POV- Harry

Acabei de falar com Fudge e pedi que trouxesse minha irmã, para passar o resto das férias comigo. Ele me disse que de manhã ela estaria aqui no caldeirão furado.

Fiquei sentado na cama durante muito tempo, acariciando, distraído, as penas de Edwiges. O céu visto pela janela foi mudando rapidamente de um azul escuro e aveludado para um cinzento metálico e frio, depois, lentamente, para um rosa salpicado de ouro. Mal conseguia acreditar que havia abandonado a Rua dos Alfeneiros havia apenas algumas horas, que não fui expulso de Hogwarts e que, agora, tenho duas semanas inteirinhas com a minha irmã ao invés dos Dursley.

— Foi uma noite muito estranha, Edwiges — bocejei- Amanhã a Mellody vai estar aqui conosco.

E sem nem ao menos tirar os óculos, me joguei em cima do travesseiro e adormeci.

Acordei animado afinal hoje iria ver minha irmã novamente, me levantei da cama, tomei um banho e fui esperá-la. Não demorou muito para ela aparecer diante da porta, só ao se aproximar percebi que havia algo de errado com ela, Mel parecia ter chorado muito.

— Oi Mel, O que houve? — perguntei.

— Oi Harry, não foi nada — ela disse me abraçando.

— Aconteceu alguma coisa sim, pois você chorou. Me conta, talvez eu possa te ajudar. Lembra, sou teu irmão — disse sincero.

— Você está hospedado aqui? — Ela perguntou em vez de responder.

— Sim.

— Então podemos ir ao seu quarto?

— Claro — disse pegando a mala que ela segurava.

— Obrigada.

Subimos as escadas que levavam ao meu quarto e abri a porta me afastando para que Mel pudesse entrar. Ela entrou e se jogou na cama.

— Me diz o que aconteceu, Mel?

— É que o orfanato em que moro vai fechar e todas as crianças vão ser divididas e mandadas para outros orfanatos. — Mellody suspirou antes de continuar e algumas lagrimas começaram a escorrer — Porém os daqui, da Europa, estão praticamente lotados, então os órfãos serão levados para os estados Unidos, que foi o único local que nos aceitou.

— O que? Então você vai ter que ir para os Estados Unidos? É muito longe Mel.

— Vou ter que ir. A única maneira de eu ficar é se uma família me adotar, o que acho difícil, pois já tenho quase doze anos, ninguém adota crianças dessa idade. Não quero ir pra lá Harry, não quero — ela disse soluçando.

Não sou bom com pessoas chorando, mas era minha irmãzinha e ela precisava de mim, então me sentei ao lado dela.

— Vem aqui — disse abrindo os braços para um abraço, ela veio mais perto e me abraçou — Você é minha irmãzinha e não vou deixar que te levem. Vou falar com Dumbledore e ver se ele pode fazer alguma coisa, ele certamente pode, afinal é o maior bruxo de todos os tempos — disse enquanto acariciava seus cabelos.

— Obrigada Harry — ela disse me abraçando mais forte.

— Não vou deixar que te levem, nem que precise ir morar com os Dursley, algo que em outra ocasião jamais deixaria. Então pare de chorar que tudo vai se resolver — disse secando as lagrimas dela.

— Obrigada Harry, você é o melhor irmão do mundo — ela disse com um sorriso fraco me fazendo sorrir também.

— Ninguém no mundo, seja bruxo ou trouxa, vai separa a gente irmãzinha. — Eu disse enquanto a abraçava mais forte, dei um beijo em sua testa e mudei de assunto. — Já tomou café da manhã?

— Ainda não.

— Então vamos tomar.

HP*HP*HP

POV Mellody.

Agora já estou mais calma, Harry vai me ajudar. Foi muito bom passar esses dias com meu irmão íamos dormir tarde e acordávamos tarde também, depois do café da manhã íamos ao Beco Diagonal onde explorávamos as lojas, amei explorar as livrarias, mas o Harry sempre me tirava de lá quando fazia apenas uma hora que estávamos lá, isso era realmente injusto.

O Harry não havia terminado seus deveres, pois nossos tios não o deixavam então nos sentávamos na calçada da Sorveteria Florean Fortescue, para terminar suas redações e até contar com a ajuda ocasional do Florean e se eu sabia sobre o assunto o ajudava.

Enquanto ele fazia os deveres eu lia diversos livros tanto trouxas, como bruxos e também os livros do Harry do terceiro ano. Florean nos oferecia sundaes de graça a cada meia hora e isso era realmente muito bom.

Fomos ao Gringotes retirar ouro em nossos cofres (cada um tinha seu cofre) para comprar nossos materiais e tive que refrear Harry para que ele não comprasse tudo o que via, ele quase havia comprado uma vassoura super rápida, se eu não o tivesse lembrado que ele tinha uma ótima vassoura e que gastaria praticamente todo seu dinheiro nesta à toa, Harry a teria comprado.

Encontramos várias pessoas de Hogwarts em nossos passeios entre elas Dino, Simas e Neville, até o Malfoy encontramos e tive que ficar entre ele e meu irmão antes que começassem a brigar. Mas, infelizmente nenhum sinal de Gina, Mione e Rony.

Harry me acordou no último dia de férias dizendo que certamente iríamos encontrar com Gina, Rony e Hermione no dia seguinte, no Expresso de Hogwarts. Levantamos e fomos dar nossa última volta no Beco Diagonal, estávamos conversando, quando alguém gritou nossos nomes e nos viramos.

— Harry! Mellody!

Eram Rony e Hermione que estavam sentados na calçada da Sorveteria Florean Fortescue. Os dois acenavam para nós freneticamente.

— Finalmente! — exclamou Rony rindo — Fomos ao Caldeirão Furado, mas disseram que vocês tinham saído, fomos à Floreios e Borrões, à Madame Malkin e...

— Compramos todo o nosso material escolar na semana passada — expliquei a eles.

— Como é que vocês sabiam que estávamos hospedados no Caldeirão Furado?

— Papai — disse Rony com simplicidade.

— É verdade que você transformou a sua tia em um balão? — perguntou Hermione num tom muito sério para meu irmão.

— Eu não tive intenção — disse Harry se defendendo — Simplesmente... Perdi o controle.

— Francamente, fico admirada que Harry não tenha sido expulso — disse Mione.

— Eu também — admitiu Harry. — E nem expulso, pensei que ia ser preso. Rony seu pai não sabe por que Fudge não me castigou, sabe?

— Provavelmente porque era você, não é? — Rony sacudiu os ombros rindo. — O famoso Harry Potter e tudo o mais. Eu nem gostaria de ver o que o Ministério faria comigo se eu transformasse minha tia em balão. Mas não se esqueça, eles teriam que me desenterrar primeiro, porque mamãe já teria me matado antes. Em todo o caso, pode perguntar ao papai hoje à noite. Estamos hospedados no Caldeirão Furado, também! Assim vocês podem ir para a estação de King"s Cross conosco amanhã! Hermione também está lá!

— Mamãe e papai me deixaram lá hoje de manhã com todas as minhas coisas de Hogwarts. — Hermione explicou.

— Que legal Mione — disse sorrindo.

— Fantástico! — exclamou Harry feliz.

— Onde está a Gina? — perguntei.

— Está com a mamãe e o papai na Floreios e Borrões — disse Rony.

— Não me diga que teremos outro professor famoso e maluco este ano. — disse um pouco assustada.

— Bom sobre o famoso acho que não, agora maluco eu não sei. — Rony disse sorrindo.

Mione revirou os olhos com o comentário de Rony e disse:

— Elas só estão comprando o material escolar, Mel.

— Obrigada, Mione. Vou ir procurá-la, até mais.

— Até mais, Mel — disseram juntos.

Não demorei a encontrá-las, estavam saindo da livraria.

— Mel — disse ou melhor gritou Gina.

— Oi Gina — a cumprimentei.

— Vem, vamos avisar aos meus pais que vamos dar uma volta — ela disse me puxando — Mãe, mãe.

— O que foi Gina? — perguntou a Sra. Weasley enquanto procurava algo em sua bolsa, quando me viu acrescentou — Ah oi Mellody.

— Oi Sra. Weasley — disse a ela.

— Mãe, eu e a Mel podemos dar uma volta pelo Beco diagonal? — perguntou Gina.

— É claro que não! — ela disse.

— Por favor, mãe prometo que em menos de uma hora vamos estar novamente no Caldeirão Furado.

— Está bem, mas peça ao seu pai antes, se ele deixar vocês podem ir — disse ela como se tivesse certeza de que o marido diria que não.

— Pai, pai! — gritava Gina me puxando para onde ele estava.

— O que foi Gininha?

— Pai já disse para não me chamar assim. Eu e a Mel podemos dar uma volta pelo Beco Diagonal? — ela perguntou.

— O que sua mãe disse?

— Que se o senhor deixasse podíamos ir. — ela disse sorrindo.

— Então podem ir.

— Legal! — ela disse — Vamos? — ela disse virando para mim.

— Vamos aonde primeiro? — perguntei a ela.

— Que tal na Florean Fortescue?

— Acabei de vir de lá, mas podemos ir tomar um sorvete.

Fomos pra a Sorveteria e enquanto tomávamos um sorvete contei a Gina o que havia acontecido nos últimos dias.

— Harry disse que vai falar com Dumbledore para ver o que ele pode fazer. — dizia enquanto saiamos da sorveteria.

— Vou falar com o meu pai também, às vezes ele pode ajudar em alguma coisa.

— Obrigada Gina.

— Você é minha amiga e não vou te deixar ir pra longe.

— E como foram suas férias? — disse parando por costume em frente à loja de artigos de quadribol.

— Ótimas, o Egito é muito legal, por que parou?

— Costume, o Harry para aqui todo dia para admirar a Firebolt.

— Firebolt?

— Uma nova vassoura, super rápida.

— Sério? Vamos lá ver ela?

— Está bem, vamos, passo aqui todo dia mesmo.

— Olá Srta. Potter, cadê o seu irmão? — disse a atendente.

— Hoje ele resolveu não vir admirar a vassoura. — disse rindo.

— Ela é linda — disse Gina admirando a vassoura.

— Mas em compensação a minha futura cunhada veio. — disse rindo, Gina me olhou com uma expressão ameaçadora.

Depois de um tempo observando a Gina admirar a vassoura saímos da loja e fomos em direção ao Caldeirão Furado.

— Um dia ainda entro no time de quadribol — ela disse confiante.

— Boa sorte pra você, como foi lá no Egito — disse voltando ao assunto.

Ela começou a contar tudo o que aconteceu e como foi à viagem.

Entramos no local logo atrás da Sra. Weasley que estava acompanhada dos gêmeos e Percy.

Pouco tempo depois chegou Harry, Mione e Rony, Gina ao ver meu irmão pareceu ainda mais constrangida do que de costume, talvez porque como ele havia salvado ele durante o ano letivo anterior. Ela ficou muito corada e murmurou um "olá", sem olhar para ele.

— Olá, Mellody.

— Oi, Percy — Percy, estendeu a mão solenemente para mim depois virou-se para o Harry como se jamais tivessem se encontrado e disse:

— Harry. Que prazer em vê-lo.

— Olá, Percy — respondeu Harry, tentando conter o riso.

— Você está bem, espero? — continuou Percy pomposo, durante o aperto de mãos. Parecia até que estava sendo apresentado ao prefeito.

— Muito bem, obrigado...

— Harry! — exclamou Fred, empurrando Percy com os cotovelos e fazendo uma grande reverência, fazendo com que eu e Gina segurarmos uma gargalhada. — É simplesmente esplêndido encontrá-lo, meu caro...

— Maravilhoso — disse Jorge, empurrando Fred para o lado e, por sua vez, apertando a mão de Harry. — Absolutamente maravilhoso.

— Agora chega — interrompeu-os a Sra. Weasley.

— Mãe! — exclamou Fred como se tivesse acabado de avistá-la, apertando-lhe a mão também: — É realmente formidável encontrá-la...

Não aguentei e comecei a rir da imitação que fazia de Percy e os gêmeos pareceram finalmente me ver.

— Ah, Olá Srta. Potter é realmente um prazer revê-la — disse Jorge fazendo uma reverencia.

— Eu já disse que chega — disse a Sra. Weasley, descansando as compras em uma cadeira vazia. — Olá, Harry, querido. Suponho que tenha sabido das nossas eletrizantes novidades? — Ela apontou para o distintivo de prata novinho em folha no peito de Percy. — É o segundo monitor-chefe na família! -exclamou orgulhosa.

— E o último — resmungou Fred para si mesmo.

— Não duvido nada — disse a Sra. Weasley, franzindo a testa de repente. — Estou reparando que até hoje vocês dois não foram promovidos a monitores.

— E para que é que nós queremos ser monitores? — perguntou Jorge, parecendo se indignar até com a própria ideia. — Isso tiraria toda a graça da vida.

Gina abafou o riso.

— Vocês deviam dar um exemplo melhor para sua irmã! — ralhou a Sra. Weasley.

— Gina tem outros irmãos para lhe dar exemplo, mãe — disse Percy com altivez. — Vou mudar de roupa para o jantar...

Ele desapareceu e Jorge deixou escapar um suspiro.

— Bem que a gente tentou trancar ele numa pirâmide — disse para mim e Harry. — Mas a mamãe flagrou a gente no ato.

O jantar àquela noite foi muito agradável. Tom, o dono do bar-hospedaria, juntou três mesas na sala, e os sete Weasley, os dois Potter e Hermione.

— Como vamos para a estação de King"s Cross amanhã, papai? — perguntou Fred quando enfiava a colher em um suntuoso pudim de chocolate.

— O Ministério vai mandar dois carros — disse o Sr. Weasley. Todos ergueram os olhos para ele.

— Por quê? — perguntou Percy, curioso.

— Por sua causa, Percy — disse Jorge, sério. — E vão botar bandeirinhas em cima dos capôs, com as letras TC...

— Significando Tremendo Chefão — completou Fred.

Todos, à exceção de Percy e da Sra. Weasley, deram risadinhas baixando o rosto para os pudins.

— Por que é que o Ministério vai mandar carros, pai? — Percy repetiu a pergunta, num tom muito digno.

— Bem, como não temos mais nenhum — disse o Sr. Weasley —, e como trabalho lá, eles vão me fazer esse favor...

— E ainda bem — disse a Sra. Weasley, animada. — Vocês fazem ideia de quanta bagagem têm juntos? Que bela figura vocês fariam no metrô dos trouxas... Todo mundo já está de mala pronta ou não?

— Rony ainda não guardou todas as coisas novas no malão — disse Percy, com voz de sofredor. — Largou tudo em cima da minha cama.

— É melhor você subir e guardar tudo direito, Rony porque não vamos ter tempo amanhã cedo — disse a Sra. Weasley alto, para o filho sentado mais longe. Rony amarrou a cara para Percy.

Assim que terminamos o jantar a sra. Weasley nos mandou ir para os quartos conferir os malões.

Estava indo para o quarto que dividia com o Harry, mas como Hermione e Gina estavam dividindo um quarto me chamaram para dormir lá com elas.

Enquanto arrumávamos nossas coisas escutávamos Percy gritar do quarto dele:

— Estava aqui, em cima da mesa-de-cabeceira, eu o tirei para polir...

— Eu não peguei, está bem? — berrava Rony em resposta.

— Que está acontecendo? — escutei Harry perguntar.

— Meu distintivo de monitor-chefe sumiu — respondeu Percy

— E o tônico para ratos de Perebas também — falou Rony — Acho que deixei o frasco no bar...

— Você não vai a lugar nenhum até achar o meu distintivo — berrou Percy.

— Eu vou buscar o remédio do Perebas. Já fiz a mala — disse Harry a Rony.

— Meninos — murmuramos juntas balançando negativamente a cabeça.

— Mel, amanhã falarei com meu pai sobre o orfanato, antes de sairmos para a estação — disse Gina.

— O que você vai falar sobre o orfanato? — perguntou Mione sem entender.

Contei a história para Hermione e ela prometeu tentar ajudar no que puder. É bom saber que aqui tenho amigos algo que nunca tive no orfanato. Adormecemos depois de conversarmos bastante sobre nossas férias.

Notas finais
Mereço Reviews? Gente vou demorar um pouquinho para postar o próximo capitulo.