Memória Perdida
2 Capítulo 1 Lembranças?
Notas iniciais
Obrigada pelos comentários!!!
Gnt, tenho outra fic com minha amigas: Your Eyes.
Conta o reencontro de Amy e Ian após 10 anos. Como vai ser? Passem lá e vejam!
Espero que gostem e comentem.
Bjinhos sangrentos
A cabeça de Amy doía loucamente. A menina abre os olhos e tenta focalizar o lugar onde está, mas a luz que entrava pela janela a fez fechar os olhos novamente.
Onde estou?
Ela fez mais uma tentativa de abrir os olhos e, depois de piscar algumas vezes, conseguiu. Amy tentou se levantar, mas tudo a sua volta rodou e ela caiu sobre o travesseiro novamente.
Além da dor, outra coisa a incomodava: ela tinha a sensação de que seu estava em perigo, mas ela não sabia o porquê daquilo, já que, ontem mesmo ela estava na mansão de sua avó, Grace, sentada no jardim. Grace contava uma história sobre uma de suas viagens: Egito. Dan brincava entre os túmulos da família, rindo e pensando em besteiras e...
Amy tomou impulso e conseguiu se levantar e sentar na cama.
Aquela lembrança parecia deslocada. Como ontem ela estava com a avó e hoje ela estava em... Onde mesmo? Ela olha pelas enormes janelas e reconhece Londres.
O que estou fazendo em Londres e...?
A ruiva olha o quarto onde está e, com uma surpresa, percebe que estava em um hospital.
Máquinas estavam ligadas a seu corpo. O quarto era elegante: todo pintado de branco com uma poltrona de couro, também branco, que repousava tranquila ao lado da cama.
A porta do banheiro estava aberta e Amy viu sua imagem no espelho. Seus cabelos estavam compridos, com cachos largos e bagunçados. Seu corpo estava todo arranhado e sua cabeça estava contornada com uma faixa branca. Sua bochecha direita estava com um corte recente.
Mas o que mais a surpreendeu foi o tamanho de seus seios. Como ela vestia apenas o vestido do hospital, o tamanho dos dois seios era visível. Ela não era a garotinha que conversava com a avó. Estava mais velha.
Como não me lembro de nada? Onde Dan está? As perguntas faziam sua cabeça rodar ainda mais. Pelas mudanças em seu corpo, dois ou três anos tinham se passado entre a ultima lembrança que tinha e o que via no espelho do banheiro.
Isso mesmo, sua ultima lembrança. Depois disso, sua mente encontrava o vazio. Por mais que ela tentasse lembrar-se de algo que explicasse o que estava acontecendo, ela não conseguia.
Amy tinha na mente a imagem da avó conversando com ela, contando as belezas do Egito e... Branco total.
Ou quase total.
Do nada, uma frase explode na mente da menina, a devastando interiormente.
Nós ainda vamos pegá-la, Cahill!
A lembrança a assusta a tal ponto que ela abre a boca em um berro, mas sua voz não sai. Nem um resquício de voz sai de sua boca. Ela tenta de novo, tentando dizer o nome do irmão em voz alta, mas, novamente, seus lábios se mexem e nem som sai deles.
De repente, Amy ouve vozes no corredor. Dois homens conversavam do outro lado da porta sobre a situação dela. Uma das vozes lhe parecia familiar, mesmo ela não se lembrando de onde a conhecia.
A maçaneta girou e todo o corpo de Amy se tencionou por alguns segundos antes de ver que entrava no quarto.
Um garoto alto, de uma magnífica pele morena, os cabelos comprido e levemente cacheado nas pontas molhada que grudavam na nuca, entrou primeiro, seguido por um médico.
Eles estavam tão concentrados na conversa que nem perceberam Amy escorregando na cama para ficar deitada novamente, mesmo que seus olhos estudavam aquele lindo desconhecido.
Uma chama desconhecida se acendeu dentro de Amy e ela percebeu que devia ter conhecido aquele garoto durante o tempo que as memórias não lhe forneciam.
O garoto virou a cabeça rapidamente, na intenção de apenas ver a menina dormindo, e se depara com aquelas duas bolas verdes jade abertas.
Seus olhos cor de âmbar se arregalam e ele abre o sorriso mais doce e sincero que Amy já tinha recebido na vida.
Ele se aproxima, sem piscar os olhos, talvez ainda sem acreditar que a menina estava viva, e para do lado da cama dela. Sua boca abre e fecha sem que saia algum som dela e, de repente, ele se joga sobre Amy, a puxando para uma abraço.
Todas as dúvidas que a consumia somem no mesmo segundo. Para Amy, não importava mais saber quem era aquele moreno lindo de morrer, porque tudo que ela precisava era de um abraço dele.
Aquelas ideias eram idiotas se levarmos em conta a situação em que ela se encontrava.
- Amy... – Ele sussurra o nome dela.
O médico puxa o moreno para trás, a cara fechada:
- Senhor Kabra, a senhorita Cahill ainda está muito debilitada! – Ele se vira para Amy, o sorriso voltando aos seus lábios ao ver que a paciente estava aparentemente bem. – Sou o doutor Mattezzi e estou cuidando de seu caso.
Amy abre a boca para falar, já se esquecendo da falta de voz. Ao ver que a menina não conseguia falar, o Kabra perguntou:
- O que aconteceu? Porque ela não pode falar?
- Verificamos um leve problema na voz. Não se preocupem a voz da nossa guerreira logo voltará. – Doutor Mattezzi alarga seu sorriso. – Vou deixa-los sozinhos. Qualquer coisa, é só chamar. – Ele se vira e sai, fechando a porta logo atrás de si.
O moreno se aproxima de Amy e tenta segurar sua mão, mas vê a angústia no olhar da jovem e se detém.
Amy precisava saber mais. Precisava ao menos saber o nome daquele garoto lindo que fez seu coração bater de forma diferente. Ela ouviu o médico falar o sobrenome Kabra, mas queria mais, mesmo tendo a forte impressão que aquela não era a primeira vez que ouvia aquele nome.
Ela levantou uma das mão e fez um gesto com a outra mão, como se estivesse escrevendo em sua mão com uma caneta invisível.
O garoto compreendeu imediatamente o que ela queria e tirou um caderninho e uma caneta do casaco que usava. Estendeu os objetos para Amy e, enquanto ela escrevia, ele disse:
- Nem sabe como eu fiquei preocupado. Você ficou três dias desmaiada.
Amy levanta a cabeça do papel ao descobrir aquela notícia. TRÊS DIAS!
- Sei que está desconfortável comigo aqui, mas preciso saber mais. – O garoto continua. Porque eu estaria incomodada com sua presença? Amy queria perguntar. – mas a única coisa que vi foi você gritando meu nome antes de ser atropelada.
Eu fui atropelada?
Amy terminou de escrever e estendeu o caderno para o rapaz. Ela viu o enorme sorriso no rosto dele e o olhos cor de âmbar a observando atentamente. Imediatamente, ela corou e ele riu em resposta. Mas seu riso sumiu ao ler o que ela tinha escrito. Ele olha para ela, tentando confirmar se o que ela tinha escrito era brincadeira ou não.
A frase no papel fez o coração de Ian Kabra quase parar:
Quem é você?
Notas finais
Minhas provas começam essa semana, então talvez eu demore para postar!
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