Memórias.
1 Memórias.
Notas iniciais
Dias mortificados vão transcorrendo diante de meus olhos vidrados
Ocupada demais para o exterior enquanto tento resolver meu eu inacabado
O nosso silêncio esvoaça durante todas as noites, perdurando até agora
Enquanto estou estática, presa nessa espera sem correntes e sem poder ir embora
Devaneios borbotam em minha mente já ceifada por suas palavras cortantes
Emaranhando-se ao passado junto com o irrefutável presente
Rasgo nossos momentos que hoje são hediondos, guarnecidos com esmorecimento
Ignorando o farfalhar de sua voz distante, fingindo não ver meu enfraquecimento
Quantos sonhos foram colocados às costas de quem os considerava frívolos?
É tão difícil me desprender do seu derradeiro sorriso ou de seu antigo fulgor
Tenho deixado derribar-me sem aparentar meu coração depravado que grita de dor
Diga-me o que fazer com uma alma acometida e exacerbada por excesso de amor?
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