de jogos e a deixei toda aberta para mim antes de me colocar entre suas pernas e segurar firme em seus peitos para voltar a meter nela.

Bella implorava para que eu a fodesse com mais força e escutar seus gemidos, seu corpo se movendo junto com o meu só me dava mais tesão em busca de nosso prazer, tanto que não demorou muito para que eu gozasse mais uma vez, deixando meu corpo cair ao lado do dela por alguns instantes naquele chão.

—Acho que agora podemos seguir com o plano – sussurrei para ela depois de recuperar meu folego diante daqueles orgasmos de perder a cabeça e me levantei e direção ao sofá negro que havia em frente a nossa cama. Uma passada de olhos por ele e pude encontrar o que eu queria, o sofá se ajustava e eu pude abri-lo para que se tornasse uma cama de couro. Feliz com as minhas mudanças, segui para a parede e peguei algumas das cordas que havia ali.

Quando tinha o que precisava, me voltei para a Bella imaginando que ela estivesse ainda prostrada no lugar que tinha deixado, mas não, minha senhorita estava mais uma vez em sua posição inicial pronta para mim, me deixando mais do que satisfeito com isso.

—Por favor, senhorita Swan, venha até aqui – eu observei enquanto ela se aproximava, com os olhos baixos, toda marcada pela força com que segurei. Sua pele alva, agora vermelha com as marcas de meus dedos, me fizeram latejar novamente. Sem que eu pudesse resistir, quando ela estava perto o suficiente, eu a puxei para perto de mim e beijei passando a mão nela e adorando quando ela serpenteou seu corpo no meu.

Segurei sua cintura puxando seu corpo em direção ao meu apertando sua bunda ainda mais ansioso para estar dentro dela. Então eu me afastei e lhe dei um tapa antes de ordenar.

—Senta aqui com as pernas abertas – indiquei o sofá cama esperando que ela me obedecesse e amarrei seu pé com um nó forte antes de prendê-lo no gancho ao lado, provavelmente feito para isso mesmo, fazendo o mesmo com o outro pé. Quando ela estava bem presa caminhei para atrás dela e puxei sua bunda para fora do sofá, beijando seu ombro antes de voltar para frente dela. Com a outra corda, prendi suas mãos em frente ao seu corpo antes de puxa-la e colocar no gancho no chão. Quando eu a tinha presa, eu me afastei por um minuto para poder aprecia-la.

Minha senhorita era uma verdadeira visão ali, amarrada e aberta, sua bunda empinada e deliciosamente pronta para que eu a desfrute o quanto quiser, quando quiser. E eu queria, ah sim! Como eu queria.

Pensando nisso voltei para frente de seu corpo e a segurei pelo cabelo trazendo sua boca para o meu pau a meia bomba.

—Vai, senhorita Swan, me chupa, deixa meu pau duro para comer esse seu cu gostoso.

Antes mesmo que eu terminasse de falar, eu já estava praticamente todo dentro de sua boca. Bella me chupava com força, dançando sua língua em meu comprimento, gemendo em minha volta. Fechei meus olhos movendo meus quadris agarrado aos seus cabelos, endurecendo cada vez mais pelo estimulo e pelo pensando em meu maior objetivo da noite.

Eu me afastei de sua boca e dei a volta em seu corpo para observar aquela bunda empinada para mim, pronta para ser fodida, pronta para nos trazer muito prazer. Eu me ajoelhei hipnotizado e tirei o plug bem devagar fazendo minha senhorita gemer.

Gemi junto com ela, olhando para aquela entrada que eu estava louco para provar e então coloquei o plug em sua boceta encharcada e o voltei para seu cu, repetindo várias vezes deixando o rabinho meladinho com seu próprio prazer. Mesmo estando bem lubrificada eu decido pegar um lubrificante e massagear bem sua entrada gostosa, sentindo meu pau latejar a cada vai e vem de meu dedo.

Sem poder mais, eu me aproximei e me apoderei de seu lindo traseiro. Eu a penetrei bem devagar, abrindo bem suas nádegas, observando meu pau se enterrar nela, eu ia apreciando centímetro por centímetro respirando com tanta dificuldade quanto meu pau tinha de se mover naquele aperto maravilhoso. Gemi respirando fundo quando estava todo dentro dela, e ofegante voltei a sair e a entrar, bem devagar desfrutando da sensação, comendo minha senhorita com calma.

—Caralho, que delicia – perdi todos os pensamentos coerentes que ainda tinha depois de escutar Bella gemendo daquele jeito e não pude mais me segurar. Parei meus movimentos por um instante e subi minhas mãos a forçando em suas costas, deixando seu corpo mais inclinado e sua bunda mais empinada para mim antes de voltar a meter com toda a força.

Minhas investidas movimentavam seu corpo, o jogando para frente e depois minhas mãos o puxavam de volta para mim, voltando a se enterrar completamente. A força era tamanha que se ela não tivesse tão bem amarrada, seu corpo suado deslizaria pelo couro do sofá e nós dois cairíamos, mas eu duvido que mesmo assim eu a deixaria por um instante se quer.

Minha senhorita gemia comigo, não apenas por causa da nossa foda gostosa, mas por cada parte de seu corpo pegando fogo, os mamilos sendo estimulados pelo sofá, bem como seu clitóris que brincava naquela beirada, provavelmente com a mesma força do vai e vem delicioso que só ficava mais intenso, que só nos fazia mais perto e mais perto, até que chegamos juntos.

Meu orgasmo me atingiu mais forte do que nunca, me fazendo praticamente desmoronar sobre o corpo preso de minha senhorita, tão ofegante e satisfeito quanto ela estava. Quando eu consegui respirar normalmente outra vez, eu deixei que meu corpo escorregasse no chão e tirei as cordas dos ganchos antes de soltar os pés de Bella e depois sua mão.

Quando olhei em seu rosto bonito, ainda deitados naquele sofá-cama, ela tinha um sorriso tão besta quanto o que eu certamente sustentava, feliz e satisfeito como quando estávamos aqui, explorando nossos desejos mais íntimos que compartilhávamos de corpo, alma e coração apenas um com o outro.

Ainda sorrindo como o besta que era, eu a segurei pela mão a livrando daquela posição incomoda e me sentei come ela no sofá abraçando seu corpo junto ao meu. Ficamos um longo tempo assim, sem dizer nada, apenas curtindo um ao outro.

Era estranho pensar que sempre depois de um sexo sacana desses me faziam pensar em como essa senhorita é importante para mim, em como me mostra o quanto ela está arraigada em meu ser. Talvez seja por que aqui, mais do que em qualquer outro lugar, eu a reconhecia, eu tinha a certeza de que pertencíamos um ao outro e que nada poderia mudar isso.

Em minha cabeça passava um turbilhão de pensamentos, meu coração batia com força bombeando para cada parte de mim a sensação do quanto aquela senhorita que me encarava, deitada ao meu lado, importava para mim.

Não estávamos apenas sem roupas, ali, depois daquela cena fodidamente quente, eu podia sentir que nossas almas estavam nuas e de frente uma para a outra, mais conectado do que já esteve, menos do que um dia será.

Eu a peguei no colo e a levei para a cama e nós nos beijamos, mais com carinho do que qualquer outra coisa e palavras jamais conseguiriam mostrar o quanto estávamos satisfeitos com o que tinha acontecido ali. Imagino que era o que ela pensava com aquele sorriso discreto e o carinho que fazia em meu peito.

—Ei, você pode dormir quando quiser – sussurrei para ela vendo mais um de seus bocejos, percebendo a força que ela fazia para não dormir – não precisa de uma ordem minha para isso, quantas vezes terei que te dizer?

—Só queria me cerificar de que não precisaria mais de mim essa noite, senhor – eu ri.

—Se você gozar mais uma vez, considerando a experiência de ontem à noite, só vai acordar amanhã à tarde e eu quero você muito bem disposta pela manhã – cheguei perto para cochichar em seu ouvido depois de lhe morder o lóbulo – quero começar a te comer pela manhã e só parar tarde da noite.

—Sim, senhor – ela gemeu com os olhos fechados, mas o cansaço a impediu que os abrisse novamente, mas mesmo assim perguntou – vamos dormir aqui?

—Só vamos sair daqui no domingo noite, senhorita, talvez segunda pela manhã. Então eu sugiro que se prepare, vai ser um longo e delicioso fim de semana.

—Mal posso esperar – respondeu no mesmo instante em que pegava no sono e eu a olhei dormir.

Olhei para aquela garota que tanto dizia estar apaixonado pensando em tudo o que ela disse ao tio a respeito de nós dois, em tudo o que fizemos juntos, dentro e fora desse quarto e em como eu via meu futuro com ela.

E foi ali, com minha senhorita nos braços, dormindo tal qual o anjo que me esperava quando acordei do coma, com toda a intensidade de nosso relacionamento, com tudo o que sentia por ela, pelo que fazíamos que eu finalmente pude perceber que muito mais do que comendo, eu estava verdadeiramente amando.

Notas finais
E então? O que vocês acharam? contem, contem para mim, por favor! É uma honra e uma delícia saber o que acham sobre a história, me digam! Não que justifique minha demora, mas é realmente dificil escrever uma cena como essa sem estar completamente no "clima", desculpe por isso. Eu só não queria trazer qualquer coisa, de qualquer jeito, por mais que pareça que eu não me importe por não responder os comentarios ou quando eu demoro, eu realmente me importo com cada uma de vocês, minhas queridas leitoras, de verdade e sou muito grata por ter cada uma de vocês, fantasminhas e tudo. Obrigada de verdade por estarem aqui! Mil beijos, eu volto logo!