Notas iniciais
Não aguento não postar... boa leitura!

Eu caí em cima dela, tão esgotado quanto ela. Minha cabeça descansava na dobra do seu pescoço e ela acaricia meu cabelo preguiçosamente, enquanto nossa respiração voltava ao ritmo normal. Eu queria permanecer mais tempo deitado ali, porém eu sabia que meu peso já a estava esmagando. Lentamente levantei e olhei para ela. Ela não tinha dito nada depois que atingimos nosso ápice de prazer, mas ela exibia um olhar sonolento satisfeito. Minha alma se encheu da mais pura felicidade quando a realização me bateu: eu tinha colocado aquele sorriso no rosto dela porra!

Ela começou a protestar e agarrou meu braço quando eu me levantei para sair da cama— hei, onde você vai? — ela parecia um pouco perturbada nesse momento.

— shh, tá tudo bem meu amor— rocei um beijo em sua testa— eu estarei de volta em breve.

Eu andei até o bainheiro conexão com meu quarto e molhei uma toalhinha pequena com água morna. Voltando para o quarto, eu subi na cama, de frente para Melody.

Tocando a perna dela, eu disse— abra um pouquinho as pernas Mel, eu preciso te limpar — ela me deu um olha curioso, mas fez o que eu pedi. Eu não estava preparado para a visão da manchinha de sangue no local onde eu tomei o que ela só podia dar a um homem. Minha. Eu tive que conter o rugido de aprovação que queria sair do meu peito. Aquilo, aquela simples manchinha aumentou o meu desejo de afirma-la como minha, para sempre. Mas eu não tinha direito, nem permissão para isso.

Eu passei a toalhinha por seu sexo, limpando-a dos prazeres líquidos, apagando as obvias evidencia de que eu estive ali. Quando eu estava satisfeito com o meu trabalho, eu joguei a toalhinha no lixo, e me dirigi de volta para a cama. Onde me aconcheguei em seu corpo, ainda gloriosamente nu. Ela estava quase cochilando a essa altura, mas quando eu a puxei para os meus braços, ela veio de bom grado.

— nós precisamos conversar— ronronou, encontrando dificuldade em manter os olhos abertos.

— ok, bebê. Mas eu vou deixar você dormir agora— dei um beijo em sua testa, puxando ela para mais perto. Em pouco tempo sua respiração igualou e ela estava dormindo.

Eu não dormi, passei boa parte da noite segurando ela, apreciando a sensação do seu corpo nu contra o meu. Eu memorizei cada parte dela para me aquecer durante os longos dias de inverno que virão para mim. E então, resignado, por volta da três da manhã, levantei da cama.

Alcancei o armário e peguei algumas mudas de roupa, jogando na pequena mala junto com meu computador, escova de dente, celular e carteira.

Então ligue para Josh e Nate virem me buscar, para me levar ao aeroporto. E depois para Alexa, para encobrir Mel pela noite fora, eu não queria que ela ficasse em apuros. Quarenta minutos depois recebo uma mensagem do meu irmão dizendo que ele está em minha porta.

Eu já estou vestido, e passei os últimos minutos sentado na borda da cama onde Mel ainda dormia profundamente. Alcançando-a eu beijo sua testa pela última vez, acariciando seu cabelo, inalando o seu perfume.

— eu te amo Mel. Sempre e para sempre— sussurrei em seu ouvido antes de sair de casa. Eu não me despedi dela, ou de qualquer um com exceção dos meus irmãos e Nate. Eu não queria que ninguém tentasse me impedir de fazer o que eu considerava certo.

Eu passei pela porta, deixando parte da minha alma na cama com aquela mulher. Com uma única prece final para ela, um bilhete, dez palavras.

Perdoe-me. Eu te amo.

Sempre e para sempre,

Luke.

Havia tantos motivos para pedir perdão. Por arruinar o que tínhamos; por não conseguir controlar meus sentimentos; por faze-la se sentir presa; por tomar sua inocência; por deixa-la sem ser corajoso o bastante para me despedir; por ama-la demais.

Eu saí, fechando a porta do apartamento atrás de mim. Meus irmãos não iam entrar aqui, a vista ridiculamente linda de Mel dormindo em minha cama seria guardada somente para os meus olhos.

Alexa, Josh e Nate me esperavam do lado de fora. Eu não falei com eles, não dei uma explicação. No fundo eles já sabiam. Quando chegamos ao aeroporto eu me despedi dos três. Lexa tinha lágrimas não derramadas em seus olhos verdes bonitos. Eu abracei minha irmãzinha bem apertado, e beijei-lhe a testa.

— não chore Lexa, eu não estou indo para a desolação eterna, eu só vou me mudar por um tempo...

Ela olhou para mim, não comprando minha merda, maldita por perceber tudo— e porque eu sinto como se fosse a mesma coisa para você Luke? — por que é.

PASSAGEIROS COM DESTINO AO ALABAMA, POR FAVOR, APRESENTEM-SE NO PORTÃO 4. Meu voo foi anunciado.

— Eu tenho que ir Lexa. Eu te amo princesa — dei um último abraço apertado em minha irmã mais nova.

— eu também te amo— ela respondeu e se afastou para eu me despedi do outro.

Eu abracei meu melhor amigo— você tem certeza disso cara?

— sim Nate, eu tenho. Eu não posso mais— ele assentiu, sabendo do que eu estou falando. Olhei para minha irmã, desolada, chorando de verdade agora— cuide delas para mim ok?

— eu vou.

Ele entendeu. Essa simples resposta era uma promessa, agora eu sabia que minhas meninas estariam seguras. Todas elas.

Em seguida abracei meu irmão— eu estarei a um telefonema de distância, se você precisar de mim.

— eu sei Josh. Beije Seth, Brent, Harlow, Harper e Gabriel por mim ok? — pedi, mais triste ainda por não poder me despedi de todos os meus irmãos. — diga a Olive e Soph que eu as amo — elas não ficariam felizes. Meu irmão apenas assentiu— cuide de Mel por mim.

— eu te dou minha palavra irmão. Te amo

— eu também te amo cara.

Foi assim que eu saí da vida dela, deixei todo mundo para trás para que ela pudesse ficar bem. Uma última olhada me confirmou que a minha irmã soluçava agora, apertada contra o peito de Nate. Eles ficariam bem, com o tempo. Ela ficaria bem. E eu não estou falando da minha irmã...

Isso foi a dois anos... desde então, muita coisa mudou. Mas o que eu sentia por Mel?

É para sempre. Para todo o sempre.

Notas finais
digam o que acham! beijos, até o próximo. Ava e Carol.