Mellody Potter

19 Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas II


Não acredito que fui uma das responsáveis por deixar um dos meus professores preferidos desacordado, porém, ele bem que mereceu.

— Sabe, acho que está história que vocês contaram não é totalmente mentira, mas quero saber de uma coisa. Se não foi o Black que matou meus pais, então quem foi o responsável pela morte deles? — perguntei.

— Me dê o rato Rony, para que eu possa mostrar a vocês. — disse Lupin.

— Nem pensar, como você sabe que justo meu rato é o Pettigrew? E como o Black sabia qual era se estava preso em Azkaban? — Rony disse enquanto se agarrava mais ao rato.

— Ele tem razão. Como você descobriu Sirius? — Lupin perguntou franzindo a testa.

— O vi no ombro do garoto na foto do jornal. O reconheci na mesma hora, afinal havia visto ele se transformar tantas vezes.

Rony continuou dizendo que Perebas não era o Pettigrew, porém Lupin e Black começaram a falar algumas coisas que se encaixavam perfeitamente, por exemplo o fato de o rato estar doente desde o dia que Black fugiu de Azkaban, ou o fato de Pettigrew e Perebas não terem um dos dedos, ou por ele ter vivido mais que os demais ratos, porém tanto Harry quanto Rony não dava o braço a torcer .

Harry voltou a gritar com Black e segurei seu braço para que ele não fizesse nenhuma besteira.

— Harry, se acalme, os deixe contar a versão deles primeiro.

— Me acalmar Mellody? Me acalmar? Será que você não se lembra que foi ele que matou nossos pais? — Harry disse apontando para Sirius Black.

— Harry... — comecei a dizer, porém Lupin me interrompeu.

— Harry, todo este tempo pensamos que quem os havia traído era Sirius e que Pedro o havia perseguido, mas foi exatamente ao contrário quem traiu o James e a Lilian foi Pedro, Sirius o perseguiu.

— ISSO É MENTIRA! ELE QUE ERA FIEL DO SEGREDO! ELE CONFESSOU QUE MATOU MEUS PAIS! — berrou Harry.

— Foi o mesmo que ter matado, pois convenci-os a entregarem o segredo a Pedro, pois ninguém desconfiaria que ele era o fiel do segredo. Na noite em que morreram fui procurar o Pedro, mas não o encontrei, então corri para a casa de seus pais e vi que ela estava destruída. Percebi que Pedro deveria os ter traído.

— Então, ninguém sabia que você não era mais o fiel do segredo? — perguntei baixinho tentando compreender.

— Não Mellody, as únicas pessoas que sabiam sobre isso eram seus pais, eu e Pedro.

— Por isso que todos pensaram que você era o traidor. — conclui.

— Não acredito que você está realmente acreditando nele Mellody. — Harry disse enquanto se soltava da minha mão.

— Basta. — disse Lupin — Rony me dê esse rato para que possamos provar o que aconteceu.

Rony resistiu, porém acabou entregando o rato. Lupin e Black fizeram com que ele voltasse a forma humana, o que foi algo estranho para se ver. Pedro Pettigrew, era pouca coisa maior que meu irmão, percebi que seus olhos observaram rapidamente cada um e que olhava a todo o momento para a porta. Black ergueu a varinha, porém Lupin o censurou.

— Estávamos tendo uma conversinha, Pedro, sobre os acontecimentos da noite em que Lílian e James morreram. Você talvez tenha perdido os detalhes enquanto guinchava na cama... — disse Lupin.

— Remo, você não está acreditando nele, não é? Ele tentou me matar. E vai tentar me matar novamente.

— Ninguém tentará matá-lo até resolvermos tudo. — disse Lupin.

— Resolvermos tudo?

— Você sabia que ele ia fugir de Azkaban?

— Ele tem poderes das trevas com os quais a gente só consegue sonhar! — gritou Pettigrew — De que outro jeito fugiria de lá? Suponho que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado tenha lhe ensinado alguns truques!

— Voldemort me ensinou alguns truques? — Black disse rindo, fazendo com que Pedro se encolhesse mais.

— Devo admitir, Pedro, que acho difícil compreender por que um homem inocente iria querer passar doze anos sob a forma de um rato. — disse Lupin.

— Estava apavorado! Se os seguidores de Voldemort estivessem atrás de mim, seria porque mandei um dos seus melhores homens para Azkaban, o espião, Sirius Black! — disse Pedro.

— Eu espião? Não sei como não percebi que você era um espião. Afinal vivia atrás de nós, para que o protegêssemos.

— Hum... Sr. Black... Sirius? — disse Hermione. — Como foi que o senhor fugiu de Azkaban, se não usou artes das trevas?

— Não sei como foi que fugi — Sirius disse lentamente. — Acho que a única razão por que nunca perdi o juízo é porque sabia que era inocente. Isto não era um pensamento feliz, então os dementadores não podiam sugá-lo de mim... Mas serviu para me manter lúcido e consciente de quem eu era... Ajudou-me a conservar meus poderes quando tudo se tornava... Excessivo... Eu conseguia me transformar na cela... Virar cachorro. Os dementadores não conseguem enxergar, sabe... Aproximam-se das pessoas se alimentando de suas emoções... Eles percebiam que os meus sentimentos eram menos... Menos humanos, menos complexos quando eu era cachorro... Mas achavam, é claro, que eu estava perdendo o juízo como todos os prisioneiros de lá, por isso não se incomodavam. Mas eu fiquei fraco, muito fraco, e não tinha esperança de afastá-los sem uma varinha... Mas, então, vi Pedro naquela foto... E compreendi que ele estava em Hogwarts com a Mellody e com o Harry... Perfeitamente colocado para agir, se lhe chegasse a menor notícia de que o partido das trevas estava reunindo forças novamente...Pronto para atacar no momento em que se certificasse de que contava com aliados... E para entregar os últimos Potters vivos. Se lhes entregasse os dois, quem se atreveria a dizer que traíra Lord Voldemort? Pedro seria recebido de volta com todas as honras... Então, entendem, eu tinha que fazer alguma coisa. Era o único que sabia que ele continuava vivo... Era como se alguém tivesse acendido uma fogueira na minha cabeça, e os dementadores não pudessem destruí-la... Não era um pensamento feliz... Era uma obsessão... Mas isso me deu forças, clareou minha mente. Então, uma noite quando abriram a porta para me trazer comida, eu passei por eles em forma de cachorro... Para eles é tão difícil perceberem emoções animais que ficaram confusos... Eu estava magro, muito magro... O bastante para passar entre as grades... Ainda como cachorro nadei até a costa... Viajei para o norte e entrei escondido nos terrenos de Hogwarts, como cachorro. Desde então vivi na floresta, exceto nas horas em que saía para assistir ao Quadribol, é claro. Você voa bem como o seu pai, Harry... — Sirius se virou para meu irmão e desta vez ele não evitou seu olhar depois seus olhos pousou em mim. — E bom um dia entrei no castelo para me certificar sobre o que estava acontecendo e bem vi a Mellody esperando alguém no banheiro da murta, espero não ter te assustado aquele dia. — ele disse com um sorriso maroto e senti que fiquei um pouco corada.

Sorte que ele não disse nada sobre a pessoa que encontrei se não meu irmão me mataria mais tarde.

— Então era você? — perguntei e ele assentiu — Bom você me assustou um pouquinho, mas pensei que fosse alguém pregando-me uma peça.

— Era somente eu, quando vi que alguém se aproximava me escondi em um dos Box, só não esperava que fosse você. — ele disse dando um pequeno sorriso, mas logo voltou a ficar sério. — Acreditem, nunca traí James e Lílian. Teria preferido morrer a traí-los.

— Eu acredito, acho que sempre acreditei. Pelo menos desde o momento em que Harry me mostrou o álbum de fotografias. — disse com um pequeno sorriso.

— Na verdade sabia que iria dizer isso Mellody, você é muito parecida com sua mãe, ela acreditava nas pessoas mesmo que ninguém mais acreditasse nelas. — dei um sorriso em resposta e ele virou se para meu irmão. — E você acredita Harry?

Harry apenas assentiu com a cabeça.

— Não! — Pedro gritou e começou a implorar piedade.

— Vamos matá-lo juntos? — disse Black erguendo a varinha.

— Acho que sim — concordou Lupin sombriamente.

— Vocês não podem me matar. — Pedro disse enquanto corria para Rony — Rony eu não fui um bom bichinho? Não vai deixa-los me matar... Fui um bom bicho de estimação.

Rony puxou a perna para se afastar de Pedro, este foi para perto de Hermione que recuou contra a parede. Então ele virou-se para a minha direção.

— Mellody, você parece tanto com sua mãe, ela jamais deixaria que fizessem isso comigo. — ele disse e quando tentou se aproximar peguei minha varinha e apontei para ele.

— Não ouse se aproximar.

Como não conseguiu nada, virou-se para Harry.

— Harry — sussurrou Pettigrew — James não iria querer que eles me matassem... James teria compreendido. Teria tido piedade...

— Como ousa falar com eles depois do que você fez a James e Lilian? — Sirius disse raivoso e com ajuda de Lupin o jogou no chão.

— Você os vendeu para Voldemort — Sirius disse — Você nega isso?

— Sirius, o que é que eu podia ter feito? O Lord das Trevas... Você não faz ideia... Ele tem armas que você não imagina... Tive medo, Sirius, eu nunca fui corajoso como você, Remo e James. Eu nunca desejei que isso acontecesse... Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado me forçou...

— NÃO MINTA! — Sirius gritou — VOCÊ ANDOU PASSANDO INFORMAÇÕES PARA ELE DURANTE UM ANO ANTES DE LILIAN E JAMES MORREREM! VOCÊ ERA ESPIÃO DELE!

— Ele estava assumindo o poder em toda parte! — exclamou Pettigrew — Que é que eu tinha a ganhar recusando o que me pedia?

Meu olhar seguia de um para o outro atentamente, era muita coisa para absorver em uma noite, parecia que fora há tanto tempo a execução de Bicuço.

— Que é que você tinha a ganhar lutando contra o bruxo mais maligno que já existiu? Apenas vidas inocentes, Pedro!

— Você não entende! Ele teria me matado, Sirius!

— ENTÃO VOCÉ DEVIA TER MORRIDO! MORRER EM VEZ DE TRAIR SEUS AMIGOS! COMO TERÍAMOS FEITO POR VOCÊ!

— Você deveria ter percebido que se Voldemort não tivesse te matado na época, nós o mataríamos quando descobríssemos. — Disse Lupin.

Não podia deixar isso acontecer, meus pais jamais iriam querer isso. E não quero que Sirius e Lupin sejam culpados pala morte de alguém, nem mesmo sendo um traidor. Precisava fazer algo para impedir, mas ao ver que ambos erguiam as varinha fiz a primeira coisa que me veio a cabeça.

— NÃO! — Harry e eu gritamos em uníssono e corremos para perto deles.

— Vocês não podem matá-lo. — Harry disse ficando entre eles, me aproximei deles, mas não fiz o mesmo que meu irmão.

— Mellody, Harry, ele é a razão de não terem pais e terem que viver separados. — Sirius disse espantado — Ele teria olhado vocês morrerem, sem levantar um dedo, pois dava mais valor à pele nojenta do que a toda sua família.

— Eu sei — ofegou Harry — Vamos levar Pedro até o castelo. Vamos entregar ele aos dementadores. Ele pode ir para Azkaban... Mas não o matem.

— Concordo com o Harry, se o entregarmos aos dementadores ele pagará e se arrependerá pelo que fez com nossos pais, caso contrario, se o matarem isso nunca irá acontecer e ainda serão culpados por sua morte. E não quero isso, e sei que eles também não queriam.

— Escutou bem? Não estamos fazendo isso por você. E sim porque nosso pai não ia querer que os melhores amigos dele virassem assassinos... Por sua causa. — Harry disse bravo.

— Muito bem. Saia da frente, então. — disse Lupin e completou ao perceber a hesitação de meu irmão — Prometo que só vou amarra-lo.

Puxei Harry pelo braço para que ele saísse do caminho e vi Lupin amarrar Pettigrew. O professor foi até o Rony e o ajudou a se levantar.

— E o Profº. Snape? — perguntou Hermione, o que me fez lembrar do professor de poções.

— Ele está bem? Não causamos nada grave nele, não é? — perguntei me aproximando de Snape.

— Ele não tem nenhum problema sério. Vocês só se entusiasmaram um pouquinho demais. Continua desacordado. Hum... Talvez seja melhor não o reanimarmos até estar a salvo no castelo. Podemos levá-lo assim... — Lupin disse enquanto analisava Snape. Lupin murmurou um feitiço que fez com que ele flutuasse.

— E dois de nós devemos nos acorrentar a essa coisa. Só para garantir. — disse Sirius.

— Eu faço isso — disse Lupin.

— E eu — disse Rony enquanto mancava até o prisioneiro.

Sirius conjurou duas algemas e prendeu Pettigrew a Rony e a Lupin. Bichento descia as escadas nos guiando, Lupin, Pettigrew e Rony vinham a seguir, depois vinha o Profº. Snape flutuando, atrás dele Sirius e Harry, Hermione e eu éramos as últimas.

— Você sabe o que isso significa? — perguntou Black abruptamente a Harry — Entregar Pettigrew?

— Você fica livre... — respondeu Harry e eu fiquei absolutamente atenta ao que diziam.

— É. Mas eu também sou, não sei se alguém lhe disse, eu sou seu padrinho.

— Eu soube — disse Harry.

— Bem... Os seus pais me nomearam seu tutor. Se alguma coisa acontecesse a eles...Naturalmente, eu vou compreender se você quiser ficar com seus tios. Mas... Bem... Pense nisso. Depois que o meu nome estiver limpo... Se você quiser uma... Uma casa diferente...

— Quê, morar com você? Deixar a casa dos Dursley?

— Claro, achei que você não ia querer. Eu compreendo, só pensei que...

— Você ficou maluco? Claro que quero deixar a casa dos Dursley! Você tem casa? Quando é que eu posso me mudar?

Sirius virou-se e encarou meu irmão sem acreditar no que acabara de ouvir.

— Você quer? — perguntou ele — Sério?

— Sério! — respondeu Harry sem conseguir conter o sorriso.

Harry olhou para trás e ao me ver seu sorriso sumiu.

— Mas e a Mel? Ela poderia viver conosco? — ele perguntou preocupado.

— Não sei, se o tutor dela autorizar acho que não haveria problemas.

— Não sabemos quem é que eles nomearam como meu tutor. — disse a Sirius.

— Então creio que não haverá problemas. — Sirius disse sorrindo.

Saímos do túnel e puxei Harry em um canto.

— Não precisava ter pedido isso ao Sirius, ele é seu padrinho e ficarei bem onde estiver.

— Você é mina irmãzinha esqueceu? Nunca vou te deixar sozinha, ainda mais agora. Não vou deixar que te levem pra longe. — ele disse me abraçando.

— Obrigada, Harry. Você é um ótimo irmão sabia?

Harry não disse nada apenas sorriu e bagunçou meus cabelos. Sorri com a ideia de morar com Harry e Sirius, seria legal já que meu tutor era desconhecido.

Então de repente uma nuvem se mexeu e revelou a lua cheia o que nos deixou paralisados

— Ah, não! — exclamou Hermione — Ele não tomou a poção hoje à noite. Ele está perigoso!

— Corram — sussurrou Black — Corram. Agora.

Porém em vez de correr para o castelo fomos para perto de Rony que por sinal estava perto, muito perto de Lupin, porém não podíamos deixá-lo para trás. Só que Lupin já havia começado a se transformar em lobisomem e Sirius em cachorro para tentar contê-lo.

Olhei para o lado e vi o professor Snape caído, também não poderíamos deixá-lo (por mais que isso agradece meu irmão), afinal era um dos meus professores preferidos e sem ele Hogwarts não seria a mesma (se meu irmão me ouvisse falando isso me mataria). Fui até ele e chequei seus batimentos cardíacos, vai saber, às vezes as pancadas que levou enquanto percorríamos o túnel o houvessem machucado, em questão de segundos percebi que não tocava mais o chão e que ia a toda velocidade em direção ao salgueiro lutador, então tudo escureceu.

Notas finais
Gostaram? Mereço reviews? Recomendações?Quem gosta de Percabeth? Eu tenho uma fic deles, que tal dar uma passadinha por lá? http://fanfiction.com.br/historia/275176/Operation_Cupidon