Melissa No Mundo Inferior
6 Capítulo 6 - Campistas de Apolo -
Notas iniciais
Melissa andou em meio a multidão de campistas que faziam um enorme circulo ao redor da fogueira procurando por algum sinal da Alex, achou a garota depois que a viu montada em outro campista tentando chamar sua atenção usando um apito. “Que constrangedor” pensou Melissa enquanto Alex mandava o garoto caminhar em sua direção ao mesmo tempo em que ela gritava “Semideusa perdida e com cara de assustada, alguém viu?”.
-Oi Alex – disse Melissa enquanto Alex saia de cima do garoto.
-Ola Melissa, esse aqui é Greg, meu irmão – disse Alex apontando para o garoto, ele tinha cabelos loiros e olhos azuis, além de ter 2,50 de altura, resumindo ele era o oposto de Alex – ele vai te ajudar com todas as suas perguntas por que no momento eu estou meio ocupada.
Antes de Melissa poder falar qualquer, Quiron, um centauro (segundo Alex o cara/cavalo mais legal do mundo que ajudava o Sr D, que não era muito legal e chegado a semideuses, a comandar o acampamento) apareceu em um tipo de palco improvisado ao lado das mesas centrais onde (estranhamente) ninguém estava sentado.
-Atenção semideuses – disse Quiron tão alto que fez com que Melissa desse um pulo – hoje, como todos os outros dias esse foi muito puxado para vocês, temos alguns recém-chegados, alguns feridos e por fim alguns vitoriosos em nossos jogos, assim como Austin Dust e Alex Tesh atuais vencedores da corrida de vigas e campistas de Atena e Apolo.
Com um mar de aplausos Alex e Austin subiram no palco e receberam de Quiron uma taça dourada, e com mais alguns pedidos da plateia os dois se beijaram causando vários gritos de animação.
-Austin é o namorado da Alex – disse Greg com um sorriso que derreteria qualquer um – muita gente namora aqui no acampamento, não é proibido se você quiser saber, uma garota bonita assim como você não vai ficar solteira por muito tempo como eu estou agora.
- Não é possível que você esteja solteiro – disse Melissa com o rosto rosa, porque diabos ela estava falando aquilo?- você é um dos garotos mais lindos que eu já vi.
Melissa continuou vidrada em seu sorriso até que Quiron anunciou a hora do jantar e uma avalanche de semideuses correram para se sentar nas mesas de seus chalés e mulheres com rostos de fada apareceram e começaram a botar comida nos pratos.
- Ninfas – disse Greg – elas meio que são as garçonetes aqui no acampamento, vamos, quem fico no seu chalé tem o direito de se sentar nas outras mesas, quer sentar comigo na mesa de Apolo?
Melissa concordou com a cabeça enquanto saia do transe que o sorriso de Greg tinha causado, será que aquilo era algum tipo de poder que os filhos de Apolo tinham, se isso era verdade Greg parecia estar bem ciente do que estava fazendo, “Não se meta com esse tipo” pensou Melissa,” Coisas boas nunca acontecem quando você deixa um garoto ser definido pelo sorriso”, más lembranças vieram a tona, mas não era difícil bota-las de volta na cabeça.
Enquanto ela se sentava na mesa de Apolo ela sentiu o olhar de alguém sobre sua cabeça, quando se virou viu Nico sentado em uma mesa sozinho com a cabeça virada para o lado, ela tinha visto com o canto do olho ele mexendo a cabeça então era óbvio que ele estava olhando para ela, agora Melissa torcia para que ele olha se de volta para poder ver seu olhar de ódio, mas ele continuo a olhar para o lado como se fosse superior, como ela podia sentir tanta raiva dele sem nem mesmo o conhecer. Quando Melissa se deu conta todos saiam carregando seus pratos em direção a fogueira, Greg explicou que ele deviam fazer uma oferenda para seus pais, e que Melissa devia apenas dedicar aos deuses.
Enquanto estavam na filha Melissa tentou confessar amigavelmente com Greg, mas ele ficava sorrindo o tempo todo o que tornava impossível olhar para o rosto dele, e ele ainda ficava falando apenas sobre ele e falava mal sobre os outros campistas, então Melissa apenas balançava a cabeça e fazia comentários amigáveis para o clima não ficar tenso.
- Vamos Melissa – disse Greg a empurrando – é a sua vez.
Melissa se aproximou da fogueira e estendeu o prato, ela não tinha a menor ideia do que dizer e ainda todo o acampamento parecia ter calado a boca apenas para ouvi-la.
-Para meu querido pai – disse Melissa com um mau pressentimento – ou mãe.
Nesse momento o chão do acampamento começou a se mexer, como um terremoto controlado, alguns campistas gritaram, outros pegaram suas armas, mas Melissa continuou imóvel de medo. No chão se abriu uma pequena fissura que começou a se abrir na direção de melissa e antes mesmo dela poder correr, o chão a engoliu e ela caiu em um buraco assustador e escuro.
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