Melinda
1 Para sempre vamos te amar
Notas iniciais
Essa fic fiz pro seu niver, chegou um tiquim atrasada, mas pelo menos saiu antes do domingo! Rsrsrs
Best, parabéns e muitas felicidades e muitos e muitos anos de vida, pois estaremos naquele asilo, junto com a Bia, infernizando uma a outra! Kakakaka Que Deus nos dê lucidez e não nos tire o veneno! Kakaka
Pensei no que te daria, que fic escreveria. Queria um drama, coisa de chorar, como você gosta, mas não é muito meu forte! Rsrsrs Pensei em matar alguém, ou a Fel (de Arrow) ou o Lazarus (de Second Chance) ou o Sherlock ou a Joan (de Elementary), mas por fim, acabei decidindo por uma fic de Blindspot.
Saiba que, infelizmente, a gripe me tirou muito da inspiração, e sei que não ficou como eu queria, como eu imaginei, assim, um pouco angustiante, de chorar litros, como você gosta. Mas, o que vale e a intenção, né não! Kakakakka Se for preciso, você pisa numa tachinha e me diz que chorou ao ler, ok!
Kakakaka
Espero que goste.
Assim espero que os outros que lerem também gostem, tentei passar uma mensagem aqui, de amor e união familiar, que está escassa nesses tempos em que vivemos.
Kurt, após colocar as crianças para dormir, foi até o quarto para ver como a sua amada estava.
Ao perceber a porta se abrir, Jane limpou com a mão as lágrimas, que escorriam por sua face. Ela não queria que seu marido a visse chorando, para que não se preocupasse e nem que sofresse, mais do que havia sofrido aqueles dias.
Aproximou-se dela, por trás, abraçando-a e depositando um beijo demorado no alto de sua cabeça. Jane aconchegou-se em seus braços fortes e reconfortantes. Ficaram assim por um bom tempo. Não precisavam de palavras naquele momento. Apenas um do outro.
— Já dormiram? — Jane quebrou o silêncio.
— Sim. — Ele respondeu com ternura.
Ela virou-se, e o envolveu pela cintura, olhando em seus olhos, Kurt fez o mesmo.
— Acho que devemos dormir também. — Ela sugeriu.
Kurt assentiu e a conduziu até a cama. Sentou-a próximo da cabeceira e sentou-se em seguida, ficando de frente para sua amada esposa. Observou-a por alguns segundos. Cada traço e cada detalhe que ele sabia de cor e salteado, mas não se cansava de olhar.
— Eu estou bem … — Garantiu Jane, sem quebrar contato visual.
Ele segurou ambas as mãos da esposa, juntando-as com as suas.
— Jane … talvez, esteja bem fisicamente, mas de longe que não está.
— Eu vou ficar bem. — Garantiu-lhe.
— Eu não posso saber o que você sente, pois você quem a carregava em seu ventre.
Os olhos verdes graúdos encheram-se de lágrimas, ficando avermelhados, ao relembrar de tudo o que passou, era grande o seu pesar.
— Amor, sei que está sofrendo também, que tem sofrido comigo desde o primeiro dia que soubemos.
Ele assentiu lentamente, acompanhando cada palavra dela.
— Sim amor, e agora precisamos ficar de luto, querida, o tempo que for necessário …
— Não quero que as crianças sofram, Kurt, já é difícil para nós, imagine para elas.
— Entendo você, e seu ponto de vista, quer protegê-las, só isso. Mas você percebeu, que elas estão sofrendo por não saberem o que está acontecendo conosco. Você sabe como elas são espertas e sabe que elas desconfiam que algo nada bom está acontecendo e que estamos escondendo delas.
— Kurt … não podemos contar.
— Mas, por mais que me doa, precisamos contar a verdade pra elas.
— Elas vão sofrer muitos, e a Beatrice é muito novinha pra entender.
— Eu sei, mas nós somos uma família e precisamos, ou melhor, nós vamos passar por isso juntos.
Jane, entendeu o que o seu marido, tão querido e amado, estava dizendo.
— Tudo bem. — Ela assentiu. — Vamos contar juntos.
— Sim faremos isso, e outra coisa. Jane, eu te amo e você sabe que eu faria tudo no mundo para nunca te ver chorar, não é?
— Sim – sorriu, — eu sei disso.
— Eu fico feliz que saiba, por isso me dói mais ainda quando vejo você escondendo suas lágrimas, de mim, quando eu queria secá-las.
— Me perdoe amor, mas não quero que sofra, não sofra mais do que está sofrendo.
— Eu sei, e te amo mais por isso. Porém Jane, você precisa chorar amor, pode chorar o que for necessário, não pode deixar essa dor presa em você, não pode reprimi-la, pois não sei o que pode acontecer no futuro. E eu não suporto a ideia de perder mais alguém que eu amo.
Nesse momento mais uma emoção lhe tomara, e como poderia conter as lágrimas? Sim, há muitos dias era disso que precisava, chorar a morte do seu bebê! E ela tinha o homem mais perfeito do mundo ao seu lado. Alguém tão compreensivo que podia contar.
Weller, lhe abriu os braços, oferecendo consolo e apoio. Jane o abraçou e fez o que precisava, chorar. Chorar por perder alguém que nem conhecia, mas que amava tanto.
Kurt entregou-se ao choro também. Juntos, assim, permaneceram por um longo tempo.
(…)
Eles tinham decidido que aquela era a melhor hora de contar para os filhos, que embora fossem pequenos ainda, precisavam saber o que estava acontecendo.
Os quatro se acomodaram na cama dos pais. Fazendo um círculo. Mas, a pequena Bee aconchegou-se entre as pernas da mãe.
— Queria dizer que estamos reunidos aqui para falar algo muito importante com vocês. — Explicou o pai com uma voz suave.
— E antes de tudo, pedir desculpas a vocês. — Disse Jane.
— Pelo que mamãe? — Perguntou a pequena Beatrice.
— Porque eu pensei que escondendo a verdade de vocês estaria poupando-os de sofrer, mas isso não é verdade. Percebemos que vocês não estão bem, estão sofrendo porque nós estamos sofrendo, e sem vocês saberem o motivo.
— Sim, mãe, o que está acontecendo? — Foi a vez de Mattie falar. — Estou preocupado por ver que vocês estão tão tristes esses dias, mas não falam nada com a gente. Vocês estão brigados? — Questionou o pequeno Weller.
— Não amor, pelo contrário. – Explicou Kurt, segurando na mão da esposa. — Estamos mais unidos que nunca, e queremos que essa união seja com toda a nossa família. Estamos passando por um momento muito triste e vocês precisam saber. Apesar de não querer que vocês sofram, nunca na vida, tem coisas que são inevitáveis. Nós queremos ser francos e honestos com vocês, para que vocês sempre confiem tanto em mim, como em sua mãe, e saibam que sempre estaremos aqui quando precisarem, que podem contar conosco, seja para o que for. E que vamos passar por tudo juntos, seja os bons momentos ou os ruins, sejam os alegres ou os tristes.
Os dois pequenos sorriam para os pais.
— Eu confio papai. — Garantiu a pequena Bee.
A menina recebeu um beijo carinhoso de seu pai, na sua testa.
— O que está acontecendo? — Perguntou o menino.
Jane segurou uma mão de cada criança antes de começar. Entrelaçando seus dedos.
— Bem, há alguns dias, eu e o papai descobrimos, depois que eu passei mal, que tinha um neném na minha barriga.
— Um neném? — Perguntou a menina arregalando os olhos, um pouco enciumada, não queria perder seu lugar de princesinha na casa.
— Sim, lembra de como contamos de onde vem os bebês? Como vocês foram gerados?
Ambos assentiram.
— Sim, — confirmou Mattie e fez uma careta. — sabemos de onde vem os bebês. E eu lembro de quando passou mal e foi ao hospital, eu fiquei assustado e com medo.
— Amor, obrigada, a mamãe fica tão feliz por você se preocupar comigo, mas agora não precisa mais ter medo, eu estou bem. Naquele dia, fiquei sabendo que eu estava grávida, mais uma vez, e fique feliz por isso. Fiz planos de contar a vocês e em pouco tempo ter a nossa família maior. Mas, foram feitos exames em mim e no neném, muitos exames, e os médios descobriram que o neném estava doente. — A voz de Jane começou a embargar.
Weller passou então a contar o restante dos fatos.
— Sim, ficamos muito tristes com isso, e apesar dos esforços dos médicos e as nossas preces, o neném não melhorou, eles não podiam curá-lo.
Jane e Kurt foram surpreendidos pela pequena 'abelhinha' dos Weller, que abriu os braços e deu um abraço bem apertado na mãe.
— Eu 'chinto' muito mamãe! Não 'quelia' que isso acontecesse.
— Eu também não, amor. — Jane retribuiu o abraço na mesma força e suas lágrimas não se contiveram.
Mattie aproximou-se, secando as lágrimas dela.
— Mãe … não chora. — Pediu o menino, com o coraçãozinho apertado.
Ela assentiu, e ambos secaram suas lágrimas. Ao ver a cena emocionante, Weller os abraçou. E por fim, estavam os quatro emocionados, com lágrimas nos olhos.
— E o que aconteceu com o neném? — Mattie perguntou após alguns segundos.
— Infelizmente, o neném não resistiu, estava muito fraquinho e … não tem como eu dizer isso de outra forma …
— Morreu? — Interrompeu o pai e completou, o pequeno de olhos verdes.
Tanto Jane como Weller confirmaram com a cabeça.
— O neném não está mais aqui? — Perguntou Bee, colocando as mãos na barriga de Jane.
— Não querida …
— Mãe eu não 'quelia' que morresse, eu 'quelia' muito poder 'blincar' … — Disse chorando, olhando a mãe nos olhos.
— Eu sei filha, eu também. — Jane a trouxe para o seu colo.
— Falar da morte é sempre difícil, pois nós não queremos isso pra ninguém, principalmente para quem amamos, mas é algo que faz parte da vida e precisamos passar por isso juntos. Essa tristeza e dor que sentimos é normal. Chama-se luto. E nós precisamos ficar de luto juntos. Mesmo que não seja fácil, mas vai fortalecer nossa família. — Disse Weller.
Todos assentiram. E Jane segurou forte na mão de seu amado.
— Apesar de ficar por pouco tempo, eu já amava essa criança, assim como amo vocês. — Desabafou a mãe.
— E como o bebê 'ela'?
— Só sabemos que era uma menina, e o restante só podemos imaginar como ela seria.
— Ela seria linda, mamãe, como você.
— Obrigada minha pequena. — Encheu a menina de beijinhos pelo rosto.
— Ela tinha nome? — Perguntou o irmãozinho contristado.
— Não tivemos tempo de pensar em um.
— O nome dela é Melinda! — Afirmou Beatrice.
— Melinda? — Perguntaram os pais em uníssono.
— 'Polque' ela é linda!
Tanto Jane como Weller se olharam e seguraram o riso ao entender a linha de raciocínio da criança.
— É … é um belo nome. Eu gostei. Vamos chamá-la assim. Melinda. — Disse o pai.
— Bem … se quiserem chorar ou ficar triste podem ficar é normal, mas também se quiserem só pensar em coisas boas, por exemplo, em como ela se pareceria, ou seria amada ou brincaria com vocês também podem, pois cada um reage de uma forma ao luto e precisamos respeitar.
— Eu posso fazer um desenho pra ela?
— Sim, minha princesa, ela iria amar, se estivesse aqui.
A pequena sorriu animada.
— Por que ela não teve um funeral?
— Hm … boa pergunta. — Disse Kurt. — É porque ela era muito, muito pequenininha e nem chegamos a vê-las, é uma regra do hospital, por isso não tivemos assim, um corpinho que pudesse ser enterrado, mas …
— Seu pai e eu — Jane continuou. — pensamos e decidimos, fazer algo simbólico para ela no cemitério, junto dos membros da nossa família que partiram.
— Pertinho da vovó? — Perguntou a menina de olhos verdes brilhantes.
— Sim, querida. — Respondeu Jane. — E agora que ela tem nome, podemos colocar uma placa, para poder pensar nela tendo um lugar físico para estar.
— Sei que ninguém gosta de funerais, mas assim poderemos reunir a família e amigos e nos despedir dela. A amamos tanto, apesar de não conhecê-la. — Completou Weller.
— Eu gostei disso. — Alegrou-se Mattie. — E já sei o que vou fazer para ela. Quando será?
— Temos que ver algumas coisas antes, mas acredito que no final de semana.
Todos assentiram, e aconchegaram-se e passaram a noite juntos ali mesmo na cama dos pais. Mattie e Beatrice acabaram pegando no sono. Weller acariciava os cabelos de Jane, que repousava a cabeça em seus ombros. Ela, depois de algum tempo, levantou-se, e seus olhos se encontraram.
— Quer algo para comer ou beber? — Perguntou Kurt.
— Não, obrigada, eu estou bem. O que quero é te agradecer.
— Pelo que? — Ele sorriu.
— Por ter razão.
— Não precisa me agradecer, te amo e amo a família que formamos.
— Estou bem melhor agora, depois que compartilhei meus sentimentos com eles e com você.
— Eu também.
Kurt deu um pequeno beijo em seus lábios. E a trouxe para seus braços novamente. Passaram assim a observar os filhos dormirem, e apesar de não poder terem sua pequena Melinda entre eles, ela nunca seria esquecida e nunca deixariam de amá-la.
(…)
No dia da cerimônia fúnebre, todos os presentes estavam de preto, externando o seu pesar. Exceto a pequena Bee, que trajava um alegre vestidinho vermelho estampado com ursinhos. Segundo ela, sua 'irmãzinha' iria gostar e ficar alegre.
— Amorzinho, — Jane abaixou-se para ficar na altura da menina — acho melhor você aguardar aqui fora até a cerimônia acabar. A tia Patt e a Laila disseram que ficam com você …
— Não mamãe, eu sou 'foite' e quero me despedir da Melinda, também tenho presentes para ela.
A mãe sorriu.
— Tudo bem então. — Beijou-lhe a testa e arrumou-lhe os cabelos.
Kurt pegou a pequena em seus braços, e segurou na mão de Jane, que por sua vez segurava a mão de Mattie.
Suspiraram e entraram. Acompanhados de alguns amigos e poucos familiares, entraram e acomodaram-se nas cadeiras previamente preparadas.
O dia estava nublado, mas não chovia. Parecia que ele compartilhava do mesmo sentimentos dos presentes ali.
Borden achou apropriado fazer um discurso sobre família, perda de um ente querido e luto, para os presentes que precisavam de consolo. Suas palavras foram lindas e emocionantes, vez por outra se notava alguém ser vencido pelas lágrimas, que escorriam por seus rostos sem cerimônia.
Após o discurso de Borden, Kurt havia preparado algumas palavras para dizer, mas a emoção não lhe permitiu. Nem Jane quis se expressar. Então, receberam os cumprimentos dos amigos, que deixaram flores sob a pequena placa com o nome “Melinda”, que ficava ao lado do túmulo da mãe de Jane. A família Weller, junta ficou alguns minutos enfrente a placa, em silencio.
Jane e Weller colocaram rosas vermelhas e brancas, e Mattie colocou uma rosa e um envelope.
Beatrice, ansiosa depositava ali, os presentes para sua irmã. Alguns desenhos e sua boneca preferida.
— Melinda, a vovó vai tomar conta de você sempre e a Tori, vai ficar aqui, pra você ter sempre com quem brincar. — Sorrindo colocou a boneca e a ajeitou para que Tori ficasse sentadinha.
Jane e Kurt não conseguiram conter a emoção com a cena e as lágrimas rolaram, mais uma vez.
— É melhor irmos. — Sussurrou no ouvido de Jane.
— Leve as crianças, para elas é o suficiente, mas eu vou ficar mais um pouco.
— O tempo que for necessário, mas lembre-se, eu estou aqui.
Ela assentiu e recebeu dele um beijo na testa.
Kurt levou as crianças para fora do cemitério e Tasha, Patterson, Borden e Reade os aguardavam.
— Seus amigos precisam de você. — Sussurrou Tasha.
Paolo assentiu e foi até os irmãos que estavam com os rostinhos tristes.
— Vamos tomar sorvete! — Falou Paolo animado, filho de Tasha e Edgar.
Tanto Beatrice como Mattie assentiram.
— Vamos. — Disse Laila, filha de Borden e Patterson, pegando na mão de Bee.
Eles saíram correndo e gritando, fazendo os pais rirem. Que se aproximaram e passaram a conversar.
Enquanto isso, Jane declarava a filha o quanto a amava e queria ter podido conhecê-la, ver seu rosto pelo menos uma vez, e sentido o calor de seu corpo em seus braços. E lhe garantiu que nunca a esqueceria, assim como toda a família.
Não conteve sua curiosidade e abaixou-se, pegando, duas folhas dobradas, que Bee deixou para Melinda.
Ao abri-las seu coração, falhou uma batida. Eram desenhos, lindos, que a pequenina havia feito. Num tinha sua irmãzinha, como ela imaginava, pequena e fofinha, pele alvinha contrastando com cabelos negros encaracolados, olhos azuis como os de seu pai. Jane sorriu, pois era assim também que a imaginava, parecida consigo, mas com os olhos e os sorrisos do homem que amava. E na outra folha, toda a sua família reunida com a Melinda, tinha até um cachorrinho e um gato. Um arrependimento lhe veio, e achou que não deveria ter feito isso, pois era coisa de irmãs, e deveria ficar entre elas.
— Me desculpe. — Sussurrou.
Abaixou-se e colocou da forma que estava antes. Olhou para o envelope de Mattie, mas não se atreveu a pegar e cometer o mesmo erro novamente, pois o que quer que tenha escrito ali, não foi para ela. E admirava que seus filhos tivessem seus momentos como irmãos, unidos e com segredos dos pais. Sorriu. E em seguida, sentiu um braço lhe rodear a cintura, fazendo seu coração aquecer.
Ela virou a cabeça para vê-lo e notou os olhos com pesar e algumas lágrimas, não era fácil, mas ele estava aguentando firme a despedida.
Kurt, no intimo, reafirmou à sua mais pequenina flor, o quanto a amava e sentia a falta de nunca poder estar com ela em seus braços, fazer bagunça irritando Jane, e lhe ensinar a cozinhar como ensinava aos seus irmãos. Nem implicar com o tamanho de sua saia e nem espantar quaisquer moleques que lhe chegasse perto, assim como faria com Bee.
Quando seus olhares se cruzaram, sorrisos se formaram.
— Podemos ir. — Disse para ele.
— Tem certeza?
— Sim, ela sabe que nós a amamos e nunca vamos esquecê-la, e tem irmãos que precisam de nós agora.
Ele assentiu. Pegou a mão de Jane e ela apertou forte. Assim foram e se despediram dos amigos e foram com os filhos para casa. Com uma promessa, por mais difícil que fosse, sempre estariam juntos para enfrentar qualquer dificuldade. Pois essa era a família Weller, uma família unida que se amava muito.
Naquele momento, vagarosamente, as nuvens pesadas e escuras começavam a se dissipar, mostrando um céu azul cintilante.
Ali sob as flores, um envelope repousava silencioso, contendo uma pequena carta, repleta de verdade e sentimento fraternal.
Querida pequena Melinda,
Hoje é um dia triste, pois soube que você existiu e não vou poder te conhecer.
Pude ver nos olhos do papai e da mamãe o quanto eles te amaram nesse breve período, que muitos nem se quer diriam que foi uma existência, pois você não nasceu, mas acredite, você pra mim existe e é real, e ninguém nunca vai me convencer do contrário. Assim como para nossa irmãzinha Bee. Tanto ela como eu podemos te amar, só por ver esse amor em nossos pais. Saiba que, tudo na vida tem dois lados, e se existe tristeza, existe também a alegria. E posso dizer que estou alegre pois, mesmo ausente, você tem unido essa família, e nos ensinado como passar por um momento assim tão difícil.
Eu posso imaginar você. Sendo feliz, alegre e sorridente. E também brigando comigo para brincar um pouco num joguinho qualquer do meu videogame, e com a Bee por uma boneca. Tirando a mamãe do sério, porque tá inventando uma gripe para não ir para a escola. Ou irritando o papai para comprar algum presente que queira. Mas, também nos deixando orgulhos por receber uma estrelinha dourada na escola, por bom comportamento. Te imagino se formando e sendo alguém importante na carreira que você escolhesse. Imagino sua risada, alta e contagiante, assim como a da mamãe. E seus olhos expressivos como o dela, sendo tão transparentes que nada pode esconder, nem alegra e nem tristeza, nem a preocupação e nem o orgulho. Ter o sorriso mais lindo, fofo e sereno como o da Beatrice. Ser companheira e legal e divertida como o papai.
Assim é você para mim, a irmã que perdi antes mesmo de ter. Mas, eu sou feliz e sortudo por você ter existido e passado por nossas vidas, mesmo tão rapidamente.
E nunca, nunca mesmo, se esqueça que o papai, a mamãe, a Bee e eu te amamos e nunca vamos te esquecer.
Agora eu beijo esse papel, e quero que sinta como se fosse no seu rostinho, na sua bochecha rosadinha. Pois sinto também você me retribuí-lo de volta, onde sinto também o seu cheiro suave. Sempre fique aquecida, pois onde tem amor, tem luz e calor e você é uma pequenina muito amada.
Quero que você seja feliz, onde quer que esteja, seja esse lugar, nossas lembranças ou nossos corações.
Do irmão que te ama e sempre vai te amar,
Mattie.
Notas finais
Onde que compra um Weller desses?
O que acharam?
Não sou muito de pedir comentários (nas fics de Blindspot, são pessoas muito tímidas! rsrs), mas nessa gostaria sim de saber o que acharam.
Deixem um comentário, please. Ajudem uma escritora a continuar escrevendo! (ou parar de vez!)
Bjusss e até uma próxima.
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