Memória Perdida
3 Capítulo 2 Escuridão
Notas iniciais
estou muito feliz!!! Minhas leitoras são demais!
Amo voces!
Bom, curtam o capítulo!
Bjinhos sangrentos...
Amy dormia tranquilamente. Já era noite.
Ian não conseguia acreditar que ela não se lembrava de nada. Não se lembrava do que ele tinha feito no passado. Na verdade, nem lembrava o seu nome.
Quase três anos tinham se passado desde a primeira vez que ele a vira, em uma reunião na casa da velha Grace Cahill. É claro que suas relações não eram de afetividade devido à busca pelas pistas.
Lágrimas solitárias se criaram em seus olhos, mas elas não sobreviveram por muito tempo. A raiva se sobrepunha a dor. Ian se sentia triste, solitário, mas com um ódio que queimava. Ódio das consequências, ódio dos truques da vida.
Ele iria contar tudo, detalhe por detalhe das busca pelas pistas e de tudo que ele tinha feito para ela e seu irmão.
Ele e Amy tinham conversado por horas. Ela escrevia suas dúvidas no caderno e ele respondia. Ian contou como eles se conheceram, quem era os Cahill. Contou sobre os clãs e alguns segredos, mas não falou nada sobre o busca pelas pistas.
Era cedo demais.
Todas as vezes que a conversa se dirigia para o assunto Dan Cahill ou Grace Cahill, o moreno enrolava, contava outra história. Não fazia a mínima ideia de onde estava o menino Cahill e não queria ter que dar a notícia que a anfitriã, Grace, tinha morrido.
Antes Amy tinha que conhece-lo melhor.
Ian observou a menina, presa em seu sono profundo. Ela era tão linda. Na verdade, ela sempre foi linda, mas aqueles anos tinha feito muito bem a ela.
O moreno tocou delicadamente o rosto dela.
O que você fez comigo, Amy. Ian refletiu sozinho. Como alguém pode fazer a outra pessoa se sentir tão frágil? Como Amy pode mexer comigo assim depois de tantos anos?
Ian bocejou.
Estava acordado desde cedo, estava cansado demais para voltar para casa e, além disso, não conseguia levar a sério a ideia de deixar Amy sozinha naquele hospital, por isso, deitou-se no sofá de couro branco, prometendo a si mesmo que não iria pegar no sono. Tinha que ficar acordado, caso Amy precisasse dele...
Nem terminou o pensamento.
Seus olhos já se fechavam.
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Amy estava diante de uma rocha.
A rocha se movia em sua direção, mas ela estava encantada demais para se mexer.
- Afaste-se. – Um menino moreno gritou, a empurrando para longe e caindo sobre ela, protegendo-a dos cascalhos grossos que caiam da rocha em movimento.
- Adorável. – O menino comentou e Amy pode enfim vê-lo com clareza. Os olhos cor de âmbar a observavam.
- N-n-não precisa fazer isso. – A ruiva respondeu em um sussurro.
- Fazer o quê? – O moreno perguntou confuso, sem piscar.
- Ser sarcástico. Dizer coisas como “adorável”. Você salvou minha vida. Obrigada.
Como se estivesse hipnotizado pelo verde dos olhos da menina, o moreno baixou o rosto, permitindo que seus lábios tocassem de leve os dela...
A intensidade daquele toque despertou Amy.
Arfando com força, a menina se sentou na cama de hospital. Uma linha de suor molhava seus cachos ruivos.
Aquele sonho tinha sido esquisito, mas real de uma forma tão intensa que Amy podia sentir os lábios carnudos do garoto, como se eles ainda estivessem ali, colados aos seus.
Raios perdidos do sol iluminavam precariamente o quarto, o que significava que ainda era muito cedo.
Amy correu os olhos pelo quarto e parou na figura masculina que dormia tranquilamente no sofá.
Como?
Naquele momento ela entendeu porque o garoto de seu sonho parecia tão familiar. Era Ian Kabra.
Ela se sentia esquisita perto dele, como se tivesse uma força sobrenatural sobre ela. Sentia-se segura, mesmo que, se olhasse no fundo de seus olhos, percebia que tudo naquele moreno significava perigo.
Meio hesitante, a ruiva desliza um pé para fora da cama e depois o outro, firmando-os no chão gelado.
Ela andou silenciosamente até Ian, que sussurrava palavras durante o sono, e parou bem perto dele, observando todos os seus traços.
Amy foi tomada por um desejo tão repentino de sentir novamente aqueles lábios novamente, que foi forçada a se afastar, deitando-se novamente na cama.
Seus olhos demoraram a se fechar, mas, por fim, ela foi envolvida pelos braços quentes do inconsciente.
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O chão frio e duro machucava a pele de Dan Cahill.
Com uma dificuldade imensa, o menino conseguiu abrir os olhos.
Estava escuro. Muito escuro.
Depois de alguns segundo, conseguiu focar o que estava diante de si.
A cela parecia uma caverna. Para falar a verdade, era realmente uma caverna. As paredes eram baixas, o teto de pedra ficava poucos centímetros, apenas, acima da cabeça de Dan. O local era pequeno, sem nenhuma janela. A única parte aberta daquele casulo era o que estava fechado por grades de ferro e que levavam a um corredor, que sumia na escuridão.
Dan rastejou até as grades frias e enferrujadas e usou toda a sua força para se erguer, desta vez, constatando de verdade como aquele local era sufocante.
- Tem alguém ai? – Ele gritou a voz rouca, como se não falasse há dias. Estava sujo, as roupas rasgadas e úmidas, devido ao chão molhado da cela, o estomago roncava.
Uma luz repentina iluminou o corredor da mina, e Dan teve que virar o rosto e se arrependeu de ter feito um movimento tão brusco, porque sua cabeça reclamou, pulsando em uma dor que ia e voltava a cada batida de seu coração.
A luz continuou apontada para o rosto do menino.
- A bela adormecida acordou! – Uma voz potente, sem duvidas de um homem, ecoou pela caverna.
Um arrepio percorreu o corpo de Dan. As lembranças voltaram como uma tapa na cara.
Ele e Amy estavam passeando em um museu, supostamente comandado por Vesper, quando foram pegos. Ele e a irmã lutaram bravamente, nocauteando vários agentes Vesper, mas era apenas dois para trinta. Era impossível vencer. Mas era possível fugir.
Dan correu para um lado, derrubando todos os potes de barro da Idade Média que estavam expostos ao público.
- Foge agora, Amy! – Ele gritou e, para sua felicidade, a irmã tinha seguido o seu conselho, ciente que era melhor fugir que lutar.
Dan sentiu o ódio se acender dentro de si.
Bateu com todas as forças na grade de metal e gritou:
- O que fizeram com a Amy?
Teve como resposta uma risada.
- Aquela Cahill desgraçada fugiu, mas já sabemos onde ela está. Não precisa se preocupar, logo, logo ela estará fazendo companhia a vossa senhoria.
O brutamonte se curvou para frente, como se estivesse fazendo um gesto de respeito, mas perdeu o equilíbrio devido a risada.
Aquela gargalhada alta jogou lenha na fogueira de ódio de Dan.
- Se vocês ousarem tocar na minha irmã...
- Você vai o quê? – Cortou o Vesper. – Gritar para seus parentes virem salvá-los? Não vai dar... – Ele fez um muxoxo -... Eles vão estar muito ocupados com os problemas que os clãs vão ter, se é que você me entende...
A fala do homem foi interrompida pelo cuspe de Dan.
O Vesper passou a mão no rosto, limpando-o, o rosto assumindo um tom vermelho que surgia conforme a raiva crescia.
O brutamonte enfiou o enorme braço na grade da cela, agarrando o pescoço de um fraco Dan.
- Espero que esteja gordinho, porque não vai comer ou beber pelas próximas 48 horas! – Ele gritou, apertando o pescoço do garoto com uma força quase maior que a de um Holt. – Cahill desprezível, nós vamos dominar o mundo. Nós vamos ter todo o poder das 39 pistas. Nós, os Vesper!
Dizendo isso ele jogou Dan no chão e partiu, levando a luz consigo.
Dan, envolto novamente na escuridão, não tinha outra coisa a fazer que agarrar o pescoço e cerrar o maxilar, agora dispondo de uma força que jamais teve. Uma força alimentada pelo ódio aos Vesper.
Mas uma pequena parte de sua mente se preocupava.
E se eles pegarem a Amy?
Notas finais
Bom, espero que sim!
COMENTEM MUITO!!! ISSO ME DEIXA FELIZ E INSPIRADA!!!
Bjinhos sangrentos...
PS: ANTES QUE EU ESQUEÇA, DEEM UMA PASSADINHA EM "YOUR EYES' É UMA FIC MINHA EM CONJUNTO COM MINHAS AMIGAS...
Mais bjinhos sangrentos...
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