Memórias

2 Capítulo 2 - Dias de chuva / São almas


De onde a conheço
Tão longe
Tenho asas pra seguir nuvens
Nas asas do sonho,
Rumo ao teu coração
Seja a chuva
Que nas noites vazias
Encanta
Dos risos das noites
Ao brilhar da gota de orvalho nas flores
O sol está a brilhar sozinho
Cantando os sonhos sem poder sonhar
Encantando os outros
Mas nem sempre sabendo amar
Melhor mesmo é deixar a chuva cair
Pra reinar muitos beijos de sol e chuva
Sem esperas e nem amanhãs
Em dias claros e noites de lua
Esperando a chegada de um novo dia

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São almas
As luzes que espalham estrelas pelo céu
E as sombras que cobrem de nuvens o sol
São almas
O ódio fugaz e o amor impossivel
A guerra do mundo e a possivel paz
Sao almas
A ira da injustiça
Os que protegem sua casa
E invadem sem respeito as ideias
São almas
A luz solar
As nuvens negras esparsas no céu
O universo e o todo em tudo
A voz e o surdo
O martir e o covarde
A escuridão e a luz
São almas
A busca dentro de si
Que aquele que procura fora
Está por fora e não se acha dentro
São almas
Aquele que é feliz em mãos alheias
De mãos vazias fica e sua alma nunca está cheia.