Melissa Cooper e o Guardião do Tártaro.

1 Minha viagem vai literalmente por água a baixo.


Notas iniciais
Melissa acaba de ir á uma viagem de navio. Era pra ser uma viagem normal, mas nada acontece de normal com essa garota.

Meu nome é Melissa Cooper, tenho treze anos e caso você esteja aqui procurando por uma linda história de aventura, onde eu encontro o amor de minha vida, salvo o mundo e ganho milhares de admiradores por aí, eu recomendo que pare de ler. Está avisado.

Tudo começou alguns meses atrás, quando eu estudava em uma famosa escola no centro de São Paulo para crianças com... problemas psicológicos. Na verdade, eu não tenho problemas, eu os atraio. É diferente para mim.

Mas para todos é a mesma coisa.

Eu poderia começar contando como realmente começaram a acontecer as coisas estranhas na minha vida, como quando eu tinha apenas sete anos e supostamente ataquei o cachorro de três metros de altura de uma senhora em um enterro, ou quando eu fui atacada por uma velhinha sem olho na minha viagem ao Rio de Janeiro, ou quando... Enfim, pulando essas partes chatas do tipo: Cara, eu quase morri, tudo realmente começou com meu aniversário de catorze anos, uma viagem internacional, um choque elétrico e um gigante de um olho só. Complicado né? Realmente....

Recebi a notícia de ouro numa segunda de aula, quando os professores disseram com um sorriso de orelha a orelha que teríamos uma viagem até os Estados Unidos. O intuito da viagem era ver como os disléxicos como eu lidavam com uma língua diferente e como os... Psicopatas lidavam com um novo ambiente. Era o tipo de passeio que ninguém nunca quer ir. Eu tenho certeza de que a verdadeira intenção daquela viagem era apenas nos jogar em um hotelzinho michuruca e nos arrastar de museu a museu, enquanto eles aproveitam o tempo livre e fazem coisas de gente velha. Mas quem diria isso para minha mãe? Ela não acreditaria em mim. Mesmo porque, a decisão estava tomada.

– Mas é claro que você vai! — Disse ela sem ao menos tirar os olhos do computador — Qualquer coisa para melhorar seu desempenho na escola. — Traduzindo: Qualquer coisa para você ficar menos burra.

Ah, minha incorrigível mãe... Uma mulher de negócios, sempre focada no sucesso e no futuro. Seu sonho era ter uma filha médica, ou advogada ou até mesmo política, o que eu obviamente não seria. Eu era pra ela como um defeito de fábrica e para me recompensar de sua ausência, ela me dava dinheiro e me mandava para qualquer lugar bem longe. A viagem era uma oportunidade perfeita para eu não encher o saco dela por alguns meses. Foi quando ela deu a ideia do Século.

– Claro que seis meses sozinha nos Estados Unidos deve ser tedioso, então você pode levar aquele seu amiguinho o... Puglielli.

Diego Puglielli era meu único, desajeitado e melhor amigo. Um menino alto demais, magrelo, com cabelos compridos e enrolados, espinhas por todo o rosto e manias. Muitas manias. Se você o visse certamente o daria uns dezessete anos, mas ele jura de pés juntos que tem apenas quatorze. Eu não sei muito sobre ele. Sei que ele tem uma deficiência no joelho esquerdo, então parece trotar. Também sei que ele mexe com plantas e cuida de animais quando não está comigo. Sei que ele tem manias estranhas, como catar latinhas e colocá-las em sua mochila, falar com plantas, ficar andando de um lado para o outro quando está nervoso e passar o dia inteiro comigo. É um menino de bom coração. Vive dizendo que qualquer perigo que passar, eu posso contar com ele. Apesar de ele ser... Forte o bastante, creio que eu quem teria de salvá-lo.

Diego ficou muito animado com a ideia da viagem, e depois de dar pulinhos de alegria e soltar algum tipo de balido — isso entra na lista de "coisas estranhas que geralmente meu amigo faz e eu ignoro" — ele correu para sua casa e pegou sua mochilinha sempre cheia de latas de refrigerantes, lanches naturais, sua flauta e uma camiseta laranja que eu nunca parei para ler. Não demorou muito e eu arrumei minhas malas também. Diego não parava de falar de como estava ansioso e nervoso. Também me deu uma linda pulseira prateada, com um pingente de espada preto. Ele disse que se precisasse de ajuda durante a viagem era só apertá-lo. Claro que eu não o faria, mas não podia recusar.

– Eles podem querer atacá-la! — sussurrava ele consigo mesmo.

– Quem são esses "eles" de que tanto você fala? — Respondia.

– Que eles?

E eram assim que acabavam nossas discussões sobre esses tais de "eles". Ás vezes eu me atrevia a pensar que Diego vivia em outro mundo. Talvez ele também fosse um pouco doido como eu.

Voltamos a nossa conversa habitual, quando ele parou atento. Se levantou e olhando pra mim como se estivesse em um transe começou a gaguejar:

– Eu vou... Ahn... É... pegar...

Decidi ajudá-lo:

– Água?

– Sim! Isso! Água, fique aqui ok?

Era como se eu não tivesse ouvido as últimas palavras, porque assim que ele saiu do quarto comecei a segui-lo. Diego parou no corredor e olhou diretamente para um arco-íris que refletia na janela. Tirou uma moeda estranha do bolso, jogou a no ar e sussurrou algumas palavras estranhas (é, ele faz muitas coisas estranhas). De repente, a imagem tremulou diante dele e uma outra imagem apareceu. Tratava-se de um senhor de meia-idade, usando um óculos de leitura e sentado em uma cadeira de rodas. Tinha o cabelo ralo, barba desalinhada e estava ouvindo algo como... Música clássica? Eu não sei.

– Desculpe minha viagem de emergência de volta para o acampamento. O Sr. D. está tendo problemas. Como vão as coisas caro Puglielli? — Falou o senhor com uma voz calma e tranquila, apesar da expressão séria.

– Ótimas. Quer dizer... Na verdade não consegui tirar nada dela ainda, parece que não me esconde nada! Está sempre ao meu lado e nem parece imaginar coisas sobre monstros, o Olimpo ou... — Ele engoliu em seco e gaguejou a palavra — Tártaro... — Depois de uma longa pausa, voltou a falar — Mas eu a estou levando para aí. Amanhã partimos em uma viagem de navio, para a costa.

– Senhor Puglielli não quero acelerá-lo, mas eles já estão irritados! Impacientes, Zeus e Poseidon estão quase travando uma guerra contra o Submundo. Eu sei que ela parece não representar perigo. Luke também não parecia porém... Não quero julgá-la antes de saber a verdade como fizemos com o pobre Percy, mas Rachel lançou a profecia e se ela estiver certa o mundo corre perigo entende, meu caro?

– Mas... é apenas minha primeira missão... — Murmurou Diego.

– Sei disso. Lhe darei mais uma semana. Corra, temos de descobrir a verdade antes que seja tarde!

A imagem tremulou e desapareceu. Diego se virou todo suado e vermelho e assim que o fez eu corri de volta para meu quarto um pouco atordoada. "Monstros? Zeus? Poseidon? Tártaro? O que seriam essas coisas?" Essas perguntas não saiam da minha cabeça. Assim que Diego voltou ao quarto aos soluços e olhos inchados eu tomei a decisão de não levá-lo. Se existiam mesmo Monstros e "Zeuses" atrás de mim, eu preferia não colocá-lo em perigo. Assim que ele foi para o quarto de hóspedes eu dormi. Naquela noite, eu tive um pesadelo completamente estranho.

No pesadelo, eu estava em uma pequena canoa, atravessando um rio largo, escuro e cheio de lixo. Coisas tipo ursinho rasgados, papéis em pedaços, alianças quebradas, entre outras coisas flutuavam. Ao meu lado, havia alguém coberto por uma capa preta de modo que não consegui ver seu rosto e outro alguém também encapuzado guiava a canoa. O teto do lugar era alto demais para ver onde terminava e as únicas coisas visíveis eram pontas de estalactites. A canoa parou em uma praia de areia vulcânica e pedras afiadas. Um pouco mais a frente um muro alto e comprido. Não se dava para ver o que tinha do outro lado. Caminhamos um pouco até chegar em um tipo de... "Pedágio sombrio" e passamos por uma fila onde haviam milhares de outras pessoas de capuz. De um lado havia um enorme cachorro de três cabeças, que me seguiu com os olhos até o perdermos de vista. Percorremos uma multidão de pessoas encapuzadas durante minutos e eu não parava de imaginar se aquilo não seria um encontro de góticos ou um evento de filmes de terror. Enfim, saímos do meio da multidão e na nossa frente havia uma bifurcação. De um lado, um lindo portão dourado, dentro um lago azul diamante, lindas mansões brancas com detalhes dourados, grama verde. Um ar agradável. Do outro, um corredor vermelho de onde saíam gritos de agonia e eu podia ver até mesmo fogo. Eu é que não queria ir para lá, mas a pessoa que eu seguia involuntariamente tinha outros planos. Ficamos alguns minutos (que para mim foram séculos) atravessando o corredor. Com certeza, era um tipo de "corredor jogos mortais", porque a maior parte do tempo, eu fiquei vendo pessoas sendo torturadas, queimadas, esticadas, afogadas, lutando com animais estranhos e outros tipos de torturas das quais é melhor eu não citar. Finalmente chegamos ao fim, e do lado direito havia um outro corredor mais largo que dava em uma descida ingrime e rochosa. Ao chegarmos no fundo, as paredes finalmente apareciam. Caminhamos mais até chegarmos a um paredão, apenas separados da gente por um abismo profundo e fedorento, uma mistura de cheiro de sangue, com putrificação e outras coisas nojentas. Ao olhar para o canto, eu notei um outro homem estranho sentado de frente para o abismo, com os pés balançando. Sua pele era escura. Mas estava rachada, como se ele tivesse sido chicoteado e ao invés de sangue, saía fogo. Seu cabelo até metade do pescoço também era preto bem escuro e estava chamuscado nas pontas. Apesar de parecer velho e estar coberto por um capuz até o pescoço, eu percebi que ele era musculoso, alto e seus braços descobertos eram cheios de cicatrizes vermelho fogo. Não é o tipo de cara com quem você quer lutar, entende? Eu não teria palavras para descrever seu capuz. Era o tecido mais estranho que já vira na vida. Parecia que alguém havia pegado uma capa branca, esfregado em sangue, petróleo e ossos. Pois é, havia ossos no tecido. Assim que o viu, a pessoa que "me acompanhava" parou. Aproveitei o tempo para avaliar. Era um pouco mais baixo que eu, podia ver alguns fios escuros escapando de seu capuz pelo vento que circulava, usava um cinto de utilidades antigo. Foi o que deu pra perceber antes de a pessoa ao meu lado dizer com uma voz mórbida como a de um zumbi, mas com um tom de ameaça:

— Você está pronto, Tártaro?

Os acontecimentos seguintes foram tão rápidos que mal poderia descrevê-los. O básico? O velho do abismo se virou enquanto ficava de um tamanho absurdamente gigantesco como os prédios de New York empunhando algum tipo de... porrete. O encapuzado ao meu lado começou a tirar algo como um amuleto do cinto de utilidades antigo. Uma risada maligna e sombria, como metal cortando pedras saiu do fundo do abismo e tudo se apagou. Uma última frase surgiu em uma voz ainda mais sombria, sussurrando "Finalmente... livre".

Acordei assustada em um salto com o som do despertador. Não demorou muito para eu me trocar, pegar minha mochila com os itens essenciais dada pela minha mãe, um outro colar que ganhei de Diego e as malas. Respirei fundo em frente a porta, pensando um pouco sobre o sonho e então corri para chamar um táxi.

Assim que cheguei no porto comecei a ser seguida por um homem de uns dois metros no mínimo, musculoso e cobrindo seu rosto com um chapéu estranho. Ele me lembrou de longe o homem que me acompanhava no sonho, mas ele fedia como peixe e algas marinhas, como se tivesse passado um século debaixo da água se esfregando num coral. Apesar de estar com as mãos no bolso, notava-se pelo volume que eram enormes. Se ele decidisse me bater ali mesmo, minha cabeça provavelmente sairia voando lá para a casa de Diego. Diego... Pobre Puglielli, eu não devia tê-lo deixado. Mas enfim, tarde demais para me arrepender. Embarcamos no navio e por coincidência ou não aquele homem estava entrando no mesmo. Despistei-o indo para o último quarto do navio e assim que cheguei me joguei na cama completamente confusa e cansada.

O que significaria aquele sonho? Tártaro... Eu só ouvira essa palavra duas vezes: ontem com Diego e numa aula de história qualquer. Claro que Tártaro não era alguém e sim o quê: Um abismo profundo onde eram punidos divindades como deuses, titãs e monstros terríveis. Então... Como aquela pessoa poderia dizer que aquele cara era o Tártaro? Eu até pensei em pesquisar mais sobre isso, mas não adiantaria de nada se as letras ficassem voando da tela ou dos livros. Principalmente em inglês, então, era um caso perdido. Outra coisa que me intrigava era aquela conversa que Diego teve com o senhor da barba, naquela névoa. Eu seria uma ameaça a quem? Quer dizer, se for aquele cara que estava sentado em frente ao abismo, eles devem ter calculado errado, porque eu não me atreveria a lutar com ele se virasse um prédio.

Não demorou muito para eu me entediar. Decidi comprar alguma coisa lá em cima enquanto não tinha nada para fazer. O corredor lá fora já estava escuro, então peguei minha mochila com o dinheiro, minha lanterna e fui até o corredor. Que erro... Que grande erro.

Liguei a lanterna e assim que o fiz, vi a sombra de alguém distante no fim do corredor. Era alguém um pouco mais alto que o cara que me seguiu, umas dez vezes mais musculoso e com uma cabeça desproporcional ao corpo. Tinha o mesmo cheiro de peixe. Primeiramente, aquela coisa me assustou. Eu pensei em correr e gritar, mas então, caiu a ficha. Eu estava louca! Paranoica! Aquelas coisas nunca aconteceriam porque não existem!

Acontece que eu tenho o dom de errar com minhas intuições.

– O senhor precisa de algo? — Disse me aproximando devagar.

O rosto do homem se virou totalmente pra mim e, tarde demais, eu percebi que aquilo não era um rosto humano. Uma névoa se rompeu bem na minha frente e o homem agora parecia uma casa de dois andares musculosas. Ele já estava com sete metros quando deu seu primeiro passo estourando o teto. Disse a primeira frase devagar, em uma voz profunda e assustadora:

– Arges... quer... você! — Sua boca se abriu em um sorriso assustador, amarelo e nojento, cheio de algas, pedaços de ferro e... ossos? OSSOS! — Eles... querem... seu... sangue! — Começou a se aproximar mais rápido, e foi quando vi o seu nariz e suas bochechas, um rosto duro e com muitas cicatrizes. — Nham... Filhote de deus cadáver pro jantar! — Foi então que vi seus olhos... Não, não seus olhos. SEU OLHO! Eu estava diante de um ciclope! — Acredite garotinha! Arges vai acabar com você de um jeito muito menos doloroso que os deuses o querem fazer! — Quando percebi ele estava bem em minha frente. O chão rachando em volta de seus pés enormes, o teto já todo estraçalhado por sua cabeça, os músculos espremidos contra as paredes e... um saiote bem afeminado para um monstro, mas tirando isso era um monstro assustador. Um monstro não. Um ciclope. Mais rápido do que qualquer coisa no navio o gigante deu um berro: — EU SOU ARGES! O CICLOPE QUE DERROTOU A MENINA CADÁVER! — Seguido por um soco no chão. Desviei passando por baixo de suas pernas e correndo em direção a escada. O navio iria afundar, havia um gigante atrás de mim. Essas eram os tipos de coisas que você não quer que aconteça em uma viagem de navio!

Outro berro distante cortou o ar e eu ouvi gritos de pessoas desesperadas. Comecei a subir a escada o mais rápido que pude, sem parar para respirar como se isso fosse me salvar. Dessa vez eu não estava arrependida de não ter trazido o Puglielli. Ele me traria problemas na hora de correr. O primeiro golpe que o Ciclope investiu contra mim cortou uns três metros de escada bem atrás de mim e me lançou uns oito degraus para cima. A mão do gigante havia crescido, agora estava do seu tamanho. Imagina o tamanho que ELE estava agora? Era o quinto golpe que ele me dava quando o desespero que quase me parou, fez surgir uma voz nítida de Diego na minha cabeça: "A PULSEIRA MELISSA! USE A DROGA DA PULSEIRA! JÁ ESTOU NO BARCO, CORRA!" Foi o suficiente para eu socar a pulseira até o pingente começar a crescer e crescer sem parar. Na minha mão estava surgindo uma longa espada de cabo negro, lâmina prateada e a ponta preta, quase rezulente. Ok, não é o tipo de coisa que você diga "Isso acontece bastante", mas foi bem útil quando a mão do gigante quase esmagou meu crânio. Eu estendi a arma em cima de mim assim que a mão vinha em minha direção. Apesar de o cabo bater com tamanha força na minha cabeça, o Ciclope puxou sua mão com força e no lugar onde minha espada havia cortado, saía um liquido preto. Sem pensar duas vezes, voltei a correr. Ele estava mais zangado ainda quando saí para fora dos quartos. A luz do sol incomodou um pouco, tempo suficiente para eu ser golpeada a alguns metros de distância até a beirada do navio.

– ARGES VAI MATÁ-LA! — Gritou o gigante. O barco estava meio inclinado, e a única coisa que não o deixava fazê-lo totalmente era o Ciclope. As pessoas pulavam do navio, corriam e gritavam como se passassem pelo mesmo perigo que eu, mas ninguém havia percebido o Ciclope de 200 metros bem ali no meio! Foi então que meus olhos caíram sobre um menino de olhos azuis profundos, um cabelo preto curto e arrepiado, uma blusa cinza e calças jeans rasgada. Ele atirava flechas no monstro. Eu vi outro rosto. Esse me era familiar.

– DIEGO! — Gritei assim que ele pulou em cima de mim me desviando de uma mãozada. — VOCÊ É UM BODE! — Assim que vi aquilo fiquei sem reação. Suas pernas estavam peludas, ele tinha cascos e um... um rabinho? Sim, meu amigo era mais estranho do que eu imaginava.

– NÃO DÁ TEMPO PARA EXPLICAR! TEMOS QUE PEGAR NICOLAS!

Começamos a correr em direção ao rapaz e eu esperava no mínimo um "VOU MATAR ESSE MONSTRO" ou "EU VOU TE SALVAR" ou talvez, o que não seria nada mal "EU TE AMO, ME BEIJE" , mas a única coisa que ele fez foi me dar um tapa na cara. Não foi um tapa qualquer, foi um tapa eletrocutado que me fez cair no chão no mesmo instante.

– Por que trouxe essa coisa para cá Diego? Ela vai me matar! — gritou o menino, agora tentando não chamar a atenção do monstro.

– Atrás de você, Nicolas!

O resto de tudo foi passado em um flash na minha cabeça. O choque me prejudicou o suficiente para ver apenas relances. Um tapa com a força de mil socos... Todos sendo atirados para o mar... Toda molhada... Meus "amigos" me ajudando a nadar... O ciclope afundando. Tudo se apagou. Eu tive a esperança de que tudo acabasse ali e que eu acabasse acordando na minha confortável cama em casa. Eu estava errada. Viriam muitas coisas piores pela frente.

Notas finais
eu espero que tenham gostado :)
O que acharam?